Arquivo para a categoria 'Igualdade de Gêneros'

Yamaha derrapa com publicidade machista ligada a cantadas

Anúncio machista da Yamaha, intitulado "Moto Cantada Factor". Clique na imagem para vê-la em tamanho completo

Anúncio machista da Yamaha, intitulado “Moto Cantada Factor”. Clique na imagem para vê-la em tamanho completo

Publicidade de mau gosto e sexista é algo muito recorrente entre empresas brasileiras. Agora é a vez da Yamaha derrapar e investir no machismo como motivo publicitário. Com uma campanha intitulada “Moto Cantada Factor” (aplicativo de Facebook incluído), no ar desde 15 de maio, faz apologia às cantadas de rua, situação que desagrada a milhares de mulheres por dia.

Ao contrário do que o senso comum machista acredita, a maioria das mulheres não gosta nem um pouco de sofrer com assédio sexual verbal nas ruas, tal como a fanpage Cantada de rua – conte o seu caso mostra com depoimentos de centenas de mulheres. Mas a agência de publicidade que a Yamaha contratou acredita que não, elas não se incomodam  com isso e até gostam de ser assediadas por motoqueiros.

Minha namorada acrescenta, dessa vez sobre a irresponsabilidade de incitar uma violação da ordem do trânsito com buzinas desnecessárias, já que o app da campanha publicitária em questão também faz uso de buzinas (declaração adaptada): Read more…

posted by Robson Fernando de Souza in Denúncia,Direitos Humanos,Feminismo,Humanismo,Igualdade de Gêneros,Robson Fernando de Souza,Sexualidade and have Comments (6)

Mastectomia da Angelina Jolie e bombas-relógio

quadrinho1 Read more…

posted by Guilherme Balan in Feminismo,Guilherme Balan,Igualdade de Gêneros,Questões polêmicas,Sexualidade and have Comments (3)

Estatuto do Nascituro: violência avalizada pelo Estado

Imagem: nanihumor.com

Imagem: nanihumor.com

Na semana passada, a Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados iria votar o Estatuto do Nascituro (PL 478/2007), chamado de Bolsa Estupro pelas organizações feministas brasileiras. A relatoria do projeto é  do Deputado Eduardo Cunha, do PMDB-RJ, e o parecer dado por ele foi favorável. Felizmente, por discordância quanto à ordem de votação das pautas da comissão, o PMDB e outras legendas (PSDB e DEM) obstruíram a sessão. Assim, o projeto não foi apreciado. Entretanto, é altamente provável que ele retorne à pauta da CFT nesta quarta-feira, dia 15.

Este projeto é um retrocesso em muitos sentidos, e o texto abaixo, da antropóloga Debora Diniz — membra emérita da LiHS — pontua alguns deles. Caso este projeto seja aprovado na CFT da Câmara, ele seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da mesma Casa. É possível, entretanto, pressionar a Comissão e seus integrantes para que este projeto seja rejeitado agora.

Existe uma petição na Avaaz contra o Estatuto do Nascituro: assine aqui. Além disso, você pode escrever para a presidência da Comissão de Finanças e Tributação manifestando-se contra este projeto: Deputado João Magalhães ( dep.joaomagalhaes@camara.leg.br ), Deputado Assis Carvalho ( dep.assiscarvalho@camara.leg.br ), Deputado João Lyra ( dep.joaolyra@camara.leg.br ) e Deputado Mário Feitoza ( dep.mariofeitoza@camara.leg.br ). Contatos dos demais membros da Comissão podem ser verificados no site da Câmara dos Deputados. Abaixo você confere o texto de Debora Diniz publicado no Correiro Braziliense na semana passada. Read more…

posted by Luiz Henrique Coletto in Ativismo,Direitos Humanos,Feminismo,Igualdade de Gêneros,Luiz Henrique,Sexualidade and have Comments (21)

Antropólogas sofrem assédio durante trabalho de campo

"Pare". Imagem contra o assédio sexual no ambiente de trabalho. Fonte: mypokcik/Shutterstock

“Pare”. Imagem contra o assédio sexual no ambiente de trabalho. Fonte: mypokcik/Shutterstock

Antropólogas Assediadas

Nova pesquisa encontra alta incidência de assédio sexual e estupro entre mulheres realizando trabalho de campo antropológico.

Mais de 20% de mulheres bioantropólogas que participaram de uma nova pesquisa são vítimas de “assédio sexual físico ou contato sexual indesejado” durante o período de suas pesquisas científicas, principalmente pelas mãos de seus superiores (colegas de profissão) e até mesmo por parte de seus orientadores.

Depois de conversar com uma amiga que havia sido estuprada por um colega, a antropóloga Kathryn Clancy, da Universidade de Illinois, Urbana-Champaign, decidiu investigar o assunto mais profundamente. “Foi como um tapa na cara descobrir que isto estava ocorrendo com minhas amigas,” Clancy afirmou ao ScienceInsider. Read more…

posted by Luiz Henrique Coletto in Ciência,Igualdade de Gêneros,Luiz Henrique,Sexualidade and have No Comments

Preconceito contra garotas começa no útero

little_girl_India_525

Nas nações patriarcais da Índia, China, Bangladesh e Paquistão, os presquisadores encontraram evidências de discriminação de gênero na gestação. Mas em Sri Lanka, Tailândia e Ghana – que não são considerados dominados por homens – tais evidências não existiam. (Crédito: Louis Vest/Flickr)

MICHIGAN (EUA) – Mulheres na Índia e em outras sociedades de dominação masculina têm maior tendência a procurar assistência pré-natal quando estão grávidas de meninos, revelam novos estudos.

A prática da discriminação de gênero ainda no útero tem implicações na saúde e na sobrevivência das meninas. “Isso pinta um quadro bastante horrendo da situação”, diz Leah Lakdawala, professora assistente de economia na Michigan State University.

Ao estudar os dados do senso de saúde nacional de mais de 30.000 indianos, a pesquisadora descobriu que mulheres grávidas de meninos estão mais propensas a ir a consultas médicas pré-natais, tomar suplementos de ferro, fazer o trabalho de parto em facilidades médicas (ao invés de em casa) e de receber vacina contra o tétano.

Tétano é a causa principal de mortes neonatais na Índia. De acordo com o estudo, crianças cujas mães não receberam a vacina têm mais chances de nascer abaixo do peso ou morrer logo após o nascimento.

A pesquisa aparece na última edição do Journal of Human Resources e é a primeira a estudar a discriminação de gênero no acompanhamento pré-natal.

Read more…

posted by Guilherme Balan in Bule Traduz,Combate ao Preconceito,Feminismo,Guilherme Balan,Igualdade de Gêneros and have No Comments

Parto humanizado (série sobre violência no parto)

Esta é a última parte de uma série (em três partes) sobre violência obstétrica no Brasil, uma grande reportagem feita pela agência de jornalismo investigativo Pública, com autoria da jornalista Andrea Dip. Confira a parte um e a parte dois já publicadas. Original aqui.

Alternativa subversiva

O modelo alternativo, hoje conhecido como parto humanizado, se baseia em exemplos usados há muitos anos em países como Holanda e Alemanha, e é centrado na autonomia da mulher, pensando o parto como algo fisiológico, natural, com pouca ou nenhuma intervenção médica. O direito da mulher sobre o seu próprio parto também é uma das principais bandeiras de um movimento feminino que cresce a cada dia no Brasil, principalmente através de blogs e articulações por redes sociais.

No filme inglês Freedom For Birth, que conta a história da parteira húngara Ágnes Geréb, processada criminalmente e condenada a dois anos de prisão porque, até 2011, não havia regulamentação para os profissionais que assistiam partos domiciliares, a antropóloga americana Robbie Davis-Floyd critica o modelo atual, em que o corpo da mulher é tratado como uma máquina, e o parto como um processo mecânico disfuncional, que precisa das intervenções médicas para trazer o bebê ao mundo porque não confia na fisiologia natural do parto. Em seu estudo “Birth as an American rite of passage (1984)” ela lembra que o parto, até pouco tempo, era vivido como algo exclusivamente feminino e privado, com as mulheres dando a luz em suas casas amparadas por outras mulheres: parteiras, mães, amigas mais experientes. A ideia de “mulher empoderada”, que escolhe onde, como e com quem quer parir, ou no mínimo opina a quais procedimentos quer ou não se submeter é o centro deste pensamento. Read more…

posted by Luiz Henrique Coletto in Agência Pública,Brasil Mulher,Denúncia,Igualdade de Gêneros,Luiz Henrique,Sexualidade and have Comments (2)

Cesariana desnecessária (série sobre violência no parto)

Esta é a segunda parte de uma série (em três partes) sobre violência obstétrica no Brasil, uma grande reportagem feita pela agência de jornalismo investigativo Pública, com autoria da jornalista Andrea Dip. A parte três da reportagem será publicada sexta. Confira a parte um publicada ontem. Original aqui.

Direitos legais desrespeitados nas maternidades

Além do nosso código penal e dos vários tratados internacionais que regulam de forma geral os direitos humanos e direitos das mulheres em especial, a portaria 569 de 2000 do Ministério da Saúde, que institui o Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento do SUS,  diz: “toda gestante tem direito a acesso a atendimento digno e de qualidade no decorrer da gestação, parto e puerpério” e “toda gestante tem direito à assistência ao parto e ao puerpério e que esta seja realizada de forma humanizada e segura” e a LEI Nº 11.108, DE 7 DE ABRIL DE 2005 garante às parturientes o direito à presença de acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato nos hospitais do SUS. Mas dificilmente essas normas são seguidas, como explica a pesquisadora Simone Diniz (leia entrevista na íntegra), formada em Medicina Preventiva pela Universidade de São Paulo, que participou da pesquisa “Nascer no Brasil: Inquérito Nacional sobre Parto e Nascimento”, grande e minucioso panorama realizado pela Fiocruz em parceria com o Ministério da Saúde  – ainda sem data para lançamento. Read more…

posted by Luiz Henrique Coletto in Agência Pública,Brasil Mulher,Denúncia,Igualdade de Gêneros,Luiz Henrique,Sexualidade and have Comments (3)

Na hora de fazer não gritou: violência no parto

Esta é a primeira parte de uma série (em três partes) sobre violência obstétrica no Brasil, uma grande reportagem feita pela agência de jornalismo investigativo Pública, com autoria da jornalista Andrea Dip. A parte dois da reportagem está aqui e a parte três será publicada na sexta. Original aqui.

Na hora de fazer não gritou

publica 1

Essa frase, ouvida por muitas mulheres na hora do parto, é uma das tantas caras da violência obstétrica que vitima uma em cada quatro mulheres brasileiras. Eu fui uma delas.

Eu tive meu filho em um esquema conhecido por profissionais da área da saúde como o limbo do parto: um hospital precário, porém maquiado para parecer mais atrativo para a classe média, que atende a muitos convênios baratos, por isso está sempre lotado, não é gratuito, mas o atendimento lembra o pior do SUS, porém sem os profissionais capacitados dos melhores hospitais públicos nem a infraestrutura dos hospitais caros particulares para emergências reais. Durante o pré-natal, fui atendida por plantonistas sem nome. Também não me lembro do rosto de nenhum deles. O meu nome variava conforme o número escrito no papel de senha da fila de espera: um dia eu era 234, outro 525. Até que, durante um desses “atendimentos” a médica resolveu fazer um descolamento de membrana, através de um exame doloroso de toque, para acelerar meu parto, porque minha barriga “já estava muito grande”. Saí do consultório com muita dor e na mesma noite, em casa, minha bolsa rompeu. Fui para o tal hospital do convênio já em trabalho de parto. Read more…

posted by Luiz Henrique Coletto in Agência Pública,Brasil Mulher,Denúncia,Igualdade de Gêneros,Luiz Henrique,Sexualidade and have Comments (4)

Os estupradores estão contando com você

RespeitoEste é um post sobre como não encorajar estupradores. Sobre como, através das suas atitudes, você pode diminuir as chances de que um estupro aconteça. Ele é baseado em estudos americanos a respeito do modus operandi de estupradores, além de estudos ingleses e australianos sobre estupro. No entanto, ao contrário da maioria dos conselhos circulando por ai a respeito disso, esse não tem nada a ver com o tamanho da sua saia. Ou com quem você sai, a que horas ou para onde. Ou com quanto interesse você demonstra em sexo. Na verdade, nem tem nada a ver com você ser mulher. Homens, prestem atenção: vocês podem contribuir tanto quanto as mulheres para desencorajar estupradores. Provavelmente, podem até contribuir mais.

É importante lembrar que o fato dos estudos aqui citados terem sido realizados em outros paises, não invalida sua aplicação à realidade brasileira. Embora não haja estudos do tipo no Brasil, nossa cultura é suficientemente parecida com a cultura destes países no que se refere aos principais fatores que influenciam o modus operandi de estupradores. Temos os mesmos mitos sobre estupro, a mesma idéia de “estupro verdadeiro” como apenas o estupro violento praticado por estranhos, temos a mesma cultura de culpabilização da vítima pelo estupro, e a mesma tendência a julgar e rotular mulheres por demonstrar interesse em sexo. Temos também a mesma cultura no que diz respeito a condicionar as mulheres a não dizer “não” de forma direta, principalmente no que se refere a um pedido sexual e/ou romântico por parte de um homem.

Read more…

posted by Natasha in Direitos Humanos,Feminismo,Humanismo,Igualdade de Gêneros,Natasha Avital,Sexualidade,Solidariedade and have Comments (104)

29 de Janeiro – Dia da Visibilidade Trans

O Dia da Visibilidade Trans surgiu em janeiro de 2004 por conta do lançamento da Campanha Nacional “Travesti e Respeito”, do Ministério da Saúde. Nesse dia 29, representantes da Articulação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) entraram no Congresso Nacional, em Brasília, para lançar nacionalmente a campanha.

Dessa iniciativa, as cinquenta e duas organizações afiliadas à ANTRA foram orientadas a sair às ruas para comemorar essa data em todo o país, para mostrar as suas caras e consequentemente reivindicar seus direitos.

Mas, quando se fala em visibilidade, o que se quer dizer com isso? Significa primariamente que travestis e transexuais continuam invisíveis do ponto de vista do respeito aos direitos e da dignidade tanto para o governo, quanto para a sociedade.

Infelizmente, há um sentimento generalizado de que toda vez que uma travesti ou uma mulher transexual aparecer na mídia, salvaguardando raras exceções, será para ridicularizá-las nos programas de humor que só o que fazem é reforçar o estereótipo e o preconceito de que elas são homens, invalidando suas identidades femininas ou como exibição em programas policialescos onde, geralmente, o apresentador fará o que a claque pede: transformará essa pessoa em peça de Jardim Zoológico ou Circo de Aberrações. Acostumada que está a sociedade a ver e associar travestis e transexuais ao mundo do crime, da farsa, do engano; e, tão logo, a jamais vê-las como vítimas, inclusive quando são elas as agredidas, estupradas ou assassinadas, nesse caso também a maioria dirá: “ah, mas era travesti, travesti é tudo puta mesmo! Tudo bandido!”, e todos consentirão com a cabeça embasados numa pretensa estatística universal que não dá direito de defesa à elas, de que transfobia é algo inexistente.

Aliás, o próprio termo “travesti” é frequentemente usado no masculino, e do mesmo modo a mídia prefere frisar o nome do RG dessas pessoas, como se o que elas pensam e a forma como preferem ser tratadas – no feminino: A travesti – não significasse nada, como se a língua devesse necessariamente ad eternum e ad nauseam ser utilizada para oprimir os sem voz. E como se o nome social fosse algo não importante, e o do RG fosse estritamente necessário para entendermos a matéria em questão. Read more…

posted by Daniela Andrade in Ativismo,Brasil Mulher,Combate ao Preconceito,Daniela Andrade,Direitos Humanos,Igualdade de Gêneros,Sexualidade and have No Comments