Autora: Amelia
Fonte: HuffPost Gay Voices
Tradução e Introdução: Luiz Henrique Coletto
Quem acompanha as postagens aqui do Bule sobre direitos humanos no Brasil e, em especial, sobre feminismo e população LGBT, já percebeu que o cenário nacional não tem sido muito animador do ponto de vista político. De muitos lados, há uma sensação geral (amparada em muitos fatos, de qualquer modo) de retrocesso em virtude de uma presença cada vez mais intensa e agressiva de agendas religiosas conservadoras. Para quem observa esta questão desde meados de 2010, na campanha presidencial, é ainda mais flagrante a escalada de pautas conservadoras que setores fundamentalistas conseguiram empreender na política nacional.
Nesta semana, as declarações do Ministro da Educação (MEC) Aloizio Mercadante sobre homofobia na escola e o material didático que foi suspendido em maio de 2011 pela Presidenta deram o tom do quanto uma questão óbvia sob todos os ângulos (educacional, social, de direitos humanos e como política pública) vai seguir na geladeira por causa do único ângulo que pode sempre oscilar, não importam os fatos: o político. A fala do Ministro sobre o kit anti-homofobia é tão desatinada (você pode ler aqui) que o resumo brilhante feito pelo Idelber Avelar no twitter cai muito bem:


