No último fim de semana eu passei parte do meu tempo bebendo cerveja e conversando com Sir Peter Blake sobre Kendo Nagasaki. Nesse fim de semana eu passei uma hora mordendo uma caneta como um cavalo Shire enquanto meu cérebro falhava em compreender um jornalista de quem eu estava sentado ao lado. Eu estava na QEDcon, numa mesa com o tema “A Ciência é a Nova Religião?”.
É o tipo de título popular com o pessoal da imprensa, como “a comédia é o novo rock and roll?” ou “tricô é a nova psoríase?”.
A resposta para “a ciência é a nova religião?” é obviamente sim, contanto que você redefina religião como sendo “um sistema auto-corretivo e baseado em evidências de explorar o universo que tenta desenterrar as leis e teorias menos incorretas que podem explicar o que existe ou pode existir enquanto ao mesmo tempo aceita que sempre deve haver espaço para dúvida e maiores questionamentos”.
Logo saímos do tema, quando o jornalista explicou que políticos, defasados pela incerteza, eram agora guiados nos bastidores por cientistas. Seja isso verdade ou não, a evidência oferecida parece escassa. Algo a respeito de fumo passivo e algo sobre política de educação. Do meu ponto de vista parecia que o máximo que realmente estava sendo oferecido era a ideia de que membros do parlamento talvez façam uma seleção dos dados para justificar as políticas que eles querem colocar em prática. Isso parece muito diferente da noção de que uma cabala poderosa de cientistas esteja levando a nação a uma ditadura da evidência sob a mão pesada do pensamento crítico avançado. Não vou me ater a minhas discordâncias com a posição do jornalista, esperemos que uma gravação seja disponibilizada em breve e você possa julgar por si mesmo e jogar um ovo ou um tomate virtual em mim pelos meios da comunicação futurista. Read more…


