Fonte: Stephenplatz
Autor: Stephen Bond
Tradução: Alê GM
[Comentário do tradutor: É importante deixar claro que nem tudo o que é dito neste texto está de acordo com as opiniões do tradutor, dos editores do Bule Voador e da LiHS como instituição. Mas trata-se de uma (auto)crítica bem-vinda, e talvez necessária, à comunidade cética, embora em muitos aspectos ela faça pouco sentido fora do contexto original - isto é, a comunidade cética dos EUA, não do Brasil. De qualquer forma, manter-se aberto a críticas e ponderar sobre elas é essencial em um ambiente de livre debate. Esta é a última parte de um texto em cinco partes, é recomendável que as partes sejam lidas na ordem.]
O POSITIVISMO JÁ ERA

"O Bolo é uma mentira". Frase do jogo 'Portal', em que a promessa do 'bolo' é metáfora para cientificismo ingênuo.
“Positivismo” não é uma palavra que você vê com muita frequência em círculos céticos, o que é estranho, porque é basicamente o antigo nome do ceticismo. O movimento positivista na filosofia, que começou em meados do século XIX, envolvia uma coleção frouxa de pensadores que em um nível ou outro acreditavam na primazia da razão e do método científico, e tentavam estabelecer as bases do conhecimento humano nesses termos.
Uma das razões pelas quais você não ouve falar muito de positivismo nos círculos céticos é que os céticos não tem tempo para filosofia; muitos céticos a odeiam e temem. É a kryptonita dos céticos. Como uma disciplina fundamental, rigorosa e intelectualmente respeitável mas não-científica, a filosofia faz muitos céticos sentirem-se ameaçados. Céticos são como uma fortaleza naval, com armas fixadas no oceano; enquanto eles consideram-se invulneráveis contra tropas de estudantes de artes, paranormalistas e crentes sinceros, eles sabem que os filósofos podem ataca-los livremente em sua retaguarda indefesa. Não espanta que filósofos aflorem seu complexo de inferioridade. Alguns céticos adoram descartar a filosofia, toda filosofia, da mesma forma que descartam religião, mas eles tem medo de parecer idiotas ou de atrair ridicularizações ao faze-lo. No mínimo, eles tem medo de que os filósofos já os considerem ridículos. Read more…



Os criacionistas estão profundamente enamorados pelos registros fósseis, por que eles foram ensinados (uns pelos outros) a repetir, incansavelmente, o mantra de que o mesmo está cheio de brechas: Mostre-me os intermediários!. Eles ingenuamente (muito ingenuamente) acreditam que essas brechas constituem um embaraço para os evolucionistas.
As pessoas que rejeitam a teoria da evolução deveriam ser colocadas lado a lado com aquelas que negam o holocausto, declara o autor do novo e controverso livro.