Convite para participar de pesquisa de doutorado sobre ateístas

University of Nevada

Convidamos você a participar de uma pesquisa direcionada a ateus e outras pessoas não-religiosas (isto é, aqueles que não acreditam em deus(es)). Esta pesquisa está sendo conduzida por um estudante de doutorado da Universidade de Nevada, em Reno com a ajuda de Atheist Alliance International (AAI). A pesquisa busca compreender suas experiências como um ateu, incluindo o seu envolvimento (se houver) com organizações seculares e suas percepções de discriminação e preconceito (se houver) contra você como um ateu.

Nosso objetivo é aumentar a conscientização sobre ateus e outras pessoas não-religiosas através da divulgação dos resultados em revistas acadêmicas e outras publicações (como a revista da AAI, Secular World).

A participação nesta pesquisa é voluntária e anônima. Suas respostas serão combinadas com outras e nenhuma informação de identificação pessoal será gravada. Respostas honestas e completas são cruciais para tornar os resultados da pesquisa uma representação precisa das experiências dos ateus. A pesquisa levará cerca de 15-20 minutos para ser concluída e permanecerá aberta até 27 de março de 2013.

Para participar desta pesquisa, ou para saber mais sobre este estudo, basta clicar no link abaixo:

http://unrcfr.us.qualtrics.com/SE/?SID=SV_3QlZZFokgDdWBTf

[Veja aqui em PDF a tradução da pesquisa para o português, e participe!]

Se você tiver dúvidas antes ou depois de sua participação, envie um e-mail para Michael J. Doane em mdoane@unr.edu.

Sinta-se livre para compartilhar este link com outras pessoas que possam estar interessadas em participar desta pesquisa.

Desde já obrigado!

Michael J. Doane, B.A.
Pesquisador
Carlos A. Diaz
Presidente, Atheist Alliance International
Marta Elliott, Ph.D.
Orientadora

Confira aqui a pesquisa traduzida pela Liga Humanista

(para todo mundo participar!)

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Algumas considerações sobre Prostituição, Aids e Vida

Introdução: Dia 17 de dezembro foi o “Dia Internacional pelo Fim da Violência contra Profissionais do Sexo”. Para marcar essa data, gostaria de compartilhar mais um texto da socióloga Gabriela Leite , fundadora da ONG Davida, da Rede Brasileira de Prostitutas e da grife Daspu (o primeiro também tratava de sociologia vs. prostituição).

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Em mensagem ao Departamento de Aids, Gabriela Leite critica a volta à cena de ‘grupos de risco’ e a associação de prostituição com pobreza, propondo a retomada da resposta baseada em direitos humanos

“Direitos de profissionais do sexo são direitos humanos!”

Assisti pela internet à reunião ampliada do Departamento de Aids e Hepatites Virais, dia 30 de outubro agora. Já tinha avisado minhas companheiras da Rede Brasileira de Prostitutas da importância de participar da reunião e colocar algumas das nossas posições. Maria de Lourdes Barreto foi brilhante nas duas colocações que fez e reflete com todas as letras o que pensamos a respeito da atual resposta brasileira.

Fico triste, e a reunião confirmou minha tristeza que desde o congresso de prevenção me acompanha, porque sinto um retrocesso imenso a tal ponto que ninguém mais sequer mede as palavras para falar em “grupo de risco”. Agora nem o politicamente correto (que não gosto) nos salva: a equação puta=grupo de risco é um fato para os técnicos epidemiologistas de plantão.

Mas paro aqui de chorar as mágoas e de ter saudades dos tempos modernos que vivemos nos anos 1990 quando, de fato, construímos uma resposta brasileira. Quero colocar 3 questões sobre prostituição e aids.

1) Pesquisa RDS

Acompanhei a pesquisa desde sua elaboração até a apresentação final. Eu e Roberto Chateaubriand funcionamos como uma espécie de consultores do movimento de prostitutas. Sempre falei e repeti para a Célia Landmann e sua equipe que nossa amostra, apesar de contemplar 10 cidades, não era assim tão representativa já que somente iria trabalhar com um certo grupo de prostitutas: as prostitutas do baixo meretrício e muitas vezes de zonas confinadas. Ora, a indústria do sexo é de uma grande complexidade. Convive-se com a alta, média e baixa prostituição. Convive-se com boates, saunas, prédios inteiros com apartamentos com várias especializações (sado-masoquismo, fantasias sexuais várias, etc.). Convive-se com sites na internet e inclusive dizem alguns estudos que a indústria do sexo é hoje a terceira fonte de recursos da internet. Read more…

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Uma nova geração de pesquisadores da prostituição

Fonte: Beijo da Rua (edição de abril de 2012)
Autoria: Gabriela Leite
Introdução: Guilherme Balan

Desde abril está no ar uma nova edição do excelente jornal Beijo da Rua (não deixem de ler!), editado pela ONG DaVida. O tema principal é a Copa do Mundo. O editorial já começa dando recado:

“Antecipando-se ao que vem por aí, o Beijo adverte: boatos e disparates sobre tráfico de mulheres para exploração sexual durante a Copa do Mundo no Brasil serão pretexto para reprimir a prostituição. Assim aconteceu na Alemanha em 2006 – quando surgiu o número de que 40 mil mulheres seriam traficadas – e na África do Sul em 2010, como mostram os textos de aber tura desta edição”

A edição traz diversos temas e teses sobre mitos que colocam prostitutas como vítimas e focos de doença. Eu gostaria de divulgar mais e mais textos do jornal, que se encontra na Internet em um formato (pdf) que eu sei que poucos lêem. Pra começar, gostaria de compartilhar a Coluna da Gabi – da socióloga Gabriela Leite, fundadora da ONG DaVida e idealizadora da grife Daspu – que tratou brevemente de como a prostituição vem sendo pesquisada (de jeito errado) através dos anos.
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Uma nova geração de pesquisadores da prostituição. Faz algum tempo criamos um núcleo de pesquisa no Davida. Esse número do Beijo da rua já é resultado dessa nossa incursão pelo mundo dos conceitos. Tivemos a ideia de formar o núcleo a partir da constatação de que muito se fala sobre a prostituição e pouco ou quase nada se estuda em termos estruturais.

Invariavelmente recebemos pesquisadores e trabalhos sobre prostituição. São muitos! Todos, com raras exceções, enfocam a pesquisa de campo em detrimento de estudos conceituais. De forma nenhuma sou contrária a pesquisas de campo, mas realizá-las somente para ouvir respostas que pretendem provar a visão do pesquisador sobre a prostituição é no mínimo antiprofissional. Não sou acadêmica, mas penso que uma pesquisa de campo deveria levar em consideração a complexidade de tal campo. O que vemos são idas a campo para entrevistar somente uma faceta da questão, no nosso caso, a mais visível e mais fácil, as prostitutas, como se a prostituição só vivesse de prostitutas. E, o que é pior, pesquisas sempre centradas no porquê aquela mulher foi para a prostituição. Histórias de pobreza, muitos filhos para criar, expulsão de casa pelos pais são as preferidas; e assim vai ano, vem ano, trabalhos se multiplicam explicando o quanto as mulheres prostitutas são vítimas de uma sociedade patriarcal e machista. Read more…

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Conheça um pouco mais dos leitores do Bule Voador!

Nós gentilmente pedimos e mais de 1.100 leitores do Bule Voador responderam ao questionário que almejou conhecer um pouco mais sobre as pessoas que leem este importante blog.

Lemos cada uma das críticas e sugestões que nos passaram através da pesquisa. Uns reclamando da prevalência de posts sobre temas LGBT em certos períodos, outros pedindo ainda mais conteúdo a respeito. Outros tantos reclamaram de posts muito extensos que dificultam a leitura no dia-a-dia. Recebemos outras tantas sugestões, mas não podemos coloca-las todas aqui.

Observamos, ainda, os pedidos por matérias específicas, bem como estamos analisando o que o público gostaria de ver publicado no Bule. Contudo, alinhar ainda mais os editores com os leitores, sempre respeitando a liberdade editorial, é um processo lento e gradual que esperamos iniciar nas próximas semanas.

Seguem os gráficos que revelam um pouco mais da comunidade que participa do Bule Voador e eles falam bastante por si só.

Obrigado pela participação de todos,

Eduardo Patriota Gusmão Soares
Presidente do Conselho de Mídia 

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Metade dos cristãos britânicos não acreditam que Jesus é filho de Deus (?!)

Fonte: Uma Visão do Mundo

Autor: Eduardo Patriota Gusmão Soares

Catedral do Arcebispo de Canterbury, chefe da "Church of England"

Recentemente, a “Richard Dawkins Foundation for Reason and Science” (RDFRS) publicou o resultado de uma ampla pesquisa sobre as atitudes religiosas e sociais dos britânicos. A pesquisa foi feita logo após o Censo daquela região, motivado pelos altos índices de autodeclarados cristãos (72% em 2001). Valores elevados como estes justificam afirmações de que a Grã-Bretanha é uma nação cristã, dando espaço para todo tipo de manipulação por parte de clérigos e do avanço da Igreja contra o secularismo.

A pesquisa paralela da RDFRS, feita pela da empresa de pesquisas Ipsos MORI apenas com quem respondeu que era cristão ao Censo, mostra que hoje em dia apenas 54% dos britânicos se consideram cristãos e, entre estes, poucos participam ativamente da vida religiosa. Além desta revelação, outras surpresas apareceram na pesquisa:

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Ciência a serviço da ignorância?

Autor: Stéphane Foucart

Tradução: Luiz Henrique Coletto

Fonte: Guardian

Quando a ciência está escondida sob uma cortina de fumaça

Sob a aparência de promoção do debate, alguns cientistas alimentam a ignorância do público

Marlene Dietrich, ícone de Hollywood, e o glamour do cigarro. Foto: PA

Robert Proctor, da Universidade de Stanford, cunhou o termo “agnotologia” [estudo da ignorância] em 1992, quando notou que estamos muito mais preocupados com produzir conhecimento do que com o modo como a sociedade propaga a ignorância. Tais preocupações foram o foco de um simpósio de dois dias, em maio, no Centro de Pesquisas Interdisciplinares (ZiF) na Universidade Bielefeld, na Alemanha. Nos últimos anos, a agnotologia foi alargada para abordar uma disciplina na interseção entre filosofia, sociologia e história da ciência, sendo seu propósito estudar a ignorância em si e os meios empregados para produzi-la, sustentá-la e difundi-la.

Essa pode parecer uma busca abstrata, mas, na verdade, ela trata de muitas das questões que são desencadeadas pela fricção entre ciência e sociedade. A oposição causada pelas novas tecnologias ou por produtos perigosos frequentemente desencadeia os mesmos mecanismos. Um exemplo familiar é a publicidade dada pela indústria tabagista dos Estados Unidos a estudos enganosos sobre os alegados benefícios do fumo. Read more…

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Ateus se saem melhor em teste sobre religião

Fonte: Veja

Editor: Eduardo Patriota Gusmão Soares

Para celebrando a EucaristiaIntrodução: Os números não são impressionantes quando olhamos as diferenças estatísticas. Mas o curioso é ver ateus como os que mais responderam corretamente a um questionário religioso. O que leva um ateu a pesquisar mais sobre religião do que um teísta?

Podemos estudar para conseguir debater um tema. Mas debater apenas para jogar conversa fora não parece ser o caso. É insensato conversar sobre algo que não lhe é relevante. Razão pela qual a maioria das mulheres não falam de futebol, tampouco homens sobre sapatos. A motivação do estudo religioso por parte dos ateus é para entrar no debate, é para militar contra o avanço da religião sobre a sociedade. Um bom indício de que, aos poucos, ateus e agnósticos estão saindo do armário e indo para o front.

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