Autores: Sandra Aamodt e Sam Wang
Fonte: The New York Times
Tradução: Alê GM
Preços de imóveis caindo, demissões aumentando, preço do petróleo decolando e uma grande crise de crédito diminuíram a confiança do consumidor ao seu ponto mais baixo em cinco anos. Com uma recessão relativamente longa parecendo cada vez mais provável, muitas famílias americanas podem estar planejando apertar os cintos.
De maneira interessante, restringir nossos gastos de consumo, no curto prazo, pode fazer com que afrouxemos os cintos em nossas cinturas. Qual é a conexão? O cérebro tem uma capacidade limitada de autorregulação, então exercer a força de vontade em uma área frequentemente leva a recaídas em outras. A boa notícia, porém, é que esse treino aumenta a capacidade de força de vontade, então no longo prazo comprar menos pode aumentar nossa habilidade de alcançar metas futuras – como perder aqueles 5 quilos que ganhamos quando não estávamos fazendo compras.
A reserva de força de vontade do cérebro diminui quando as pessoas controlam seus pensamentos, sentimentos e impulsos, ou quando modificam seu comportamento em busca de objetivos. O psicólogo Roy Baumeister e outros descobriram que as pessoas que tem sucesso em realizar uma tarefa que requer autocontrole são menos persistentes em uma segunda tarefa aparentemente não relacionada. Read more…


Estamos vivendo numa época onde o ter sobrepuja o ser. Essa frase se tornou um clichê. Mas ela diz a verdade, realmente estamos muito mais sensíveis ao que o outro tem do que ao que ele é. Às vezes, o que se tem funciona como um indicador daquilo que se é. Claro que algumas pessoas fogem a essa regra, mas o quanto elas realmente fogem? Será que é possível fugir de tal tendência totalmente? Estudos interessantíssimos mostram que, além de avaliarmos a confiabilidade, beleza, respeitabilidade e status de alguém de acordo com o que essa pessoa possui, também levamos em conta e muito o valor gasto. Alguns estudiosos chegam a dizer que esse mecanismo está por trás não só da mente humana, mas também das relações de seleção sexual de outros animais, mostrando que essa é uma tendência antiga que compartilhamos com outros seres. 




