Autor: Homero Ottoni
Continuação – veja aqui a parte 1 e a parte 2.
Com tantas formas de marcar o tempo e datar eventos, objetos, restos de seres vivos e rochas, ainda assim há quem “duvide” desses dados. Como as datações feitas pela ciência costumam destruir as afirmações da crença, é sempre difícil para quem crê aceitar essas informações.
Assim, seria interessante se houvesse uma forma de “datar” seres vivos a partir de sua própria natureza, algo “dentro” deles que permitissem saber quando uma espécie se separou de outra, há quanto tempo, qual a distância em termos de parentesco, etc.
E existe. Não seria necessário, mas existe, devido à forma como a evolução se dá e ao sistema de informação dentro de cada célula, o DNA.
Autor: Homero Ottoni (*)
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E chegamos ao átomo. Entre as muitas conquistas intelectuais e científicas da humanidade, acho que a teoria atômica é central, e uma das mais importantes (ao lado da Teoria da Evolução, certamente..:-). Descobrir do que é feita a matéria ao nosso redor foi um passo impressionante para o conhecimento humano, ainda mais se considerarmos a dificuldade de lidar com um microcosmo praticamente invisível, fora do alcance de nossos sentidos e da maioria de nossa tecnologia.
Nos dias de hoje marcamos o tempo com tal facilidade, que parece algo natural - e fácil - saber as horas com precisão. Olhamos no relógio de pulso, no celular ou ao redor, procurando um relógio de parede. Podemos ver as horas na tela da TV ou perguntar a alguém ao lado, e rapidamente descobrimos o quanto estamos atrasados para os compromissos de nossa vida moderna.
Mas marcar o tempo, saber as horas, foi um grande problema por quase toda nossa história. Ou pelo menos, a partir do momento em que saber as horas tornou-se importante para nossa espécie.
O problema de saber as horas com precisão tornou-se dramático no tempo das grandes navegações. Saber as horas significava saber onde se estava, no mundo, e poder voltar para casa com segurança.