O mundo secreto do INCONSCIENTE

Antes de ontem (06 de fevereiro de 2013), caminhando pelo centro de Belo Horizonte, eu fui repentinamente capturado pela capa da revista Super Interessante deste mês. A imagem de um cérebro grande e vermelho e a palavra “INCONSCIENTE” fizeram-me parar, ler o subtítulo da matéria (veja abaixo) e, apesar do preço, levar um exemplar. Com um tal “novo inconsciente” no ar — ou bem amarrado nos labirintos do cérebro –, eu não poderia perder a chance de escrever uma resenha crítica e falar um pouco sobre um dos maiores construtos da psicologia.

“Sim, ele realmente existe. Controla quase tudo o que você faz e é capaz de coisas que você nem imagina. As últimas descobertas da ciência desvendam o lado oculto da mente — e confirmam a principal teoria de Freud.”

o mundo secreto do inconsciente-super interessante


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Autoridade

Autor: Pedro Sampaio

Todos nós tendemos a confiar mais em algumas pessoas do que em outras. Temos amigos aos quais fazemos confidências que não faríamos a nenhuma outra pessoa; temos grupos nos quais confiamos para falar sobre determinados assuntos mas não sobre outros; conhecemos pessoas das quais aceitamos alegremente conselhos sobre qual o melhor carro para comprarmos, mas jamais sobre relacionamentos; e por aí vai.

Geralmente essa confiança é conquistada ao longo do tempo. A pessoa nos dá mostras de podermos confiar nela ou então mostras de que não podemos. Em alguns casos, essa confiança nem é adquirida ao longo do tempo, como, por exemplo, quando alguém em quem confiamos nos indica que Fulano sabe muito sobre carros e deveríamos aceitar seu conselho a respeito. E há ainda aqueles em quem confiamos não por nossa experiência, nem devido à indicação de várias pessoas ou de uma pessoa de confiança, mas porque ocupam posições de autoridade.

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A Questão de uma Weltanschauung [1] (Resumo) – Parte 5

Fonte: Novas conferências introdutórias sobre a psicanálise – Conferência XXXV

Autor: Sigmund Freud

Editor: Alex Rodrigues

Pode­-se, então, perguntar por que a religião não põe um fim a essa controvérsia, que é tão sem esperança para ela, declarando francamente: “Realmente não posso dar-­lhes o que comumente é chamado de ‘verdade’; se a querem, apeguem­-se à ciência. Mas o que tenho a oferecer-­lhes é algo incomparavelmente mais belo, mais consolador e mais elevado do que tudo o que podem conseguir da ciência. E, por causa disso, digo­-lhes que é verdadeiro, num outro sentido, mais elevado”.

É fácil encontrar a resposta para isto. A religião não pode admitir tal coisa, porque senão implicaria a perda de toda a sua influência sobre a massa da humanidade.

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A Questão de uma Weltanschauung [1] (Resumo) – Parte 4

Fonte: Novas conferências introdutórias sobre a psicanálise – Conferência XXXV

Autor: Sigmund Freud

Editor: Alex Rodrigues

A luta do espírito científico contra a Weltanschauung religiosa, como sabem, ainda não chegou ao fim: ainda está­ se desenvolvendo atualmente, diante de nossos olhos. Embora, de modo geral, a psicanálise empregue pouco a arma da controvérsia, não me absterei de examinar tal disputa. Com isso, talvez, posso elucidar melhor nossa atitude referente às Weltanschauungen. Os senhores verão com que facilidade alguns dos argumentos apresentados pelos adeptos da religião podem ser respondidos, embora outros realmente possam escapar à refutação.

A primeira objeção que encontramos é no sentido de ser uma impertinência, da parte da ciência, fazer da religião um objeto de suas investigações, pois a religião é algo sublime, superior a qualquer operação do intelecto do homem, algo que não deve ser abordado mediante críticas excessivamente sutis. Em outras palavras, a ciência não tem competência para julgar a religião: é muito útil e respeitável em outros aspectos, desde que se mantenha dentro de sua própria esfera. Mas a religião não é sua esfera, nela a ciência não tem o que fazer.

Se não nos deixarmos desarmar por essa repulsa brusca e se, ademais, indagarmos qual é a base dessa pretensão a uma posição excepcional entre todos os assuntos humanos, a resposta que recebemos (se formos julgados dignos de alguma resposta) é que a religião não pode ser medida por critérios humanos, visto ter origem divina e haver-­nos sido dada como uma revelação por um Espírito que o espírito humano não consegue compreender.

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A Questão de uma Weltanschauung [1] (Resumo) – Parte 3

Fonte: Novas conferências introdutórias sobre a psicanálise – Conferência XXXV

Autor: Sigmund Freud

Introdução: Alex Rodrigues

Quanto mais eu leio (e re-leio) este texto, mais ele faz sentido pra mim. É uma pena que eu esteja, de certa forma, limitado para compreendê-lo plenamente, visto o fato de eu ser leigo em relação à psicanálise. Esta conferência me foi indicada por um amigo, este sim psicólogo, e realmente “caiu em meu colo” em um momento extremamente propício. Segue, então, a terceira parte deste pequeno resumo.

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O espírito científico, reforçado pela observação dos processos naturais, começou no decorrer do tempo, a tratar a religião como um assunto humano e a submetê-­la a exame crítico. A religião não podia suportar isto.

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A Questão de uma Weltanschauung [1] (Resumo) – Parte 2

Fonte: Novas conferências introdutórias sobre a psicanálise – Conferência XXXV

Autor: Sigmund Freud

Introdução: Alex Rodrigues

Continuando a divulgação desse texto, passo agora à segunda parte (de acordo com minha divisão arbitrária) da Conferência XXXV.

Neste trecho, Sigmund Freud discorre sobre o que ele considera como a “pré-­história da Weltanschauung religiosa”, a possível origem do pensamento religioso, o qual se encontra tão arraigado e presente em quase todas as culturas humanas contemporâneas.

Confesso que não tenho a menor idéia de como Freud chegou a essas conclusões, que tipo de pesquisa histórica realizou, quais foram as suas fontes. Mas não deixa de ser uma preleção extremamente interessante.

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A Questão de uma Weltanschauung [1] (Resumo) – Parte 1

Fonte: Novas conferências introdutórias sobre a psicanálise – Conferência XXXV   

Autor: Sigmund Freud   

Introdução: Alex Rodrigues   

Não sou psicólogo. Nem psiquiatra. Nem psicanalista. Assim, não pretendo fazer uma análise profunda do texto que dividi em partes e começo a apresentar esta semana.   

Minha intenção é apenas propiciar uma ótima leitura sobre a religião tal como vista por Sigmund Freud e explicitada nesta Conferência da década de 30 do século passado.   

Cabe dizer que o termo “Weltanschauung” é definido por Freud como “uma construção intelectual que soluciona todos os problemas de nossa existência, uniformemente, com base em uma hipótese superior dominante, a qual, por conseguinte, não deixa nenhuma pergunta sem resposta e na qual tudo o que nos interessa encontra seu lugar fixo”.   

Nada modesto, não é? Então vamos ao resumo.   

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