Liberdade econômica é liberdade política?

Autor: Camilo Gomes Jr.
Editor: Eli Vieira
Retirado dos comentários de outro post.

Martin Rowson, “Liberty Crucified”. New Humanist, 2008.

Boa parte das críticas dos liberais (no que tange à economia) com relação ao hipertrofiado Estado socialista/de esquerda é procedente. O problema é que o agudo senso crítico e ceticismo que têm para com aquele tipo de economia, esses mesmos liberais não adotam na hora de avaliar seu dogmático credo na super-liberdade econômica.

Chega a me assustar essa crença irracional de que liberdade econômica equivale a (ou conduz à) liberdade política. Que um país mais livre economicamente também é uma nação mais livre em termos políticos, nas garantias dos direitos e liberdades individuais em esferas não econômicas. Isso é um raciocínio “non sequitur” da pior espécie. E isso o próprio “Índice de Liberdade Econômica”, que adoram esfregar na cara de quem critica essa seita misesiana, serve para evidenciar.

Quem são os primeiros dois colocados no ranking?

Hong Kong (nº 1) e Singapura (nº 2).

Dois paraísos da liberdade econômica, não se o discute. Quer fazer negócios? Nessas duas cidades-estados isso lhe será facilitado como em nenhum outro lugar. E há desenvolvimento econômico-financeiro aí? Com certeza! Vertiginoso. Conspícuo em todo o redor. Read more…

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Modernizando a discussão sobre o capitalismo: Sérgio Mendes vs. Dâniel Fraga

Fonte: Sérgio Mendes

Leia:

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Por que não sou mais um cético – Parte 3 de 5

Fonte: Stephenplatz

Autor: Stephen Bond

Tradução: Alê GM

[Comentário do tradutor: É importante deixar claro que nem tudo o que é dito neste texto está de acordo com as opiniões do tradutor, dos editores do Bule Voador e da LiHS como instituição. Mas trata-se de uma (auto)crítica bem-vinda, e talvez necessária, à comunidade cética, embora em muitos aspectos ela faça pouco sentido fora do contexto original - isto é, a comunidade cética dos EUA, não do Brasil. De qualquer forma, manter-se aberto a críticas e ponderar sobre elas é essencial em um ambiente de livre debate. Esta é a terceira parte de um texto em cinco partes, postadas às sextas-feiras.]

 

CETICISMO É NEOLIBERALISMO

Como já vimos, o ceticismo é uma igreja grande e variada – que dá boas-vindas, entre outras coisas, a visões de mundo elitistas, sexistas e racistas. Uma coisa que todos os céticos tem em comum, entretanto, é que eles apoiam liberdades que eles acreditam existirem na civilização ocidental atual, e acham que essas liberdades deveriam espalhar-se pelo mundo todo. Em outras palavras, todos os céticos são neoliberais. Eles podem discordar, como Hitchens e Dawkins, sobre qual é a estratégia correta para vencer a mais nova cruzada neoliberal, mas em geral pode-se confiar que a apoiarão, ao menos em princípio.

Todos os céticos são neoliberais: se você não se considera um neoliberal, você não deveria se considerar um cético. Eu entendo que isso pode parecer uma alegação controversa, então por favor permita-me explicar. Read more…

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Bertrand Russell: Elogio ao Ócio

Autor: Bertrand Russell [1932]

Tradução: Daniel Cunha

Revisão: Alê GM

 

Como a maior parte das pessoas da minha geração, cresci ouvindo que o ócio é o pai de todos os vícios. Sendo uma criança bastante virtuosa, acreditava em tudo o que me diziam, e minha consciência tem me mantido trabalhando duro até hoje. Mas ainda que a minha consciência tenha controlado as minhas ações, minhas opiniões passaram por uma revolução. Penso que se trabalha demais atualmente, que danos imensos são causados pela crença de que o trabalho é uma virtude, e que nas modernas sociedades industriais devemos defender algo totalmente diferente do que sempre se apregoou. Todos conhecem a estória do viajante que em Nápoles viu doze indigentes deitados ao sol (isto foi antes de Mussolini), e ofereceu uma lira ao mais preguiçoso. Onze deles se levantaram para reivindicá-la, e então ele a deu para o décimo segundo. Foi uma decisão correta. Mas em países que não gozam do Sol do Mediterrâneo o ócio é mais difícil, e uma grande campanha seria necessária para fazê-lo vingar. Espero que, depois de lerem as próximas páginas, os líderes da YMCA comecem a convencer jovens de bom caráter a não fazer nada. Se isto acontecer, vinha vida não terá sido em vão. Read more…

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O 1% é constituído dos maiores destruidores de riqueza que o mundo já viu

Autor: George Monbiot

Fonte: The Guardian

Tradução: Alê GM

 

Nosso tesouro público nos últimos 30 anos foi capturado por psicopatas industriais. É por isso que estamos praticamente falidos.

Se riqueza fosse o resultado inevitável de trabalho duro e empreendimento, toda mulher na África seria milionária. As alegações feitas pelos ultra-ricos do 1% em defesa deles mesmos - de que possuem inteligência única ou criatividade ou força de vontade – são exemplos da falácia da auto-atribuição. Isso significa dar crédito a si mesmo por resultados pelos quais você não foi responsável. Muitos daqueles que hoje são ricos chegaram lá porque conseguiram capturar certos empregos. Essa captura se deu menos pelo talento e inteligência do que por uma combinação de exploração cruel de outros e acidentes de nascimento, já que tais empregos são obtidos desproporcionalmente por pessoas nascidas em certos lugares e em certas classes.

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Matemáticos revelam rede capitalista que domina o mundo

Fonte: Inovação Tecnológica
Editor
: Eduardo Patriota Gusmão Soares

Introdução

Recentemente temos vistos, finalmente, protestos de americanos que parecem acordar agora do sonho americano, percebendo que ele está sendo inviabilizado por uma força opressora, corrupta e gananciosa. Citando Paul Krugman,

O que nós poderíamos dizer sobre esses protestos [Occupy Wall Street]? Primeiro, o mais importante: a visão dos manifestantes de que Wall Street é uma força destrutiva, tanto sob o aspecto econômico quanto político, está totalmente correta.

Um cinismo cansativo e a crença em que a justiça jamais será feita tomaram conta de grande parte do nosso debate político – e, sim, eu próprio em determinados momentos sucumbi. Durante esse processo, tem sido fácil esquecer o quão ultrajante é de fato a história dos nossos infortúnios econômicos. Portanto, para quem esqueceu, isso foi uma peça em três atos.

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