Confissão de Fé de 1967. Uma avaliação sociológica em perspectiva humanista.

Autor: André Tadeu de Oliveira

Toda entidade religiosa é organizada com base em uma confissão de fé, também conhecida como credo. No escopo do cristianismo, o primeiro documento composto com a finalidade de delimitar as crenças fundamentais foi batizado com a seguinte terminologia: Credo dos Apóstolos. Tal credo não foi redigido pelos seguidores diretos de Jesus, mas segundo estudiosos da teologia cristã contêm ensinamentos próximos aos defendidos pela tradição apostólica. De acordo com historiadores, o credo apostólico foi utilizado pela primeira vez no ano de 389, por ocasião do Sínodo de Milão.

Com o passar do tempo, outras afirmações de fé foram produzidas por todas as clássicas igrejas da cristandade, do catolicismo-romano ao protestantismo. Mesmo mantendo dogmas centrais, tornou-se usual a elaboração de diferentes documentos dogmáticos durante toda a história da religião cristã .

Não obstante, foi o protestantismo o ramo responsável pela elaboração do maior número de confissões . Do luteranismo ao calvinismo, encontramos uma elevada produção de elementos dogmáticos. Quais os motivos para tamanha pluralidade confessional?

O famoso preceito do livre exame pode ser uma resposta interessante. Estimulado a realizar sua própria interpretação do texto bíblico de uma maneira relativamente livre do  magistério eclesiástico, o protestante ampliou essa ideia de liberdade diante de seus documentos confessionais. Dentre as principais confissões de fé criadas durante o período da reforma, podemos citar como marcantes: Confissão de Augsburgo ( 1530- luterana), Primeira Confissão da Basiléia ( 1534- reformada), Confissão de Genebra ( 1536- reformada), Confissão Gálica ( 1559- reformada), Confissão Escocesa ( 1560- reformada), Confissão Belga ( 1561- reformada), Trinta e Nove Artigos da Religião ( 1563- anglicana) e Segunda Confissão Helvética ( 1566- reformada).

Uma das principais críticas direcionadas às formulações doutrinárias religiosas reside em sua suposta imutabilidade, isto é, não podendo ser alteradas pelo fato de lidarem com temas metafísicos. Contudo, tal premissa é falsa e não encontra embasamento no estudo histórico. Adolf Von Harnack, importante teólogo e historiador alemão, por meio de sua magistral obra  A História do Dogma , mostra como a dogmática cristã sofreu marcantes alterações. Assim, doutrinas religiosas não são pressupostos estáticos. Read more…

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Advocati Fidei 15. Presbiterianos dos EUA ordenam seu primeiro pastor assumidamente gay

Introdução: André Tadeu de Oliveira
Fonte: Globo.com

Amado por seu Deus. Vinte anos atrás, Scott Anderson desistiu de seu ministério porque era gay. Mas agora ele está lutando para reconquistá-lo.

Introdução

Sou heterossexual. Assim como sou branco e nasci em uma família de classe média. Entretanto, essas características não me limitam dentro desse universo. Meu compromisso com uma sociedade justa e igualitária empurra-me para a defesa dos direitos de toda minoria, caso dos afrodescendentes, mulheres, sem-terra, sem-teto e a comunidade LGBT. Os preceitos básicos do humanismo me direcionam para tais grupos marginalizados. Read more…

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Advocati Fidei 5. Teologia e Liberdade. A vida, obra e teologia de Karl Barth

Autor: André Tadeu de Oliveira

Introdução.

Considerada até o advento do iluminismo como “rainha das ciências”, a teologia, a partir do final do século XVIII, foi perdendo sua relevância no mundo ocidental. Como outras áreas do conhecimento vinculadas às chamadas ciências humanas, o labor teológico, pelo fato de ter como objeto de estudo elementos não empíricos, não testáveis em laboratórios, foi considerado irrelevante por parcela significativa da emergente comunidade cientifica.

Essa postura, fruto de um pensamento iluminista absolutamente radical e em franco declínio, perde sua força quando a própria teologia reformula a compreensão a respeito de si mesma.

Segundo historiadores do cristianismo, a moderna teologia surgiu como fruto da influência direta da filosofia grega, principalmente platônica e estóica . Para os pensadores Greco-romanos, o conhecimento teórico a respeito da divindade era muito mais importante do que a prática usual dos fiéis na vida cotidiana. Isto é, crer de uma maneira considerada correta tornou-se pressuposto essencial para que o cristianismo fosse aceito pela elite da aristocrata sociedade romana.

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Falando com uma porta: William Lane Craig vs. Richard Dawkins

Introdução: Eli Vieira
Fonte:
Ciudad de Las Ideas

Finalmente temos o vídeo das participações de William Lane Craig e Richard Dawkins no debate Ciudad de Las Ideas, que aconteceu no mês passado na Cidade do México. As legendas vêm de um blogueiro que se esconde por trás de um pseudônimo para escrever um blog medíocre preconceituoso contra ateus. “Snowball” e “Luciano Ayan” são blogueiros reacionários que estão tão preocupados com a seriedade de seus ataques aos ateus, em defesa a valores tefepéticos, que sequer se identificam. Vai ver a identidade real é pior que fictícia.

Respondendo à mentira de William Lane Craig de que os melhores cientistas são teístas, basta clicar AQUI para ler algo com referência em periódico científico indexado a respeito, mostrando que a maioria dos melhores cientistas e filósofos da atualidade é de ateus, ultrapassando 70%. Só se pode chamar de pseudofilósofo alguém que recorre à falácia ad verecundiam dessa forma. Sem contar na ideia hilária de que, quando se afirma ao mundo que a entidade X existe no mundo externo, é responsabilidade do mundo provar que ela não existe, em vez de responsabilidade do proponente amparar sua própria afirmação delirante. Carl Sagan se revira na tumba com esse tipo de inversão do ônus da evidência.

Incorporada abaixo está a lista de reprodução completa para as três partes. Ative as legendas caso elas não apareçam. Agradeço ao “Bola de Neve” por legendar mais um pedaço da bancarrota argumentativa do pseudofilósofo Craig. Os que se interessam por detalhes soporíferos de debates teológicos podem procurar as respostas academicamente referenciadas na rede Secular Web e no blog Ex-Apologist.

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