Arquivo para a categoria 'Homoafetividade'

Annise Parker – Mãe, lésbica, fiel e prefeita da quarta maior cidade dos EUA

Esta é uma publicação especial para o dia das mães, dedicada a todas as mães que, mesmo não se encaixando nos tradicionais padrões de família, são responsáveis pela construção de uma sociedade mais justa e cheia de afeto.

Desta forma, abaixo se encontra um depoimento de Annise Parker,  mãe, homossexual, prefeita de Houston (EUA) e uma das maiores defensoras dos direitos LGBT nos Estados Unidos.

Por Annise Parker

Sendo uma lésbica assumida desde o ensino médio, eu nunca esperei ter uma história tradicional  de maternidade. E hoje, no dia das mães, eu sei como teria sido difícil imaginar as dificuldade que eu e minha parceira, Kathy, passaríamos ao construir uma família.

Tudo começou em 1994, quando eu conheci Jovon, um adolescente homossexual expulso de casa por sua família. Kathy e eu o acolhemos sem hesitação, afinal, estar desabrigado é uma tragédia, e uma criança rejeitada não necessita apenas de uma cama, mas também de um abraço acolhedor. Read more…

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Homem gay preso por se recusar a deixar o parceiro doente no hospital é pai da fundadora do weareatheism.com

Esta história esteve por toda a Internet hoje: Um homem gay foi preso em um hospital por se recusar a deixar seu parceiro doente, pois ele não era reconhecido como “membro da família”.

O que você talvez não saiba é que Roger Gorley, o homem que foi preso, é pai de Amanda Brown, uma das fundadoras do WeAreAtheism.com e coordenadora da conferência Reasonfest.Amanda2

Amanda escreveu uma versão bem mais detalhada e pessoal da história em seu website e é a versão que você vai querer começar a passar para as pessoas em suas redes sociais:

Meu pai, Roger Gorley, e seu esposo, Allen Mansell, estão casados há quase 5 anos. Eles vêm dividindo uma casa juntos, comprado carros juntos, têm todos os seus investimentos e todo o resto da documentação resolvida para este ser considerado um casamento real pela lei. No Estado do Missouri uniões civis não são reconhecidas, mas muitos casais homoafetivos vão em frente, seguem como toda a papelada e registram sua união no Estado para que possam ser reconhecidos como parceiros de vida para as outras pessoas em momentos como esses, e especialmente depois da morte da sua pessoa amada. Meus pais fizeram isso. Eles fizeram toda a documentação para que algo como o que eu estou prestes a contar pra vocês nunca acontecesse com eles. Read more…

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Defender a família é necessariamente defender aS famíliaS

familia-e-babacaConservadores falam muito que estão promovendo a “defesa da família”, quando na verdade eles próprios são a ameaça à integridade da instituição familiar contemporânea. Dizem “defender a família” enquanto atacam e ameaçam diversos outros modelos de família possíveis.

Defendem um único modelo familial, heteronormativo e às vezes patriarcal, com um pai dotado de autoridade sobre a esposa e os filhos, a mãe como autoridade sobre as crianças – e às vezes submissa ao marido – e uma pequena quantidade de filhos – confira-se a maioria das imagens que, no Google Imagens, são encontradas com o termo “família cristã”. É um modelo historicamente centrado nas classes socioeconômicas euro-americanas dotadas de poder aquisitivo avantajado.

Enquanto isso, atacam fortemente modelos homossexuais e não monogâmicos, literalmente desejando que lésbicas, gays e casais bi ou poligâmicos e poliamorosos não tenham o direito de juridicamente constituir família e adotar filhos. Sua defesa monolítica de que “família é homem, mulher e crianças” rejeita explicitamente famílias com dois pais ou duas mães e todas as combinações não monogâmicas possíveis. Read more…

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Curta “Eu Não Quero Voltar Sozinho” é censurado no Acre

Numa recente demonstração de autoritarismo e desrespeito à laicidade do Estado, o premiado curta-metragem “Eu Não Quero Voltar Sozinho” foi censurado no Acre. O filme fazia parte da programação do Cine Educação, projeto voltado à inserção da arte no ambiente escolar. Entretanto, a temática central do filme (o surgimento de uma relação homoafetiva entre colegas de escola, complexificada pela deficiência visual de um deles) desagradou os líderes religiosos locais. Tais líderes, numa atitude absolutamente inaceitável de intolerância, conseguiram proibir a exibição do filme pressionando os políticos locais. Não satisfeitos com essa barbárie, os fundamentalistas homofóbicos conseguiram paralisar o Cine Educação, cujo futuro está agora ameaçado.

O caso já foi notícia em vários canais, como o jornal A Capa e o Cineclick UOL (confira a lista completa no final do post). Uma outra reação de impacto foi carta de repúdio do Movimento Audiovisual Acreano Contra a Censura, com o subtítulo “O ESTADO BRASILEIRO É LAICO!“, que também lista os prêmios nacionais e internacionais que o curta metragem já ganhou. Segundo o Movimento, este é “um dos filmes brasileiros mais premiados dos últimos tempos em vários Festivais de Cinema Nacional e Internacional”.

Assista aqui o filme “Eu Não Quero Voltar Sozinho” , e confira logo abaixo a mensagem da Lacuna Filmes, produtora do curta, na íntegra:

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Queridos amigos e colegas, Read more…

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O racismo da defesa exclusivista do molde “cristão” de família

familia-cristaUm detalhe que poucos percebem nos esforços do fundamentalismo cristão de “defender a família” é o caráter racista dessa defesa e o eurocentrismo do modelo familial dito “cristão”. Os militantes conservadores consideram “pecaminosos” e “desviados” aqueles modelos de família que destoem do padrão branco-europeu e burguês de um casal heterossexual monogâmico acompanhado de poucos filhos.

Esse racismo pode ser percebido por pelo menos dois meios: primeiro, a negação e demonização de padrões africanos, ameríndios e asiáticos de família em promoção do padrão típico da burguesia euro-americana; segundo, a própria exibição imagética de “famílias cristãs” quase sempre brancas e vestidas de acordo com os costumes europeus modernos em qualquer um dos membros da família.

Não se enxerga nessa “defesa da família” a diversidade de organizações familiais ao redor do mundo. A África por exemplo, com seu enorme universo de culturas e etnias, conta com inúmeros modelos de composição familial, sendo mais conhecido o modelo de família estendida assim descrito pelo site de Ifatolà:

“O sistema modelo de família, para o africano, normalmente é a numerosa. Onde normalmente vivem juntos, pai, mãe, tios, tias, primos e primas e outros parentes em um mútuo amor e respeito.” Read more…

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Comentários a algumas repercussões do vídeo-resposta de Eli Vieira ao pastor Silas Malafaia

307464_531371870230939_508909514_nPretendo neste post compartilhar  comentários que surgiram no grupo de emails da Diretoria da LiHS, além de contribuições minhas, referentes a alguns textos publicados em repercussão ao vídeo do biólogo, geneticista e ex-presidente da LiHS, Eli Vieira, que respondeu a algumas opiniões emitidas pelo Pastor Silas Malafaia no programa De Frente com Gabi, do SBT. Disponibilizarei os links dos textos e reproduzirei apenas parte destes, com os subsequentes comentários de diretores da LiHS.

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Juilian Rodrigues, atual coordenador do CADS – Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual da Prefeitura de São Paulo - publicou no Facebook um texto e em parte dele, Julian escreve o seguinte:

Acabo de ver a vídeo do simpático geneticista que tenta responder ao telepastor. A intenção é boa, mas é todo cheio de equívocos. E, pior, já estamos no campo do inimigo. O debate tem que se dar no campo dos DIREITOS HUMANOS, das ciências sociais, da filosofia. Trata-se de discutir construções sócio-históricas. NÃO INTERESSA SE ALGUÉM É HOMOSSEXUAL OU PESSSOA TRANS POR FATORES BIOLÓGICOS, CULTURAIS OU O QUE FOR. O que interessa é que todas e todos temos os mesmos direitos, e temos direito de expressar nossa sexualidade e nossa identidade de gênero como bem quisermos. Não precisamos de nos escudar na NATUREZA para justificar nosso direito de ser quem somos.

Segundo Guilherme Balan:

Eu concordo que a ‘origem’ da homossexualidade não precisa ser foco (assim como a ‘origem’ da heterossexualidade não precisa), mas se o Silas Malafaia falou que a ciência acha isso e aquilo, nada mais óbvio que dizer ‘não é isso o que a ciência diz, você não sabe do que tá falando’.

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Jurista responde a Silas Malafaia – Maria Berenice Dias

 

Advogada Especializada em Direito Homoafetivo, Direito das Famílias e Sucessões.
Desembargadora aposentada do TJRS.
Vice-Presidente Nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família — IBDFAM.
Presidenta da Comissão Especial da Diversidade Sexual do Conselho Federal da OAB.

www.estatutodiversidadesexual.com.br
www.direitohomoafetivo.com.br
www.mariaberenice.com.br

“Queridos todos,

Eu já havia decido que não debateria mais sobre temas ligados a orientação sexual com Silas Malafaia, mas depois da participação no programa ‘De Frente com Gabi’ fica difícil aceitar que fale sobre temas que não o competem.
Então lá vai minha resposta!
Ajudem a compartilhar!
Conto com a participação de todos!
Um beijo e meu afeto,
Maria Berenice Dias.

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Resposta de geneticista a Silas Malafaia

Nosso querido Eli Vieira, ex-presidente da LiHS e editor do Bule Voador, respondeu as afirmações sobre genética de Silas Malafaia em sua entrevista no De Frente com Gabi, que foi ao ar domingo à noite. Confiram:

O fato é que a Internet toda se encantou com o vídeo, que desde ontem já foi assistido 147,200  vezes (atualização: 816,937 visitas até 8:00 do dia 6) e divulgado por vários canais de mídia. Confira os link do que reunimos até agora, com alguns trechos que gostamos – e se souberem de mais canais reproduzindo o Eli, mandem pra gente nos comentarios!

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Atualizações:

Página de facebook da Super Interessante (1.931 compartilhamentos às 19:00 da terça)

UOL Notícias – Ciência (grifo nosso):  “Biólogo desmente Malafaia sobre homossexualidade não ter base genética”

Celso Portiolli no twitter: RT @kibeloco “Biólogo, mestre e doutorando em genética pela Universidade de Cambridge, Eli Vieira, responde Malafaia. http://bit.ly/elivieira 

Página Homofobia Não

 Diário da Manhã (jornal de Goiânia-GO)

O estudante fez um vídeo rebatendo o pastor Silas Malafaia sobre sua entrevista no De Frente com Gabi, derrubando por terra todos os argumentos genéticos usado pelo pastor para descrever as causas da homossexualidade.

Gazeta do Sul (jornal de Santa Cruz do Sul-RS)
Eli recorta partes do programa onde Malafaia fala sobre o tema e desmente, com propriedade, as declarações do líder religioso. O vídeo se espalhou na internet e, 19 horas após a postagem, já conta com quase 270 mil visualizações no YouTube.

Luis Nassif Online

Ligação Teen (portal para jovens): “Geneticista Eli Vieira dá uma aula de genética para Silas Malafaia”

Portal do Rui Falcão (Presidente do Diretório Nacional do PT)

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Revista Galileu

“Hoje, um geneticista brasileiro que estuda na Universidade de Cambridge publicou um vídeo contestando ponto a ponto as afirmações de Malafaia quanto a não existência de fator genético influenciando a orientação sexual. O vídeo, publicado ontem, já está com quase 130 mil visualizações e é quase uma aula de cursinho sobre genética”

Kibe Loco

Silas Malafaia certamente não esperava que o biólogo, mestre e doutorando em genética pela Universidade de Cambridge (Reino Unido), Eli Vieira, publicasse uma resposta tão boa em tão pouco tempo. Assistam porque essa “vitória em Darwin” vale cada segundo… Read more…

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Carta aberta ao senador Paulo Paim (PT/RS)

liga

A Liga Humanista Secular do Brasil (LiHS), associação civil de direito privado, de caráter humanista secular, inscrita sob o CNPJ nº 10.376.530/0001-92, sem fins lucrativos, com sede na cidade de Porto Alegre/RS, na Rua Duque de Caxias, 837/702, Centro Histórico, cujo escopo consiste basicamente na busca de um “(…) Estado verdadeiramente laico, no qual as decisões políticas, administrativas, legislativas e judiciais não sejam influenciadas por doutrina ou dogmas religiosos, de uma forma que haja igualdade de oportunidades para a existência de todas as crenças e convicções no espaço e poder públicos” (art. 2º, inc. VI, do Estatuto), vem por meio desta manifestar sua posição em relação ao trâmite do PLC n.º 122/2006.

Em 17 de dezembro de 2012, foi veiculado na mídia que V. Exa. avocou para si a relatoria do Projeto de Lei da Câmara nº 122/2006, que, dentre outros pontos, criminaliza a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero real ou presumida, sobretudo no que se refere ao preconceito ou discriminação contra gays, lébiscas, bissexuais, pessoas trans e intersex (LGBTI).

De acordo com o Grupo Gay da Bahia (GGB), que há três décadas realiza levantamento de crimes contra LGBTIs, se apurou, superando os índices dos anos anteriores, que houve em 2012 338 assassinatos com motivação homofóbica e transfóbica, direta ou indiretamente. Em julho de 2012, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República lançou um relatório sobre homofobia e transfobia no ano de 2011, segundo o qual foram denunciadas 6.809 violações de direitos humanos contra LGBTIs, das quais 278 foram homicídios. Em ambos os levantamentos, a subnotificação é reconhecida como alarmante.

É certo que o PLC nº 122/2006 não trata de homicídios, mas se destes se fala é para comprovar o nível alarmante de violência que vulnerabiliza as pessoas LGBTIs.

Nem se diga que os 338 homicídios relatados não sejam homofóbicos e transfóbicos: alguns têm por motivação a homofobia ou transfobia direta (quando consiste na motivação central do crime) ou indireta (quando a homofobia e transfobia empurram LGBTIs para marginalidade social) – neste último caso, negá-lo seria negar que não existe racismo no fato de que, na faixa etária de 15 a 29 anos, homicídios entre os jovens negros no país são, proporcionalmente, duas vezes e meia maior do que entre os jovens brancos, conforme dados do “Mapa da violência 2012”. Read more…

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Nada contra


Não tenho nada contra homofóbicos. Eu, inclusive, tenho muitos amigos que são. O problema é que tem uns homofóbicos escandalosos, que não conseguem ser discretos. Ficam dando pinta que não gostam de gay, sabe? Tudo bem ser uma pessoa rancorosa e preconceituosa, mas não em público. Entre quatro paredes e bem longe de mim, tudo bem. Nada contra mesmo.

É impressionante o quanto eles se acham no direito de ficar com pouca vergonha na frente de todo mundo. Outro dia ouvi um cara dizer, em plena luz do dia e para quem quisesse ouvir, que “gay é abusado, mexe com homem na rua mais do que homem mexe com mulher”. Acredita? Mas já vi e ouvi coisas piores. “Tenho nojo de homem se pegando” ou “essas menininhas que se beijam não são bissexuais coisa nenhuma, só querem chamar atenção dos homens” ou ainda “te sento a vara, moleque baitola”, e por aí vai. E se alguém critica, logo apelam para “ah, foi só uma piada” ou “é a minha liberdade de expressão” ou ainda “está na Bíblia”. O horror, o horror.

Ser homofóbico é uma opção, mas ninguém tem a obrigação de aceitar, né. É muito constrangedor ver alguém olhando feio para duas pessoas do mesmo sexo se beijando. Como eu vou explicar para os meus filhos que existe gente intolerante? O pior é que nem na escola as crianças estão a salvo. Querem ensinar nossos filhos a serem homofóbicos, imagina! Quando você percebe, já é tarde demais: uma amiga minha foi chamada pela diretora porque o filho foi pego espancando um colega no intervalo. Tudo porque o rapaz era gay. Minha amiga, coitada, não aguentou a decepção de ter um filho homofóbico. Ela diz que é só uma fase, que vai passar. Por garantia, levou o menino no psicólogo. Read more…

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