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Ética de Virtudes: uma solução antiga para um problema moderno

Introdução

Este artigo não é nem uma defesa ou ataque contra a religião ou o secularismo. Trata eles como fatos sociológicos bem estabelecidos e não mais que isso. Eu os encaro como existentes e argumento que um bem maior moral pode ser alcançado se os dois sistemas de pensamento encontrarem um terreno moral comum na ética de virtudes.

Por quê devemos se importar?

Escolhas morais permeiam a maioria dos aspectos de nossas vidas, quer temos conhecimento ou não. E um grande número dessas escolhas morais são escolhas ruins. É por isso que nossas prisões estão superlotadas [1] e a reincidência é alta em torno de 66% [2]. Por isso que nós temos tantos mortos em guerras e por isso muitos morrem violentamente nas mãos de assassinos ou ideologias radicais. É por isso que nós temos uma distribuição desigual de riqueza. É por isso que a trapaça é galopante nas escolas e universidades [3]. Nós mantemos imensos exércitos de reserva para proteger nós mesmos de escolhas morais ruins dos outros e vez ou outra utilizamos o mesmo exército para infligir nossas próprias escolhas morais ruins nos outros. É por isso que não temos escrúpulos em espionar nossos próprios cidadãos [4] ou em matar sem o devido processo. É por isso que quase qualquer um foi vítima de crime, injustiça, discriminação, bullying [5], sexismo, racismo, ageismo ou outras formas de intolerância, viés e discriminação. É por isso que perseguição é algo comum [6].

Más escolhas morais dizem respeito a todos nós e são a maior causa de sofrimento no mundo atual. Cada pessoa que já foi trocada por um parceiro infiel já sentiu este sofrimento. Infidelidade marital é a causa mais comum de divórcio e abuso é outra causa importante [7]. Uma em cada cinco mulheres são assediadas sexualmente em universidades [8]. Até mesmo desastres naturais como terremotos ou enchentes são incrementados por falhas morais como nações que não reagem adequadamente. Fomes se tornam falhas morais quando não podemos distribuir comida onde e quando são necessárias. Nossos sistemas econômicos se tornam falhas morais quando são usados para os poderosos possuírem vantagens, que exploram ou negligenciam os fracos. O que aponto é que o sofrimento moral é real, perversivo e precisa de atenção. Nós temos feito grande progresso ao reduzir o sofrimento material, mas somente um pouco de progresso em reduzir o sofrimento moral. Este é um desafio importante que encaramos hoje, reduzir o sofrimento moral na mesma medida de sucesso que conseguimos reduzir o sofrimento material.

O que é então o problema?

O problema de forma simples é que, em termos comparativos, nós não damos muita atenção aos problemas morais de forma geral e que nós damos o tipo errado de atenção, criando uma selva de regras e regulações [9].

A sociedade moderna recompensa o progresso material enquanto negligencia o progresso moral. Nós damos grandes verbas para a pesquisa científica e enormes recompensas para inovadores espetaculares na ciência. Mas a sociedade disponibiliza quantias bem mais modestas para avanços em interesses morais ou recompensa para inovadores morais espetaculares. Como um exemplo simples, dos seis prêmios Nobel, apenas um (Paz) tem uma dimensão moral [10]. Dos outros 21 prêmios de grande honra, apenas sete possuem um componente moral [11]. A educação escolar tem um viés científico forte, porém prestando pouca atenção para a educação moral [12]. Nosso sistema de justiça criminal se esforça cuidando dos resultados dos problemas morais, mas pouco nas causas dos problemas morais, com o resultado de uma reincidência de 66% [2]. Nós punimos ofensas morais, mas não as prevenimos. Nós usamos como recurso uma forma de moralidade legislada junto com nossa justiça criminal e sistema de direitos humanos. Esta é uma estrutura com grandes lacunas que não cuida ou oferece orientação para a moralidade privada.

Estamos se tornando uma sociedade baseada em regras, mas as regras possuem apenas uma base fraca porque faltam motivação intrínseca [13]. Talvez o exemplo mais dramático disso foi o colapso do sistema bancário. As operações bancárias é uma das maiores partes reguladas da economia, e mesmo assim isso não previne abuso e exploração [14]. Sem motivação intrínseca, as regras se tornam um desafio para se encontrar meios de evasão. Nós reagimos criando mais regras, mas é só uma questão de tempo antes de mais meios que serão encontrados para se evadir delas também. Houve um crescimento explosivo em leis criminais. Nos últimos vinte e cinco anos, um período no qual o crescimento da lei federal criminal esteve sobre escrutínio, o congresso criou mais de 500 novos crimes por década [9]. Adicionando a isso, a administração se apoia cada vez mais em mandados e diretivas.

Um problema moderno

A sociedade ocidental, por um longo tempo, possuiu um amplo consenso em moralidade que foi derivada da religião. Certamente, a religião pode ser vista, em termos sociológicos, como o caminho da sociedade de promover coesão através de consenso moral [15]. A modernidade e o iluminismo enfraqueceram o monopólio da moralidade religiosa, providenciando espaço para concepções alternativas crescerem. A modernidade introduziu o espírito do utilitarismo [16] e isso moldou o conceito de moralidade presente na sociedade atual. Mas não foi meramente o conceito que mudou, mas também a autoridade dos sistemas morais. Os sistemas de moral religiosa derivavam sua autoridade do seu conceito de Deus e isso ajudou a providenciar motivação intrínseca. Com a nova moralidade utilitarista, uma nova autoridade foi introduzida, o indivíduo. Inevitavelmente isso resultou em uma sensibilidade moral enfraquecida e difusa que possui muitas contradições. Este novo conceito de moralidade foi acompanhado por uma mudança de motivação intrínseca para motivação extrínseca. A motivação extrínseca é, por sua própria natureza, menos efetiva.

Com este novo conceito de moralidade veio uma mudança de abordagem aos problemas da sociedade. O espírito do utilitarismo criou uma suposição tácita que aliviar as necessidades materiais reduz o impeto para desvios morais. Há uma crença que os desvios morais são em grande parte o resultado de condições materiais. Assim, esforço foi direcionado para resolver os problemas materiais, que foi demonstrado possuir em qualquer caso soluções fáceis, enquanto verdadeiros problemas morais continuam intratáveis e assim são negligenciados. Nós continuamos colhendo a fruta mais perto do chão.

Somos divididos por diferentes conceitos de moralidade

Com o enfraquecimento da moralidade religiosa e a adoção ampla de abordagens utilitaristas, uma contrastante divisão moral surgiu na sociedade.

O mundo secular adotou uma forma tácita e rudimentar de consequencialismo moral. Acredita assim que não existe bem ou mal absolutos, somente que atos devem ser julgados por suas consequências. Rejeita o árbitros absolutos e as leis da deontologia religiosa. Faz o indivíduo como árbitro final de seus atos.

Por contraste, o mundo religioso acredita em bem e mal absolutos e atos que podem eles mesmos serem inerentemente bons ou ruins. Acredita que existe um árbitro absoluto que prescreveu um conjunto de regras para uma vida boa. O mundo religioso rejeita o consequencialismo moral com base de que é um sistema moral em constante mudança e perigoso, onde é facilmente deformado para se encaixar em necessidades e desejos do momento.

Enquanto o consequencialismo ou utilitarismo ganharam relevância, refletindo o espírito material e mecânico do tempo, desafiando conceitos tradicionais, o cristianismo protestante (e o islã) voltaram para uma forma de deontologia radical. O resultado é uma forte divisão ética que vemos hoje em dia.

Há assim um abismo crescente entre os conceitos morais do mundo religioso e secular. Esse abismo enfraquece a habilidade da sociedade de abordar problemas morais comuns devido a falta de consenso.

A sociedade reagiu a este problema com uma constantemente crescente lista de leis sem fim [17]. Isso se provou uma solução pobre, já que adicionar meras regras convida meramente a mais evasões se não são reforçadas ou acompanhadas por alguma forma de motivação intrínseca.

A necessidade pelo caminho do meio

Nós somos pessoas comuns com problemas morais comuns que afetam a todos nós. Para resolver estes problemas precisamos de um conceito moral unificador que ambos os mundos, religioso e secular, podem aceitar. Por exemplo, escolas são lugares onde deveríamos dar a nossos jovens preparação moral para a vida adulta, e escolas servem a ambas visões de mundo. Este é um exemplo de porque é necessário encontrar um ponto em comum. Deontologia e consequencialismo moral não são aceitáveis em ambos os lados da divisão e por isso não pode realizar este propósito.

Isso levanta a questão: onde se encontra o ponto em comum onde o mundo secular e religioso podem se encontrar e concordar? A sociedade atual coloca uma ênfase forte nos conceitos de justiça e direitos. Estes podem ser vistos como exemplos conhecidos de “virtudes” e é na ética de virtudes, a terceira maior ramificação da filosofia ética, que eu vejo uma importante oportunidade para encontrar um ponto em comum entre o mundo secular e o religioso. A ética de virtudes demonstra promessas de ocupar as lacunas da moralidade legislada. Pode-se pensar como se fosse a carne macia de um esqueleto rígido de moralidade legislada, dando origem a um corpo saudável e funcional que é direcionado para o propósito de prosperação. A ética de virtudes pode ser vista como uma forma importante de motivação intrínseca que faz com que as regras expressadas pelas sociedades sejam mais efetivas enquanto providencia uma orientação forte para condutas privadas irregulares. Não é mero acaso que houve um destacado aumento no interesse acadêmico em ética de virtudes ultimamente [18].

O apelo da ética de virtudes

A ética de virtudes é uma ideia persistente com raízes antigas. Aristóteles há uns 2300 anos, claramente articulou a filosofia ética conhecida hoje como ética de virtudes [19, 20]. Cicero, perto do tempo de Cristo, escreveu sobre ela como sendo um dos três sistemas principais de disputa da época [21]. O catolicismo primitivo, incorporou esse sistema de ética em seus ensinamentos onde continua até hoje a ser uma influência maior [22]. Os últimos 50 anos foram marcados como um reavivamento do interesse acadêmico em ética de virtudes [18, 23] e a publicação de Alisdair McIntyre de Após a Virtude foi um marco em seu ressurgimento [24].

A ética de virtudes não presta atenção nem em regras nem em suas consequências. Ao invés disso, considera motivações internas dirigidas para realizar o telos ou fim de uma “boa” pessoa, e é nisso que o mundo religioso e secular pode encontrar concordância. Na minha mente, o apelo da ética de virtudes é dividida em cinco partes.

Primeiro, a lista geral de virtudes aceitas é livre de terminologia religiosa ou implicações. Isto faz as virtudes aceitáveis para o mundo secular. Ao mesmo tempo, o mundo religioso vê nelas uma extensão natural de suas crenças. Por exemplo, o catolicismo abraçou as éticas de virtudes e ambos secularistas e teístas iriam prontamente concordar na lista de 52 virtudes formuladas pelo Virtue Project [25]. Teístas iriam adicionar fé, esperança e caridade para a lista enquanto secularistas iriam ignora-los, uma diferença menor. As diferenças que muitos sistemas de crenças trazem para isso são amplamente de terminologia e ênfase. É um sistema ético que é neutro sobre sistemas de crenças e pode assim ser aceito por todos os sistemas de crenças.

Segundo, ao alimentar uma motivação interna é um melhor meio de obter um bom resultado, seja de ação ou consequência. É de amplo acordo que motivação intrínseca é mais efetiva que motivação extrínseca (motivação intrínseca se refere a fazer algo porque é inerentemente interessante ou agradável, e motivação extrínseca se refere a fazer algo devido a levar a um resultado específico [13]).

Terceiro, ao estimular princípios intrínsecos, ao invés de regras, é possível se adaptar a uma grandes variedade de circunstâncias. Um sistema baseado em regras pode somente se adaptar a novas circunstâncias adicionando novas regras, algo que se torna intolerável durante um longo tempo.

Quarto, a ética de virtudes oferece meios de internalizar e integrar regras nos comportamentos de uma pessoa, fazendo eles mais efetivos. É um meio poderoso para reforçar as regras e regulações de uma sociedade traduzindo para motivações intrínsecas.

Quinto, a ética de virtudes pode oferecer um novo sentido para o significado, independente de mas complementar a crença religiosa. Pode ser um antídoto para a angst (ansiedade) da modernidade. Este é um campo amplo que apenas aqui é tocado.

Em resumo, a ética de virtudes é capaz de providenciar uma motivação intrínseca que é aceitável a ambos os mundos, secular e religioso. Nós vivemos em um mundo extremamente dominado por regras. A ética de virtudes é capaz de oferecer um caminho de internalizar e então integrar regras de tal forma, que elas se tornem intrinsecamente motivadoras. É um campo promissor para encontrar pontos em comum entre os mundos secular e religioso, para fazer regras e regulações mais efetivas e para providenciar propósito e significado para os não-religiosos.

Uma solução prática

A atração da ética de virtudes é sua praticidade e simplicidade. Pode ser formulada em termos simples que são atraente para a maioria das pessoas. É independente de sistemas de crenças e ainda a maioria destes sistemas podem aceita-la, com apenas mudanças na terminologia. Pode ser facilmente ensinada em um nível elementar enquanto pode ser desafiada em um nível filosófico. É facilmente incorporada em códigos de conduta para organizações.

Mas não é apenas uma solução para preocupações morais individuais. Pode ser também expandida para qualquer domínio de atividade como um exemplo discutido por Bruni e Sugden demonstram no caso da economia de mercado [26]. Eles descrevem o mercado como uma prática tendo um telos de trocas voluntárias e mutualmente benéficas. Eles explicam: “Na suposição que o telos do mercado é benefício mútuo, uma virtude do mercado no senso de ética de virtudes é um traço de característica adquirida com duas propriedades: possessão do traço faz um individuo mais habilidoso para tomar parte na criação de benefício mutuo através das transações do mercado; e o traço expressa uma orientação intencional em direção a isso e um respeito pelo benefício mútuo. Nesta seção, nós apresentamos um catalogo de traços com estas propriedades, sem afirmar que nosso catalogo é exaustivo.” O catalogo de traços ou virtudes incluem universalidade, empreendedorismo e atenção, respeito por parceiros de negócios, confiança e confiabilidade, aceitação de competição, não-rivalidade, auto ajuda e estoicismo sobre a recompensa.

Outro exemplo é o Character Counts! Uma coalizão para educação moral nas escolas que utilizam a ética de virtudes como pano de fundo centradas no respeito, responsabilidade, confiança, cuidado, justiça, virtude cívica e cidadania [27].

Estes exemplos possuem a intenção de mostrar que a estrutura da ética de virtudes pode ser prontamente adaptadas para qualquer domínio de atividade ou “prática”. Isto faz da ética de virtudes uma abordagem muito flexível que pode ser moldada para todas as partes de nossa cultura.

O papel do secularismo

O secularismo definiu a si mesmo como oposição ao teísmo. É uma grande conquista a separação de religião da vida pública. Indo além disso, alguns secularistas formaram eles mesmos o objetivo de destruir a religião. Isso parece ser um mau conselho de objetivo devido ao seu resultado principal ser: envenenar a percepção pública do ateísmo [28] e endurecer a posição do fundamentalismo cristão. Religião é um fenômeno sociológico bem fundamentado e não irá desaparecer. Foi parte da história humana por no mínimo 40 000 anos e permanece como uma parte importante de todas as sociedades. É um fenômeno muito durável e não há uma perspectiva realista que irá se extinguir em breve [29]. Os criticismos direcionados para a religião pelo secularismo deram origens a reformas profundas na religião e por isso foram úteis para este fim. A então chamada guerra entre secularismo e religião está agora se tornando contra-produtiva enquanto obscurece um assunto maior que a sociedade enfrenta, o sofrimento moral. Agora é o momento que o secularismo encare este problema e trate a religião como um aliado e não como um inimigo, ou pelo menos declare uma trégua. Isto não significa que a religião não deva ser criticada quando a ocasião necessita, e certamente o criticismo pode ser um impeto saudável para a reforma. Mas a atenção deve ser focada para o inimigo real que é o sofrimento moral. Para superar este inimigo, o mundo secular deve ter uma causa comum com o mundo religioso. Pode fazer isso adotando a ética de virtudes e fazendo dela sua plataforma central de um secularismo moralmente compromissado.

Uma solução para problemas futuros

O crescimento da população e a rápida industrialização do terceiro mundo irá criar uma situação de escassez de recursos e ultimamente de baixo crescimento [30]. Se ajustar com este novo mundo irá requerer um maior reajustamento de valores fora do consumismo galopante de hoje centrado na felicidade hedonista. Irá requerer um senso firme de responsabilidade e restrição, frugalidade irá se tornar a nova palavra de ordem. A ética de virtudes é nossa melhor esperança de navegar neste desafiante mundo novo. Como Julia Annas, em Intelligent Virtue [31], explica, as virtudes são um molde para a prosperidade, pois se tornar uma pessoa virtuosa é se tornar uma pessoa que prospera. É um passo para fora da felicidade hedonista e em direção a eudaimonia das virtudes. Esta é uma manobra radical contra a ideia de felicidade que depende de circunstâncias ou bem, um movimento necessário no mundo restrito de recursos que se desdobra em nosso futuro.

Este objetivo não é tão elusivo pois pode ser já apreciado quando comparamos os níveis de emoções positivas de alguns países pobres com aqueles dos países ricos [32]:

Panamá 85%, Singapura 46%;
Lesoto 77%, Reino Unido 77%;
Suazilândia 76%, Alemanha 74%.


Link para o original.

Peter D.O. Smith é um metalurgista fundiário, engenheiro de qualidade e de software, administrador de coorporação (recentemente aposentado), que vive pelo lema fides quaerens intellectum.

Referências (todas em inglês);

[1] US incarceration rate.

[2] Recidivism in the United Sates.

[3] Academic cheating fact sheet.

[4] The Snowden Files.

[5] 44% of children report having been bullied.

[6] Stalking.

[7] Causes of divorce.

[8] Sexual assaults at university.

[9] Revisiting the explosive growth of new crimes.

[10 Nobel prizes, literature, medicine, physics, chemistry, peace, and economics.

[11] Other high honor prizes.

[12] How Moral Education Is Finding Its Way Back into America’s Schools.

[13] Ryan and Deci, Intrinsic and Extrinsic motivation.

[14] Why only One Banker Went to Jail.

[15] Nicholas Wade, The Faith Instinct.

[16] Trends in utilitarianism – Google books Ngram.

[17] Business Ethics: The Law of Rules.

[18] Trends in virtue ethics – Google books Ngram.

[19] Nichomacaen Ethics.

[20] Notes on Nichomachean Ethics.

[21] On Moral Ends, Marcus Tullius Cicero, Julia Annas.

[22] The Cardinal Virtues in the Middle Ages: A Study in Moral Thought from the Fourth to the Fourteenth Century.

[23] Contemporary virtue ethics.

[24] Alisdair MacIntyre, After Virtue.

[25] The Virtues Project.

[26] Reclaiming virtue ethics for economics.

[27] The Six Pillars of Character.

[28] Net rating of religious belief systems.

[29] Growth of Religion.

[30] Paul Gilding, The Great Disruption.

[31] Julia Annas, Intelligent Virtue.

[32] Gallup poll, Positive emotions worldwide.

Eduardo Silveira
Formado em Biologia, pós graduado em Biotecnologia. Autodidata em idiomas (alemão e inglês), procurando agora aprender o grego antigo. Em relação eterna de amor-ódio com os diversos tipos de conhecimentos, devido ao paradoxo entre diversidade e verdade.