Rachel Sheherazade: o eco reacionário e fundamentalista na TV

Rachel Sheherazade

O jornalismo é um retrato da sociedade, e indubitavelmente é palco de disputas ideológicas entre correntes políticas e filosóficas, entranhadas sob a máscara da ‘imparcialidade’. Neste palco, uma personagem vem ganhando destaque como representante de vozes reacionárias, conservadoras e fundamentalistas religiosas: a jornalista Rachel Sheherezade, âncora do telejornal SBT Brasil. Read more…

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Religioso culpa falta de orações por massacre em escola nos EUA

Alguns religiosos conseguem nos surpreender pela capacidade de falar atrocidades até mesmo (ou talvez principalmente) em momentos de tragédia.

Após o massacre na escola Sandy Hook, em Newtown, Connecticut, que matou 26 pessoas, dentre as quais 20 eram crianças com idades entre 6 e 7 anos, um cristão conservador chamado Bryan Fischer declarou em seu programa de rádio que Deus não teria protegido as vítimas porque as orações foram proibidas no sistema público de educação dos EUA. Segundo notícia do Huffington Post, eis algumas palavras dele (em tradução livre):

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Ateus e Cristãos Progressistas: uma agenda em comum

Autor : Márcio Retamero

 Não faz muito tempo que ateus e cristãos formavam um par binário de opostos. Quando muito, a questão girava em torno do debate se Deus existe ou não; se a religião é alienante ou não; se o criacionismo era uma teoria válida ou puro mito (e é mito!). Geralmente tais debates descambavam para enquetes bem rasas e ingênuas do tipo: você crê que Deus criou o mundo em sete dias ou crê na teoria do Big Bang?

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Confissão de Fé de 1967. Uma avaliação sociológica em perspectiva humanista.

Autor: André Tadeu de Oliveira

Toda entidade religiosa é organizada com base em uma confissão de fé, também conhecida como credo. No escopo do cristianismo, o primeiro documento composto com a finalidade de delimitar as crenças fundamentais foi batizado com a seguinte terminologia: Credo dos Apóstolos. Tal credo não foi redigido pelos seguidores diretos de Jesus, mas segundo estudiosos da teologia cristã contêm ensinamentos próximos aos defendidos pela tradição apostólica. De acordo com historiadores, o credo apostólico foi utilizado pela primeira vez no ano de 389, por ocasião do Sínodo de Milão.

Com o passar do tempo, outras afirmações de fé foram produzidas por todas as clássicas igrejas da cristandade, do catolicismo-romano ao protestantismo. Mesmo mantendo dogmas centrais, tornou-se usual a elaboração de diferentes documentos dogmáticos durante toda a história da religião cristã .

Não obstante, foi o protestantismo o ramo responsável pela elaboração do maior número de confissões . Do luteranismo ao calvinismo, encontramos uma elevada produção de elementos dogmáticos. Quais os motivos para tamanha pluralidade confessional?

O famoso preceito do livre exame pode ser uma resposta interessante. Estimulado a realizar sua própria interpretação do texto bíblico de uma maneira relativamente livre do  magistério eclesiástico, o protestante ampliou essa ideia de liberdade diante de seus documentos confessionais. Dentre as principais confissões de fé criadas durante o período da reforma, podemos citar como marcantes: Confissão de Augsburgo ( 1530- luterana), Primeira Confissão da Basiléia ( 1534- reformada), Confissão de Genebra ( 1536- reformada), Confissão Gálica ( 1559- reformada), Confissão Escocesa ( 1560- reformada), Confissão Belga ( 1561- reformada), Trinta e Nove Artigos da Religião ( 1563- anglicana) e Segunda Confissão Helvética ( 1566- reformada).

Uma das principais críticas direcionadas às formulações doutrinárias religiosas reside em sua suposta imutabilidade, isto é, não podendo ser alteradas pelo fato de lidarem com temas metafísicos. Contudo, tal premissa é falsa e não encontra embasamento no estudo histórico. Adolf Von Harnack, importante teólogo e historiador alemão, por meio de sua magistral obra  A História do Dogma , mostra como a dogmática cristã sofreu marcantes alterações. Assim, doutrinas religiosas não são pressupostos estáticos. Read more…

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Reflexões sobre a páscoa e o ateísmo

Autor: Daniel Gontijo
Fonte: Montando o Quebra-Cabeça

Para início de conversa, eu sou ateu. E o que significa isso? Tal como sugere a etimologia da palavra (a, de ausência ou negação, e theos, de deuses), pode-se dizer que eu nego a existência de deuses. Um teísta, pelo contrário, poderia ser definido como alguém que aceita a existência de Deus — ou, no caso de um politeísta, de deuses. Mas, no meu ponto de vista, não poderíamos parar por aí. Em que, afinal, consiste aceitar ou negar a existência de deuses? Que crenças e condutas básicas caracterizam ateus e religiosos? Após esboçar uma breve resposta a essas questões, tentarei ilustrar como um ateu pode se comportar na celebração da páscoa, época em que os cristãos comemoram a ressurreição de Jesus Cristo.

A Ressurreição (Raffaelino del Garbo, 1510)

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Sobre Islamismo, Cristianismo e Laicidade

Autor: Gustavo Crivellari

Publicado também em: Pitacos do Gusta

Na esteira de todos os conflitos políticos e econômicos que hoje se travam entre as grandes potências ocidentais e várias nações e organizações do Oriente Médio, encontra-se sem muito esforço um fator ideológico que, livre de uma maior análise, atribui as questões – como defeitos ou glórias – de ambos os lados à sua religião dominante. Não proponho aqui que devemos passar por cima do fator religioso, longe disso: sua análise é central. O que pretendo questionar é quão ingênua têm sido essa análise – além de dizer porque o lado “cristão” não pode usar dessas apressadas conclusões para se elogiar.

Não é difícil ilustrar esse pensamento que, afoitamente, cai no reducionismo ao islamismo. Temos opressão às mulheres no Oriente Médio? Islamismo. Conflitos étnicos? Os islâmicos são culpados. Mutilação genital feminina? Is-la-mis-mo. Terrorismo? Islamismo aplicado! Essas apressadas conclusões podem receber o nome “Islamofobia”, termo que oscila entre uma crítica legítima aos que analisam o Islã de forma leviana e uma palavra que serve de escudo para defender o Islã de muitas críticas extremamente pertinentes. Por esse motivo, não será usado.

Nesses rápidos exemplos, muitos problemas lógicos já se colocam rapidamente. Em primeiro lugar, claro, nota-se que são metonímias lógicas altamente prejudiciais: entendem o todo pela parte. É quase que exaustivo repetir, mas nem todos os islâmicos são terroristas – na verdade só uma ínfima parte deles é. A mutilação genital, especificamente, se deve a muitas heranças culturais heterogêneas que não islâmicas. Mas não é a esses erros altamente comuns que quero me dedicar, e sim a uma aplicação comparativa de tais conclusões.

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Metade dos cristãos britânicos não acreditam que Jesus é filho de Deus (?!)

Fonte: Uma Visão do Mundo

Autor: Eduardo Patriota Gusmão Soares

Catedral do Arcebispo de Canterbury, chefe da "Church of England"

Recentemente, a “Richard Dawkins Foundation for Reason and Science” (RDFRS) publicou o resultado de uma ampla pesquisa sobre as atitudes religiosas e sociais dos britânicos. A pesquisa foi feita logo após o Censo daquela região, motivado pelos altos índices de autodeclarados cristãos (72% em 2001). Valores elevados como estes justificam afirmações de que a Grã-Bretanha é uma nação cristã, dando espaço para todo tipo de manipulação por parte de clérigos e do avanço da Igreja contra o secularismo.

A pesquisa paralela da RDFRS, feita pela da empresa de pesquisas Ipsos MORI apenas com quem respondeu que era cristão ao Censo, mostra que hoje em dia apenas 54% dos britânicos se consideram cristãos e, entre estes, poucos participam ativamente da vida religiosa. Além desta revelação, outras surpresas apareceram na pesquisa:

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posted by Bule Voador in Eduardo Patriota,Laicismo,Religião,Secularismo and have Comments (21)

É tudo culpa dos gays! Suécia ateísta em terceiro lugar no Índice de Desenvolvimento Humano e HLY.

Editor: Francisco Boni
Fonte e legendas: canal 

GUD FINNS NOG INTE significa: Deus provavelmente não existe

Allsång på Skansen (Sing Along ou Cantemos Juntos em Skansen) é um show sueco realizado em Skansen em Estocolmo no verão. Mas para saber as prováveis razões que permitem que a Suécia desenvolva e transmita esse show, com o conteúdo que você verá a seguir, é preciso prestar atenção nos dados a seguir…

Segundo Zuckerman (2006), fontes indicam que a Suécia possui de 46-85% de população atéia [3]. Uma das últimas pesquisas (2005) apontam que apenas 23% da população Sueca acredita que deus existe [4]. A Suécia é o terceiro país do mundo em Índice de Desenvolvimento Humano (IDH de 0.824, ajustado para desigualdade social) [1]. Também é o quinto país do mundo em Anos de Vida Feliz (Happpy Life Years, HLY), o melhor indicador sobre os níveis de felicidade, composto por inúmeros dados objetivos que não entram no cálculo de IDH, além do reporte subjetivo da população local [2]. Read more…

posted by Eli Vieira in Ciência,Educação,Humanismo,Humor,Música,Política,Videos and have Comments (26)

Advocati Fidei 8. Os evangélicos e a ditadura militar

Documentos inéditos do projeto Brasil: Nunca Mais – até agora guardados no Exterior – chegam ao País e podem jogar luz sobre o comportamento dos evangélicos nos anos de chumbo

Fonte: Istoé Independente

Autor: Rodrigo Cardoso

(dica do André Tadeu, advocatus fidei do Bule.)

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No primeiro dia foram oito horas de torturas patrocinadas por sete militares. Pau de arara, choque elétrico, cadeira do dragão e insultos, na tentativa de lhe quebrar a resistência física e moral. “Eu tinha muito medo do que ia sentir na pele, mas principalmente de não suportar e falar. Queriam que eu desse o nome de todos os meus amigos, endereços… Eu dizia: ‘Não posso fazer isso.’ Como eu poderia trazê-los para passar pelo que eu estava passando?” Foram mais de 20 dias de torturas a partir de 28 de fevereiro de 1970, nos porões do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo. O estudante de ciências sociais da Universidade de São Paulo (USP) Anivaldo Pereira Padilha, da Igreja Metodista do bairro da Luz, tinha 29 anos quando foi preso pelo temido órgão do Exército. Lá chegou a pensar em suicídio, com medo de trair os companheiros de igreja que comungavam de sua sede por justiça social. Mas o mineiro acredita piamente que conseguiu manter o silêncio, apesar das atrocidades que sofreu no corpo franzino, por causa da fé. A mesma crença que o manteve calado e o conduziu, depois de dez meses preso, para um exílio de 13 anos em países como Uruguai, Suíça e Estados Unidos levou vários evangélicos a colaborar com a máquina repressora da ditadura. Delatando irmãos de igreja, promovendo eventos em favor dos militares e até torturando. Os primeiros eram ecumênicos e promoviam ações sociais e os segundos eram herméticos e lutavam contra a ameaça comunista. Padilha foi um entre muitos que tombaram pelas mãos de religiosos protestantes.
posted by Pedro Almeida in Advocati Fidei,Direitos Humanos,Humanismo,Religião,Secularismo and have Comments (11)

As práticas dizem muito sobre a religião, mas devemos ter claro quais práticas estamos olhando

Autor: Raphael Tsavkko Garcia

No começo de fevereiro, escrevi para o Amálgama o post “Quando confunde-se religião com práticas” em resposta a outro artigo, de Amâncio Siqueira, sobre as práticas religiosas e, em especial, sobre o Islamismo.

Considero ainda hoje as análises feitas sobre o Islamismo extremamente “orientalistas”, para citar Said. O cristianismo acaba sendo criticado, mas de forma mais branda, afinal, somos herdeiros desta cultura, a conhecemos muito bem. Mas já aquilo que desconhecemos sempre parece mais radical, mais terrível, mais grotesco e perigoso. Nada mais falso.

Minha resposta foi dada, enfim.

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Recomendo vídeo postado no Bule Voador sobre as interpretações incorretas no Corão e o preconceito que existe contra muçulmanos e sua religião.

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Mas eis que, em 20 de março, Eli Vieira escreve um post para o excelente blog ateísta Bule Voador rebatendo minha posição e, em conjunto, criticando também a posição de Bruno Cava sobre o assunto.

Um post muito bom, mas, em minha opinião, ainda impregnado do mesmo orientalismo de outro ator e, finalmente, com os mesmos preconceitos comuns a muitos ateus – admito também ter alguns, obviamente – quando o assunto é a religião e suas práticas.

Concordo que a religião, em si, deva ser fruto dos interesses de uns dominarem os demais, mas passados séculos e milênios, ela adota características próprias e se descola mesmo da figura de líderes ou liderança, passando a permear as vidas dos indivíduos. Mais que combater, é preciso conscientizar. Não estigmatizar, mas matizar. Em muitos casos falamos do norte, do elemento norteador, do fundador da moral e mesmo pai da ética dos seres humanos, algo que vai muito além da mera religião, do mero ato de se respeitar a um superior supostamente emissário ou intermediário de um deus.

Religião é muito mais um instrumento nas mãos de homens, mas também o cimento que deu origem às bases da sociedade – não sem críticas, não sem evolução, oposição e mesmo subversões.

Enfim, eis minha resposta ao Eli:

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posted by Bule Voador in Colher de Chá,Crítica,Questões polêmicas,Reflexões,Religião and have Comments (72)