Fonte: Adriana Carranca
Editor: Eduardo Patriota Gusmão Soares
Introdução: Dia 11 de abril começa a valer a proibição do véu islâmico na França. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, líder de uma república oficialmente secular, saudou a herança cristã na França num momento em que seu partido de centro-direita questiona o papel do Islã na sociedade.
O problema do véu é que tanto quanto é opressivo obrigar seu uso, também o é obrigar sua remoção. A liberdade individual é que deve ser respeitada. Entendo que há um sentimento de evitar a “islamização” da Europa, e a proibição de adornos islâmicos faz parte deste plano. Mas cidadãos livres e em pleno gozo de seus direitos devem sim poder usar seus trajes típicos (ainda que a indumentária tenha origem religiosa), desde que não atentem contra a moral e bons costumes. Vale conferir a crítica feita pela colunista do Estadão, Adriana Carranca.
****************************
A partir de 11 de abril, cobrir o rosto em espaços públicos na França constituirá uma infração punível com multa de até 150 euros. Seja francês, imigrante ou turista, os agentes públicos deverão abordar o infrator e pedir que se retire do local, segundo documento divulgado hoje com detalhes sobre a aplicação da lei. Se ele persistir, devem chamar a polícia, que procederá com um controle de identificação da pessoa para confirmar a constatação da infração. Se recusar-se a mostrar o rosto, irá para uma delegacia. Se concordar, deverá apenas comparecer a uma audiência no tribunal local, que avaliará a ofensa. A infratora pode ser condenada a um curso de cidadania (Deus!) ou optar pelo pagamento de multa de até 150 euros.
Segundo informou hoje o jornal francês Le Figaro, cerca de 100 mil cartazes e 400 mil folhetos foram impressos para alertar a população nos espaços públicos transporte público, escolas e universidades, lojas, cinemas, parques, cafés