Bandidos são os outros

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Tweet de Mayara Petruso (fonte: IG)

Álvaro de Campos nunca conheceu quem tivesse levado porrada. Eu nunca conheci quem fosse bandido.  Luciana Penteado, mãe da estudante de Direito Mayara Petruso, queixou-se recentemente: “Nossos dados pessoais e endereço foram expostos na internet como se fossemos criminosos(aqui). De fato, Mayara incorreu em alguns tipos penais quando publicou seu comentário cheiroso contra nordestinos. Quem comete crime é criminoso, certo? Não na prática.

“Tirem o meu filho da cadeia, ele não é bandido”.  Dizem as mães. Até aqui, poderia parecer apenas mais uma mãe coruja. Mas vai além. “Ele vai ficar naquele lugar horrível, cheio de bandido?”. O que não sabem essas mães é que esse lugar horrível, “cheio de bandido”, está repleto de gente que, tal qual o filho delas, furtou uma penca de bananas.

A mãe da Mayara e os demais parentes de “criminosos” não os vêem como tais, apesar de saberem que eles praticaram um crime, porque no imaginário popular “criminoso” é algo muito além do “incorrer em tipos penais”. Claro que a Sra. Luciana pode ter dito isso por acreditar que ofender nordestinos não é crime. Mas, na esmagadora maioria das vezes, a negação se dá por conta da construção quase mística da figura do “bandido”. Read more…

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Das mulheres de tromba e das damas de paus

O mundo não me satisfaz e tenho vergonha da humanidade, em que ponto foi que tudo degringolou? Queria eu ter podido escolher e não estaria entre aqueles que se dizem animais racionais, seres superiores ou… pensantes. Quanta beleza naqueles que existem independente da vida do outro, em função da sua própria beleza que, se não é narcísica, enfeita-se naturalmente no intuito de simplesmente viver. Daquele que não julga e não encerra em classificações excludentes o outro, simplesmente por isso não melhorar em nada a sua vida.

Hoje em dia, apesar de vermos mais travestis e transexuais invadindo muitos espaços que até então, a nós era vetado, não podemos atestar pela qualidade de tudo quanto é dito ou escrito a esse respeito. É sobre essa mesquinha visão que falarei.

Fazendo um parêntese aqui: uso do masculino “ele” ao me referir a esse amigo hipotético de todas nós, as excluídas, mas podem substituí-lo pelo feminino, que também encontrarão o mesmo respaldo.

Todos sabemos que está na moda não ter preconceitos, não é mesmo? Foi algo conseguido pelo movimento gay e pelo movimento negro, suponho: já que estiveram sempre mais evidenciados. Algumas pessoas já me procuraram e disseram que gostariam de ter uma amiga transexual e eu me senti quase como um animal exótico: “seria tão bom ter um protegido pelo IBAMA, que ninguém mais tenha, em casa: seria de uma originalidade só!”. Ora essa, quando não, muitos usam das premissas que se salientam a todo tempo: “tenho curiosidade de saber como é transar com vocês” ou “tenho curiosidade como ficam os genitais de vocês”. Afinal de contas, a que servem travestis e transexuais? Sexo! É o que vem à cabeça da maioria esmagadora. Read more…

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Um grito

Fonte: Alegria Falhada (e também no facebook)
Autora: Daniela Andrade

Saiba mais sobre Gisberta e o descaso da justiça portuguesa

Não há mobilização no Brasil pelos assassinatos diários de gays, lésbicas e transgêneros, apenas manifestações discretas aqui ou ali, isso é um fato. E, contra fatos não há argumentos.

Das duas uma, ou se lixam para isso – como ouço de diversos “reacionários” ao dizerem: “não só os gays morrem no Brasil”. Em que tive de inquirí-lo: mas você conhece outro grupo que morre apenas por ter uma orientação sexual diferente da dos demais? Que morre por ousar assumir um gênero que escreveram na pedra que não era o seu? Ou realmente batem palmas!

Há uma tentativa a todo custo, dos setores mais homo-lesbo-transfóbicos da sociedade, sobretudo religiosos fundamentalistas, de tornar esses crimes de ódio como “normais”. Já li em sites que criticam o público LGBT (leia-se religiosos) coisas do tipo: “Eles não morrem por homofóbicos, mas sim pelos próprios clientes”.

Como se a homo-lesbo-transfobia não estive diretamente ligada a esses crimes: é a certeza da impunidade, de que a sociedade se sentirá aliviada por mais um “anormal” ter morrido que leva essas pessoas a praticarem o crime. Caso houvesse punição e choque da sociedade se revoltando, as coisas seriam diferentes. E, como se houvesse qualquer desculpa (que não a legítima defesa) para matar seres humanos. Como se fossem crimes “menores”: e se são considerados “menores”, o são pois quem morre é considerado inferior, na ótica da sociedade doente em que vivemos. Que condena suas minorias a viver sob o signo do medo e da marginalidade.

Tomemos as nossas tantas travestis e transexuais que morrem, algumas vezes, vítimas de seus clientes: por qual motivo estão na prostituição? Por que gostam? Por que querem? A maioria esmagadora está por não ter possibilidade de escolhas: é isso que geralmente a sociedade oferece para quem não pode ser associado a um negócio “formal”, já que é considerado a cara da vergonha, da transgressão, e do que precisamos a todo custo fingir não existir.

Por qual motivo morrem: morrem por ousarem tocar dois tabus, que é o da prostituição e de assumir-se pertencendo a um gênero que a sociedade não lhes consentiu – como se fosse necessário consentimento para ser quem se é. Mas sim, a intolerância que vemos diariamente nos afirma que é. Read more…

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O suicídio de uma pessoa transexual

Fonte: Alegria Falhada (e no facebook)
Autora: Daniela Andrade

Do folheto “Suicídio entre transgêneros: ficção, fatos e ajuda” (no final do texto)

“Eu sei, é tudo sem sentido.
Quero ter alguém com quem conversar, alguém que
depois não use o que eu disse contra mim.
Nada mais vai me ferir, é que eu já me acostumei
com a estrada errada que eu segui, com a minha própria Lei”.

Andrea Doria, Legião Urbana

Quando se chegou aos confins da solidão e as perguntas: “Por que estou aqui? Para que nasci? Por que sofrer tanto?” restaram-se inquietas e não respondidas, muitos de nós pensam inevitavelmente que o suicídio é a solução, sobretudo após revirar o mais profundo do eu e não mais ter podido encontrar combustível.

Ontem, conversando com uma amiga de quem eu gosto muito, apesar de tão pouco tempo que nos conhecemos, ela me disse que não encontra mais razões para viver.

É verdade que para todo ser humano é chegada a hora aterradora em que inevitavelmente, diante da imensidão do universo, e dos bilhões de habitantes do planeta sentimo-nos como apenas mais um grão de areia na praia, sem qualquer força, dispensável, que pode se desapegar do todo coeso e deixar o vento ou as águas do mar nos levar. Para quê lutar contra a imensidão?

Mas, devo dizer que quando você é simplesmente a negação de absolutamente tudo que a sociedade espera, transexual que somos, fica ainda um pouco mais pesado aguentar o fardo que diariamente e a cada segundo depositam sobre nossas costas sob a forma de olhares atravessados, risinhos de canto de boca, cochichos, olhares de espanto. De esperar tanto por um “eu te respeito” e receber um “não dá para entender essa gente”, de passar a vida servindo como exemplo do que todos os demais não devem ser, apontada na escola como motivo de escárnio, nas ruas, nos ônibus e trens, nos bares em que somos impedidas de entrar ou de utilizar o banheiro de um gênero que nos representa, de receber um “ligaremos depois” numa entrevista de emprego em que claramente o entrevistador ficou espantado com nossa audácia de fugir dos espaços que alguém escreveu na pedra que a nós era reservado. Read more…

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Pérola de “humor” machista insinua que rapazes héteros não devem ser virtuosos com moças

Fonte: Consciencia.blog.br
Autor:
Robson Fernando de Souza

Vi hoje no Facebook essa “piada”, que mostra bem como o machismo determina que os homens e mulheres heterossexuais devam se comportam. Nela, um fake da moça dos palitos Gina afirma que a mulher não conseguiria encontrar características como carinho, romantismo, atenciosidade e sensibilidade em rapazes heterossexuais, porque apenas homens gays possuiriam essas características. Uma clara generalização discriminatória que tanto nega aos homens héteros a capacidade de ter um temperamento virtuoso e não duro para com mulheres como legitima o papel de “machão” insensível que os mesmos “deveriam” adotar para se diferenciarem dos gays e das mulheres.

Para o autor da fanpage “Gina Indelicada” e o machismo que aflora de sua mentalidade, rapazes héteros não podem ser românticos, sensíveis, atenciosos, gentis e amorosos para com moças. Essas seriam características exclusivas de homens gays, e os héteros, pelo que se insinua, “devem” ser o inverso disso ou pelo menos não ter tais virtudes.

É assim que o machismo travestido de “piadas politicamente incorretas” impõe como os homens devem ser e se comportar. “Devem” ser rudes, frios, insensíveis e indelicados para com mulheres caso queiram manter sua masculinidade, senão “automaticamente” não gostam de mulheres, estarão sendo “gays, logo reprováveis” e/ou “femininos, parecidos com mulheres, logo inferiores”. Determina que orientação sexual molda comportamento e também caráter, estereotipando o homem “machão, indiferente e rude, logo hétero e por tabela bom e admirável” e o homem “sensível, romântico e atento, logo gay e feminino e por tabela ruim e repudiável”. Read more…

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A marca humana: biografia, ficção e o drama da negritude renegada

Autor: Camilo Gomes Jr.

Também publicado em: Ontogenia Literária

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“A vida [...] é uma enorme loteria; os prêmios são poucos, os malogrados inúmeros, e com os suspiros de uma geração é que se amassam as esperanças de outra.” — Machado de Assis, em “Teoria do Medalhão”, Papéis avulsos (1882).

Machado de Assis (1839-1908) e Philip Roth (1933 - ...).

Não se discute — ou raramente se o faz — que o autor das linhas citadas acima tenha sido um grande mestre de nossa literatura, autor de alguns contos e romances que figuram entre o que de melhor já se produziu no Brasil e no mundo. No entanto, há um aspecto mais polêmico da vida do homem por trás dessa admirável obra que orbita uma incômoda pergunta: teria Machado de Assis renegado sua afrodescendência? Teria ele sofrido do que alguns, com ironia, chamariam hoje de “Complexo de Michael Jackson”? Seria verdade que ele escreveu quase apenas sobre brancos, para brancos e como um branco, ignorando, no grosso de sua obra, a condição dos negros escravos ou recém-libertos de sua época?

Bem, muitos já discutiram essa questão. Muitos já atacaram o escritor, muitos já o defenderam. Outros — eu? — ficam em cima do muro, ora indignado ao considerar essa atitude dele, ora empático e compreensivo para com a atitude em relação ao contexto social. Até porque há bons argumentos que o defendem. Alguns desses pontos controversos — em especial, o que o acusa de ter sido omisso para com o negro em seus textos e se “aburguesado” —, obras como, por exemplo, Machado de Assis: Afrodescendente (Pallas, 2004), de Eduardo Duarte, e Imagens, máscara e mitos: o negro na obra de Machado de Assis (Ed. Unicamp, 2006), de Mailde Jerônimo Trípoli, já buscaram contestar. Nesses dois títulos, os respectivos autores deixam claro: Machado foi sim um mulato, descendente de escravos alforriados, e que, sem sombra de dúvida, conseguiu ascensão na elitista sociedade carioca do final do século XIX; porém, enfatizam, ele não teria galgado esses degraus à custa da negação da própria negritude. Read more…

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Pesquisa da PUC mostra que religiões afro-brasileiras no Rio são vítimas de intolerância

Fonte: Agência Brasil
Autora: Isabela Vieira
Editor: Guilherme Balan

Exposição fotográfica em estações do metrô em Brasília. Foto: Agência BrasilRio de Janeiro – Pesquisa da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) sobre religiões afro-brasileiras no estado do Rio comprova denúncias de intolerância religiosa. Dados preliminares do Mapeamento das Casas de Religiões de Matriz Africana no Rio de Janeiro, que identificou 847 templos, revelam que 451 – mais da metade – foram vítimas de algum tipo de ação que pode ser classificada como intolerância em razão da crença ou culto.

No estado com a maior proporção de praticantes de religiões afro-brasileiras na população (1,61%), segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas com base no Censo 2010, a pesquisa da PUC-Rio identificou templos em 27 dos 92 municípios fluminenses. Embora não represente a totalidade das casas religiosas desse segmento no estado, de acordo com uma das coordenadoras, a professora Denise Fonseca, o mapeamento é o primeiro a tratar de casos de intolerância religiosa.

Encomendada pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), a pesquisa começou em 2008. Em fase de análise, indica que varia o tipo de violência contra os templos. Segundo Denise Fonseca, a maioria dos casos relatados pelos entrevistados são “pequenas sabotagens”, mas também agressões. “Os relatos vão desde carros sendo multados por uma polícia que nunca entra em determinada comunidade nem de dia nem de noite – a não ser em dia de atividades religiosas – até a situação de pai de santo sendo espancado por praticantes de outras religiões”, disse. Read more…

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O pior de cada um de nós

Autor: Camilo Gomes Jr.

Também publicado em: A Voz da Espécie

 

Algumas ideias podem fazer despertar o que há de pior em nós.

Numa de suas obras, Nietzsche escreveu: “nada percebemos de injusto, quando a diferença entre nós e outro ser é muito grande, e matamos um mosquito, por exemplo, sem qualquer remorso” (Humano, demasiado humano. São Paulo: Companhia das Letras, 2005, p. 63). Nesse conciso pensamento, podemos encontrar a descrição precisa de um traço humano, demasiado humano, que ao mesmo tempo revela muito do que há de pior nos indivíduos de nossa espécie. Sem dúvida, é um fato bem intrigante que a imensa maioria das pessoas em todo o planeta não hesitaria um segundo sequer antes de esmagar uma formiga (sobretudo, se esta lhes houvesse picado) ou uma barata avistada a passear por sobre as panelas e alimentos em sua cozinha, ao passo que um número menor de pessoas seria capaz de matar um cão com a mesma consciência tranquila, sendo ainda menos numeroso o conjunto daqueles dispostos a matar um chimpanzé, sem remorso algum, pelos motivos mais banais que justificam nossos atos de inseticídio.

Essa distinção intuitiva que fazemos entre seres vivos menos e mais próximos de nós na árvore evolutiva, que parece gerar essa instintiva reação de repulsa por matar um chimpanzé que normalmente não sentimos diante de uma barata, pode ser contudo reprogramada de diversas outras maneiras. Como? Ora, pela adesão intelectual a alguma ideia. Ideias que povoam a cultura à nossa volta podem recondicionar muitas de nossas respostas instintivas e psicológicas a estímulos externos. Por isso, quase todo vegetariano e grande parte daqueles que mantêm uma dieta carnívora têm reações praticamente opostas diante da cena de um boi sendo abatido num matadouro. Uma ideia é um vírus, que, quando infecta nossas mentes, via de regra nos subjuga — visto que nos livrarmos de ideias das quais nos convencemos não é um feito menos prodigioso do que escalar o Everest. (Como bom mineiro, sempre gostei de frango com quiabo, bifes de boi acebolados e feijão tropeiro com muito torresmo e linguiça suína. Porém, outro dia vi na TV uns coreanos comendo carne de cachorro frita. A sensação de nojo foi imediata. Mas… como pode? Por que não sinto o mesmo diante de um cheiroso pernil de porco? A resposta não é senão o tabu — um tipo de ideia que nos é inculcada acerca do que é e do que não é permitido, segundo determinado código de valores numa dada cultura.) Read more…

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Semeando o Mundo com Heróis

Fonte: Ciência – Uma Vela no Escuro

Autor: André Rabelo

Tudo que é necessário para o triunfo do mal é que homens de bem não façam nada.
- Sir Edmund Burke

A revista Science publicou um artigo recentemente (Miller, 2011) que traz o relato de um dos mais novos projetos do psicólogo social Phillip Zimbardo. Ele se tornou um dos psicólogos mais famosos no mundo por ter conduzido o famoso experimento da prisão de Stanford (comentado anteriormente aqui) e por ter sido o apresentador da série de divulgação científica Discovering Psychology.

Zimbardo particpou em 2004 do julgamento de Ivan “Chip” Frederick, um dos sargentos acusados de envolvimento em episódios de abuso e tortura na prisão de Abu Ghraib, no Iraque. O caso fez Zimbardo retomar questões envolvidas no seu famoso experimento e deu a inspiração para o seu próximo grande experimento – o Projeto Imaginação Heróica – que tem como objetivo usar os resultados de pesquisas em psicologia social para ensinar as pessoas a reconhecerem as influências sociais às quais elas estão sujeitas no seu dia-a-dia e encorajar essas pessoas a praticarem “atos de heroísmo cotidiano” em situações que envolvam, por exemplo, bullying escolar, discriminação racial, discriminação sexual, violência doméstica, tortura ou abuso sexual.

O projeto planeja encorajar e dar o suporte para pesquisas sobre o tema, organizar cursos em escolas, incentivar a criação de jogos, programas, sites e grupos de ação conjunta. Além disso, pessoas do mundo todo podem enviar vídeos para serem publicados no site do projeto sobre os seus atos de heroismo realizados. Read more…

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Sobre preconceitos sociais

Autor: Luiz Henrique Coletto

Somente brancos. Foto: Lulac/USA

Há pouco mais de um mês, o Eduardo postou aqui no Bule o texto Dos preconceitos que todos temos (e não há nenhum problema nisso). Os comentários foram consideravelmente divididos, em que pese a intenção do autor, pelo que depreendi, tenha sido pontuar o preconceito dentro de um prisma natural – tomado aqui como sinônimo de “da natureza evolutiva do homem” – em contraposição ao preconceito que atua como motivação para a tomada de ações injustas ou dolosas. É precisamente desta linha divisória, em que vou denominar suas partes por “preconceito inerente” e “preconceito social”, que pretendo discorrer. Read more…

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