Bule Voador

O aqui e o agora é o que nos move

Eu não tenho mais apego a nenhuma entidade metafísica. Também não consigo ver algumas coisas da vida com um modo romantizado. É perda de tempo – aliás, o tempo é muito curto para idealizações na qual apenas as criamos para corroborarem nossas expectativas.

Tudo que há a nossa volta é o que existe na forma mais pura e simples; não há um “propósito” ou uma predeterminação naquilo ou nisso – é apenas fruto de nossa imaginação. Uma tragédia na sua vida, um desgosto, uma desilusão, nada disso consigo ver como “isso vai ser útil para que eu mude finalmente e não persista nisso”. Não vejo dessa forma. Aconteceu, passou. Imagina se, por acaso, nos culpássemos por tudo aquilo que ocorre unicamente a alguém ou a você por puro capricho de um pensamento que nos faz acreditar que seja realmente factual?

Nossa vida pode ser mais do que um simples disco velho que toca sempre as mesmas músicas. Pode ser, entretanto, um capítulo novo e mais fascinante que, a cada página lida, dá vontade ler mais e mais. É o viver no ineditismo, intensamente, sem arrependimentos, sem lamentações que possam nos desmotivar a não seguir adiante com nossas ideias para um mundo não tão-somente individual, porém coletivo.

O aqui e o agora é o que nos move; um abraço em um amigo que não o vemos há tempos, um sorriso recíproco numa fila de um banco, um “bom dia” a quem está do seu lado. Tudo isso é o aqui e o agora como uma eternidade momentânea que está em nossas mãos (ou melhor: em nossas atitudes). A visão romantizada da vida como um fluxo perfeito de “vibrações” entre todos os seres é desperdício.

Prefiro fazer de forma que o que faço hoje seja o que queira fazer por todos os dias, como se toda vez que eu morresse pudesse nascer sempre o mesmo, não importando qual a razão.

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Wesley Sousa
Sou o Wesley. Estudante de Filosofia e cético. Leitor voraz de romances literários. Creio que somente com uma educação libertadora podemos sair desse arcadismo que ainda persiste em nossa sociedade atual; necessitamos de conhecimento baseado na ciência, na pluralidade de ideias visando o progresso humano, de uma visão longe do dogmatismo religioso que "tampa" essas lacunas sociais.
  • Ana Cerqueira

    Idealizar é sofrer. Amar é surpreender! Amar uma boa conversa, amar se divertir, amar a vida e tudo aquilo que vier para acrescentar e tornar único 🙂
    Gostei muito das duas palavras, ansiosa para o próximo! Parabéns!!

  • Bismak Denisof

    Belo texto, simples e agradável.

  • AntonioOrlando

    Wesley

    O “aqui e agora” é tudo que você tem. A pergunta, no entanto, seria: por que as coisas são como “são” e não “diferentes”? Ou, por que existe alguma coisa ao invés de não existir nada? Do jeito, como você coloca tudo, está mais para o Mito da Caverna do Platão…

    Abs

    Orlando

    • Wesley Sousa

      Olá, Orlando.

      Ao contrário de Nietzsche, não acho que “devemos amar o mundo como ele é”, mas sim, compreender e fazer dele o melhor possível a cada instante no ‘aqui e agora’. Pode ser que seja um pouco o “Mito da Caverna de Platão”. Mas não era minha intenção, inicialmente…

      Obrigado pelo comentário. abcs. 🙂

  • Márcio Peres Biazotti Júnior

    Caro Wesley, apesar de concordar com alguns pontos de seu texto (como a negação do metafísico e da visão esotérica das “vibrações da vida”), não consigo deixar de sentir uma certa levianidade nele.

    Incomodei-me principalmente com este trecho: “Uma tragédia na sua vida, um desgosto, uma desilusão, nada disso consigo ver como “isso vai ser útil para que eu mude finalmente e não persista nisso”. Não vejo dessa forma.”
    Ora, você acha mesmo plausível negar que o aprendizado propiciado por tais experiências possa melhorar sua vida atual? Tentativa e erro (implícitos na situação posta) são baluartes para a vida de todos os seres com um sistema nervoso complexo o bastante. Acredito que acolher o aprendizado de experiências ruins passadas não é, de forma alguma, erigir uma culpa inexistente sobre o indivíduo: na realidade, trata-se de uma base para o aqui e agora que nos move.

    Um abraço.

    • Wesley Sousa

      Olá, Márcio.

      Primeiramente, obrigado pelo seu comentário. De fato, sua abordagem pega uma lacuna no qual eu confesso ter deixado. E, sim, concordo contigo, as experiências nos moldam.

      Abraço.

  • Cícero

    Se a vida se resume apenas nesta terra comamos, bebamos, trabalhamos, pecamos, morramos e fim e pronto! Será mesmo esse o sentido da vida?
    Mas pela Lei de Lavoisier a vida continua! pois é fato que o homem não é um mero pedaço de matéria sujeito a reações químicas. Há pensamentos, idéias, cognição, desejos, emoções, sentimentos, consciência e toda parte metafísica imaterial do homem, que chamamos de alma e espírito. Somos eternos assim como Deus é, pois somos à Sua imagem e semelhança.
    Na verdade, a grande maioria esmagadora da humanidade já teve essa experiência da NECESSIDADE de reter sua âncora existencial no Divino.
    É claro que devido a vários fatores internos ou externos a pessoa pode amortecer ou cauterizar esta “necessidade” silenciando de vez esta voz, retendo então sua âncora existencial nas coisas passageiras deste mundo caótico, limitado, finito e material. Assim, o sentido da vida para ela assume valores meramente terrenos.
    E essa necessidade existencial de sentido em preencher o vazio no homem, é tão forte que até em ateus de forma desconcertante ela é manifesta.

    O famoso ateu francês Sartre confessou antes de dispensar Deus de sua vida:
    “Tive muito mais dificuldade para me livrar dele, pois havia se instalado no meu subconsciente… Prendi o Espírito Santo no porão e o lancei fora; o ateísmo é um caso de amor cruel e duradouro; acredito que o levei às últimas consequências”
    Sartre chegou a dizer: “Preciso de Deus. Busquei minha religião, ansiei por ela, pois era remédio. Se me tivesse sido negada, eu mesmo a inventaria”.

    Outro ateu francês de destaque Albert Camus disse: “para quem está sozinho, sem Deus e sem um mestre, o peso dos dias é terrível” (A Queda p.133).
    E conclui: “Nada pode desencorajar o apetite pela divindade no coração do homem.” (O Rebelde p.147).

    Até mesmo o ícone do ateísmo hoje, Bertrand Russel também diz:
    “Mesmo quando uma pessoa se sente muito próxima de outras pessoas, alguma coisa nela parece pertencer obstinadamente a Deus e recusa-se a entrar numa comunhão terrena; pelo menos é assim que eu deveria expressar isso, se acreditasse em Deus. É estranho, não é? Importo-me profundamente com este mundo e com muitas coisas e pessoas nele, mas …para que? Deve existir algo mais importante, alguém diria, apesar de eu não acreditar que exista”. (Autobiography, p.125).

    Já eu como cristão, não poderia deixar de citar uma passagem instigante e ousada sobre o tema:
    “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.” 1Co 15:19.

    • Ronaldo Alves

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      Tiro uns dias para tratar de uma atividade mais produtiva e interessante do que tentar enfiar juízo nesta tua cabeça iludida e fanatizada e quando volto o que encontro? O mesmo Cícero desonesto de sempre. Tsc, tsc, tsc….Que vergonha.
      (Eu deveria ter continuado minhas pesquisas sobre o Paradoxo de Fermi, o Instituto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence – Procura por Inteligência Extraterrestre) e o METI International (Messaging Extraterrestrial Intelligence – Contatando Inteligência Extraterrestre). Agora é tarde…). Desta vez a Bíblia tinha razão! Nada de novo debaixo do sol……

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      Vamos analisar….

      “Se a vida se resume apenas nesta terra comamos, bebamos, trabalhamos, pecamos, morramos e fim e pronto! Será mesmo esse o sentido da vida?”

      E quem disse que a vida tem que ter sentido? O universo não se importa nem um pouco com seus desejos pessoais. Comer, beber, trabalhar e morrer faz parte da vida. Pecado não. Pecado é coisa inventada pela religião, que por sua vez foi inventada pela humanidade da mesma forma que se inventaram deuses, vida após a morte, céu, inferno e outras mentiras para consolar e controlar as massas. Como disse Sêneca, filósofo romano: “”A religião é vista pelas pessoas comuns como verdadeira, pelos inteligentes como falsa, e pelos governantes como útil.”

      “Mas pela Lei de Lavoisier a vida continua!”

      De onde vc tirou a informação de que Lavoisier disse isso? Cite sua fonte. Na verdade, isso é uma deturpação do chamado princípio da conservação da massa, de Lavoisier, conhecido pela frase: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Segundo este princípio, a massa total dos reagentes é igual à massa total dos produtos numa reação química. Percebeu? Massa, reação química, matéria. Nada tem a ver com “a vida continua!”, alma, espírito, deus e outras baboseiras metafísicas. Além disso hoje sabemos que mesmo este princípio é apenas aproximado, pois durante uma reação química em geral há absorção ou liberação de calor (ou luz) para o ambiente. Desse modo há uma variação de massa devido à equivalência entre massa e energia conforme mostra a equação E=mc². Porém essa variação de massa é tão pequena que as balanças não conseguem determiná-la. Dai o erro de Lavoisier. Só foi possível verificar a validade da equação de Einstein quando os físicos conseguiram analisar as transformações com os núcleos dos átomos, pois, durante essas transformações, as variações de massa são muito maiores do que as que ocorrem numa reação química e, assim, podem ser mais facilmente percebidas. Para evitar ficar pagando mico com sua ignorância pretensiosa largue de filosofices e aprenda ciência. Mas ciência atualizada, não aquela praticada por cientistas que viveram séculos atrás como Pasteur e Lavoisier. O conhecimento mudou um bocadinho de lá para cá. E não cometa a falácia da autoridade. Não é porque um cientista disse uma coisa – ainda mais se ele viveu antes do século XX – que sua afirmação é relevante. Principalmente se ele não for especialista no assunto ou quando tenta justificar posições religiosas. Em ciência o que vale são evidências. Quem aceitava cegamente afirmações contidas nos textos bíblicos ou nas obras de grandes pensadores sobretudo Aristóteles era a escolástica medieval que está fora de moda desde o século XV. E vc parece que não percebeu que estamos no século XXI. Acorda Alice!

      “E essa necessidade existencial de sentido em preencher o vazio no homem, é tão forte que até em ateus de forma desconcertante ela é manifesta.”

      Sério que vc usou o mesmo argumento que tinha usado com o Marcus Vinicius M. Escobar, na postagem “Crucificando o Cristianismo”, aqui neste mesmo blog há um mês atrás? (http://www.bulevoador.com.br/2016/05/crucificando-o-cristianismo-2/) E nem sequer mudou as citações de Sartre, Camus e Bertrand Russel! Deve ser Mal de Alzheimer afetando seu cérebro pela falta de uso. Triste, mas previsível. Pelo menos me poupou o trabalho de elaborar uma resposta. Basta apenas copiar e colar a escovada que vc levou do Marcus Vinicius:
      “Que diferença faz que Sartre e Camus tenham dito, alguma vez, algo que de alguma forma indireta favoreceu a sua crença? Por que você valoriza o que disse Sartre e Camus, mas não o que disse Russell e Schopenhauer contra a sua religião? Você não está pensando que aquela passagem de Russell diz algo de relevante para sua fé, certo? Por que agora não lê os textos de Russell na íntegra? Destacar o que é dito a seu favor e desprezar convenientemente o que é dito contra é o sinal mais evidente de improbidade intelectual. Há uma torrente de filósofos do passado e presente dizendo coisas desagradáveis à sua fé, deveria ir verificar isso também, ou será que só é capaz de valorizar aqueles que porventura dizem algo agradável aos seus ouvidos?”

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      “Já eu como cristão, não poderia deixar de citar uma passagem instigante e ousada sobre o tema:
      “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.” 1Co 15:19.”

      O que posso dizer diante de argumento tão sólido? Bom eu posso reproduzir outra resposta do
      Marcus Vinicius quando vc usou a mesma estratégia: “Como eu disse em comentário anterior, esse tipo de atitude é completamente improdutiva e despropositada. Uma coisa é discutir exegese de textos bíblicos, isso é uma atividade intelectualmente produtiva. Outra é falsa e cinicamente pressupor que todos veem na sua bíblia uma fonte respeitável de verdades, fatos e informações.”
      Ou posso responder eu mesmo: “ALERTA DE FALÁCIA LÓGICA!!!!!”
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      Vc escolhe qual resposta de agrada mais…..

      Sabe por que se encontra mais fundamentalistas cristãos feito vc levando levando bordoadas em sites/blogs de divulgação científica e ateísmo e nunca se vê um budista nestes mesmos sites/blogs causando vergonha alheia?

      FUNDAMENTALISTA CRISTÃO:
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      BUDISTA:
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      Resumo da ópera. Quer você goste ou não, aceite ou esperneie, lembre-se de uma coisa:
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      Falando nisso, parece que o Marcus Vinicius tinha uma opinião parecida sobre vc:
      “Cícero, (…) é obviamente um alienado gravemente ignorante e de uma desonestidade intelectual gritante.”
      (http://www.bulevoador.com.br/2016/05/crucificando-o-cristianismo-2/)

      P.S: Preparei uma resposta para seu último comentário em http://www.bulevoador.com.br/2016/05/culturadoestupro/, mas o post não está aceitando
      a publicação, talvez pelo tempo que passou. Mas se estiver interessado basta avisar que posto por aqui mesmo. Paz…

      • Cícero

        O mesmo Cícero desonesto de sempre. Tsc, tsc, tsc….Que vergonha.

        Ad-hominem, ad-nauseam, falácias fazem parte das suas excrescências vergonhosas.. isso eu já sei!

        E quem disse que a vida tem que ter sentido?

        Então porque vc se dá ao trabalho de vir aqui? parece que para os céticos é muito importante empurrar goela abaixo suas filosofias e conceitos nos outros. Logo quem!… tal grupo estaria preocupado com os cristãos em desviá-los do céu de bem-aventuranças.

        Pecado é coisa inventada pela religião, que por sua vez foi inventada pela humanidade da mesma forma que se inventaram deuses, vida após a morte, céu, inferno e outras mentiras para consolar e controlar as massas.

        Até hoje nenhum fanático fundamentalista ateu me provou que tais coisas inexistem (exceto deuses). Acaso, vc sabe como funciona a mecânica quântica na íntegra? ou sabe por que a luz muda de comportamento? já sabe a origem da matéria e energia escuras e antimatéria (se é que existem!) e sabe o que ocorre dentro de um buraco negro?

        Como disse Sêneca, filósofo romano: “”A religião é vista pelas pessoas comuns como verdadeira, pelos inteligentes como falsa, e pelos governantes como útil.”

        Concordo. Não sou religioso, assim como Jesus! os que mais O atacavam eram os religiosos da época.

        “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Segundo este princípio, a massa total dos reagentes é igual à massa total dos produtos numa reação química…

        Lavoisier foi bem claro TUDO! por que seria diferente para o mundo espiritual? visto ser bem real as qualidades não-físicas nos humanos?
        Como um naturalista materialista vem defender a racionalidade, a consciência e o amor por ex.?? se para crença de vcs somos apenas um pedaço de massa de elementos químicos surgidos ao léu por acidentes cegos do acaso e caos??… então será racional admitir que elementos químicos irracionais, inanimados, amorais, impessoais produzem todos os atributos imateriais presentes exclusivamente nos humanos como: moral, ética, justiça, consciência, intelecto, cognição etc??

        Sério que vc usou o mesmo argumento que tinha usado com o Marcus Vinicius… Você não está pensando que aquela passagem de Russell diz algo de relevante para sua fé, certo? Por que agora não lê os textos de Russell na íntegra? Destacar o que é dito a seu favor e desprezar convenientemente o que é dito contra é o sinal mais evidente de improbidade intelectual.

        Assim como ele, vc também ignorou e desprezou o que eu disse. “…que até em ateus”
        Ou seja, a causa em destaque foi que esta crença é inerente a qualquer ser humano – sejam ateus, crentes – temos uma partícula da Divindade dentro de nós que clama por sua origem. Até Sartre se tornou cristão no final de sua vida!
        E Russell como agnóstico também, comete erros grosseiros de lógica como todo agnóstico…
        Alega que:
        “o agnóstico encontrará seus fins no próprio coração e não numa ordem” ou “sei com certeza sobre a existência de Deus que vc não pode saber nada com certeza sobre a existência de Deus”. (What is an agnostic p. 583).

        Mas como ele sabe e afirma isso?! tal conceito implica conhecimento da realidade – sendo contrário ao conceito de agnosticismo. Conhecer o suficiente ou algo da realidade e afirmar que nada pode ser conhecido dela (no caso Deus) é ilógico e contraditório. Será possível saber que algo existe; sem saber nada dele? Então não deveriam jamais fazer afirmações sobre este assunto!

        Isso são conceitos absolutistas incompatíveis com o agnosticismo. Assim, o agnosticismo destrói-se a si mesmo!

        O que posso dizer diante de argumento tão sólido? Bom eu posso reproduzir outra resposta do
        Marcus Vinicius

        Não é nenhuma novidade a sua falta de originalidade!

        “ALERTA DE FALÁCIA LÓGICA!!!!!.

        Que lógica??? quem é vc pra falar em lógica??? sr. retardado imprestável miserável (eih…! não se ofenda vc é apenas matéria!) se somos apenas matéria prove que elementos químicos possuem lógica e todos outros atributos não físicos exclusivos em nós???

        Sabe por que se encontra mais fundamentalistas cristãos feito vc levando levando bordoadas em sites/blogs de divulgação científica e ateísmo e nunca se vê um budista nestes mesmos sites/blogs causando vergonha alheia?

        Quer uma lista de cientistas cristãos de hoje e do passado?
        http://www.respostasaoateismo.com/2015/04/lista-de-cientistas-da-atualidade-que.html

        Falando nisso, parece que o Marcus Vinicius tinha uma opinião parecida sobre vc:
        “Cícero, (…) é obviamente um alienado gravemente ignorante e de uma desonestidade intelectual gritante.”

        Sem novidades novamente… grosserias a parte, fazem parte do repertório e evidenciam que ateus não possuem maturidade pra debates.
        Vc deveria ter vergonha em ser ateu, pois vc é inteligente e inteligência é incompatível com o ateísmo.
        http://scienceblogs.com.br/rainha/files/2011/08/ateus1.jpg

        Preparei uma resposta para seu último comentário em http://www.bulevoador.com.br/2…, mas o post não está aceitando a publicação, talvez pelo tempo que passou. Mas se estiver interessado basta avisar que posto por aqui mesmo. Paz…

        ok, poste. Paz.

        • Ronaldo Alves

          “Então porque vc se dá ao trabalho de vir aqui? parece que para os céticos é muito importante empurrar goela abaixo suas filosofias e conceitos nos outros. Logo quem!… tal grupo estaria preocupado com os cristãos em desviá-los do céu de bem-aventuranças.”
          Vir aqui? Vc reparou bem que este é o Bule Voador – Blog Oficial da Liga Humanista Secular do Brasil? Que apoia o ceticismo, ateísmo e a divulgação científica? Tá pensando que está onde? No darwinismo.wordpress? Acorda Alice, o estranho aqui é vc….Para os céticos é tão importante empurrar goela abaixo dos outros suas filosofias e conceitos que temos emissoras de rádio e de TV onde divulgamos nossa mensagem através de dezenas de programas diários. Temos até uma bancada cética no Congresso….Que maldade Cícero! Na verdade o que mais queremos é que cristãos se mandem logo para o céu de bem-aventuranças. ARREBATAMENTO JÁ!
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          “Até hoje nenhum fanático fundamentalista ateu me provou que tais coisas inexistem (exceto deuses). Acaso, vc sabe como funciona a mecânica quântica na íntegra? ou sabe por que a luz muda de comportamento? já sabe a origem da matéria e energia escuras e antimatéria (se é que existem!) e sabe o que ocorre dentro de um buraco negro?”
          Os físicos reconhecem que mesmo a mais elegante das teorias elaborada em termos matemáticos deve em última instância ser testada e validada por observações empíricas. Eles projetam, a um custo assombroso, experimentos como o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) com o objetivo de descobrir os segredos do universo. Os teólogos, contudo, parecem estar livres de tais constrangimentos; eles simplesmente encadeiam palavras em algum idioma para atingir o mesmo objetivo: deus, vida após a morte, céu, inferno… Seria esta abordagem válida? Todas as tentativas de gerar conhecimento devem ser fundamentadas em observações empíricas. Religiosos acreditam que utilizando somente a razão e a intuição pode-se chegar à conclusão de que Deus existe. Ou seja pressupõem implicitamente que palavras, aliadas à gramática e à sintaxe (ou seja, a linguagem) pode ser utilizada para a obtenção acurada de conhecimentos sobre a realidade sem a inconveniência de examinar o mundo real.
          Mecânica quântica e Teoria da Relatividade são teorias científicas sujeitas à refutabilidade empírica enquanto deus, vida após a morte, céu, inferno são conceitos de uma crença religiosa cujos universos teóricos restringem-se às explicações de seus idealizadores e portanto não estão sujeitos à refutabilidade empírica. Contudo, esses conceitos são passíveis de refutação histórica. Isso implica numa consideração séria da Bíblia de modo a demonstrar a origem dessas idéias e como elas foram reinterpretadas através dos tempos por meio de especulações pseudocientíficas e hipóteses ad hoc até apresentarem uma fachada intelectualmente respeitável. Captou?

          “Concordo. Não sou religioso, assim como Jesus! os que mais O atacavam eram os religiosos da época.”
          Vou repetir minha resposta anterior quando vc afirmou a mesma coisa, mas não refutou o que eu disse: “Não é religioso? Se vc não frequenta igrejas como se batizou? E não se batizando como pode estar salvo? Não acredita em Marcos 16:16? “16 Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.”. Se um dia existiu cristianismo puro e simples foi só na cabeça de C. S. Lewis. Religião é o termo neutro para um “sistema institucionalizado de atitudes, crenças e práticas religiosas”. Sem sombra de qualquer dúvida razoável, o cristianismo é um sistema, cujos ideais são institucionalizados pelo padrão da Escritura e pela organização da igreja. (…) O “cristianismo sem religião” deseja um relacionamento sem ritual, rotina e regulação. Tente isso no seu casamento. Diga a sua esposa que você a ama, mas que não quer que o relacionamento fique complicado por conta de regras que insistem em coisas como fidelidade e compromisso. Você odeia restrições como passeios românticos regulares. Você despreza a observância de rituais tais como aniversários e datas comemorativas. Esse relacionamento “puro e sem mácula” não passa de ilusão. A religião é como um casamento. No cerne do casamento está o dever da fidelidade. Zuínglio une religião e componentes relacionais do cristianismo: “a fidelidade demanda primeiro que aprendamos com Deus a forma com que possamos agradá-lo, [e] de que maneira podemos servi-lo”. DeYoung observa que “… há uma religião cujo objetivo é adorar, servir, conhecer, proclamar, crer, obedecer e se organizar em função de Cristo. E sem esses verbos, não sobra muito sobre Jesus”.
          Fonte: http://reforma21.org/artigos/cristianismo-e-religiao-gracas-a-deus.html
          Como vc mesmo gosta de dizer: “negar algo por puro desejo ou ignorância, não prova que esse algo inexiste.”

          “Lavoisier foi bem claro TUDO! por que seria diferente para o mundo espiritual? visto ser bem real as qualidades não-físicas nos humanos?”
          Caraca, vc sabe até o que Lavoisier não deixou registrado! Ele mesmo te revelou isso nalguma sessão espírita diretamente do “mundo espiritual”? HAHAHAHA….Fiquei curioso. Ele explicou de que é composto um um ser não-material? Ou como um espírito puro poderia interagir com a matéria? Qual realidade intermediária poderia servir como ponto de contato entre duas substâncias absolutamente distintas? Qualidades não físicas? Como a perfeita circularidade de uma esfera na geometria tridimensional? Uma esfera perfeita existe na geometria, mas vc viu algum rolando por aí? Ah, qualidades não físicas nos humanos! Após 150 anos de pesquisa em neurologia descobriu-se que se você lesiona certas áreas do cérebro faculdades mentais são perdidas. Você lesiona uma parte do cérebro e não consegue soltar as palavras, lesiona outra parte e você pode parar de reconhecer rostos, pode parar de reconhecer nomes de animais mas ainda reconhecer nomes de ferramentas. Ou seja, você lesiona uma parte do cérebro e alguma coisa sobre a mente e a subjetividade é perdida. Você lesiona outra parte e mais coisa é perdida. Mas se se você danifica a coisa inteira na morte então nós continuamos a existir com todas as faculdades intactas? Aham, Cláudia, senta lá….

          “então será racional admitir que elementos químicos irracionais, inanimados, amorais, impessoais produzem todos os atributos imateriais presentes exclusivamente nos humanos como: moral, ética, justiça, consciência, intelecto, cognição etc??”
          Se se tivesse dito a um cientista do século XIX que a física um dia estudaria experimentalmente a curvatura do espaço e a contração do tempo, ele chamaria a polícia. Se você insistisse e mencionasse Entrelaçamento e Tunelamento Quântico ou Dualidade Onda-Partícula, ele chamaria uma ambulância, te colocaria numa camisa de força, te meteria numa cela acolchoada e jogaria a chave fora. Para ele, alguém que afirmasse essas coisas só poderia ser completamente irracional. Se levar seu argumento a sério posso concluir que a Teoria da Relatividade e a Mecânica Quântica são coisas de gente irracional já que violam totalmente nossa razão e intuição sobre o funcionamento o mundo. O problema é que a história da ciência não corrobora seu argumento. Os ciclos e epiciclos da astronomia pre-copernicana eram inexplicáveis para as melhores mentes da época; era amplamente aceito que uma explicação sobrenatural era a melhor disponível. Mas quando Copérnico e Newton apareceram, a necessidade de intervenção divina se liquefez. A complexidade da biologia, e a harmonia da natureza pareceram certa vez respaldar uma explicação sobrenatural, mas Darwin mudou tudo, ao menos para aqueles que compreendem a ciência. O magnetismo e a eletricidade já foram províncias da magia e da teologia, mas então Faraday, Maxwell e vários outros descobriram as leis que governam estes fenômenos. Por que deveríamos agora acreditar que a realidade precisa do sobrenatural para ser explicada? Não aprendemos nada da história da ciência? Esta é a diferença entre a religião e a ciência — a diferença entre superstição e conhecimento genuíno.
          Agora cobra falante, homem de barro e mulher costela é fácil de defender racionalmente não é? Por favor…..

          “Assim como ele, vc também ignorou e desprezou o que eu disse. “…que até em ateus”. Ou seja, a causa em destaque foi que esta crença é inerente a qualquer ser humano – sejam ateus, crentes – temos uma partícula da Divindade dentro de nós que clama por sua origem. Até Sartre se tornou cristão no final de sua vida!”
          A crença em Deus é é inerente a qualquer ser humano? E como você explica os Pirarrãs?
          Sartre se tornou cristão no final de sua vida? Apresente a fonte dessa barbaridade….
          E vc ignorou a parte do comentário que diz:”Por que você valoriza o que disse Sartre e Camus, mas não o que disse Russell e Schopenhauer contra a sua religião? Você não está pensando que aquela passagem de Russell diz algo de relevante para sua fé, certo? Por que agora não lê os textos de Russell na íntegra? Destacar o que é dito a seu favor e desprezar conveniente o que é dito contra é o sinal mais evidente de improbidade intelectual. Há uma torrente de filósofos do passado e presente dizendo coisas desagradáveis à sua fé, deveria ir verificar isso também, ou será que só é capaz de valorizar aqueles que porventura dizem algo agradável aos seus ouvidos.” E então não vai se defender dessas acusações?

          “E Russell como agnóstico também, comete erros grosseiros de lógica como todo agnóstico…blá,blá, blá”
          Russell comete erros grosseiros de lógica? O Russell que fundou a filosofia analítica contemporânea em parceria com o filósofo ingles G. E. Moore? Russell que juntamente com o o matemático Gottlob Frege são considerados os fundadores da lógica simbólica moderna? Russell co-autor com Alfred N. Whitehead da obra monumental Principia Mathematica? Esse Russell? E vc descobriu que ele cometeu erros grosseiros de lógica? Ah, eu acredito que Russell possa cometer erros de lógica. Não acredito é que vc possa descobrir isso! Ahahahahahaha….Vc é tão ignorante que ignora a própria ignorância! Per Baco!!!! Esse é seu problema. Vc acha que entendeu alguma coisa e em cima de seu achismo vai tirando as mais estapafúrdias conclusões sobre o assunto: “Russell como agnóstico também, comete erros grosseiros de lógica como todo agnóstico”, “o agnosticismo destrói-se a si mesmo!”. PARA! Quando Russell diz:”sei com certeza sobre a existência de Deus que vc não pode saber nada com certeza sobre a existência de Deus” está apenas confirmando sua visão filosófica de que o valor de verdade de certas reivindicações, especialmente afirmações sobre a existência ou não existência de qualquer divindade, mas também de outras reivindicações religiosas e metafísicas, é desconhecido ou incognoscível. Agnóstico vem do grego: a-gnostos, ou seja, não-conhecimento, aquele que não conhece. Para um agnóstico, a razão humana é incapaz de prover fundamentos racionais suficientes para justificar tanto a afirmação de que Deus existe quanto a afirmação de que Deus não existe. Aliás, Tomás de Aquino afirma algo parecido ao criticar a possibilidade de propor uma definição de Deus. Se Deus é transcendente, deveria ser impossível para os seres humanos o defini-lo. (Aquinas, Thomas (1274). Summa Theologica (Part 1, Question 2 [s.n.]). Como era evidente, quem cometeu erros grosseiros de interpretação de texto e lógica foi VC e não Bertrand Russell. Será que todo cristão sofre da mesma ilusão de superioridade racional? “Russell como agnóstico também, comete erros grosseiros de lógica” SANTA ARROGÂNCIA!!!

          “Não é nenhuma novidade a sua falta de originalidade!”
          Se me falta originalidade parece que te faltam argumentos para rebater as acusações do Marcus Vinicius. Não respondeu em nenhuma das duas vezes ao comentário dele sobre sua teimosia em insistir na postagem de versículos bíblicos, uma atitude completamente improdutiva, despropositada, falsa e cínica em pressupor que todos veem na sua bíblia uma fonte respeitável de verdades, fatos e informações. Ele tá certo não está?

          “Que lógica??? quem é vc pra falar em lógica??? sr. retardado imprestável miserável (eih…! não se ofenda vc é apenas matéria!) se somos apenas matéria prove que elementos químicos possuem lógica e todos outros atributos não físicos exclusivos em nós???”
          Não me ofendi. O que mais se pode esperar de um animal além de patadas? Vc está apenas seguindo sua natureza. Darwin acertou mesmo. Sobre sua questão vc quer a resposta curta ou a resposta longa? Como sei que vc não costuma ler minhas recomendações, apresentarei a resposta curta dividida em duas partes para não cansar seu pequeno e sub-utilizado cérebro:
          1ª Parte: “A dependência mente-cérebro como um duplo pilar para o ateísmo”
          https://rebeldiametafisica.wordpress.com/2011/09/03/a-dependencia-mente-cerebro-como-um-duplo-pilar-para-o-ateismo/
          2ª Parte: “O Argumento Transcendental Para A Inexistência De Deus”
          https://rebeldiametafisica.wordpress.com/2011/11/22/o-argumento-transcendental-para-a-inexistencia-de-deus/
          Estou curioso para saber quantos erros vc irá encontrar. Vc não descobriu erros grosseiros de lógica cometidos por Russell? Hahahahahaha….Pronto, parei….Mas é preciso ler senão depois vc vai ficar repetindo o mesmo argumento como se já não tivesse recebido resposta. Mas isso seria desonestidade e vc não cometeria algo assim certo? Cristãos de verdade não são desonestos…

          “Quer uma lista de cientistas cristãos de hoje e do passado?”
          Se a atividade deles como cientistas se limitou à pesquisa, beleza. Se tentaram usar a ciência para justificar suas crendices religiosas então além de estúpidos eram desonestos. Só isso.

          “Vc deveria ter vergonha em ser ateu, pois vc é inteligente e inteligência é incompatível com o ateísmo.”
          Inteligência é incompatível com o ateísmo? Diga isso ao Stephen Hawking, Sam Harris e ao Daniel Dennett. Tudo gente burra….De qualquer modo, grato pelo reconhecimento. Gostaria de retribuir mas infelizmente não posso porque…
          “Defender o Cristianismo Faz Pessoas Brilhantes Parecerem Estúpidas”
          https://rebeldiametafisica.wordpress.com/2012/09/02/defender-o-cristianismo-faz-pessoas-brilhantes-parecerem-estupidas/

        • Ronaldo Alves

          “Então porque vc se dá ao trabalho de vir aqui? parece que para os céticos é muito importante empurrar goela abaixo suas filosofias e conceitos nos outros. Logo quem!… tal grupo estaria preocupado com os cristãos em desviá-los do céu de bem-aventuranças.”
          Aqui é o Bule Voador – Blog Oficial da Liga Humanista Secular do Brasil que apoia o ceticismo, ateísmo e a divulgação científica. Eu que que te pergunto: porque vc se dá ao trabalho de vir aqui? Se quisessemos empurrar goela abaixo nossas filosofias e conceitos aos outros, teríamos emissoras de rádio e de TV para divulgar nossa mensagem através de dezenas de programas diários. Teríamos uma bancada cética no Congresso. E não seja maldoso. Na verdade o que mais queremos é que cristãos se mandem logo para o céu de bem-aventuranças. ARREBATAMENTO JÁ!
          http://geradormemes.com/media/created/uf0frc.jpg

          “Até hoje nenhum fanático fundamentalista ateu me provou que tais coisas inexistem (exceto deuses). Acaso, vc sabe como funciona a mecânica quântica na íntegra? ou sabe por que a luz muda de comportamento? já sabe a origem da matéria e energia escuras e antimatéria (se é que existem!) e sabe o que ocorre dentro de um buraco negro?”
          Mas existem! Deus, vida após a morte, céu, inferno são conceitos que existem na cabeça de quem acredita nisso. Figuras geométricas perfeitas também existem na mente dos matemáticos, mas te desafio a encontrar uma esfera perfeita em qualquer lugar do Universo. Agora de que modo a minha ignorância sobre mecânica quântica, dualidade onda-partícula, matéria e energia escura ou buracos negros implica na existência de crendices religiosas fora da cabeça doutrinada dos crentes, isso é coisa que vc tem que explicar.

          “Concordo. Não sou religioso, assim como Jesus! os que mais O atacavam eram os religiosos da época.”
          Vou repetir minha resposta anterior quando vc afirmou a mesma coisa, mas não refutou o que eu disse: “Não? Se vc não frequenta igrejas como se batizou? E não se batizando como pode estar salvo? Não acredita em Marcos 16:16? “16 Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.”. Se um dia existiu cristianismo puro e simples foi só na cabeça de C. S. Lewis. Religião é o termo neutro para um “sistema institucionalizado de atitudes, crenças e práticas religiosas”. Sem sombra de qualquer dúvida razoável, o cristianismo é um sistema, cujos ideais são institucionalizados pelo padrão da Escritura e pela organização da igreja. Como vc mesmo gosta de dizer: “negar algo por puro desejo ou ignorância, não prova que esse algo inexiste.”

          “Lavoisier foi bem claro TUDO! por que seria diferente para o mundo espiritual? visto ser bem real as qualidades não-físicas nos humanos?”
          Caraca, vc sabe até o que Lavoisier não deixou registrado! Ele mesmo te revelou isso nalguma sessão espírita diretamente do “mundo espiritual”? HAHAHAHA….Fiquei curioso. Ele explicou de que é composto um um ser não-material? Ou como um espírito puro poderia interagir com a matéria? Qual realidade intermediária poderia servir como ponto de contato entre duas substâncias absolutamente distintas? Qualidades não físicas? Um círculo perfeito existe na geometria. Vc viu algum rolando por aí? Qualidades não físicas nos humanos? Após 150 anos de pesquisa em neurologia descobriu-se que se você lesiona certas áreas do cérebro faculdades mentais são perdidas. Você lesiona uma parte do cérebro e não consegue soltar as palavras, lesiona outra parte e você pode parar de reconhecer rostos, pode parar de reconhecer nomes de animais mas ainda reconhecer nomes de ferramentas. Ou seja, você lesiona uma parte do cérebro e alguma coisa sobre a mente e a subjetividade é perdida. Você lesiona outra parte e mais coisa é perdida. Mas se se você danifica a coisa inteira na morte então nós continuamos a existir com todas as faculdades intactas? Aham, Cláudia, senta lá….

          “então será racional admitir que elementos químicos irracionais, inanimados, amorais, impessoais produzem todos os atributos imateriais presentes exclusivamente nos humanos como: moral, ética, justiça, consciência, intelecto, cognição etc??”
          Se se tivesse dito a um cientista do século XIX que a física um dia estudaria experimentalmente a curvatura do espaço e a contração do tempo, ele chamaria a polícia. Se você insistisse e mencionasse Entrelaçamento e Tunelamento Quântico ou Dualidade Onda-Partícula, ele chamaria uma ambulância, te colocaria numa camisa de força, te meteria numa cela acolchoada e jogaria a chave fora. Para ele, alguém que afirmasse essas coisas só poderia ser completamente irracional. Se levar seu argumento a sério posso concluir que a Teoria da Relatividade e a Mecânica Quantica são coisas de gente irracional já que violam totalmente nossa razão e intuição sobre o funcionamento o mundo. O problema é que a história da ciência não corrobora seu argumento. Os ciclos e epiciclos da astronomia pre-copernicana eram inexplicáveis para as melhores mentes da época; era amplamente aceito que uma explicação sobrenatural era a melhor disponível. Mas quando Copérnico e Newton apareceram, a necessidade de intervenção divina se liquefez. A complexidade da biologia, e a harmonia da natureza pareceram certa vez respaldar uma explicação sobrenatural, mas Darwin mudou tudo, ao menos para aqueles que compreendem a ciência. O magnetismo e a eletricidade já foram províncias da magia e da teologia, mas então Faraday, Maxwell e vários outros descobriram as leis que governam estes fenômenos. Por que deveríamos agora acreditar que a realidade precisa do sobrenatural para ser explicada? Não aprendemos nada da história da ciência? Esta é a diferença entre a religião e a ciência — a diferença entre superstição e conhecimento genuíno.
          Agora cobra falante, homem de barro e mulher costela é fácil de defender racionalmente não é? Por favor…..

          “Assim como ele, vc também ignorou e desprezou o que eu disse. “…que até em ateus”. Ou seja, a causa em destaque foi que esta crença é inerente a qualquer ser humano – sejam ateus, crentes – temos uma partícula da Divindade dentro de nós que clama por sua origem. Até Sartre se tornou cristão no final de sua vida!”
          A crença em Deus é é inerente a qualquer ser humano? E como você explica os Pirarrãs?
          Sartre se tornou cristão no final de sua vida? Apresente a fonte dessa barbaridade….
          E vc ignorou a parte do comentário que diz:”Por que você valoriza o que disse Sartre e Camus, mas não o que disse Russell e Schopenhauer contra a sua religião? Você não está pensando que aquela passagem de Russell diz algo de relevante para sua fé, certo? Por que agora não lê os textos de Russell na íntegra? Destacar o que é dito a seu favor e desprezar conveniente o que é dito contra é o sinal mais evidente de improbidade intelectual. Há uma torrente de filósofos do passado e presente dizendo coisas desagradáveis à sua fé, deveria ir verificar isso também, ou será que só é capaz de valorizar aqueles que porventura dizem algo agradável aos seus ouvidos.” E então não vai se defender dessas acusações?

          “E Russell como agnóstico também, comete erros grosseiros de lógica como todo agnóstico…blá,blá, blá”
          Russell comete erros grosseiros de lógica? O Russell que fundou a filosofia analítica contemporânea em parceria com o filósofo ingles G. E. Moore? Russell que juntamente com o o matemático Gottlob Frege são considerados os fundadores da lógica simbólica moderna? Russell co-autor com Alfred N. Whitehead da obra monumental Principia Mathematica? Esse Russell? E vc descobriu que ele cometeu erros grosseiros de lógica? Ah, eu acredito que Russell possa cometer erros de lógica. Não acredito é que vc possa descobrir isso! Ahahahahahaha….Vc é tão ignorante que ignora a própria ignorância! Per Baco!!!! Esse é seu problema. Vc acha que entendeu alguma coisa e em cima de seu achismo vai tirando as mais estapafúrdias conclusões sobre o assunto: “Russell como agnóstico também, comete erros grosseiros de lógica como todo agnóstico”, “o agnosticismo destrói-se a si mesmo!”. PARA! Quando Russell diz:”sei com certeza sobre a existência de Deus que vc não pode saber nada com certeza sobre a existência de Deus” está apenas confirmando sua visão filosófica de que o valor de verdade de certas reivindicações, especialmente afirmações sobre a existência ou não existência de qualquer divindade, mas também de outras reivindicações religiosas e metafísicas, é desconhecido ou incognoscível. Agnóstico vem do grego: a-gnostos, ou seja, não-conhecimento, aquele que não conhece. Para um agnóstico, a razão humana é incapaz de prover fundamentos racionais suficientes para justificar tanto a afirmação de que Deus existe quanto a afirmação de que Deus não existe. Aliás, Tomás de Aquino afirma algo parecido ao criticar a possibilidade de propor uma definição de Deus. Se Deus é transcendente, deveria ser impossível para os seres humanos o defini-lo. (Aquinas, Thomas (1274). Summa Theologica (Part 1, Question 2 [s.n.]). Como era evidente, quem cometeu erros grosseiros de interpretação de texto e lógica foi VC e não Bertrand Russell. Será que todo cristão sofre da mesma ilusão de superioridade racional? “Russell como agnóstico também, comete erros grosseiros de lógica” SANTA ARROGÂNCIA!!!

          “Não é nenhuma novidade a sua falta de originalidade!”
          Se me falta originalidade parece que te faltam argumentos para rebater as acusações do Marcus Vinicius. Não respondeu em nenhuma das duas vezes ao comentário dele sobre sua teimosia em insistir na postagem de versículos bíblicos, uma atitude completamente improdutiva, despropositada, falsa e cínica em pressupor que todos veem na sua bíblia uma fonte respeitável de verdades, fatos e informações. Ele tá certo não está?

          “Que lógica??? quem é vc pra falar em lógica??? sr. retardado imprestável miserável (eih…! não se ofenda vc é apenas matéria!) se somos apenas matéria prove que elementos químicos possuem lógica e todos outros atributos não físicos exclusivos em nós???”
          Não me ofendi. O que mais se pode esperar de um animal além de patadas? Vc está apenas seguindo sua natureza. Darwin acertou mesmo. Sobre sua questão vc quer a resposta curta ou a resposta longa? Como sei que vc não costuma ler minhas recomendações, apresentarei a resposta curta dividida em duas partes para não cansar seu pequeno e sub-utilizado cérebro:
          1ª Parte: “A dependência mente-cérebro como um duplo pilar para o ateísmo”
          https://rebeldiametafisica.wordpress.com/2011/09/03/a-dependencia-mente-cerebro-como-um-duplo-pilar-para-o-ateismo/
          2ª Parte: “O Argumento Transcendental Para A Inexistência De Deus”
          https://rebeldiametafisica.wordpress.com/2011/11/22/o-argumento-transcendental-para-a-inexistencia-de-deus/
          Estou curioso para saber quantos erros vc irá encontrar. Vc não descobriu erros grosseiros de lógica cometidos por Russell? Hahahahahaha….Pronto, parei….Mas é preciso ler senão depois vc vai ficar repetindo o mesmo argumento como se já não tivesse recebido resposta. Mas isso seria desonestidade e vc não cometeria algo assim certo? Cristãos de verdade não são desonestos…

          “Quer uma lista de cientistas cristãos de hoje e do passado?”
          Se a atividade deles como cientistas se limitou à pesquisa, beleza. Se tentaram usar a ciência para justificar suas crendices religiosas então além de estúpidos eram desonestos. Só isso.

          “Vc deveria ter vergonha em ser ateu, pois vc é inteligente e inteligência é incompatível com o ateísmo.”
          Inteligência é incompatível com o ateísmo? Diga isso ao Stephen Hawking, Sam Harris e ao Daniel Dennett. Tudo gente burra….De qualquer modo, grato pelo reconhecimento. Gostaria de retribuir mas infelizmente não posso porque…
          “Defender o Cristianismo Faz Pessoas Brilhantes Parecerem Estúpidas”
          https://rebeldiametafisica.wordpress.com/2012/09/02/defender-o-cristianismo-faz-pessoas-brilhantes-parecerem-estupidas/

          Paz….

          • Cícero

            Vir aqui? Vc reparou bem que este é o Bule Voador – Blog Oficial da Liga Humanista Secular do Brasil? Que apoia o ceticismo, ateísmo e a divulgação científica?

            Ah!! se fosse só o Bule… temos inúmeros movimentos, debates, sites, blogs, etc pregando a religião ateísta. Não deixam a militância ferrenha de lado e vivem uma verdadeira obsessão contra O que não têm, contra O que não acreditam, principalmente quando se trata do Deus-Bíblico!

            Na verdade o que mais queremos é que cristãos se mandem logo para o céu de bem-aventuranças. ARREBATAMENTO JÁ!

            Mas muitos ateus e outros religiosos, hoje são salvos em Cristo, e aguardam esse Grande Dia. Quando isso acontecer depois será o inferno na terra. Agora é só uma amostra. TODAS as profecias bíblicas estão se cumprindo 100%.

            Mas existem! Deus, vida após a morte, céu, inferno são conceitos que existem na cabeça de
            quem acredita nisso.

            Como já dizia S.Freud: é uma ilusão rejeitar algo só porque desejamos não acreditar nele.
            Por que o ateísmo deveria estar certo? e muitas coisas não foram estudadas e detectadas pela ciência ainda.
            Então porque seria diferente para o mundo invisível imaterial de outra dimensão? Alguns físicos não falam em mutiversos paralelos? qual o problema então com anjos e demônios por ex.? Já vi sites científicos que não confirmam a matéria escura. A base é sempre especulações, deduções, incertezas, alegações, dúvidas,… nada confirmado.
            Deus já é auto-manifestado de várias formas, independente das pessoas aceitarem ou não. Mas Ele respeita a fé na descrença dos ateus.

            “Não? Se vc não frequenta igrejas como se batizou? E não se batizando como pode estar salvo? Não acredita em Marcos 16:16? “16 Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.”

            O texto nem fala em igrejas. O eunuco etíope quando foi batizado (At 8:36) não pertencia a nenhuma igreja/religião. Repito religiosidade não significa santidade, ainda que Deus/Jesus certamente opere sinais, maravilhas, salvação, libertação em muitas denominações também, pois o Cristianismo é muito dinâmico não se limitando a templos.

            vc sabe até o que Lavoisier não deixou registrado! Ele explicou de que é composto um um ser não-material? Ou como um espírito puro poderia interagir com a matéria? Qual realidade intermediária poderia servir como ponto de contato entre duas substâncias absolutamente distintas?

            Non sequitur! fosse assim, a radiação, gravidade, eletromagnetismo, eletricidade, ondas, raios não poderiam interagir com a matéria. As possessões demoníacas são um fato que obviamente o diabo incute na humanidade a sua inexistência.

            Mas se se você danifica a coisa inteira na morte então nós continuamos a existir com todas as faculdades intactas?

            O fôlego de vida (espírito, alma) é que dá vida à matéria corpórea. Mas experimente por num recipiente todos os compostos e elementos químicos do cérebro e veja se ele fala, clama, sente, se manifesta. Lembre-se elementos químicos apenas reagem.

            Por que deveríamos agora acreditar que a realidade precisa do sobrenatural para ser explicada? Não aprendemos nada da história da ciência?

            A ciência e inteligência do homem em inúmeras pesquisas vieram do Criador como já cita a Escritura. Por ex. o argumento de Paley – Designer – cada vez se fortalece mais, com as novas descobertas da biologia molecular. Estruturas inter-dependentes em micro e macro escala, funções, órgãos e componentes das células finamente ordenados inter-ligados.
            Justamente o naturalismo ateísta, rejeita a natural tendência humana de ver um propósito, ordem, inteligência, desenho e uma causa nos efeitos naturais, e acreditar que o Universo em si é um efeito sem causa, sem origem, sem um Projetista, sem um Legislador – visto as inúmeras leis científicas universais existentes. Algo fruto do acaso e caos às cegas acidental desordenado irracional, ou seja, ANTINATURAL
            A ciência pressupõe que qualquer fenômeno na natureza é regido por leis definidas e regulares.
            No caso da formação do universo não foi uma simples questão de causas naturais.
            A matemática é uma poderosa aliada de Deus. Pelas suas leis probabilisticas chances acima de determinado valor, simplesmente não ocorrem!
            O método científico estuda as leis naturais; e estas são eventos repetíveis, regulares, previsíveis. Contudo a detecção direta de Deus e seus eventos milagrosos sobrenaturais (como origem do mundo e vida) são eventos singulares, extraordinários, irregulares, imprevisíveis que fogem aos instrumentos e metodologia científica tradicional que estuda a natureza e seus fenômenos naturalmente causados.
            As 2ª e 3ª Leis da Termodinâmica demonstram que o universo não pode ser eterno, pois está se desgastando, se consumindo;… o que requer uma Causa Inicial originadora do universo, assim como a formação de organismos mais simples e suposta e posterior evolução para diferenciados e mais complexos com aumento de informação genômica; seriam tais processos, contrários às forças degeneradoras da entropia.
            Considerando:
            Gravidade, hidrogênio, força nuclear forte, fraca e eletromagnetismo, mais outras premissas/leis (que demandam uma origem) finamente e rigidamente ajustadas pelo acaso randômico às cegas, dariam um número contra 1 que não caberia na Terra! Crer nisso é fé irracional e insensata dos ateus. Seria o mesmo que atirar um dardo da ponta do universo num alvo na outra ponta do universo acertando na mosca!

            Agora cobra falante, homem de barro e mulher costela é fácil de defender racionalmente não é? Por favor…

            Foram eventos únicos, singulares, especiais assim como a criação do universo e da vida e a história da humanidade igualmente são eventos únicos, singulares, especiais. Isso é FATO.

            A crença em Deus é é inerente a qualquer ser humano? E como você explica os Pirarrãs?

            Eles tem crenças sim, ainda que erradas.
            “Segundo ele, os indígenas perderam o interesse em Jesus quando descobriram que Everett nunca o viu de fato. Seu constante contacto com este tipo de pensamento acabou transformando Everett em ateu.” Wikipedia.
            Então para esses índios e esse missionário tonto não existiria o vento, o oxigênio, a dor, a fome, a alegria, a tristeza, e tantas outras coisas invisíveis…?!

            Sartre se tornou cristão no final de sua vida? Apresente a fonte dessa barbaridade….

            Não seja por isso…
            https://blogcaminhocristao.wordpress.com/2007/02/13/surpreendentes-conversoes-de-grandes-pensadores/

            E então não vai se defender dessas acusações?

            Eu que estou acusando vcs:
            Vcs tem ideia do número de ateus que viraram crentes cristãos? tanto intelectuais como leigos como no ex. acima?

            Quando Russell diz:”sei com certeza sobre a existência de Deus que vc não pode saber nada com certeza sobre a existência de Deus” está apenas confirmando sua visão filosófica de que o valor de verdade de certas reivindicações, especialmente afirmações sobre a existência ou não existência de qualquer divindade, mas também de outras reivindicações religiosas e metafísicas, é desconhecido ou incognoscível.Agnóstico vem do grego: a-gnostos, ou seja, não-conhecimento, aquele que não conhece.

            Agnosticismo absoluto – “Conhecemos o suficiente sobre a realidade para afirmar que nada pode ser conhecido dela”. Essa afirmação é ilógica, e contraditória.
            Quem não sabe totalmente nada sobre a realidade não tem base para fazer uma afirmação sobre a realidade e muito menos sobre Deus, o Criador da realidade existencial e universal.
            Assim, Russell e os agnósticos tomam do seu próprio veneno bizarro! a própria ideia de Deus já aniquila o agnosticismo.
            Em vista da ordem e beleza incrível do universo que todos admiram; é racional e lógico admitir um Ser Sobrenatural Super Inteligente por trás de tudo. O desenho requer um Desenhista.

            Até o maior agnóstico filosófo, Immanuel Kant afirmou:
            “Duas coisas enchem a mente com admiração e reverencia cada vez maior e mais nova, por mais frequente e constante que seja nossa reflexão sobre elas: o céu estrelado e a lei moral dentro de mim”.
            Sim, o maior milagre já foi realizado. O surgimento do tremendo universo e da complexa e multiforme vida inteligente do NADA!

            Russell não esconde sua fé no atributo principal de Deus!
            “Nossa época necessita de compaixão, necessita sobretudo de esperança corajosa…a questão é muito simples que quase sinto vergonha em mencionar com receio de sorrisos irônico e sábios cínicos. A coisa que me refiro por favor desculpai-me por mencioná-la é amor. Amor Cristão ou compaixão. Se vc o tem, então tem um motivo pra viver” (What is an agnostic p.579).

            Mesmo um cético como ele, sentiu fome e sede de Deus! sendo isto natural em todos os humanos.

            Aliás, Tomás de Aquino afirma algo parecido ao criticar a possibilidade de propor uma definição de Deus. Se Deus é transcendente, deveria ser impossível para os seres humanos o defini-lo.

            Defini-lo literalmente e diretamente, em sua essência, origem e natureza foi que Aquino se referiu.

            Não respondeu em nenhuma das duas vezes ao comentário dele sobre sua teimosia em insistir na postagem de versículos bíblicos, uma atitude completamente improdutiva, despropositada, falsa e cínica em pressupor que todos veem na sua bíblia uma fonte respeitável de verdades, fatos e informações. Ele tá certo não está?

            Quem não respondeu foi ele, fugindo de uma analise exegética exaustiva se ele desejasse dos textos bíblicos que citou. Seria ele o Interpretador-Mor da Escritura?

            apresentarei a resposta curta dividida em duas partes para não cansar seu pequeno e sub-utilizado cérebro:

            O 1º link nem abre, o 2º só vou refutar o primeiro erro bizarro, pois o resto seria irrelevante:
            _”Mas se alguma coisa é criada por ou é dependente de Deus, ela não é necessária – ela é contingente em Deus. E se os princípios da lógica são contingentes em Deus, eles não são logicamente necessários. Além disso, se os princípios da lógica são contingentes em Deus, Deus poderia altera-los.Portanto, Deus poderia tornar a lei da não-contradição falsa; “_

            Os princípios da lógica são totalmente necessários, do contrário não poderiam escrever o próprio texto acima, de modo que eles e outras pessoas entendessem. E Deus não poderia alterar a lógica, pois ela é necessária para verificar a própria significância dos conceitos expostos, (inclusive da própria lógica!).
            E não posso dizer que Deus é Deus e Deus é o diabo. Sem a lei da não-contradição não há diferença em dizer: “Eu sou eu” ou “eu sou uma cadeira”.
            Como a lógica representa princípios de pensamento racional e como Deus é um Ser racional, Deus está sujeito à sua própria natureza racional.
            A lógica manifesta razão fluindo da própria natureza de Deus e este está sujeito a ela, não podendo agir de forma contrária a ela, ética ou logicamente. Assim como um grande alerta vermelho acende em nossa consciência quando quebramos a lei moral já escrita em nosso coração, assim acende igualmente quando quebramos a lógica cognitiva. Mas de onde vem tais atributos? de elementos químicos? de enzimas? de reações químicas? obedeça a lógica e a razão!

            Se a atividade deles como cientistas se limitou à pesquisa, beleza. Se tentaram usar a ciência para justificar suas crendices religiosas então além de estúpidos eram desonestos

            A ciência certamente serviu pra corroborar a fé deles, sendo a ciência em várias áreas do conhecimento uma forte aliada da fé judaico-cristã bíblica.

            Inteligência é incompatível com o ateísmo? Diga isso ao Stephen Hawking, Sam Harris e ao Daniel Dennett. Tudo gente burra….

            S.Hawking afirmou, em entrevista ao jornal The Guardian:
            “A idéia de que há uma espécie de paraíso após a morte é um conto de fadas de gente que tem medo do escuro. A ciência prediz que diferentes tipos de universo serão criados do nada e de maneira espontânea. Considero o cérebro um computador que deixará de funcionar quando seus componentes falharem. Não há paraíso ou vida depois da morte para computadores.”

            Parece que a maior deficiência de Hawking é mental e não física. Acaso pode vir algo do nada??? e comparar a vida humana biológica, que ainda tem sentimentos, emoções, moral, razão, inteligência com peças de computador é até irônico e ridículo partindo de Hawking!
            Mas Hawking em seus delírios confessa:
            “Qual é a natureza de Deus?… O que dinamiza as equações e faz um universo pra que governe?…Mesmo que a ciência possa resolver o problema de como o universo iniciou, não pode responder a questão: “Por que o universo se dá ao trabalho de existir?”
            Ele acrescenta: “Eu não sei a resposta pra essa pergunta” (Uma breve história do tempo p.99).
            E ainda: “Quem deu partida às equações e detonou o universo?” (Buracos Negros p.99).

            Hawking menciona ainda:
            “os números das leis da natureza parecem ter sido ajustados com precisão para possibilitar o desenvolvimento da vida e como a configuração inicial do universo parece ter sido escolhida cuidadosamente.” citado por Fred Heeren (Show me God p.67).

            Mas apenas um Ser Inteligente Racional Pessoal poderia escolher cuidadosamente qualquer coisa.

            Debates de Craig com os outros:
            https://www.youtube.com/watch?v=vpk-FC_t9vk
            https://www.youtube.com/watch?v=XdfWFQtIWx8

          • Ronaldo Alves

            Repito o que vc não respondeu antes:porque vc se dá ao trabalho de vir aqui? Se quisessemos empurrar goela abaixo nossas filosofias e conceitos aos outros, teríamos emissoras de rádio e de TV para divulgar nossa mensagem através de dezenas de programas diários. Teríamos uma bancada cética no Congresso. Do mesmo jeito que fazem os evangélicos. Perto da militância evangélica o ativismo ateísmo é café pequeno. Então por que tanto mimimi? Não aguentam concorrência?

            Conversão de ateus ao cristianismo, cumprimento de profecias bíblicas? Apresente números, pesquisas, fonte de sua afirmação. Faça como eu que te forneci vários artigos sobre o crescimento mundial do nº de ateus e dos que auto denominam sem religião. Vc é só papo furado. Cumprimento de profecias? Quero números, eventos, locais, datas, não declarações vagas e imprecisas. Quem gosta disso é religioso que engole qualquer histórinha sem pé nem cabeça feito dilúvio, gente engolida por peixe, zumbis caminhando por cidades e outras patranhas.

            “Como já dizia S.Freud: é uma ilusão rejeitar algo só porque desejamos não acreditar nele.”
            Dizia é? Onde? Quando? Fontes enrolão. A resposta também vale pra vc energúmeno,não reparou? Em forma de argumento seria assim:
            Seja p=conceitos religiosos
            1. Se p for falso ficarei triste.
            2. Não quero ficar triste.
            3. Logo, p é verdadeiro.

            “Por que o ateísmo deveria estar certo? e muitas coisas não foram estudadas e detectadas pela ciência ainda.”
            E como a ciência pode detectar o que não tem evidência? Sim, porque ateísmo é descrença no brenatural por falta de evidências. Mané….

            “Então porque seria diferente para o mundo invisível imaterial de outra dimensão?”
            Porque não existe.

            “Alguns físicos não falam em mutiversos paralelos? qual o problema então com anjos e demônios por ex.?
            Porque a teoria de muitos universos foi desenvolvida por Hugh Everett III, em meados da década de 50, quando era aluno de pós graduação da Princeton University. A análise realizada por Everett desatou o nó teórico que envolvia a interpretação da mecânica quântica. Mesmo que até hoje a teoria de muitos universos ainda não seja completamente aceita, a metodologia nela empregada prognosticou o conceito de decoerência quântica. Se vc souber inglês pode baixar e ler o trabalho de Everett, chamado “The Many-Worlds Interpretation of Quantum Mechanics – THE THEORY OF THE UNIVERSAL WAVE FUNCTION” aqui:
            http://www-tc.pbs.org/wgbh/nov
            Mas como sou bonzinho, forneço o link de um artigo em português mais acessível:
            Os universos paralelos:
            http://cienciaxreligiao.blogsp
            Depois de ler pelo menos o artigo acima, vc vai perceber a diferença entre pesquisa científica e mitologia religiosa. Então saberá qual o problema com anjos e demônios e outras baboseiras sobrenaturais, seu mané….

            “Já vi sites científicos que não confirmam a matéria escura. A base é sempre especulações, deduções, incertezas, alegações, dúvidas,… nada confirmado.”
            Lógico que viu. É o máximo que vc consegue. Agora, ler e entender do que se tratava duvido. Seu analfabetismo científico não o qualifica para tanto. Mas fiquei curioso. Apresente os links destes sites. E quanto à “especulações, deduções, incertezas, alegações, dúvidas,… nada confirmado.”, isso é normal em ciência. Até encontrarem evidências sólidas a pesquisa e o debate continuam. Bem ao contrário da religião que se agarra a dogmas milenares e se recusa a mudar mesmo diante de montanhas de evidências. Por isso que o progresso humano depende da ciência e não da religião, seu mané.

            “Deus já é auto-manifestado de várias formas, independente das pessoas aceitarem ou não. Mas Ele respeita a fé na descrença dos ateus.”
            “fé na descrença”??? HAHAHAHAHA….Como se pode ter crença na falta de crença? Isso é algum tipo de lógica cristã? Ou seu cerébro que bugou por excesso de estupidez? “fé na descrença”! Eh manézão….

            “O texto nem fala em igrejas. O eunuco etíope quando foi batizado (At 8:36) não pertencia a nenhuma igreja/religião.”
            O texto também não fala em disco voador. E daí? O texto é claro:’Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” Vc é um eunuco etíope? Pode recorrer ao Filipe para se batizar? Está vivendo no primeiro século depois de Cristo? Então não enrola e responde
            o que perguntei: Se vc não frequenta igrejas como se batizou?

            “Non sequitur! fosse assim, a radiação, gravidade, eletromagnetismo, eletricidade, ondas, raios não poderiam interagir com a matéria. As possessões demoníacas são um fato que obviamente o diabo incute na humanidade a sua inexistência.”
            Non sequitur é meuzovo! Eu por acaso apresentei algum argumento no qual a conclusão não decorre das premissas? Como essas:
            Afirmação do consequente
            Penso, logo existo (em alusão à frase de René Descartes).
            Pedras existem.
            Então pedras pensam

            Negação do antecedente
            Se eu ganhasse na loteria, saberia que ela premia de verdade.
            Eu nunca ganhei na loteria.
            Então a loteria é falsa.
            Fiz isso? Eu apresentei 3 perguntas as quais vc não respondeu:
            1. De que é composto um um ser não-material?
            2. Como um espírito puro poderia interagir com a matéria?
            3. Qual realidade intermediária poderia servir como ponto de contato entre duas substâncias absolutamente distintas?
            Por acaso radiação, gravidade, eletromagnetismo, eletricidade, ondas, raios são formadas de puro espírito? São formas de energia mas continuam sendo entidades físicas pertencentes ao mundo natural. Por isso interagem com a matéria. Essa resposta sem pé nem cabeça foi fruto de sua costumeira desonestidade intelectual? Foi burrice? Ambos? Que porra de possessão demoníaca? Ah, não apela sujeitinho inútil. Já ouviu falar em eplepsia ou doenças mentais? Essa história poderia colar lá no tempo de Cristo ou hoje em igrejas evangélicas. Já seperguntou por que o diabo só ataca cristãos? Por que será seu mané?

            “O fôlego de vida (espírito, alma) é que dá vida à matéria corpórea. Mas experimente por num recipiente todos os compostos e elementos químicos do cérebro e veja se ele fala, clama, sente, se manifesta. Lembre-se elementos químicos apenas reagem.”
            Fôlego de vida, espírito, alma? Errado! Nos seres vivos o combustível da vida mais utilizado é a glicose. Um cerébro não é apenas compostos e elemetos químicos. É um conjunto das estruturas nervosas formadas por bilhões de neurônios, ligados por milhares de conexões sinápticas. A atividade desta estrutura é aquilo que chamamos de mente. Sua comparação é tão esdrúxula quanto esperar que colocando num recipiente compostos e elementos químicos que formam um computador esta mistureba faça cálculos, acesse a internet, baixe vídeos, armazene informações. Pura desonestidade intelectual mané….

            “A ciência e inteligência do homem em inúmeras pesquisas vieram do Criador como já cita a Escritura.”
            Citar passagens bíblicas é absolutamente irrelevante para provar seu ponto de vista. Que motivos temos para aceitar o que quer que seja que foi escrito há milênios por sabe-se lá quem? Que diria se eu dissesse que suas passagens bíblicas estão erradas porque no Alcorão se afirma o contrário delas? Será que assim você perceberia a arbitrariedade improdutiva e irracional que é uma pessoa desatar a citar passagens do seu livro religioso preferido para provar x ou y, fingindo que todos concordam passivamente que a fonte citada é epistemicamente confiável? Que razão as pessoas que não foram doutrinadas em sua religião têm para aceitar essas afirmações mané?

            “Por ex. o argumento de Paley – Designer – cada vez se fortalece mais, com as novas descobertas da biologia molecular. Estruturas inter-dependentes em micro e macro escala, funções, órgãos e componentes das células finamente ordenados inter-ligados.”
            E vc esperava o quê? Que depois de milhões de anos de evolução em conjunto as peças não encaixassem? Deixe de ser otário mané.

            “Justamente o naturalismo ateísta, rejeita a natural tendência humana de ver um propósito, ordem, inteligência, desenho e uma causa nos efeitos naturais,”
            Justamente, natural tendência humana. Apenas um viés cognitivo. Alucinações também são naturais em humanos, mas não significa que exista nada lá fora.

            “acreditar que o Universo em si é um efeito sem causa, sem origem, sem um Projetista, sem um Legislador – visto as inúmeras leis científicas universais existentes. Algo fruto do acaso e caos às cegas acidental desordenado irracional, ou seja, ANTINATURAL”
            Antinatural é sua mania de repetir as mesmas bobagens não importa quantas vezes sejam desmentidas. Que saco! Existem inúmeros eventos quânticos sem causa: o decaimento radioativo de um átomo, a emissão de um fóton por um elétron de um átomo excitado, a geração de um elétron e um pósitron conjuntamente a partir de um fóton de alta energia (partícula gama), no que é chamado de produção de par, a produção de partículas a partir da instabilidade do vácuo, etc. Qual a novidade? Leis naturais são diferentes de leis criadas pelos homens. Leis naturais são descritivas, leis humanas são normativas. Logo as leis naturais não têm necessidade de um legislador.

            “A ciência pressupõe que qualquer fenômeno na natureza é regido por leis definidas e regulares.”
            E daí? É o chamado princípio cosmológico. Vc não pensa que isso implica na existência do Deus judaico-cristão, pensa? Porque se estiver pensando vai ter que demonstrar como.

            “No caso da formação do universo não foi uma simples questão de causas naturais.”
            Não, teve uma ajudazinha da fada dos dentes também.

            “A matemática é uma poderosa aliada de Deus. Pelas suas leis probabilisticas chances acima de determinado valor, simplesmente não ocorrem!”
            O argumento da improbabilidade de novo? Quantas vezes vou ter que demonstrar a falácia desse argumento? PRESTA ATENÇÃO DESTA VEZ:
            O universo e a vida são demasiadamente improváveis para terem surgido de causas naturais?
            Usar a probabilidade para decidir entre duas alternativas requer a comparação entre a probabilidade de cada alternativa. Vc afirma que a probabilidade do surgimento do universo por causas naturais é extremamente baixa. Agora precisa dizer qual a probabilidade do surgimento do universo por meios sobrenaturais. É preciso fazer esta comparação. Então, qual a probabilidade que as leis da natureza sejam violadas? Qual a probabilidade de que um ser
            todo bondoso, todo poderoso, que tudo sabe, mas que é indetectável, esteja por trás de tudo isso? Coisas complexas são comuns. Vemos fenômenos naturais a todo momento. Mas nuca vemos eventos sobrenaturais. Por outro lado, eventos de baixa probabilidade ocorrem todos os dias. Qual a probabilidade de vc vir a existir? É preciso determinar a probabilidade de um determinado espermatozóide se unir com um óvulo específico, entre milhões de outros. Então multiplicar pela probabilidade de seus pais se conhecerem e repetir o cálculo para seus avós e todos seus antepassados retrocedendo até o começo da vida na Terra. Mesmo que parássemos o cálculo nos primeiros humanos, teríamos um nº incrívelmente pequeno. Improbabilidade multiplicada pela improbabilidade multiplicada pela improbabilidade até que nossa mente esteja sofrendo com números incompreensíveis. Bom, então o Cícero tem uma incompreensívelmente baixa probabilidade – probabilidade a priori – de existir. Mas ai está vc lendo este comentário. Portanto causas naturais não podem ser descartadas por uma idéia arbitrária de baixa probabilidade. Entendeu mané?

          • Ronaldo Alves

            teste 1

          • Ronaldo Alves

            Repito o que vc não respondeu antes:porque vc se dá ao trabalho de vir aqui? Se quisessemos empurrar goela abaixo nossas filosofias e conceitos aos outros, teríamos emissoras de rádio e de TV para divulgar nossa mensagem através de dezenas de programas diários. Teríamos uma bancada cética no Congresso. Do mesmo jeito que fazem os evangélicos. Perto da militância evangélica o ativismo ateísmo é café pequeno. Então por que tanto mimimi? Não aguentam concorrência?

            Conversão de ateus ao cristianismo, cumprimento de profecias bíblicas? Apresente números, pesquisas, fonte de sua afirmação. Faça como eu que te forneci vários artigos sobre o crescimento mundial do nº de ateus e dos que auto denominam sem religião. Vc é só papo furado. Cumprimento de profecias? Quero números, eventos, locais, datas, não declarações vagas e imprecisas. Quem gosta disso é religioso que engole qualquer histórinha sem pé nem cabeça feito dilúvio, gente engolida por peixe, zumbis caminhando por cidades e outras patranhas.

            “Como já dizia S.Freud: é uma ilusão rejeitar algo só porque desejamos não acreditar nele.”
            Dizia é? Onde? Quando? Fontes enrolão. A resposta também vale pra vc energúmeno,não reparou? Em forma de argumento seria assim:
            Seja p=conceitos religiosos
            1. Se p for falso ficarei triste.
            2. Não quero ficar triste.
            3. Logo, p é verdadeiro.

            “Por que o ateísmo deveria estar certo? e muitas coisas não foram estudadas e detectadas pela ciência ainda.”
            E como a ciência pode detectar o que não tem evidência? Sim, porque ateísmo é descrença no brenatural por falta de evidências. Mané….

            “Então porque seria diferente para o mundo invisível imaterial de outra dimensão?”
            Porque não existe.

            “Alguns físicos não falam em mutiversos paralelos? qual o problema então com anjos e demônios por ex.?
            Porque a teoria de muitos universos foi desenvolvida por Hugh Everett III, em meados da década de 50, quando era aluno de pós graduação da Princeton University. A análise realizada por Everett desatou o nó teórico que envolvia a interpretação da mecânica quântica. Mesmo que até hoje a teoria de muitos universos ainda não seja completamente aceita, a metodologia nela empregada prognosticou o conceito de decoerência quântica. Se vc souber inglês pode baixar e ler o trabalho de Everett, chamado “The Many-Worlds Interpretation of Quantum Mechanics – THE THEORY OF THE UNIVERSAL WAVE FUNCTION” aqui:
            http://www-tc.pbs.org/wgbh/nov
            Mas como sou bonzinho, forneço o link de um artigo em português mais acessível:
            Os universos paralelos:
            http://cienciaxreligiao.blogsp
            Depois de ler pelo menos o artigo acima, vc vai perceber a diferença entre pesquisa científica e mitologia religiosa. Então saberá qual o problema com anjos e demônios e outras baboseiras sobrenaturais, seu mané….

            “Já vi sites científicos que não confirmam a matéria escura. A base é sempre especulações, deduções, incertezas, alegações, dúvidas,… nada confirmado.”
            Lógico que viu. É o máximo que vc consegue. Agora, ler e entender do que se tratava duvido. Seu analfabetismo científico não o qualifica para tanto. Mas fiquei curioso. Apresente os links destes sites. E quanto à “especulações, deduções, incertezas, alegações, dúvidas,… nada confirmado.”, isso é normal em ciência. Até encontrarem evidências sólidas a pesquisa e o debate continuam. Bem ao contrário da religião que se agarra a dogmas milenares e se recusa a mudar mesmo diante de montanhas de evidências. Por isso que o progresso humano depende da ciência e não da religião, seu mané.

            “Deus já é auto-manifestado de várias formas, independente das pessoas aceitarem ou não. Mas Ele respeita a fé na descrença dos ateus.”
            “fé na descrença”??? HAHAHAHAHA….Como se pode ter crença na falta de crença? Isso é algum tipo de lógica cristã? Ou seu cerébro que bugou por excesso de estupidez? “fé na descrença”! Eh manézão….

            “O texto nem fala em igrejas. O eunuco etíope quando foi batizado (At 8:36) não pertencia a nenhuma igreja/religião.”
            O texto também não fala em disco voador. E daí? O texto é claro:’Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” Vc é um eunuco etíope? Pode recorrer ao Filipe para se batizar? Está vivendo no primeiro século depois de Cristo? Então não enrola e responde
            o que perguntei: Se vc não frequenta igrejas como se batizou?

            “Non sequitur! fosse assim, a radiação, gravidade, eletromagnetismo, eletricidade, ondas, raios não poderiam interagir com a matéria. As possessões demoníacas são um fato que obviamente o diabo incute na humanidade a sua inexistência.”
            Non sequitur é meuzovo! Eu por acaso apresentei algum argumento no qual a conclusão não decorre das premissas? Como essas:
            Afirmação do consequente
            Penso, logo existo (em alusão à frase de René Descartes).
            Pedras existem.
            Então pedras pensam

            Negação do antecedente
            Se eu ganhasse na loteria, saberia que ela premia de verdade.
            Eu nunca ganhei na loteria.
            Então a loteria é falsa.
            Fiz isso? Eu apresentei 3 perguntas as quais vc não respondeu:
            1. De que é composto um um ser não-material?
            2. Como um espírito puro poderia interagir com a matéria?
            3. Qual realidade intermediária poderia servir como ponto de contato entre duas substâncias absolutamente distintas?
            Por acaso radiação, gravidade, eletromagnetismo, eletricidade, ondas, raios são formadas de puro espírito? São formas de energia mas continuam sendo entidades físicas pertencentes ao mundo natural. Por isso interagem com a matéria. Essa resposta sem pé nem cabeça foi fruto de sua costumeira desonestidade intelectual? Foi burrice? Ambos? Que porra de possessão demoníaca? Ah, não apela sujeitinho inútil. Já ouviu falar em eplepsia ou doenças mentais? Essa história poderia colar lá no tempo de Cristo ou hoje em igrejas evangélicas. Já seperguntou por que o diabo só ataca cristãos? Por que será seu mané?

            “O fôlego de vida (espírito, alma) é que dá vida à matéria corpórea. Mas experimente por num recipiente todos os compostos e elementos químicos do cérebro e veja se ele fala, clama, sente, se manifesta. Lembre-se elementos químicos apenas reagem.”
            Fôlego de vida, espírito, alma? Errado! Nos seres vivos o combustível da vida mais utilizado é a glicose. Um cerébro não é apenas compostos e elemetos químicos. É um conjunto das estruturas nervosas formadas por bilhões de neurônios, ligados por milhares de conexões sinápticas. A atividade desta estrutura é aquilo que chamamos de mente. Sua comparação é tão esdrúxula quanto esperar que colocando num recipiente compostos e elementos químicos que formam um computador esta mistureba faça cálculos, acesse a internet, baixe vídeos, armazene informações. Pura desonestidade intelectual mané….

            “A ciência e inteligência do homem em inúmeras pesquisas vieram do Criador como já cita a Escritura.”
            Citar passagens bíblicas é absolutamente irrelevante para provar seu ponto de vista. Que motivos temos para aceitar o que quer que seja que foi escrito há milênios por sabe-se lá quem? Que diria se eu dissesse que suas passagens bíblicas estão erradas porque no Alcorão se afirma o contrário delas? Será que assim você perceberia a arbitrariedade improdutiva e irracional que é uma pessoa desatar a citar passagens do seu livro religioso preferido para provar x ou y, fingindo que todos concordam passivamente que a fonte citada é epistemicamente confiável? Que razão as pessoas que não foram doutrinadas em sua religião têm para aceitar essas afirmações mané?

            “Por ex. o argumento de Paley – Designer – cada vez se fortalece mais, com as novas descobertas da biologia molecular. Estruturas inter-dependentes em micro e macro escala, funções, órgãos e componentes das células finamente ordenados inter-ligados.”
            E vc esperava o quê? Que depois de milhões de anos de evolução em conjunto as peças não encaixassem? Deixe de ser otário mané.

            “Justamente o naturalismo ateísta, rejeita a natural tendência humana de ver um propósito, ordem, inteligência, desenho e uma causa nos efeitos naturais,”
            Justamente, natural tendência humana. Apenas um viés cognitivo. Alucinações também são naturais em humanos, mas não significa que exista nada lá fora.

            “acreditar que o Universo em si é um efeito sem causa, sem origem, sem um Projetista, sem um Legislador – visto as inúmeras leis científicas universais existentes. Algo fruto do acaso e caos às cegas acidental desordenado irracional, ou seja, ANTINATURAL”
            Antinatural é sua mania de repetir as mesmas bobagens não importa quantas vezes sejam desmentidas. Que saco! Existem inúmeros eventos quânticos sem causa: o decaimento radioativo de um átomo, a emissão de um fóton por um elétron de um átomo excitado, a geração de um elétron e um pósitron conjuntamente a partir de um fóton de alta energia (partícula gama), no que é chamado de produção de par, a produção de partículas a partir da instabilidade do vácuo, etc. Qual a novidade? Leis naturais são diferentes de leis criadas pelos homens. Leis naturais são descritivas, leis humanas são normativas. Logo as leis naturais não têm necessidade de um legislador.

            “A ciência pressupõe que qualquer fenômeno na natureza é regido por leis definidas e regulares.”
            E daí? É o chamado princípio cosmológico. Vc não pensa que isso implica na existência do Deus judaico-cristão, pensa? Porque se estiver pensando vai ter que demonstrar como.

            “No caso da formação do universo não foi uma simples questão de causas naturais.”
            Não, teve uma ajudazinha da fada dos dentes também.

            “A matemática é uma poderosa aliada de Deus. Pelas suas leis probabilisticas chances acima de determinado valor, simplesmente não ocorrem!”
            O argumento da improbabilidade de novo? Quantas vezes vou ter que demonstrar a falácia desse argumento? PRESTA ATENÇÃO DESTA VEZ:
            O universo e a vida são demasiadamente improváveis para terem surgido de causas naturais?
            Usar a probabilidade para decidir entre duas alternativas requer a comparação entre a probabilidade de cada alternativa. Vc afirma que a probabilidade do surgimento do universo por causas naturais é extremamente baixa. Agora precisa dizer qual a probabilidade do surgimento do universo por meios sobrenaturais. É preciso fazer esta comparação. Então, qual a probabilidade que as leis da natureza sejam violadas? Qual a probabilidade de que um ser
            todo bondoso, todo poderoso, que tudo sabe, mas que é indetectável, esteja por trás de tudo isso? Coisas complexas são comuns. Vemos fenômenos naturais a todo momento. Mas nuca vemos eventos sobrenaturais. Por outro lado, eventos de baixa probabilidade ocorrem todos os dias. Qual a probabilidade de vc vir a existir? É preciso determinar a probabilidade de um determinado espermatozóide se unir com um óvulo específico, entre milhões de outros. Então multiplicar pela probabilidade de seus pais se conhecerem e repetir o cálculo para seus avós e todos seus antepassados retrocedendo até o começo da vida na Terra. Mesmo que parássemos o cálculo nos primeiros humanos, teríamos um nº incrívelmente pequeno. Improbabilidade multiplicada pela improbabilidade multiplicada pela improbabilidade até que nossa mente esteja sofrendo com números incompreensíveis. Bom, então o Cícero tem uma incompreensívelmente baixa probabilidade – probabilidade a priori – de existir. Mas ai está vc lendo este comentário. Portanto causas naturais não podem ser descartadas por uma idéia arbitrária de baixa probabilidade. Entendeu mané?

          • Ronaldo Alves

            Cansei de brincar. Vou tirar umas férias. Juízo,menos delírio e mais honestidade.
            Paz
            http://geradormemes.com/media/created/qsp4hi.jpg

          • Cícero

            Esse tolo acima não sabe ainda que a ciência defende e prova a Deus e as Escrituras!

          • Ronaldo Alves

            FALSO. Mostre a prova científica da existência de Deus. E a ciência CONTRARIA as escrituras: Como a ciência nos diz que orações não funcionam então elas não funcionam. Ela nos diz que o universo tem 13,7 bilhões de anos. Ela nos diz que as histórias sobre o nascimento de Jesus nos Evangelhos não podem ser verdadeiras; ela nos diz que virgens não podem dar à luz. Ela nos diz que pessoas mortas não podem se levantar corporalmente do túmulo. Tudo ao contrário do que diz as escrituras.

          • AntonioOrlando

            Ronaldo Alves

            Por outro lado, mostre a prova cientifica da não “existência de Deus”…

            Enfim, como eu, religioso cristão, prezado Ronaldo, és um homem de fé, ou, aquele que “…a certeza das coisas que não se vem”.

            Abs

            Orlando

          • Ronaldo Alves

            Só depois de vc apresentar pelo menos 1 argumento refutando a TDC – “Teoria da Dependência Cerebral” como venho pedindo há uns 3 dias.
            Mas se eu fosse responder agora diria: WHAT THE FUCK ? O Cícero afirma que a ciência defende e prova a Deus e as Escrituras, eu peço para ele demonstrar isso e vc pede a mim para mostrar a prova científica da não “existência de Deus”??? “Que tem a ver o cu cas calça”?Descompensou criatura? Seu cérebro bugou depois de tanta merda religiosa e filosofice de boteco que vc meteu nele? Bem feito! Cérebro não é privada. Mas como sou um cara legal, lá vai….
            Para provar que algo não existe basta provar que é epistemologicamente desnecessário, ou seja, que esse algo não é necessário para provar nada. A Ciência tem provado a não-existência de vários conceitos desta forma, como o flogisto, o éter e o planeta Vulcão. As provas científicas não são como as provas lógicas, não precisam estabelecer as suas conclusões para lá de qualquer dúvida. Basta que as suas conclusões estejam para lá de qualquer dúvida razoável, sendo justificação suficiente para lhes dar valor.

            O flogisto, o éter e o planeta Vulcão são entidades teóricas postuladas para explicar certos fenômenos. O flogisto foi usado para explicar o calor, o éter para justificar a propagação da luz através do espaço, e Vulcão para acertar as perturbações da órbita de Mercúrio. A Ciência, desde então, mostrou que os respectivos fenômenos podem ser explicados sem invocar estes conceitos. Ao demonstrar a sua inutilidade, ficou provada a sua inexistência.

            Deus é uma entidade teórica postulada pelos teístas para explicar diversos fenômenos, como a origem e o desenho do Universo ou a origem da vida. A Ciência moderna prossegue o seu caminho para explicar todos estes fenômenos sem a ajuda de Deus. Como Laplace disse ao Czar da Rússia: “não preciso dessa hipótese”. Ao provar que Deus não é necessário para explicar nada, a Ciência mostra que há tanta razão para acreditar em Deus, como para acreditar no flogisto, no éter ou em Vulcão.
            (Fonte: “Não se pode provar uma negativa universal?”, traduzido do artigo Can Science Prove that God Does Not Exist? de Theodore Schick, Jr. Free Inquiry magazine, Vol. 21, 1.)

            Entendeu abestado? Deus pode até existir mas ele é supérfluo enquanto a Ciência puder oferecer explicações naturais para os diversos fenômenos do Universo. Para mim é suficiente. Então, se tenho fé em alguma coisa, é na EVIDENTE capacidade da Ciência em levar a civilização cada vez mais para frente. Ao contrário da sua fé que nada de útil pode trazer para para a humanidade. Pelo contrário. Até agora só trouxe intolerância, violência, irracionalidade e culto à ignorância. Ciência ou fé? A ciência possui um histórico de sucessos. A fé joga aviões contra arranha-céus.
            Fim de papo….

          • AntonioOrlando

            Ronaldo Alves

            Em relação ao TDC, chegamos a um paradoxo, pois, você ainda não me disse como o cérebro “produz” o pensamento . Ou, o que é o pensamento. Mas vamos lá!!

            Vários transtornos mentais não tem nenhuma relação com danos físicos ao cérebro, ou seja, as origens dos problemas são por conta de diversos fatores: sociais, psicológicos e outros. Isto é, esses transtornos ocorrem à revelia da excelência do cérebro. Já perguntei a você, e você não respondeu: Qual a anomalia cerebral de um Hittler? Ou Mao? Ou, dos nazistas que, em campos de concentração, na Segunda Guerra Mundial, matavam, nas câmeras de gás, homens mulheres e crianças? Ou, aqueles outros médicos nazistas que usavam mulheres para experiências “cientificas”? Eu ousaria dizer que nesses casos, que eu citei. não estamos lidando com “loucos” e, sim, com pessoas absolutamente “normais” – dentro dos padrões de normalidade que são criados no espaço e no tempo. Sobretudo, esses caras não tinham nenhum problema físico no cérebro… muito pelo contrário. Na verdade, estamos lidando, nesse caso, com conceitos, criados à revelia da funcionalidade do cérebro, que tangenciam o Bem e o Mau como realidades míticas: psicológicas, sociais, antropológicas etc…, que, com efeito, transcendem a arqueologia simplista do funcionamento do cérebro.

            Por outro lado, devo reconhecer que, obviamente, dependemos da estrutura física do nosso corpo para nos mantermos vivos. Estar vivo, contudo, não traduz o que seja vida.. Se meu figado não funciona bem vou ter cirrose e poderei morrer. Ou, uma degeneração celular pode me causar câncer e assim por diante. Câncer e cirrose, no entanto, são causados pelo meu livre arbítrio de tomar decisões inadequadas em relação à minha alimentação ou, grosso modo, como eu cuido de meu corpo. Em outras palavras meu fígado não “decide” por mim….

            Há, sim, com efeito, uma dualidade entre cérebro e mente e não dependência da mente com o cérebro. O neo ateísmo/ateologia, ao tentar implodir o livre arbítrio, tenta destruir o ser humano como singularidade. E só.

            Abs.

            Orlando

          • Ronaldo Alves

            Não adianta continuar essa conversa se vc distorce tudo que escrevo para combinar com suas crenças. Ou então faz perguntas tão ridículas que nem merecem resposta e depois diz que não respondi. Como esta: “transtornos ocorrem à revelia da excelência do cérebro. Já perguntei a você, e você não respondeu: Qual a anomalia cerebral de um Hittler? Ou Mao?”
            Por caso o cérebro de Hitler ou de Mao esteve disponível para exames? Vc pode dizer que não exibiriam alguma patologia? E tem mais. Dizer que “cérebros lesionados produzem alterações negativas de personalidade” não é mesma coisa que dizer “alterações negativas de personalidade são produzidas por lesões cerebrais.” Um cérebro normal não implica em pessoas éticamente corretas, mas um cérebro com lesões específicas produzem psicopatas. Vc que confundiu as coisas. Lógica não é o forte de religiosos fundamentalistas. Claro que a violência possui diversas causas sendo uma delas a influência social, como estudos sobre conformidade e obediência a autoridade já demonstraram. Eu conheço o chamado “experimento da prisão de Stanford”. Mas isso não invalida a TDC como seu raciocínio ilógico acredita. Falando em raciocínio ilógico sua comparação fígado/cirrose com cérebro/livre-arbítrio é hilária. Hahahahaha…Seu cérebro não escolhe sua dieta assim como o cérebro não escolhe o que vc decide? Tem certeza que é vc que escolhe o que decide? Vc pode controlar suas emoções e como elas o afetam?
            Atualize-se:
            O Cérebro Inconsciente – Episódio 1
            https://www.youtube.com/watch?v=cthix070SA8&feature=youtu.be
            O Cérebro Inconsciente – Episódio 2
            https://www.youtube.com/watch?v=znDgWDVsfK0
            5 Erros teístas sobre o Livre Arbítrio
            http://religiaoeateismo.blogspot.com.br/2015/05/5-erros-teistas-sobre-o-livre-arbitrio.html
            Um Caso Contra O Livre-Arbítrio
            https://rebeldiametafisica.wordpress.com/naturalismo/o-livre-arbitrio/
            Procure assistir também “O “você” secreto””, documentário BBC de 2013
            Quer radicalizar? Assista:
            Dan Dennett: Em nossa consciência – 1
            https://www.youtube.com/watch?v=FxvuT00bxvI
            Dan Dennett: Em nossa consciência – 2
            https://www.youtube.com/watch?v=YIaWJ1sA4iM
            Dan Dennett: Em nossa consciência – 3
            https://www.youtube.com/watch?v=ePbLj30-bns
            Leia:
            Penso, logo não existo
            http://www.humaniversidade.com.br/boletins/voce_e_uma_ilusao_penso_logo_nao_existo.htm
            Por que, para os budistas, você não existe
            http://mude.nu/dissolucao-da-nocao-de-ego/

            Vc insiste em dizer que “É impossível, manda o bem senso pelo menos, provar que Deus não existe… A ciência não tem esse poder!!” apesar de eu ter explicado porque dizer “Deus não existe” pode ser uma afirmação científica legítima. Repito: Quando um cientista diz que “Deus não existe”, eles querem dizer algo semelhante a quando dizem “éter não existe”, “não existem poderes psíquicos”, ou “a vida não existe na lua.”
            São declarações simples para uma declaração mais elaborada e técnica: “essa suposta entidade não tem lugar em qualquer equações científicas, não desempenha nenhum papel em quaisquer explicações científicas, não pode ser usada para prever eventos, não descreve qualquer coisa ou força que ainda não foi detectado, e não existem modelos do universo em que a sua presença é necessária, produtiva ou útil “.
            O que é óbvio sobre esta declaração tecnicamente precisa é que ela não é absoluta. Ela não nega para sempre qualquer possibilidade de existência da entidade ou força em questão; em vez disso, é uma declaração provisória que nega a existência de qualquer relevância ou realidade para a entidade ou força com base no que sabemos atualmente. Mas vc insiste em dizer que isso demonstra que a ciência não pode “provar” que Deus não existe. Dai faz um samba do crioulo doido misturando Dawkins, agnosticismo, fé, neo-ateus, CSI, e por que isso?, porque aquilo? Tenha paciência.

            Para piorar manda um Tu Quoque (Você Também): “Como posso aceitar o argumento de que fumar faz mal à saúde, se é dito por um médico que fuma tanto quanto eu?”
            Usa os erros cometidos pelos regimes comunistas e seculares da China e antiga União Soviética para desconsiderar o argumento apresentado de que a religião promove violência. E ao invés de comparar com o números de mortes da Segunda Guerra Mundial, vc deveria comparar com as mortes promovidas em nome do cristianismo durante as Cruazadas e a Inquisição. Se ateus como Stalin e Mao promoveram genocídios, homens de origem católica como Hitler, Mussolini, Franco e Salazar, tb promoveram genocídios impressionantes. E não importa quem matou mais ou menos. O que vale é a ética da não violência. E nesse caso o Cristianismo não é moralmente superior. Exemplo claro é o antijudaísmo cristão do fundador do Cristianismo Protestante, Martinho Lutero, explicitado no plano de sete pontos, presente em seu tratado “Dos judeus e suas mentiras” publicado em 1543. Saiba mais aqui:
            http://exegeseoriginal.blogspot.com.br/2011/06/lutero-e-o-anti-semitismo.html
            E o que vc quer? Uma Teocracia Cristã? Não obrigado. Já tivemos uma época em que a religião mandou no mundo. Chama-se Idade das Trevas. Espiritualidade sim. Religião não.

            Vc que gosta tanto de filosofia conhece essa frase de Platão: “Dizer que foi Deus não é explicar, é apenas uma desculpa por não ter uma explicação.”? O mesmo vale quando vc acha que “explica” a consciência humana apelando para entidades metafísicas e psicologismos baratos como livre-arbítrio, ser humano como singularidade, e outras abstrações.
            1. Explicações sobrenaturais assumem a existência de entidades sobrenaturais (fantasmas, poltergeist, anjos, deuses, relações não triviais como na astrologia) que violam leis naturais e portanto não se encaixam nas teorias científicas vigentes mais do que testadas e aprovadas;
            2. Explicações sobrenaturais não explicam os fenómenos de forma conveniente, produzindo mais perguntas que respostas.
            3. Explicações sobrenaturais não possibilitam que se faça novas predições com sucesso.
            Como eu posso testar se uma afirmação sobrenatural é verdadeira? Não posso. Ela não é passível de refutação. O universo teórico de explicações sobrenaturais restringem-se às explicações de seus idealizadores. A proposição “Deus age assim porque é de seu interesse agir assim” é uma proposição não falseável na medida em que um religioso pode inventar múltiplos interesses que farão com que esses interesses sejam sempre a causa da ação de Deus. Se não existem racionais, vc pode dizer que há um interesse afetivo ou moral, etc. Já a proposição “a aceleração de um objeto que cai é sempre constante” pode se revelar falsa através de uma experiência que permita fazer uma predição “Se….Então….”
            4. Em compensação adotando a metodologia naturalista usada pela ciência, tivemos enormes avanços na indústria, medicina, agricultura, tecnologia, e muitos outros campos. Se ainda adotássemos o sobrenatural como método científico, provavelmente ainda estaríamos queimando bruxas para espantar a seca e passando sangue de pombo nas paredes para afastar maus espíritos. E, além disso, disputas sobre explicações sobrenaturais tendem a acabar em violência. Cientistas podem resolver suas diferenças apresentando evidências. Porém qualquer um pode dar uma explicação sobrenatural sobre qualquer coisa, e se a vontade de estar certo for muito grande de ambos os lados, eles tendem a matar uns aos outros.

            Vc diz insinua a que a religião promove melhor o desenvolvimento científico de um país e cita o atraso de países secularistas/ateístas como a China e a Coréia do Norte em comparação com os EUA cristão, primeiro a chegar à Lua. Eu refuto afirmando que desenvolvimento científico tem a ver com economia e justifico apresentando links de artigos sobre recentes conquistas chinesas, mostrando que a URSS foi pioneira várias vezes na corrida espacial, que comunismo tem mais a ver com religião do que com ateísmo e o que vc responde? Faz afirmações falsas como dizer que
            existe superioridade no desenvolvimento cientifico, cultural, artístico, musical, literário, cinema etc., de sociedades teístas como italianas, francesas, inglesas, japonesas (O Japão é teísta? Cristão? Tem certeza?) e mesmos alemães e, sobretudo, com americanos em relação à Rússia, fruto da antiga União Soviética, ou da China pós Mao. Quero saber que critérios vc usa para medir superioridade cultural além de seu preconceito. Depois faz um milk shake de bobagens misturando capitalismo, mão de obra barata/trabalho escravo (Vc já pesquisou sobre como empresas capitalistas tratam seus funcionários na China, Tailândia, Costa Rica?), imigração fechada na Rússia e China (mais ou menos como acontece na Europa cristã hoje? E que tal o muro que separa México e EUA?), racismo na Rússia, progresso científico da humanidade e Antigo Egito (???), e ainda diz que MEUS argumentos são toscos, viciados e datados? Eu elogiei comunismo ou Rússia alguma vez ou foi vc com sua visão cristã conservadora que presumiu isso?

            Não precisa responder. Chega. Vc sabe quais minhas crenças e as razões que as fazem válidas para mim. Se vc não aceita isso, problema seu não meu. Reconheço a religião como parte importante na história do desenvolvimento humano para o bem e para o mal, mas ela não demonstra a validade das idéias teológicas. A existência da religião na implica na existência de divindades ou do sobrenatural. Nenhuma evidência apresentada até agora me convenceu. Portanto me dou o direito de manter meu julgamento em suspenso por prazo indeterminado. Vou voltar ao que me agrada: episódios de Arquivo X, documentários, filmes, música, livros. Ciao bambino.

          • AntonioOrlando

            Ronaldo Alves

            Simples! É impossível, manda o bem senso pelo menos, provar que Deus não existe… A ciência não tem esse poder!!

            Mais “sábio”, Dawkins, nunca caiu no ridículo e já disse que é agnóstico. Por outro lado, o religiosos cristão “tem a fé nas coisas que não se vem” e, creio eu, os neo ateus também…

            Abs

            Orlando

          • Ronaldo Alves

            Chega. Não adianta continuar essa conversa se vc distorce tudo que escrevo para combinar com suas crenças. Ou então faz perguntas tão ridículas que nem merecem resposta e depois diz que não respondi. Vc sabe em que acredito e porquê. Se vc não aceita isso, problema seu não meu. Reconheço a religião como parte importante na história do desenvolvimento humano para o bem e para o mal, mas ela não demonstra a validade das idéias teológicas. A existência da religião na implica na existência de divindades ou do sobrenatural. Nenhuma evidência apresentada até agora me convenceu. Portanto me dou o direito de manter meu julgamento em suspenso por prazo indeterminado. Vou voltar ao que me agrada: episódios de Arquivo X, documentários, filmes, música, livros. Não precisa responder.
            Ciao bambino.

          • Cícero

            Não vou repetir ad-nauseam esses temas, não sou papagaio como vc.
            Eu me converti a Cristo como única saída existencial para o nosso vazio espiritual inerente a todos os seres humanos.
            Isso é real é factual desde a época de Cristo em todo o mundo até hoje. Agora prove vc, que todos nós fomos iludidos enganados por Cristo!

          • Ronaldo Alves

            1. Em que parte de seus comentários vc já apresentou a prova científica da existência de Deus?
            2. Para vc pedir que eu prove a falsidade do Cristianismo vc deve ser capaz de provar a falsidade de outras crenças como o Judaísmo, o Islamísmo ou o Hinduísmo. Como vc faz isso?

            Não precisa responder. Chega. Vc sabe quais minhas crenças e as razões que as fazem válidas para mim. Se vc não aceita isso, problema seu não meu. Reconheço a religião como parte importante na história do desenvolvimento humano para o bem e para o mal, mas ela não demonstra a validade das idéias teológicas. A existência da religião na implica na existência de divindades ou do sobrenatural. Nenhuma evidência apresentada até agora me convenceu. Portanto me dou o direito de manter meu julgamento em suspenso por prazo indeterminado. Vou voltar ao que me agrada: episódios de Arquivo X, documentários, filmes, música, livros. Ciao bambino.

          • Cícero

            1. Em vários outros posts, em outros artigos.
            2. Veja apenas um, dos inúmeros testemunhos, depoimentos dos sinais, prodígios, maravilhas operados por Cristo diariamente no mundo todo. Neste caso bem singular, de mais um (ex)muçulmano:
            https://noticias.gospelprime.com.br/cristao-cela-animais-ferozes-ileso/

            Se disser que é mentira, terá que prova-lo com evidências, provas, fatos, publicações etc.
            Sds, paz.

          • Ronaldo Alves

            Seu relato não provou a falsidade do Judaísmo, do Islamísmo ou do Hinduísmo. É apenas a história de um crente que mudou de religião. A propósito, vc já fez sua doação para a ONG do pastor Majed ?
            Mais uma coisa. Ouvi dizer que vc é homossexual. Se disser que é mentira, terá que prová-lo com evidências, provas, fatos, publicações etc. Boa sorte….

            http://geradormemes.com/media/created/3r04m3.jpg

            http://geradormemes.com/media/created/t8c30y.jpg

          • Cícero

            Vc é mais um bitolado que acha que dízimos, ofertas levam pro céu. Mas a salvação é unicamente por fé, por graça cfe. Ef 2:8.
            Cadê a refutação do testemunho? e as provas que sou gay? tem mais alguns incríveis:
            Jesus agindo no mundo islâmico de forma desconcertante e surpreendente!!
            https://www.youtube.com/watch?v=YxAFCV2KdVE
            https://www.youtube.com/watch?v=00sqMVdcJ5c

            http://www.chamada.com.br/mensagens/judeu_que_nao_pode_ser_deus.html
            https://chamadoparanacoes.wordpress.com/2016/04/23/de-perseguidores-a-perseguidos-centenas-de-hindus-se-convertem-na-india/
            https://www.youtube.com/watch?v=NucAZocD8Ac

          • Ronaldo Alves

            1. “Vc é mais um bitolado” falou o sr. “Inerrância Bíblica”. Fundamentalismo tu quoque.
            2. Sabe o que eu acho sobre dízimos, ofertas, fé, graça, salvação? Tudo bosta. Se acha que o Silas Malafaia está mentindo prove. Tá esperando o quê?
            3. Fanáticos mudando de religião não prova nada, seja qual for a alucinação que tenham tido.
            4. Uma astrofísica que não conseguiu descobrir as falhas do livro de Gerald Schroeder: “The Science of God” [“A Ciência de Deus”], não deve ser grande coisa nem como cientista nem como atéia.
            5. Vou refutar o testemunho logo depois de vc provar que não é gay. “Inversão do Ônus da Prova” no zóio dos outros é refresco.

          • AntonioOrlando

            Ronaldo Alves

            ///”Mas existem! Deus, vida após a morte, céu, inferno são conceitos que existem na cabeça de quem acredita nisso. Figuras geométricas perfeitas também existem na mente dos matemáticos, mas te desafio a encontrar uma esfera perfeita em qualquer lugar do Universo.///”

            Ronaldo, onde vivem os números? Como eu consigo “pegar” o número Três/3? Será que números são conceitos que só existem na cabeça de quem acredita neles? Será que, grosso modo, aquilo que não consigo ver, ou segurar, “não existe”? Cara, como se “pega” um pensamento? Será que pela impossibilidade de eu “prender” um pensamento na gaiola, ou ver um pensamento, eles não existem?

            Abs

            Orlando

          • AntonioOrlando

            Ronaldo Alves

            ///”Sem sombra de qualquer dúvida razoável, o cristianismo é um sistema, cujos ideais são institucionalizados pelo padrão da Escritura e pela organização da igreja.///”

            Sem sombra de dúvida uma nação é um sistema cujos ideais são institucionalizados pelo padrão, e organização, de suas leis/constituição e, não raro, pela diversidade da cultura de seu povo. Do mesmo modo, que a Ateia é um sistema cujos ideais são norteados pela não crença em Deus e, é claro, pelo seu estatuto.

            E daí?

            Abs

            Orlando

          • AntonioOrlando

            Ronaldo Alves

            ///”Você lesiona outra parte e mais coisa é perdida. Mas se se você danifica a coisa inteira na morte então nós continuamos a existir com todas as faculdades intactas? Aham, Cláudia, senta lá….///”

            O que determina o que uma pessoa é? Ou, o que faz uma pessoa ser como ela é: personalidade, caráter, inteligência ou cosmovisão – vida afora? Será que seria tudo, apenas, reações químicas cerebrais/corporais?

            Há, muito, mais de 150 anos sabemos que somos muito mais do que um corpo com funções que permitem que nosso organismo funcione adequadamente e nos mantenha vivos. Não sabemos, no entanto, ainda, a diferença entre cérebro e mente, ou a parte da engrenagem que nos permite cognitividade e capacidade de aprender e, sobretudo, “memorizar” nossas experiências e emoções. Por que simples reações químicas não explicam o nosso sentimento de vazio?

            Enfim, Somos muito mais do que uma “máquina” que nos mantem vivos.

            Orlando

          • Ronaldo Alves

            “O que determina o que uma pessoa é? Ou, o que faz uma pessoa ser como ela é: personalidade, caráter, inteligência ou cosmovisão – vida afora? Será que seria tudo, apenas, reações químicas cerebrais/corporais? Acima de tudo, o que singulariza uma pessoa?”
            Uma mistura de atividade cerebral e história pessoal. Por que procurar chifre em cabeça de cavalo? Antonio e Hanna Damasio, dois notáveis neurologistas e pesquisadores da Universidade de Iowa, investigaram na última década as bases neurológicas da psicopatologia. Eles mostraram em 1990, por exemplo, que indivíduos que tinham se submetido a danos do córtex frontal ventromedial (e que tinham personalidades normais antes do dano) desenvolveram conduta social anormal, levando a consequências pessoais negativas. Entre outras coisas, eles apresentaram tomada de decisões inadequadas e habilidades de planejamento, as quais são conhecidas por serem processadas pelo lobo frontal do cérebro. Os Damasios também reconstituíram neurológicamente o primeiro caso conhecido de alteração de personalidade devido a uma lesão frontal no cérebro, observado no século XIX. Phineas Gage, um supervisor de obras ferroviárias, perdeu parte de seu cérebro com uma barra de ferro que atravessou seu crânio quando uma carga explosiva foi colocada acidentalmente. Ele sobreviveu por muitos anos ao extenso trauma, mas tornou-se uma pessoa inteiramente nova, abusiva e agressiva, irresponsável e mentirosa, incapaz de imaginar e planejar, e completamente diferente de sua formação (de acordo com um contemporâneo, “Phineas não é mais o Phineas”). Baseado em uma sofisticada reconstrução computadorizada da possível extensão do dano cerebral, Gage parece ter sofrido uma lesão no córtex frontal ventromedial, em um lugar muito similar àqueles dos modernos pacientes dos Damásio.
            Fonte: Almas Atormentadas, Cérebros Doentes
            http://www.cerebromente.org.br/n07/doencas/disease.htm

            “Por que o ser humano é a única espécie que cria: histórias, obras de arte, música, literatura etc.? Por que somos a única espécie que mente ou tem apreço por conceitos abstratos e se preocupa com a verdade/filosofia?”
            Porque nosso cérebro é maior e mais complexo que o de outras espécies animais. Isso por enquanto. Do modo como as pesquisas sobre aprendizagem de máquinas estão se desenvolvendo, logo logo teremos concorrência. Pesquise sobre Watson, computador da IBM, que entrou para a história da inteligência artificial ao derrotar oponentes humanos no programa de TV Jeopardy, de perguntas e respostas, em 2011. Agora, Watson usa sua inteligência no diagnóstico do câncer e em análises financeiras. Pesquise também sobre o sistema Alpha Go da Google DeepMind, um dos braços de pesquisas da gigante da internet, que derrotou um mestre em go, milenar jogo chinês de estratégia considerado mais difícil que o xadrez. O jogo chinês representava um dos maiores desafios para a ciência computacional, por envolver uma infinidade de possibilidades que não poderiam ser calculadas nem mesmo pela máquina mais poderosa: o número de combinações possíveis num tabuleiro de go é maior do que a quantidade estimada de átomos no Universo. Atualize-se.

            “Há, muito, mais de 150 anos sabemos que somos muito mais do que um corpo com funções que permitem que nosso organismo funcione adequadamente e nos mantenha vivos.”
            Sabemos ou pensávamos que sabíamos? Apresente evidências do que vc afirma.

            “Não sabemos, no entanto, ainda, a diferença entre cérebro e mente. Ou, que é um pensamento? Como nascem e onde são “guardados”?
            Tá, a neurociência não sabe tudo. Isso é motivo para apelar para o Sobrenatural da Silva? Ou a resposta padrão dos teísta: “Foi Deus”? Isso explica alguma coisa? Assista ao vídeo abaixo e entenda porque seu argumento não funciona.
            Neil DeGrasse Tyson – Deus é um bolso cada vez mais vazio
            https://www.youtube.com/watch?v=xnxOsBWly-U

            “Sobretudo,por que que simples reações químicas não explicam o nosso sentimento de vazio e de necessidade de respostas? Igualmente, para ateus e religiosos… cada um a seu modo…”
            A necessidade de resposta chama-se curiosidade. Uma qualidade presente em outras formas de vida, principalmente primatas. Já esse tal sentimento de vazio não incomoda todo mundo. Leia o que diz Lawrence Krauss, cosmologista americano: “A vida não precisa ter nenhum sentido, a não ser aquele que damos a ela. Por que ficarmos deprimidos? Para mim, essa é uma imagem revigorante. Justamente porque a vida é efêmera, todos nós deveríamos tirar o máximo proveito do breve momento que desfrutamos sob o sol. Deveríamos aproveitar ao máximo o fato de evoluirmos com uma consciência que nos possibilita apreciar a beleza do cosmos, ao mesmo tempo que buscamos melhorar a vida na Terra. Prefiro viver num universo onde a vida é breve e preciosa a noutro onde o sentido da vida nos é ditado por um Saddam Hussein dos céus!”
            Captou?

            “Enfim, Somos muito mais do que, só, uma “máquina” que nos mantem vivos.”
            Não confunda seus desejos com a realidade. Demonstre a sua afirmação.
            Um filósofo que tem conduzido pesquisas amplas na área da dependência mente-cérebro é Michael Tooley. Ele tem apresentado cinco linhas de evidência para a dependência das mentes em relação aos cérebros, que podem ser resumidas da seguinte maneira:
            (1) Quando o cérebro de um indivíduo é diretamente estimulado e colocado num determinado estado físico, isto causa no indivíduo uma experiência correspondente.
            (2) Certas lesões no cérebro tornam impossíveis que uma pessoa tenha absolutamente quaisquer estados mentais.
            (3) Outras lesões no cérebro destroem várias habilidades mentais. As habilidades destruídas estão diretamente vinculadas à região específica do cérebro lesionada.
            (4) Quando examinamos as habilidades mentais de animais, elas se tornam mais complexas à medida em que seus cérebros se tornam mais complexos.
            (5) Dentro dos limites de qualquer espécie considerada, o desenvolvimento de habilidades mentais é correlacionado com desenvolvimento de neurônios no cérebro.
            (Michael Tooley, “Opening Statement” in William Lane Craig and Michael Tooley debate, “Does God Exist?” (http://www.leaderu.com/offices/billcraig/docs/craig-tooley2.html>, 1994).
            Keith Augustine coloca de maneira sucinta: “A ciência moderna demonstrou a dependência da consciência em relação ao cérebro, verificando que a mente deve morrer sem o corpo.”
            Considerando-se tudo isto, e na medida em que nossa experiência está em causa, a conclusão de que nada mental acontece sem a ocorrência de eventos físicos correspondentes parece inevitável.
            Saiba mais:
            O Caso Contra a Imortalidade
            http://ateus.net/artigos/critica/o-caso-contra-a-imortalidade/
            Giuliano Thomazini Casagrande – Corpo astral, ou o problema da vida após a morte
            http://www.materialismo.net/2012/03/giuliano-thomazini-casagrande-corpo.html

            Paz.

          • AntonioOrlando

            Ronaldo Alves

            Antonio e Hanna Damásio me fazem lembrar de um cara chamado Lombroso, na verdade, a teoria de Lombroso – descobrir criminosos pelo tamanho do cérebro – foi um efeito colateral direto da teoria da evolução de Darwin. Por meio de análises de formas anormais ou dimensões do crânio e mandíbulas, assimetrias da face, etc., seria possível determinar tendencias criminosas. Deu no que deu…, ou seja, caiu no ridículo…

            Simples: e aquelas pessoas que não apresentem nenhuma anomalia cerebral, genética, ou física, que possam identificá-las como perigosas ou nocivas à sociedade? Quais seriam as justificativas para mudanças de personalidade e/ou seus atos criminosos ou cruéis? Suzane Louise von Richthofen, Hittler, Chico Picadinho, Franco, Mao Tse Tung etc?

            Enfim, o que somos, por que somos ou mesmo se nos tornamos em algo outro é um mistério do qual só temos alguns indícios, ainda, pobremente investigados pelas ciências afins.

            Abs

            Orlando

          • Ronaldo Alves

            “Antonio e Hanna Damásio me fazem lembrar de um cara chamado Lombroso”
            Tanto quanto a física clássica do século XIX faz lembrar a física moderna que veio depois com a criação da Teoria da Relatividade e da Mecânica Quântica no ínício do século XX. Cada coisa que a gente lê….

            “na verdade, a teoria de Lombroso – descobrir criminosos pelo tamanho do cérebro – foi um efeito colateral direto da teoria da evolução de Darwin.”
            FALSO. Lombroso desenvolveu a teoria de que o criminoso é vítima principalmente de influências atávicas, isso é, uma regressão hereditária a estágios mais primitivos da evolução, justificando sua tese com base nos estudos científicos de Charles Darwin. Aliás, a teoria de Darwin lembra um imenso guarda-sol de praia, capaz de abrigar todo tipo de maluquice: eugenia, darwinismo social, racismo, até nazismo segundo alguns. Mas a Teoria da Evolução não é moral, nem imoral, é amoral. Ela é descritiva. Descreve fatos da realidade, da natureza. O que as pessoas fazem com esses dados é o que pode ser considerado moral ou imoral, mas a culpa não é da Teoria da Evolução, assim como a Teoria da Relatividade não é culpada pela bomba atômica ou o cristianismo não é culpado pela Inquisição. Algumas idéias imorais, colocadas na conta do darwinismo, são fruto de distorções e idéias incompreendidas do que é realmente a Teoria da Evolução. Até porque a evolução e a seleção natural privilegiam comportamentos sociais benéficos, cooperação e até altruísmo como sendo mais aptos para a sobrevivência da espécie.

            “Por meio de análises de formas anormais ou dimensões do crânio e mandíbulas, assimetrias da face, tamanho do cérebro etc., seria possível determinar tendências criminosas. Deu no que deu…, ou seja, caiu no ridículo…”
            FALSO. A obra de Lombroso teve direta influência da Frenologia, estudo realizado por Francisco José Gall no século XIX, o qual pretendia ser capaz de determinar o caráter, características da personalidade, e grau de criminalidade pela forma da cabeça (lendo “caroços ou protuberâncias”) e não tamanho do cérebro. Apesar da falta de credibilidade dada a tal teoria, Lombroso a adotou no desenvolvimento de sua obra. O autor restringiu sua pesquisa à caracterização e dedução de tendências criminosas conforme a figura do delinquente, focando a análise empírica de diferentes fatores: composição física (como fisionomia, sensibilidade, agilidade, sexualidade, peso e idade), anomalias cranianas, composição biológica (como hereditariedade, reação etílica) e psicológica (como senso moral, inteligência, vaidade, preguiça e astúcia). Portanto indo muito além de descobrir criminosos pelas dimensões do crânio e mandíbulas, assimetrias da face, tamanho do cérebro etc. Se vc está insinuando que as pesquisa de Damásio tem chance semelhante de cair no ridículo sugiro conhecer melhor de quem estamos falando:
            Antonio Rosa Damásio é um médico neurologista e neurocientista português que trabalha no estudo do cérebro e das emoções humanas. É professor de neurociência na Universidade do Sul da Califórnia. Além de ter escrito o grande livro “O Erro de Descartes” que mudou a ideia das pessoas verem a junção “da razão e emoção” na qual por seus estudos ele “aposta” que o sistema límbico (parte do cérebro que controla as emoções e ações básicas) e o neocórtex (parte da razão) estão relacionadas pois trabalham sempre em conjunto. Sua maior frase do famoso livro é “toda e qualquer expressão racional está baseada em emoções”.
            Publicou o seu primeiro livro: O Erro de Descartes, Emoção, Razão e o Cérebro Humano assim como O Sentimento de Si (2001), eleito um dos dez livros do ano pelo The New York Times. Também escreveu “Ao encontro de Espinosa”. Recebeu, entre muitos outros prémios, o Prémio Pessoa e o Prémio Príncipe das Astúrias de Investigação Científica e Técnica em junho de 2005. Em 2010 editou o seu mais recente livro “O Livro da Consciência”
            Estudioso de neurobiologia do comportamento humano e investigador das áreas cerebrais responsáveis pela tomada de decisões e conduta. Observou o comportamento em centenas de doentes com lesões no córtex pré-frontal, permitindo concluir que, embora a capacidade intelectual se mantivesse intacta, esses doentes apresentavam mudanças constantes do comportamento social e incapacidade de estabelecer e respeitar regras sociais.
            Os seus estudos debruçam-se sobre a área designada por ciência cognitiva, e têm sido decisivos para o conhecimento das bases cerebrais da linguagem e da memória.
            Tem uma escola secundária com o seu nome em Lisboa.
            Prémios e distinções
            Prémio Honda (2010), atribuído pela Fundação Honda, no valor de oitenta mil euros, aproximadamente.
            Prémio Richard Wollheim, Londres; 2005
            Prémio Príncipe das Astúrias de Investigação Científica e Técnica; 2004
            Prémio Signoret para as Neurociências Cognitivas (em conjunto com Hanna Damásio); 2003
            Doutoramento Honoris causa pela Universidade de Aveiro (2003)
            Prémio Nonino; 2002, nomeado “Pesquisador altamente citado” em Neurociência pelo Instituto para a Informação Científica; 2000
            Prémio Reenpää, Finlândia; 1997
            Prémio Neuroplasticidade, Fundação Ipsen; 1995
            Golden Brain Award (Berkeley); 1995
            Prémio Grawemeyer 2014 na área da Psicologia.
            Damásio ainda parece lembrar Lombroso? Tem mais chance de cair no ridículo seus comentários tendenciosos e analfabetismo científico do que a pesquisa de Damásio.

            “Simples: e aquelas pessoas que não apresentem nenhuma anomalia cerebral, genética, ou física, que possam identificá-las como perigosas ou nocivas à sociedade? Quais seriam as justificativas para mudanças de personalidade e/ou seus atos criminosos ou cruéis? Suzane Louise von Richthofen, Hittler, Chico Picadinho, Franco, Mao Tse Tung etc?”
            Falácia do Red Herring ou falácia do tema irrelevante. É uma falácia em que um tema irrelevante é apresentada a fim de desviar a atenção da questão original. A idéia básica é a de “ganhar” um argumento, conduzindo a atenção longe do argumento principal e para outro tópico. Este tipo de “raciocínio” tem a seguinte forma:
            Um tema está em discussão.
            B tópico é introduzido sob o pretexto de ser relevante para o tópico A (quando B tópico não é realmente relevante para o tópico A).
            Um tópico é abandonado.
            Este tipo de “raciocínio” é falacioso porque simplesmente trocando o tema de discussão dificilmente conta como um argumento contra uma reclamação.
            Nesse caso o tópico em discussão é:
            Alteração de personalidade devido a uma lesão frontal no cérebro, uma forte evidência para a chamada Teoria da Dependência Cerebral”, segundo a a qual a existência de mentes é dependente da de cérebros, isto é, sem cérebros, mentes não podem existir.
            E não:
            Causas da criminalidade.
            Recomendo que leia os artigos que indiquei:
            1) Almas Atormentadas, Cérebros Doentes
            http://www.cerebromente.org.br/n07/doencas/disease.htm
            2) A dependência mente-cérebro como um duplo pilar para o ateísmo
            https://rebeldiametafisica.wordpress.com/2011/09/03/a-dependencia-mente-cerebro-como-um-duplo-pilar-para-o-ateismo/
            3) O Caso Contra a Imortalidade
            http://ateus.net/artigos/critica/o-caso-contra-a-imortalidade/
            4) Giuliano Thomazini Casagrande – Corpo astral, ou o problema da vida após a morte
            http://www.materialismo.net/2012/03/giuliano-thomazini-casagrande-corpo.html

            Basta, encheu os pacová. Cansei desse debate, que não está levando a lugar algum. Vou voltar às pesquisas que deixei de lado sobre o Paradoxo de Fermi, Instituto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence – Procura por Inteligência Extraterrestre) e METI International (Messaging Extraterrestrial Intelligence – Contatando Inteligência Extraterrestre). Muito mais interessantes e relevantes que esse seu blablabla inútil. Você está discutindo questões secundárias e ainda por cima sem suporte científico. Mas o conteúdo de meus comentários, os argumentos centrais e as principais ideias defendidas neles não estão sendo discutidas. Ao invés de contra-argumentar, vc desvia o foco com perguntas sem sentido.

            Tchau e Obrigado Pelos Peixes
            https://www.youtube.com/watch?v=2kmKt9J0NZ4

          • AntonioOrlando

            Ronaldo Alves

            Antes de eu parar com meus comentários em seu post, carece alguns esclarecimentos. Lombroso foi, sim, um expoente da visão determinista, racista e reducionista, do ser humano, que teve origem no final do seculo XIX e início do século. Creio eu, a revelia de Darwin. No entanto, influenciado pelo pensamento deste. Essa praga teve ecos até no Brasil: Nina Rodrigues e Monteiro (com seu apreço por linchamentos de negros nos EUA) são destaques na luta, financiada pelo governo brasileiro, por meio da vinda de imigrantes europeus e brancos, para “purificar”, ou embranquecer, a “raça” brasileira.

            A versão atual, de Lombroso e amigos, está representada por Dawkins e correligionários, em especial Steven Pinker e David Eagleman (Incógnito) que defendem intervenções genéticas (Lobotomia??) no cérebro de possíveis criminosos, como eventual substituição/prevenção a prisão ou punições.

            Querer negar o viés conservador, racista e eugenista de Lombroso é, no mínimo, ignorância.

            Prezado, sua atitude é tipica de um neo ateu: agarra-se à ciência como muleta para seus argumentos e, não raro, acredita que, num futuro hipotético, teremos todas as respostas. Ademais, outra atitude de um neo ateu é o proselitismo ateu. Ou a massiva campanha via livros, filmes, “ciência”, palestras, rede/internet e afins (na Inglaterra já há ate igrejas ateias) no sentido de arregimentar, ou converter, cada vez mais iniciados. Sobretudo, o neo ateu dá de ombros para o por quê das coisas existirem. Minha analogia preferida para isso é a estória de ateus e religiosos em um ônibus: os ateus, dentro do ônibus, se preocupam com a engrenagem mecânica do ônibus (motor/potência/modelo ou como foi construído). Por outro lado, dentro do ônibus, os religiosos se preocupam com a origem, de onde veio o ônibus, pra onde vai e, sobretudo, quem está dirigindo…

            Abs

            Orlando

          • Ronaldo Alves

            Refutar meu argumento que é bom, nada. Apresente alguma evidência de que a “Teoria da Dependência Cerebral” é falsa ao invés de desviar o foco para questões secundárias. E interpretar um texto atribuindo-lhe suas próprias ideias é muito feio! Aponte algum trecho de meus comentários onde nego “o viés conservador, racista e eugenista de Lombroso” como vc afirma, me chamando de ignorante. Fundamentalista é tudo igual. A religião pode variar mas a desonestidade intelectual é a mesma. Na falta de argumento apela ou para o Ad Hominem ou para o Red Herring . Ou para ambos ao mesmo tempo.

            Mas esperar o que de um analfabeto científico que confunde intervenção genética com lobotomia? Aliás, apresente a fonte de sua afirmação sobre Dawkins, Steven Pinker e David Eagleman.

            Durante milhares de anos a religião arregimenta e converte pessoas mas quando ateus fazem a mesma coisa religiosos ficam de Mimimi. Medo de perder o monopólio para a concorrência? Pelo menos ateus não convencem ninguém na base do porrete feito a Inquisição de triste memória e o Estado islâmico na atualidade.

            A ciência, “muleta” usada pelos ateus para justificar seus argumentos, segundo sua afirmação, tem a vantagem de apresentar evidências para suas alegações. E por conhecerem o padrão científico, ateus não acreditam em respostas definitivas. Isso chama-se honestidade intelectual.
            Em compensação, religiosos acreditam que revelações divinas e livros sagrados (mesmo sem evidências para isto) contém a resposta para “A Vida, o Universo e Tudo Mais.” Isso chama-se delírio megalomaníaco.
            (A propósito a verdadeira resposta para “A Vida, o Universo e Tudo Mais” é 42.)

            Bonitinha sua história do ônibus. Mas eu prefiro outra. Ela se chama ” O Motorista Redundante”. É assim:
            Por causa das enxurradas um barraco desliza morro abaixo. Dentro dele, adormecido em sua cama, um sujeito sonha que está num ônibus viajando não sabe de onde nem para onde. Quando resolve perguntar para o motorista de onde veio e para onde vai, descobre que não tem ninguém dirigindo o ônibus! Não entendeu? O Krauss explica:
            “Se existisse um Deus, ele certamente teria deixado de se preocupar com os desígnios do cosmos logo depois de criá-lo, há 13,7 bilhões de anos, pois tudo o que aconteceu desde então pode ser explicado pela ciência. Não, Deus talvez não seja irrelevante. Ele é redundante.”

            Quem é Krauss? O cara que tem a mesma opinião que eu sobre esse negócio de sentido da vida:
            “A vida não precisa ter nenhum sentido, a não ser aquele que damos a ela. Por que ficarmos deprimidos? Para mim, essa é uma imagem revigorante. Justamente porque a vida é efêmera, todos nós deveríamos tirar o máximo proveito do breve momento em que a desfrutamos sob o sol. Deveríamos aproveitar ao máximo o fato de evoluirmos com uma consciência que nos possibilita apreciar a beleza do cosmos, ao mesmo tempo que buscamos melhorar a vida na Terra. Prefiro viver num universo onde a vida é breve e preciosa a outro onde o sentido da vida nos é ditado por um Saddam Hussein dos céus!”
            Lawrence Krauss, cosmologista americano

            E chega, não é cidadão? De agora em diante, please….

            http://geradormemes.com/media/created/sqhck8.jpg

          • AntonioOrlando

            Ronaldo Alves

            Ao me chamar de “analfabeto cientifico”, o que sou, grosso modo, você só corrobora aquilo que eu disse sobre o uso da ciência como muleta… para o neo ateu. No entanto, meus rudimentos de saber cientifico são suficientes para refutar seu fundamentalismo cientifico. Pois, não há nada em suas alegações que, com efeito, podemos considerar como conclusivas. Ou seja, a ciência, não raro, é sempre o corte interpretativo, possível, do aqui e agora – como bem já disse o cientista brasileiro Marcelo Gleiser. Nesse sentido, podemos dizer que a ciência, eventualmente, é tão especulativa quanto qualquer outra atividade.

            Ao ler a Folha de São Paulo, hoje de manhã, deparei-me com um artigo de Vladimir Pinheiro Safatle, filósofo e professor livre-docente da Universidade de São Paulo. Safatle comenta, e critica, um comentário do neurocientista Ivan Isquierdo: “É coisa de quando não tínhamos condição de fazer testes, ver o que acontecia no cérebro. Hoje a pessoa vai me falar de inconsciente? Onde fica?” -, e, Safatle, contesta “Afirmar que o inconsciente é uma hipótese vazia significa mudar a maneira com que, nós seres humanos, entendemos nossas ações”. Na real, à semelhança de Isquierdo, os neo ateus querem nos convencer de que não somos quem somos ou, segundo Dawkins, seríamos apenas hospedeiros para a sobrevivência de bactérias. Enfim, a ciência, maravilhosa criação da mente e criatividade humanas, é apenas um aspecto do todo e, em absoluto, tem (ou terá) todas as respostas.

            Prezado continuo com a minha analogia do ônibus…

            Leio os livros do Steven PInker, Daniel Dennet, Sam Harris, Dawkins e David Eagleman… se você os lesse não me faria essa pergunta. Sobretudo, saberia o horror que eles tem, via de regra, por filosofia (não é mais necessária…) e por tudo que não seja derivado da ciência.

            Abs

            Orlando

          • Ronaldo Alves

            Desprezado
            Parafraseando um grande cientista: Ciência é sexo, filosofia é masturbação.

            Busca por alegações conclusivas é conversa pra manter o departamento de filosofia aberto nas universidades. Já pensou se esse pessoal perde o emprego? Não sabem nem fritar ovos!
            As provas cientÍficas não são como as provas lógicas, não precisam estabelecer as suas conclusões para lá de qualquer dúvida. Basta que as suas conclusões estejam para lá de qualquer dúvida razoável, sendo justificação suficiente para lhes dar valor.
            O flogisto, o éter e o planeta Vulcão são entidades teóricas postuladas para explicar certos fenômenos: justificar a propagação da luz através do espaço, e Vulcão para acertar as perturbações da órbita de Mercúrio. A Ciência, desde então, mostrou que os respectivos fenômenos podem ser explicados sem invocar estes conceitos. Ao demonstrar a sua inutilidade, ficou provada a sua inexistência.
            Deus é uma entidade teórica postulada pelos teístas para explicar diversos fenômenos, como a origem e o desenho do Universo ou a origem da vida. A Ciência moderna prossegue o seu caminho para explicar todos estes fenómenos sem a ajuda de Deus. Como Laplace disse ao Czar da Rússia: “não preciso dessa hipótese”. Ao provar que Deus não é necessário para explicar nada, a Ciência mostra que há tanta razão para acreditar em Deus, como para acreditar no flogisto, no éter ou em Vulcão.

            Corte interpretativo é meuzovo! Os fisicos reconhecem que mesmo a mais elegante das teorias elaborada em termos matemáticos deve em última instância ser testada e validada por observações empíricas. Eles projetam, a um custo assombroso, experimentos como o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) com o objetivo de descobrir os segredos do universo. Filósofos, contudo, parecem estar livres de tais constrangimentos; eles simplesmente encadeiam palavras em algum idioma para atingir o mesmo objetivo. Especificamente, precisamos de observações e mensurações. Esta é a diferença entre a filosofia e a ciência — a diferença entre especulação e conhecimento genuíno.

            Vc é displicente, débil mental ou só se finge de besta? Quem disse que a ciência pretende ter todas as respostas? Em meu post anterior já tinha respondido essa sua asneira: “E por conhecerem o padrão científico, ateus não acreditam em respostas definitivas.”

            “Steven PInker, Daniel Dennet, Sam Harris, Dawkins e David Eagleman aqui e ali, sugerirem que há “raças” ou graduações de “qualidade” entre seres humanos ou necessidade de intervenções genéticas em possíveis “criminosos” Aqui e ali? Sugerem? Disseram ou não disseram. Não me interessa o que vc interpretou. Por isso preciso da fonte e página destas supostas alegações. Foi revista, livro, artigo em jornal, o quê? De quando? É recente? Menos imprecisão e subjetividade.
            Por isso vc acha que ciência é construção social. Confunde seu modo “filosófico” de ser com o fazer científico. Por isso bosteja tanto.

            Mas vamos ao que interessa:
            Correndo o risco de me repetir:”Refutar meu argumento que é bom, nada. Apresente alguma evidência de que a “Teoria da Dependência Cerebral” é falsa ao invés de desviar o foco para questões secundárias.”

            E chega de asneira. Arranje uma namorada ou namorado sei lá, um cachorro e vá passear no parque. Levante a bunda dessa cadeira, saia da frente desse computador e desfrute de uma coisa chamada Vida. Descubra que é muito melhor experimentá-la do que perder tempo especulando a respeito. Pense menos e viva mais. Já que vc gosta tanto de filosofar, siga os conselhos de Nietzsche. E o mais importante: ME ESQUEÇA!

          • Ronaldo Alves

            Desprezado
            Parafraseando um grande cientista: Ciência é sexo, filosofia é masturbação.
            Então foda-se seu blablabla inútil. Olha o que eu penso de sua filosofia, religião e outros atrasos da humanidade:
            https://www.youtube.com/watch?v=uvSKpSff-Bs

          • AntonioOrlando

            Ronaldo Alves

            Prezado, vamos colocar assim: ciência é como usar uma viseira e focar, não raro em laboratório, em uma bactéria ou afins. Por outro lado, ao ter o ser humano como foco de atenção, e “pesquisa”-lo, o filósofo tem uma imersão de 360 graus no seu objeto de interesse, ele mesmo um ser humano, com efeito. Vamos colocar assim, parafraseando você, ciência é coitus interruptus e filosofia tem desde as preliminares até a próxima pergunta ou por quê.

            Na verdade, ciência e filosofia não são, e, sobretudo, jamais deveriam ser incompatíveis, pois, são desde sempre conciliares e complementares. Só na cabeça de fundamentalistas científicos neo ateus (Dawkins, Pinker, amigos e simpatizantes) uma coisa dessa pode ocorrer.

            Prezado, permita-me chamá-lo assim, enquanto a União Soviética e China no século XX, duas sociedades seculares e ateias, estacaram na ciência, literatura, cinema, artes plásticas e afins, nos EUA, cristão, chegou-se à lua… e a ciência,poucas vezes, conheceu tamanho avanço e incentivo. Ademais, em nome de um Estado ateu e comunista, matou-se mais gente do que na Segunda Guerra Mundial. Arrogância e agressividade gratuita, eu, até entendo…, no entanto, ignorar fatos tão primários é lamentável.

            Quanto ao comediante/humorista, se ainda fosse engraçado…

            Orlando

          • Ronaldo Alves

            Caro Abestado (permita-me elogiá-lo)
            Ciência é uma atividade que exige altos investimentos. E não dá para negar que em matéria de produzir riqueza, o capitalismo é muito superior ao socialismo. Mesmo assim, não se esqueça que:
            O 1º O satélite artificial lançado foi soviético, o Sputnik 1, em 4 de outubro de 1957.

            O primeiro ser vivo no espaço não foi um homem, mas a cadela russa Laika, originalmente chamada Kudriavka. Ela subiu ao espaço em 3 de novembro de 1957 a bordo da nave espacial Sputnik 2 e infelizmente acabou morrendo poucas horas após o início da viagem devido ao stress e sobreaquecimento.

            O primeiro homem no espaço foi o russo Yuri Gagarin (1934-1968), em um voo orbital de 1 hora e 48 minutos, a bordo da nave Vostok 1. O voo de Gagarin ocorreu em 12 de abril de 1961. Neste voo ele disse as famosas frases: “A Terra é azul”, e “Olhei para todos os lados, mas não vi Deus”.

            O lançamento da Sputnik e a colocação do primeiro homem no espaço devem-se, em grande parte, ao talento do engenheiro soviético Sergei Korolev, o engenheiro-chefe do programa espacial soviético, que conseguiu convencer Nikita Khrushchov, na época o líder da URSS, a investir no programa espacial. Foi ele quem primeiro teve a idéia de levar (realmente) homens à Lua.

            A China como a economia que mais cresce no mundo desde 1980, parece estar recuperando rapidamente o tempo perdido:

            “China finaliza o maior radiotelescópio do mundo”
            Com 500 metros de diâmetro, Fast se prepara para fase de testes e para tomar o lugar do observatório de Arecibo, em Porto Rico.
            http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2016/07/china-finaliza-o-maior-radiotelescopio-do-mundo.html

            “China passa EUA e vira o país com mais supercomputadores do mundo”
            http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/06/china-passa-eua-e-vira-o-pais-com-mais-supercomputadores-do-mundo.html

            “China construiu o supercomputador mais potente do mundo, utilizando em sua totalidade processadores de fabricação local.É a primeira vez que a China ocupa o topo do ranking Top500 dos supercomputadores com maior rendimento no mundo sem fazer uso de tecnologia americana.”
            http://www.jornalnh.com.br/_conteudo/2016/06/vida/tecnologia/351939-china-construiu-o-maior-supercomputador-do-mundo.html

            Portanto os EUA chegaram à Lua não por ser um país cristão, mas apesar disso. O motivo real foi a economia estúpido! Se cristianismo tivesse a ver com avanço científico, o Vaticano teria o maior número de prêmios Nobel do mundo. E a verdade é o oposto. Segundo Richard Carrier, historiador da ciência, que tem mais títulos do que se pode detalhar, coloca isso de forma precisa:
            “Entretanto, em tudo isso a afirmação que não se sustenta é que o cristianismo encorajou a ciência. Se esse tivesse sido o caso, então não teríamos quase mil anos (de aproximadamente 300 a 1250 AD) com absolutamente zero avanços significativos na ciência (exceto alguns poucos e as contribuições minoritárias de hindus e muçulmanos), em contraste com os mil anos anteriores (de aproximadamente 400 AC a 300 AD), que testemunharam incríveis avanços nas ciências em continuada sucessão a cada século, culminando em teóricos cujas ideias se aproximaram tentadoramente da revolução cientifica no 2o século AD (especificamente, mas não exclusivamente, Galeno e Ptolomeu). Você não pode propor uma causa que falhou em produzir um efeito, a despeito de estar constantemente presente por mil anos, especificamente quando, na sua ausência, a ciência fez muito mais progresso. A ciência retomou em 1200 precisamente onde os antigos [gregos e romanos] deixaram ela, redescobrindo seus achados, métodos e valores epistêmicos, e continuando o processo que eles haviam iniciado.”

            Claro, mesmo se fosse verdade que a ciência moderna tem sua origem no cristianismo, nada disso advoga em favor de qualquer doutrina religiosa. Pode ser muito bem verdade que a química moderna tem origem na alquimia. Mesmo assim, alquimia continua errada.
            Sugiro a leitura do post de Carrier sobre o assunto: “Science and Medieval Christianity”
            http://richardcarrier.blogspot.com.br/2006/11/science-and-medieval-christianity.html

            (Fonte: “O cristianismo ajudou a fundar a ciência moderna?” em
            http://scienceblogs.com.br/haeck/2013/11/o-cristianismo-ajudou-a-fundar-a-ciencia-moderna/)

            Não existe relação direta entre secularismo e desenvolvimento científico. Principalmente quando valores políticos ideológicos interferem como foi o caso do URSS na década de 1930, que acusava a biologia mendeliana de possuir “características idealistas burguesas” e condenava os cientistas que a seguiam. Não conhece o caso Lysenko? O mesmo ocorreu na Alemanha nazista que condenou a física judaica de Einstein em favor de uma física ariana.

            Arrogância é achar que a sua é a única religião verdadeira capaz de salvar alguém de um crime que vcs mesmos inventaram. Agressividade gratuita é a intolerância com outras crenças, é negação de direitos civis à homosssexuais, é interferência no currículo de escolas públicas tentando forçá-las a engolir mitologia como se fosse ciência.

            E sobre ignorar fatos primários, reveja seus conceitos:
            Comunismo é uma religião
            https://www.youtube.com/watch?v=-LYPDCcb4Ro

            Ateísmo E O Grande Terror Na Rússia Stalinista
            https://rebeldiametafisica.wordpress.com/2012/08/22/ateismo-e-o-grande-terror-na-russia-stalinista/

            O Holocausto Judeu: O Mais Trágico Capítulo da História do Cristianismo
            https://rebeldiametafisica.wordpress.com/2012/05/06/o-holocausto-judeu-o-mais-tragico-capitulo-da-historia-do-cristianismo/

            E se vc não achou graça do comediante é porque a verdade dói.

            Um recadinho pra finalizar:
            Defender o Cristianismo Faz Pessoas Brilhantes Parecerem Estúpidas
            https://rebeldiametafisica.wordpress.com/2012/09/02/defender-o-cristianismo-faz-pessoas-brilhantes-parecerem-estupidas/

          • AntonioOrlando

            Ronaldo Alves

            Prezado, com o devido respeito, comparar o desenvolvimento cientifico, cultural, artístico, musical, literário, cinema etc., da atual Rússia, fruto da antiga União Soviética, ou da China pós Mao, com italianos, franceses, ingleses, japoneses e mesmos alemães e, sobretudo, com americanos é coisa próxima da acefalia. E isso tem (muito) pouco a ver com o capitalismo, pois, a antiga União Soviética tinha um regime comunista mas uma economia capitalista que, sobretudo, se mantinha com a exploração, em todos os níveis, dos países (Ucrânia, Checoslováquia, Albânia) que forneciam recursos e mão de obra barata.

            Enquanto países, cristãos, como os EUA, aceitavam pessoas e imigrantes do mundo todo, Rússia e China se fechavam. O multiculturalismo americano contribuiu para a pluralidade de leituras que a sociedade americana tem em todos os níveis. Enquanto isso a antiga União Soviética/Rússia, hipocritamente, se apregoava superior ao capitalismo. Nos EUA cristão, por outro lado, feridas eram abertas e se lidava com seu racismo e segregação étnica o que culminou na possibilidade de um presidente negro, Obama. Por outro lado, na Rússia, comunista/ateia, após a queda do antigo regime, descobre-se que negros (estrangeiros, grosso modo) são odiados e, não raro, ofendidos e agredidos

            Enfim, o mundo muito de onde conseguiu chegar em termos de ciência ao politeísmo do antigo Egito.

            “A herança deixada pelos faraós à humanidade vai muito além de pirâmides e sarcófagos dourados. Eles também nos legaram invenções sofisticadas e costumes curiosos que atravessaram os séculos e continuam vivos. Conheça todas as contribuições do povo do Nilo e descubra por que eles foram tão criativos, avançados e misteriosos

            Na sala, pai e filho estão entretidos com jogos de tabuleiro e bebem cerveja em um final de tarde de domingo. A perna engessada de um deles não permitiu que fossem a uma cervejaria. No quintal, as crianças se divertem brincando de amarelinha e entre os cães de estimação que correm derredor. Em um dos quartos, duas adolescentes experimentam novos cosméticos e cremes hidratantes, enquanto conversam sobre métodos contraceptivos e o teste de gravidez que a mais velha fará no dia seguinte. No quarto principal, uma mulher divide seus pensamentos entre a contabilidade de sua padaria e o divórcio prestes a se concretizar. Para amenizar a dor de cabeça, ela toma um remédio à base de ácido acetilsalicílico, o princípio ativo da aspirina.

            Se alguém perguntasse onde e quando essa cena aconteceu, a resposta poderia muito bem ser o Brasil ou os Estados Unidos há muito pouco tempo. Mas, por mais incrível que possa parecer, se alguém respondesse que a situação deu-se no Egito no tempo dos faraós, estaria absolutamente certo. A chance de momentos como esses terem ocorrido durante o reinado de Tutancâmon ou Ramsés é praticamente tão grande quando no Ocidente do século XX.”

            http://super.abril.com.br/ciencia/a-fantastica-ciencia-do-antigo-egito

            Prezado seus argumentos são toscos, viciados e datados. Acho que você tem lido muito o Dawkins….

            Abs

            Orlando

          • Ronaldo Alves

            Não adianta continuar essa conversa se vc distorce tudo que escrevo para combinar com suas crenças. Ou então faz perguntas tão ridículas que nem merecem resposta e depois diz que não respondi. Como esta: “transtornos ocorrem à revelia da excelência do cérebro. Já perguntei a você, e você não respondeu: Qual a anomalia cerebral de um Hittler? Ou Mao?”
            Por caso o cérebro de Hitler ou de Mao esteve disponível para exames? Vc pode dizer que não exibiriam alguma patologia? E tem mais. Dizer que “cérebros lesionados produzem alterações negativas de personalidade” não é mesma coisa que dizer “alterações negativas de personalidade são produzidas por lesões cerebrais.” Um cérebro normal não implica em pessoas éticamente corretas, mas um cérebro com lesões específicas produzem psicopatas. Vc que confundiu as coisas. Lógica não é o forte de religiosos fundamentalistas. Claro que a violência possui diversas causas sendo uma delas a influência social, como estudos sobre conformidade e obediência a autoridade já demonstraram. Eu conheço o chamado “experimento da prisão de Stanford”. Mas isso não invalida a TDC como seu raciocínio ilógico acredita. Falando em raciocínio ilógico sua comparação fígado/cirrose com cérebro/livre-arbítrio é hilária. Hahahahaha…Seu cérebro não escolhe sua dieta assim como o cérebro não escolhe o que vc decide? Tem certeza que é vc que escolhe o que decide? Vc pode controlar suas emoções e como elas o afetam?
            Atualize-se:
            O Cérebro Inconsciente – Episódio 1
            https://www.youtube.com/watch?v=cthix070SA8&feature=youtu.be
            O Cérebro Inconsciente – Episódio 2
            https://www.youtube.com/watch?v=znDgWDVsfK0
            5 Erros teístas sobre o Livre Arbítrio
            http://religiaoeateismo.blogspot.com.br/2015/05/5-erros-teistas-sobre-o-livre-arbitrio.html
            Um Caso Contra O Livre-Arbítrio
            https://rebeldiametafisica.wordpress.com/naturalismo/o-livre-arbitrio/
            Procure assistir também “O “você” secreto””, documentário BBC de 2013
            Quer radicalizar? Assista:
            Dan Dennett: Em nossa consciência – 1
            https://www.youtube.com/watch?v=FxvuT00bxvI
            Dan Dennett: Em nossa consciência – 2
            https://www.youtube.com/watch?v=YIaWJ1sA4iM
            Dan Dennett: Em nossa consciência – 3
            https://www.youtube.com/watch?v=ePbLj30-bns
            Leia:
            Penso, logo não existo
            http://www.humaniversidade.com.br/boletins/voce_e_uma_ilusao_penso_logo_nao_existo.htm
            Por que, para os budistas, você não existe
            http://mude.nu/dissolucao-da-nocao-de-ego/

            Vc insiste em dizer que “É impossível, manda o bem senso pelo menos, provar que Deus não existe… A ciência não tem esse poder!!” apesar de eu ter explicado porque dizer “Deus não existe” pode ser uma afirmação científica legítima. Repito: Quando um cientista diz que “Deus não existe”, eles querem dizer algo semelhante a quando dizem “éter não existe”, “não existem poderes psíquicos”, ou “a vida não existe na lua.”
            São declarações simples para uma declaração mais elaborada e técnica: “essa suposta entidade não tem lugar em qualquer equações científicas, não desempenha nenhum papel em quaisquer explicações científicas, não pode ser usada para prever eventos, não descreve qualquer coisa ou força que ainda não foi detectado, e não existem modelos do universo em que a sua presença é necessária, produtiva ou útil “.
            O que é óbvio sobre esta declaração tecnicamente precisa é que ela não é absoluta. Ela não nega para sempre qualquer possibilidade de existência da entidade ou força em questão; em vez disso, é uma declaração provisória que nega a existência de qualquer relevância ou realidade para a entidade ou força com base no que sabemos atualmente. Mas vc insiste em dizer que isso demonstra que a ciência não pode “provar” que Deus não existe. Dai faz um samba do crioulo doido misturando Dawkins, agnosticismo, fé, neo-ateus, CSI, e por que isso?, porque aquilo? Tenha paciência.

            Para piorar manda um Tu Quoque (Você Também): “Como posso aceitar o argumento de que fumar faz mal à saúde, se é dito por um médico que fuma tanto quanto eu?”
            Usa os erros cometidos pelos regimes comunistas e seculares da China e antiga União Soviética para desconsiderar o argumento apresentado de que a religião promove violência. E ao invés de comparar com o números de mortes da Segunda Guerra Mundial, vc deveria comparar com as mortes promovidas em nome do cristianismo durante as Cruazadas e a Inquisição. Se ateus como Stalin e Mao promoveram genocídios, homens de origem católica como Hitler, Mussolini, Franco e Salazar, tb promoveram genocídios impressionantes. E não importa quem matou mais ou menos. O que vale é a ética da não violência. E nesse caso o Cristianismo não é moralmente superior. Exemplo claro é o antijudaísmo cristão do fundador do Cristianismo Protestante, Martinho Lutero, explicitado no plano de sete pontos, presente em seu tratado “Dos judeus e suas mentiras” publicado em 1543. Saiba mais aqui:
            http://exegeseoriginal.blogspot.com.br/2011/06/lutero-e-o-anti-semitismo.html
            E o que vc quer? Uma Teocracia Cristã? Não obrigado. Já tivemos uma época em que a religião mandou no mundo. Chama-se Idade das Trevas. Espiritualidade sim. Religião não.

            Vc que gosta tanto de filosofia conhece essa frase de Platão: “Dizer que foi Deus não é explicar, é apenas uma desculpa por não ter uma explicação.”? O mesmo vale quando vc acha que “explica” a consciência humana apelando para entidades metafísicas e psicologismos baratos como livre-arbítrio, ser humano como singularidade, e outras abstrações.
            1. Explicações sobrenaturais assumem a existência de entidades sobrenaturais (fantasmas, poltergeist, anjos, deuses, relações não triviais como na astrologia) que violam leis naturais e portanto não se encaixam nas teorias científicas vigentes mais do que testadas e aprovadas;
            2. Explicações sobrenaturais não explicam os fenómenos de forma conveniente, produzindo mais perguntas que respostas.
            3. Explicações sobrenaturais não possibilitam que se faça novas predições com sucesso.
            Como eu posso testar se uma afirmação sobrenatural é verdadeira? Não posso. Ela não é passível de refutação. O universo teórico de explicações sobrenaturais restringem-se às explicações de seus idealizadores. A proposição “Deus age assim porque é de seu interesse agir assim” é uma proposição não falseável na medida em que um religioso pode inventar múltiplos interesses que farão com que esses interesses sejam sempre a causa da ação de Deus. Se não existem racionais, vc pode dizer que há um interesse afetivo ou moral, etc. Já a proposição “a aceleração de um objeto que cai é sempre constante” pode se revelar falsa através de uma experiência que permita fazer uma predição “Se….Então….”
            4. Em compensação adotando a metodologia naturalista usada pela ciência, tivemos enormes avanços na indústria, medicina, agricultura, tecnologia, e muitos outros campos. Se ainda adotássemos o sobrenatural como método científico, provavelmente ainda estaríamos queimando bruxas para espantar a seca e passando sangue de pombo nas paredes para afastar maus espíritos. E, além disso, disputas sobre explicações sobrenaturais tendem a acabar em violência. Cientistas podem resolver suas diferenças apresentando evidências. Porém qualquer um pode dar uma explicação sobrenatural sobre qualquer coisa, e se a vontade de estar certo for muito grande de ambos os lados, eles tendem a matar uns aos outros.

            Vc diz insinua a que a religião promove melhor o desenvolvimento científico de um país e cita o atraso de países secularistas/ateístas como a China e a Coréia do Norte em comparação com os EUA cristão, primeiro a chegar à Lua. Eu refuto afirmando que desenvolvimento científico tem a ver com economia e justifico apresentando links de artigos sobre recentes conquistas chinesas, mostrando que a URSS foi pioneira várias vezes na corrida espacial, que comunismo tem mais a ver com religião do que com ateísmo e o que vc responde? Faz afirmações falsas como dizer que
            existe superioridade no desenvolvimento cientifico, cultural, artístico, musical, literário, cinema etc., de sociedades teístas como italianas, francesas, inglesas, japonesas (O Japão é teísta? Cristão? Tem certeza?) e mesmos alemães e, sobretudo, com americanos em relação à Rússia, fruto da antiga União Soviética, ou da China pós Mao. Quero saber que critérios vc usa para medir superioridade cultural além de seu preconceito. Depois faz um milk shake de bobagens misturando capitalismo, mão de obra barata/trabalho escravo (Vc já pesquisou sobre como empresas capitalistas tratam seus funcionários na China, Tailândia, Costa Rica?), imigração fechada na Rússia e China (mais ou menos como acontece na Europa cristã hoje? E que tal o muro que separa México e EUA?), racismo na Rússia, progresso científico da humanidade e Antigo Egito (???), e ainda diz que MEUS argumentos são toscos, viciados e datados? Eu elogiei comunismo ou Rússia alguma vez ou foi vc com sua visão cristã conservadora que presumiu isso?
            Chega. Não precisa responder. Vc sabe quais minhas crenças e as razões que as fazem válidas para mim. Se vc não aceita isso, problema seu não meu. Reconheço a religião como parte importante na história do desenvolvimento humano para o bem e para o mal, mas ela não demonstra a validade das idéias teológicas. A existência da religião na implica na existência de divindades ou do sobrenatural. Nenhuma evidência apresentada até agora me convenceu. Portanto me dou o direito de manter meu julgamento em suspenso por prazo indeterminado. Vou voltar ao que me agrada: episódios de Arquivo X, documentários, filmes, música, livros. Ciao bambino.

          • AntonioOrlando

            Ronaldo Alves

            E depois dizem que religiosos é que são fundamentalistas… Na verdade, “fundamentalistas” são todos aqueles que fundamentam/embasam, grosso modo, suas idéias/conceitos/cosmovisões/idiossincrasias a partir de pressupostos pessoais, ideologias ou afins. Nesse sentido, eu e você, somos “fundamentalistas”…

            Você apresenta sempre exemplos de pensadores ateus, simples/óbvio demais e, não raro, facilmente refutáveis. Vou colocar minhas criticas ao neo ateísmo senil na “boca” de dois ateus. Você já deve ter ouvido falar de Terry Eagleton e Raymond Tallis,os dois são pensadores e escritores ingleses – Eagleton é ateu Tallis é ateu. Ou seja, usarei não cristãos para implodir o reducionismo arcaico do pensamento cientificista neo ateu . Em bora cristão, eu, comungo de várias das idéias de Tallis e Eagleton.

            Leia uma parte da entrevista de Eagleton onde ele fala sobre Dennet, Dawkins, Hitchens e amigos. Eagleton critica o neo ateísmo fundamentalista e ancorado na ciência.

            ///…como Christopher Hitchens costumam dizer que a motivação do fundamentalismo islâmico é destruir as democracias liberais. O senhor concorda?

            O islamismo radical é muito perigoso, autoritário e antiliberal, e acho que as sociedades liberais têm que ser protegidas disso. Mas acho que Hitchens, particularmente, acredita que isso se aplica ao Islã em si mesmo, e não apenas ao islamismo radical.

            Ou seja, acho que Hitchens é um islamófobo, alguém que detesta o Islã como um todo, e não alguém que está preocupado apenas com os ataques à liberdade feitos por algumas das formas extremas do Islã. É irônico que os liberais como Hitchens e Dawkins muitas vezes sejam os primeiros a esposar posições muito antiliberais quando se trata da relação com o Islã. Seria de se esperar que eles de fato protegessem a chama liberal, e não é o que eles têm feito.

            O senhor afirma que ao tomarem como equivalentes o sentimento religioso e a intolerância eles estão ignorando uma rica tradição cultural e uma série de discussões teológicas sofisticadas. Mas, por outro lado, não se poderia dizer que, como um fenômeno cultural, nos EUA por exemplo, a religião de fato muitas vezes aparece hoje associada à intolerância?

            É preciso lembrar que existe, da mesma forma, a intolerância ateísta. Pense na União Soviética, por exemplo, ou na China de Mao, ou nos estados fascistas, que são com frequência antirreligiosos. Então não acho que exista nenhuma conexão automática entre a religião e a intolerância. Não se pode tomar a religião isoladamente. Ela é tolerante ou intolerante dependendo das circunstâncias sociais e econômico-políticas. Quando as pessoas se sentem acuadas, tendem a se apegar a alguns dogmas reconfortantes, que não são necessariamente dogmas religiosos, embora de fato possam ser.

            O senhor descreveu Richard Dawkins como um racionalista à moda antiga. O que quer dizer com isso?

            Ambos, Hitchens e Dawkins, de fato são racionalistas da velha escola. E por racionalista não quero dizer simplesmente alguém que acredita na razão, mas alguém que tem uma confiança excessiva na razão, que acredita na razão isolada de outros fatores. Acho que ambos trabalham com uma versão caricatural do Iluminismo, e não percebem que a razão nunca funciona sozinha, e sim com nossas necessidades, desejos e daí por diante.///

            http://www.ihu.unisinos.br/noticias/noticias-arquivadas/33790-ao-falar-de-ateismo-falamos-de-politica-entrevista-com-terry-eagleton

            Agora leia a entrevista de Tallis.

            ///* Por que estamos tentando explicar tudo pela neurociência?
            Raymmond Tallis: Em parte por causa dos extraordinários avanços da área, depois de mais pesquisadores terem acesso a equipamentos de ressonância magnética funcional [que tira “fotografias” da atividade do cérebro]. Eu mesmo fiz contribuições para a neurociência. Só que essa evolução faz com que se confunda a atividade cerebral, que é uma condição necessária para a consciência, com a própria consciência. É o que chamo de neuromania: achar que tudo o que somos é por causa do cérebro.

            * E não é?
            Tallis: Não. Se passamos a achar que a consciência é apenas fruto de um conjunto de atividades cerebrais, basta compreender esses mecanismos para funcionarmos melhor. Quem tem esse tipo de pensamento acha que a neurociência pode ser usada para fazer políticas sociais.

            * Mas há cientistas estudando drogas para mudar o comportamento, como a oxitocina.
            Tallis: Só posso rir ao ouvir isso. Quando era estudante, a oxitocina era a substância responsável por fazer o útero contrair. Agora, as pessoas viram que ela torna alguns roedores mais fiéis a seus parceiros. Mas não há a possibilidade de administrar essa droga e transformar todo mundo numa espécie de zumbi moral, isso é bobagem.

            * Isso é o que você chama de pseudo-disciplinas?
            Tallis: Sim. Normalmente essas disciplinas são um híbrido usando “neuro” ou “evolucionário” e alguma coisa. Por exemplo: neurodireito, neuroestética, neurocrítica literária. São pseudo porque a neurociência tem muito pouco a dizer sobre o objeto particular de seus estudos. Até quando a neurociência parece ajudar, é prematuro usá-la para tirar conclusões.

            * Em que situação é prematuro, por exemplo?
            Tallis: Pegue a neurociência usada em crítica literária. Alguns dizem que se realmente queremos entender a resposta de um leitor a um livro, precisamos olhar o que o cérebro desse leitor faz enquanto ele lê. Você pode expor pessoas a frases e ver como o cérebro responde, se a palavra ativa áreas relacionadas a qualidades poéticas. Só que, na verdade, ler um livro está longe de ser uma resposta a uma série de estímulos associados com palavras. É se engajar com o mundo que está se abrindo na sua frente, questionar a posição do escritor, imaginar o que está acontecendo, ser um pouco crítico sobre a verossimilhança da história e pensar no que isso poderia te trazer sobre o mundo em geral. O leitor não é apenas um cérebro respondendo a estímulos, é um ser respondendo no nível mais alto a uma obra de arte complexa.

            * Isso reduz a nossa noção de humanidade?
            Tallis: Sem dúvida. O que mais me impressiona são estudos relacionados ao amor. Os pesquisadores Sandy Zacki e Ananda Spartels, por exemplo, expuseram voluntários a uma sucessão de fotos com pessoas das quais os voluntários eram amigos. Depois, mostraram a eles fotos de pessoas pelas quais estavam apaixonados. Comparando as respostas dos cérebros aos estímulos, viram o que havia de “a mais” na paixão e concluíram que o amor era uma certa neuroatividade em determinada parte do cérebro. Só que estar apaixonado é muito mais do que responder a um estímulo físico — é algo incrivelmente complicado.

            * E no futuro? Teremos um aparelho capaz de ler essa complexidade toda?
            Tallis: Não creio. Nesta manhã, lembrei mais de uma vez que iria dar uma entrevista a um cavalheiro do Brasil. Só que esse pensamento não tomou o meu cérebro da mesma forma as duas vezes que o tive. Qualquer pensamento tem inúmeras possibilidades de ser realizado dentro da nossa mente e a mesma ideia pode se expressar no cérebro com padrões completamente distintos. Não adianta ler minhas ondas cerebrais para descobrir o que penso. É como descrever a minha jornada a um bar para encontrar com meus amigos nos termos das Leis de Newton, um monte de movimentos e a energia despendida no caminho. Isso não iria mostrar nada sobre meu prazer em ver os meus amigos.

            * Cresce o risco de determinismo biológico?
            Tallis: Há o risco de, quando as pessoas começam a falar de neuropolítica, pensarem em neurodireito para substituir procedimentos na corte com justiça biológica baseada em scanners cerebrais. Acho aí que entraríamos em sério perigo.

            * O darwinismo social está de volta?
            Tallis: É parte da minha preocupação. A redução do ser humano a ondas cerebrais, a ideia de que precisaríamos de engenheiros de seres humanos, de que as nossas políticas seriam baseadas em ciência… Esse tipo de cientificismo tem uma história muito triste no passado.

            * Você também critica o que chama de darwinite. O que é isso?
            Tallis: É a crença de que Darwin não apenas explica como o organismo do Homo sapiens se transformou no que é hoje — o que certamente ele faz—, mas também como somos e agimos. Isso está ligado à neuromania. Se você acredita que a mente é idêntica às ondas cerebrais e acredita que o cérebro é um órgão que evoluiu, então, certamente, acreditará que o nosso modo de pensar é apenas moldado pelo evolucionismo. Nossas ações e a forma como agimos, tudo seria a respeito de simplesmente maximizar a passagem de nosso código genético e nada mais. Isso coloca em risco a própria noção de livre-arbítrio.

            * Como contrapor esse pensamento?
            Tallis: Um animal pode tomar um choque ao ir a algum lugar e aprender a nunca mais voltar. Quando os humanos aprendem, é outra coisa, eles planejam. Se decido que quero ter um diploma, passo a frequentar aulas noturnas e, por isso, penso em deixar alguém cuidando do meu filho. Há uma diferença gigantesca. Diferentemente de outros primatas com meros episódios de autoconsciência, nos tornamos criaturas que têm autoconsciência contínua, biografia. Podemos liderar nossas vidas em vez de sermos apenas levados por elas.///

            http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,ERT275448-17771,00.html

          • Ronaldo Alves

            Nem todo religioso é fundamentalista (Pesquise sobre John Shelby Spong, bispo americano aposentado da Igreja Episcopal.) Mas todo fundamentalista é religioso. A sua definição de fundamentalismo não é a minha e vc não sabe o que penso. Vc presume e extrapola. Por isso só diz asneira. Quando digo fundamentalismo me refiro ao movimento que se desenvolveu nas três religiões monoteístas, judaísmo, cristianismo e islamismo, caracterizado por um extremismo religioso que tem “o anseio de retornar ao que considera ser as fontes – os fundamentos – de suas respectivas religiões. Todos se caracterizam, pelo repúdio á modernidade, cujas descobertas e teorias científicas muitas vezes contradizem a verdade mítica de seus livros sagrados, constituindo, por isso, uma suposta ameaça á sobrevivência de sua fé. Todos partem de um equívoco fatal, que consiste em misturar mythos e logos, duas formas complementares de chegar á verdade. A verdade da religião situa-se no plano do mythos, daquilo que não é racional nem empiricamente demonstrável, e não tem finalidade prática. A verdade da ciência, da história, da política, situa-se no plano do logos, do que é racional e empiricamente
            demonstrável, e deve ter aplicação prática.”
            (EM NOME DE DEUS, O FUNDAMENTALISMO NO JUDAÍSMO, NO CRISTIANISMO E NO ISLAMINSMO – KAREN ARMSTRONG)
            Prova de seu repúdio à modernidade é sua insistência em confundir o naturalismo metodológico adotado pela ciência com cientificismo. Erra ao confundir uma coisa com outra e erra de novo ao chamar de cientificismo ao que é positivismo, filosofia abandonada desde o século XIX. O que é isso senão arrogância filosófica causada por sua ignorância científica? Ignorância tamanha que suspira por um retorno à ciência Aristotélica, puramente qualitativa já que sua argumentação não faz uso da matemática, baseando-se apenas nas propriedades intrínsecas dos corpos, nas suas essências. Por isso a insistência em explicar o “porquê” dos fenômenos. Como vc. Galileu, pai da ciência moderna pergunta “como”, o que supõe mensuração, descrição quantitativa dos fenômenos e seu tratamento matemático. E funciona muito melhor. Basta comparar a diferença entre o desenvolvimento da civilização quando adotava o método aristotélico durante a Idade Média e depois que adotou o método galileano na Idade Moderna.
            Vc vive criticando o neoateismo sem ao menos definir o que entende por isso. Em linhas gerais, o novo ateísmo pode ser caracterizado pelo ponto de vista científico (empírico) aplicado à crítica das alegações teológicas e pela denúncia intransigente dos males causados pela religião. São mentiras? Não. Quando uma religião adota um conjunto de asserções teológicas dotado de significado empírico – como o judaico-cristão-islâmico – isso pode ser cientificamente testado e desmentido. Alguém pode dizer que a influência maligna da religião no mundo não merece críticas? Ou negar que certas alegações religiosas são insustentáveis à luz da racionalidade científica? Se o neoateísmo merece críticas por causa de seu ativismo militante, a religião também merece pois vem fazendo o mesmo há milhares de anos. Então não chora hipócrita.
            O que vc chama de “reducionismo arcaico do pensamento cientificista neo ateu” não é consenso na comunidade científica, nem entre ateus. Alegando isso, vc age como o Discovery Institute ao promover a falsa noção de que a evolução é uma “teoria em crise”. Tal pai, tal filho. Não nega a raça né fundamentalista? E onde vc pretende chegar? Sabia que Tallis rejeita tanto o dualismo quanto o criacionismo? Ele rejeita a afirmação de que a mente é uma substância espiritual e a visão de que a humanidade foi criada por uma divindade. E ele aceita, como qualquer pessoa intelectualmente responsável, que humanos evoluíram a partir de animais mais simples. Vc acha que negando explicações científicas o cristianismo automaticamente será adotado? Não! Para substituir uma teoria científica só outra teoria científica melhor, não uma bobagem sobrenatural. Quanto à Eagleton ele não errou ao dizer que os chamados neoateístas são uma espécie de braço intelectual da guerra ao terror. O 11 de Setembro foi realmente o marco inicial desse debate. Mas e daí que quando se fala sobre o ateísmo hoje estamos falando de política, e não apenas de teologia? A discussão sobre a teologia permanece. Será que ao se bater contra a religião, esse novo ateísmo ocidental está errando o alvo? Ele está apenas denunciando um grave malefício causado por fundamentalistas radicais. Vc conhece algum neoateísta que combate o budismo como fonte de intolerância e violência? A discussão portanto é válida.
            Eagleton também não erra ao dizer que “Hitchens e Dawkins, de fato são racionalistas da velha escola. E por racionalista não quero dizer simplesmente alguém que acredita na razão, mas alguém que tem uma confiança excessiva na razão, que acredita na razão isolada de outros fatores.” Mas nem Hitchens nem Dawkins podem falar em nome de todo os ateístas ou todos cientistas.
            António Damásio, aquele da pesquisa sobre a relação ente personalidades sociopáticas e lesões patológicas do cérebro, tais como tumores, já citado por mim quando defendi a TDC, escreveu um livro chamado ““O Erro de Descartes – Emoção, Razão e Cérebro Humano” no qual mostra como, na verdade, a ausência de emoção e sentimento pode destruir a racionalidade. Utilizando-se das mais recentes descobertas da neurobiologia, Damásio desafia os dualismos tradicionais do pensamento ocidental — mente e corpo, razão e emoção, explicações biológicas e explicações culturais — para oferecer uma visão científica e integrada do ser humano e sugerir hipóteses inovadoras sobre o funcionamento do cérebro humano.
            Eu por exemplo, me interesso muito pela Emergência, fenómeno ou processo de formação de padrões complexos a partir de uma multiplicidade de interações simples. O conceito de Emergência é normalmente associado às teorias dos Sistemas Complexos. Pode ser um processo diacrônico (ocorrendo através do tempo), como a evolução do cérebro humano através de milhares de gerações sucessivas; ou pode ser um processo sincrônico (ocorrer simultaneamente) em escalas de tamanhos diversos, como as interações microscópicas entre um número de neurônios produzindo um cérebro humano capaz de pensar (mesmo pensando que neurônios indivíduais não tem consciência própria).
            Um comportamento emergente ou propriedade emergente pode aparecer quando uma quantia de entidades (agentes) simples operam em um ambiente, formando comportamentos complexos no coletivo. A propriedade em si é normalmente imprevisível e imprecedente, e representa um novo nível de evolução dos sistemas. O comportamento complexo ou as propriedades não são a propriedade de nenhuma entidade em particular, e eles também não podem ser previstos ou deduzidos dos comportamentos das entidades em nível baixo. O formato e o comportamento dos bandos de pássaros é um bom exemplo de um comportamento emergente.
            Uma razão pela qual o comportamento emergente ocorre é o número de interações entre os componentes de um sistema, que aumenta combinatoriamente com o número de componentes, permitindo, potencialmente, que uma série de novos e diferentes tipos de comportamentos apareçam.
            (https://pt.wikipedia.org/wiki/Emerg%C3%AAncia)
            Como vc vê só sua cabeça deturpada por anos de doutrinação religiosa para achar que todos cientistas e ateístas pensam da mesma forma. Que convenientemente é a forma que vc acha que eles pensam. Mas não é. E então, cadê a tal implosão do reducionismo arcaico do pensamento cientificista neo ateu? Falhou? Hahahahahaha…Mané.

            Vou deixar clara minha posição quanto à crença em deuses. Ela é semelhante à posição de
            John W. Loftus, ateu, ex-ministro evangélico com mestrado em teologia, ex-apologista cristão e ex-aluno de William Lane Craig:
            “Argumentos a favor da existência de Deus não são apenas inconclusivos, mas pouco convincentes. Além disso, no máximo, eles implicam em “proprietário ausente”, ou seja no deísmo, a crença em um Deus impessoal que criou a as leis da natureza, mas não intervem milagrosamente no Universo, e que não se revelou a humanidade. Enquanto eu poderia até admiter uma divindade deísta, este tipo de Deus distante é dificilmente distinguível em tudo de Deus nenhum. Passar de argumentos a favor do deísmo implícito para a existência do Deus do cristianismo ortodoxo é como tentar pilotar um avião para a lua: simplesmente não há maneira de chegar lá. E os argumentos teístas não nos levam a qualquer tipo particular de teísmo, quer judaísmo, cristianismo ou do islamismo, e muito menos a qualquer ramo específico dessas religiões.”

            O que seria necessário para me convencer da verdade do cristianismo?

            Quando se trata de razões suficientes, eu preciso ser capaz de entender mais dos mistérios do Cristianismo, a fim de acreditar. Ora, Deus poderia ter criado seres humanos com inteligência suficiente para resolver os problemas do cristianismo que são intratáveis ​​para as mentes finitas com o qual fomos equipados.
            Deus poderia ter explicado os seus caminhos para nós. Ele poderia explicar “por que existe algo em vez de nada,” por que alguém merece um destino como o inferno, e fornecer algumas respostas sobre a expiação, a Trindade, simplicidade divina, a encarnação , a relação do livre arbítrio e presciência, e como é possível para um ser espiritual para interagir com um mundo material. Se ele existe, Deus poderia ter explicado por que há tanto sofrimento neste mundo. Ele poderia ter explicado por que ele permanece escondido, e ainda nos condena por não encontrá-lo nesta vida. Ele poderia ter nos ajudado a entender como é possível para ele desejar que todos os homens sejam salvos, e que mesmo assim não fornecer o conhecimento que garantiria a salvação.

            Se Deus não têm a capacidade de criar um mundo melhor que não sofra desastres naturais, ele poderia ter, no entanto, prever qualquer número deles. Ele poderia ter previsto quando Monte Santa Helena iria explodir, ou quando o tsunami indonésio ou furacão Katrina nos atingiria. Se ele nos avisasse por meio de profecia, tal informação poderia salvar vidas e confirmar sua existência e status como Deus. Para estabelecer apenas o seu status, ele poderia ter previsto a ascensão da Internet, ou as invenções da lâmpada incandescente, televisão ou bomba atômica. Deus poderia ter previsto várias coisas que ocorreriam em cada geração, em cada região da Terra, de modo que cada geração e cada região poderia confirmar que ele existe através da profecia. Deus poderia ter revelado a vastidão ea complexidade do universo antes dos seres humanos serem capazes de confirmar isso. Ele poderia ter previsto a descoberta da penicilina, que salvou tantas vidas, e por ter profetizado aceleraria a sua descoberta, o que permitiria salvar ainda mais vidas do que salvou.

            Se meus argumentos são facilmente refutáveis, refute estes.

          • AntonioOrlando

            According to a sympathetic reviewer, the ex-bishop believes that the traditional view of God is dead and that “most theological God-talk today is meaningless.”

            No word is objective; hence/therefore no word ever passes from the lips of one person into the hearing of another without being changed in meaning. … Words are never the truth. They are only the medium of truth … Words become the vehicles by which experiences are shared.

            Prezado, não conheço Spong. Creio ser ele um fenômeno americano e de uma denominação, Episcopal/Anglicana, que está, não raro a “causar” mais do que a refletir o Cristianismo. Não estranha que ela seja de origem inglesa… terra de Dawkins e, hoje em dia, talvez, o maior reduto (ao lado dos países nórdicos) secularista do Ocidente. Fiz uma rápida pesquisa na internet e, nos dois textos, acima, não é difícil perceber que o que Spong apregoa, com efeito, é um neo cristianismo mais afinado com o ateísmo e o pós modernismo. Quando ele, Spong, diz: “Nenhuma palavra é objetiva, pois nenhuma palavra sai dos lábios de alguém sem ter seu sentido alterado….”, na verdade, ele questiona a possibilidade de algo ser verdadeiro, ou mesmo a possibilidade, mesma, da verdade existir. Tudo seria relativo, isto é, as palavras são “traiçoeiras”, não raro, seu sentido muda. Por conta disso, nada do que está na Bíblia deveria ser entendido, ou aceito, como verdadeiro. Ocorre que quando você questiona a possibilidade da verdade, igualmente, você coloca em cheque sua própria assertiva de que a verdade não existe. Ou seja, sua afirmação se auto anula como, igualmente, falsa/imprecisa. Maior problema do pós modernismo atual.

            Ao dizer que a “tradicional” visão de Deus está morta, Spong renega o Cristianismo e cria uma outra religião e, em certa maneira, cria uma seita que tangencia a teologia cristã.

            Quando uma coisa deixa de ser uma coisa, ela, passa a ser outra coisa… Enfim, quando Spong, nega os princípios básicos do Cristianismo ele deixa de ser cristão. Lutero e Calvino, ao contrário, na sua cisão com a Igreja católica, reafirmaram seu apreço pelas coisas basilares do Cristianismo – Spong faz o contrário.

            O Cristianismo não é secular. Sobretudo, não há nada nele que precise ser mudado para se adequar “aos novos tempos”. Se há algo a ser mudado é na Igreja como Instituição. E só. Igreja/Instituição e Cristianismo não são, necessariamente, a mesma coisa.

            Ser cristão não é ter, necessariamente, suas vontades, ou caprichos, atendidos. É cristão quem quer sê-lo. Ser, cristão, é uma jornada interior de mudança. Ser cristão é diferente de ser católico ou protestante, ou afins. Ser cristão não é fácil e não se resume, em absoluto, em ir à Igreja aos domingos ou usar uma camiseta dizendo “Cristo Salva”. Ser cristão não é querer ir para o “Céu”. Ser cristão, sobretudo, é viver como cristão e não querer aparentar ser cristão. Ser cristão se resume em “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. Amar a Deus, dentre outras coisas, é respeitar seus ensinamentos e tentar viver por eles. E, não raro, amar ao próximo está longe de passar a mão na sua cabeça ou ser leniente com suas vontades ou caprichos. Você não lida assim nem com seus filhos que, creio eu, você os ama.

            Abs

            Orlando

          • Ronaldo Alves

            Justamente por não conhecer Spong vc vai fundo na falácia do espantalho. Ignorou a posição de Spong e a substituiu por uma versão distorcida, que representa de forma errada esta posição. Minha dúvida é se sua distorção é proposital, de forma a tornar o argumento mais facilmente refutável, ou se é acidental porque vc não entendeu o argumento que quer refutar.
            De qualquer modo o que vc está refutando é um argumento criado por vc não o argumento original. (Aliás vc faz muito isso.) Vc esta certo quando diz que declarações absolutas são autorrefutáveis. Mas está errado quando diz isso referindo-se à declaração “Nenhuma palavra é objetiva, pois nenhuma palavra sai dos lábios de alguém sem ter seu sentido alterado….”.
            A declaração de Spong que se autoanula é esta:”As palavras nunca são a verdade.” Ora se isto é verdade, a própria declaração é falsa. Contradição. Além disso a afirmação que vc usou como exemplo vem do livro “Ressurreição: Mito ou Realidade”,no qual Spong questiona a realidade histórica da ressurreição. Posição semelhante à de Karen Armstrong quando ela se refere aos fundamentalistas: “Todos partem de um equívoco fatal, que consiste em misturar mythos e logos, duas formas complementares de chegar á verdade. A verdade da religião situa-se no plano do mythos, daquilo que não é racional nem empiricamente demonstrável, e não tem finalidade prática. A verdade da ciência, da história, da política, situa-se no plano do logos, do que é racional e empiricamente demonstrável, e deve ter aplicação prática.”
            (Karen Armstrong, “EM NOME DE DEUS – O FUNDAMENTALISMO NO JUDAÍSMO, NO CRISTIANISMO E NO ISLAMISMO”)
            Aliás em nenhum momento Spong questiona a possibilidade de algo ser verdadeiro.Ele questiona a negação de descobertas e teorias científicas racionais e empiricamente
            demonstráveis como a Teoria da Evolução. Crentes denigrem as ciências de inúmeras maneiras como o objetivo de acreditar. É o que sua fé lhes exige. A ciência nos diz que orações não funcionam. Ela nos diz que o universo tem 13,7 bilhões de anos. Ela nos diz que as histórias sobre o nascimento de Jesus nos Evangelhos não podem ser verdadeiras; ela nos diz que virgens não podem dar à luz. Ela nos diz que pessoas mortas não podem se levantar corporalmente do túmulo. Cristãos devem desqualificar as ciências a fim de crer. Se existe alguém pós modernista nesta história, enquanto pessoas que criticam a ciência racional e empírica para construir teorias com base na especulação são os crentes, não Spong. Crentes chegam a usar cientificismo como sinônimo de positivismo! Enquanto cientificismo é a tese metodológica que diz que a melhor maneira de explorar a realidade é adotando o método científico, que pode ser resumido a “verifique suas suposições”, positivismo é a crença no valor exclusivo da ciência como produtora de conhecimento e única guia para a filosofia e a vida. Nada a ver uma coisa com outra. Se utilizar o método científico para testar alegações teológicas, é ser cientificista, então os neoateus estão certos ao defenderem esta posição e a ciência é cientificista. Nada errado com isso. Se religiosos não gostam, que não façam afirmações que possam ser cientificamente testadas e desmentidas.
            Um ponto interessante é que Karen é ex-freira e Spong é ex-bispo aposentado da Igreja Episcopal/Anglicana. Diante do fato que ambos são religiosos que questionam a religião em que foram criados, o fato de serem da Inglaterra, “terra de Dawkins e, hoje em dia, talvez, o maior reduto (ao lado dos países nórdicos) secularista do Ocidente.”, como vc afirma é questão secundária e falácia genética: criticar a validade de um argumento em razão da nacionalidade de seu autor. Alem é claro de ser um tremendo preconceito. Como é preconceito criticar aquilo que não conhece direito. Para saber mais sobre as idéias de Spong, consulte os links abaixo:

            Convite a uma Nova Reforma – John Shelby Spong
            http://www.servicioskoinonia.org/agenda/archivo/portugues/obra.php?ncodigo=365

            A morte de uma fé antiga e o nascimento de uma nova fé
            http://www.ihu.unisinos.br/noticias/noticias-anteriores/39293-a-morte-de-uma-fe-antiga-e-o-nascimento-de-uma-nova-fe

            Com tantas variações e denominações de Cristianismo, além de variações entre religiões diferentes como Judaísmo, islamismo, Hinduísmo, todas reivindicando a posse da verdade, meu recado final para você é: a escolha definitivamente não é entre o Cristianismo (ou qualquer religião específica) e o Ateísmo! “A escolha é entre, de um lado, todas as religiões e, do outro lado, o ateísmo. Primeiro os crentes devem resolver a questão sobre qual religião é a correta porque todos eles adotam o raciocínio baseado na fé. Mas exatamente porque eles adotam a fé estas disputas religiosas não podem ser resolvidas entre eles. Esta é uma das razões pelas quais nós somos ateus antes de mais nada, precisamente porque os religiosos não são capazes de resolver suas próprias controvérsias já que todos sem exceção adotam um raciocínio baseado na fé. Nós ateus estamos simplesmente à espera e de prontidão nos bastidores.”
            https://rebeldiametafisica.wordpress.com/2011/12/21/recado-para-os-apologistas-a-escolha-definitivamente-nao-e-entre-o-cristianismo-ou-qualquer-religiao-especifica-e-o-ateismo/

            E chega! Se é por falta de adeus, até logo.

            http://geradormemes.com/media/created/50q0ho.jpg

          • AntonioOrlando

            Ronaldo Alves

            Vou fazer uma analogia: Músicos de Jazz (irmãos Marsallis/Benny Goodman/Keith Jarret), não raro, são competentes músicos eruditos, no entanto, o mesmo não ocorre com músicos eruditos – poucos são bons músicos de Jazz. Músicos de Jazz, não raro, não tem preconceito contra música erudita, no entanto, músicos eruditos, grosso modo, acham o Jazz uma música “menor”. Em outras palavras, religiosos não tem, em absoluto, preconceito contra a ciência…, mas sim, contra o vácuo conceitual do cientificismo neo ateu. Cientistas, contudo…

            Abs

            Orlando

          • AntonioOrlando

            Ronaldo Alves

            Stanislaw Ponte Preta, uma figura do Rio de Janeiro, circa anos de 1950 e 1960, uma vez disse “O festival de besteira que assola o país” que, na verdade, poderia em várias leituras, ser adaptado para o Brasil de hoje em dia. Temos essa baboseira de afrodescendente, sútil forma de racismo brasileiro (por que não existe euro descendente?), que, num país altamente miscigenado, pouco fala da constituição étnica do povo. Eu sou negro, pele escura e cabelo “ruim”, no entanto, minha avó era branca, loira e tinha olhos azuis, logo, eu sou eurodescendente também. Ou não?

            O mesmo ocorre com a palavra “fundamentalista”, hoje em dia, um palavrão pejorativo. Ocorre, contudo, que são fundamentalistas todos aqueles que tem uma ideologia/idiossincrasia e pautam suas vidas por isso. Nesse sentido ateus, comunistas, feministas e outros são fundamentalistas. Desse modo, sim, podes me chamar de “fundamentalista”. Ocorre que por sermos “fundamentalistas” não usamos uma viseira e, nesse sentido, se eu tivesse uma filha preferiria que ela transasse com o namorado em casa do que no motel – mais barato e mais seguro. Embora não tenham sido esses os “fundamentos” da minha (des)educação sexual.

            Abs

            Orlando

          • Ronaldo Alves

            Interessante, mas fico com a definição de fundamentalismo de Karen Armstrong: “anseio de retornar ao que considera ser as fontes – os fundamentos – de suas respectivas religiões. Todos se caracterizam, pelo repúdio á modernidade, cujas descobertas e teorias científicas muitas vezes contradizem a verdade mítica de seus livros sagrados, constituindo, por isso, uma suposta ameaça á sobrevivência de sua fé.” Quando fundamentalistas defendem a modernidade o fazem em relação à tecnologia, jamais à ciência enquanto esta contradiz sua fé. Nesse caso o pensamento do fundamentalista é “A ciência só está certa quando concorda comigo.”
            Nada ilustra melhor esta visão que o filme “A jornada, uma viagem pelo tempo” lançado pela Five & Two Pictures, uma produtora cristã. Nele, durante uma aula num seminário de teologia, um professor diz aos seus alunos:
            “E se lembrem senhores, que a ciência e achados científicos não fazem o que esta escrito na Bíblia correto. A Bíblia esta sempre certa, não precisa de verificação. Se a ciência dá suporte a Bíblia, só significa que a ciência é verdadeira. Por que já sabemos que a Bíblia é verdadeira. Meu aviso para qualquer cientista, é para ter certeza que seus achados coincidam com a palavra de Deus. Isto é… se ele quiser ser um bom cientista.”
            Por isso sua afirmação de que “não há conflito entre ciência e Cristianismo.” está errada. Fundamentalistas não entendem que “A verdade da religião situa-se no plano do mythos, daquilo que não é racional nem empiricamente demonstrável, e não tem finalidade prática. A verdade da ciência, da história, da política, situa-se no plano do logos, do que é racional e empiricamente demonstrável, e deve ter aplicação prática.” (Karen Armstrong).
            Se entendessem não quereriam forçar escolas públicas a adotar o criacionismo bíblico em aulas de ciência como alternativa à Teoria da Evolução.
            O filme que citei não é apenas sobre viagem pelo tempo. É sobre a questão: “A moral cristã pode ser ensinada sem a autoridade de Jesus?” Se tiver interesse em assistir, fique a vontade.
            https://www.youtube.com/watch?v=hjrUn9T7MU8

            Vamos combinar assim: Vc assiste ao filme, eu leio o livro “FEBEAPÁ – Festival de Besteira que Assola o País”, que baixei da internet. Tchau…..

          • AntonioOrlando

            Interessante, mas fico com a definição de fundamentalismo de Karen Armstrong: “anseio de retornar ao que considera ser as fontes – os fundamentos – de suas respectivas religiões. Todos se caracterizam, pelo repúdio á modernidade, cujas descobertas e teorias científicas muitas vezes contradizem a verdade mítica de seus livros sagrados, constituindo, por isso, uma suposta ameaça á sobrevivência de sua fé.” Quando fundamentalistas defendem a modernidade o fazem em relação à tecnologia, jamais à ciência enquanto esta contradiz sua fé. Nesse caso o pensamento do fundamentalista é “A ciência só está certa quando concorda comigo.”

            Ronaldo Alves

            Você já imaginou Marx/Mao/Lenin fazendo elogios à cultura capitalista liberal americana? Capitalismo e Comunismo de “braços dados” querendo lutar por um mundo melhor? Sonho e delírio… Por que as (semi)ditaduras comunistas, e ateias, do século XXI fariam isso? Prezado, comunistas e capitalistas são fundamentalistas – cada um a seu modo. Ou seja, vivem de acordo com suas ideologias e, não raro, se pautam por elas.

            Mais claro durante a guerra fria e, agora, mais dissimulado, ainda, temos, no século XXI o mesmo ressentimento velado entre Capitalismo e Comunismo. São dois lados opostos e fundamentalistas, isto é, defendem seus interesses embasados em suas ideologias e idiossincrasias. Prezado, em certa medida, somos todos fundamentalistas. Vide o recente golpe de Estado na Turquia contrapondo EUA e Turquia. De que lado você acha que os russos ficarão?.

            Dizer que só religiosos são fundamentalistas é de uma estupidez atroz – beira à insanidade.

            Enfim, poucas vezes conheci alguém mais fundamentalista do que você. Escudado pelo seu Comtismo positivista, você, se arma de um otimismo e confiança pueris na possibilidade do sucesso de um mundo guiado pelos “valores” da ciência. Como se a ciência, não fosse, ela mesma, impregnada de ideologias e fundamentalismos. Ou melhor, a ciência não é isenta ou neutra. Nunca foi.

            Se esquece, no entanto, da complexidade filosófica/espiritual/psicológica do ser humano. Sobretudo, o mesmo ser humano que, guiado pela crença no “progresso” linear da ciência, cria a bomba atômica e armas químicas…

            Abs

            Orlando

          • Ronaldo Alves

            Vc me acusa de dizer que só religiosos são fundamentalistas. Nunca disse isto. Vc me chamou de ignorante por discordar do racismo de Lombroso, quando nem sabia que ele era racista. Vc insiste em afirmar que defendo um “Comtismo positivista” quando já deixei claro que defendo o naturalismo metodológico adotado pela ciência pois acredito que o enfoque científico é o melhor meio para obter conhecimento do mundo. Como disse antes e vc ignorou: “Adotando a metodologia naturalista, tivemos enormes avanços na indústria, medicina, agricultura, tecnologia, e muitos outros campos. Se ainda adotássemos o sobrenatural como método científico, provavelmente ainda estaríamos queimando bruxas para espantar a seca e passando sangue de pombo nas paredes para afastar maus espíritos.” (Ceticismo.net – Típicos erros criacionistas). Vc cita Bertrand Russel como se a opinião dele sobre empirismo científico representasse a opinião da comunidade científica em geral. Atualize-se! Nunca ouviu falar da falseabilidade de Karl Popper? O resto de seu comentário vai na mesma linha, nem vale a pena comentar. Vc pressupõe demais. Seus comentários são um enorme atravancado de afirmações arbitrárias, petições de principio, interpretações adulteradas de meus textos — prova de que não está capacitado para debater com imparcialidade. Só postei essa resposta por teimosia. Por essa e outras me darei ao luxo de ignorar suas próximas postagens. Passar mal.

          • Ronaldo Alves

            A inutilidade da Teologia
            Bertone Sousa

            Teólogos são especialistas em nada”, afirma o físico da Universidade do Estado do Arizona, Lawrence Krauss, em seu livro “Um Universo que veio do Nada: porque há criação sem Criador” (Editora Paz e Terra, 2013). É natural que os teólogos se sintam ofendidos com essa afirmação, mas seu papel social foi reduzido a fornecer discursos confortáveis para crentes. Há séculos, contudo, a teologia já não possui qualquer papel de destaque na explicação do mundo e do cosmo ou, como diz o mesmo físico: “Invocar ‘Deus’ para evitar perguntas difíceis começando por ‘como’ é apenas preguiça intelectual” e “Isso reflete um ponto muito importante. No que diz respeito a entender como nosso Universo evolui, a religião e a teologia têm sido, no mínimo, irrelevantes”.

            Em seu livro, Krauss argumenta que explicar que o universo surgiu do nada não é mais ridículo do ponto de vista científico. Na obra, ele problematiza o conceito de “nada” para apontar importantes avanços da física contemporânea que corroboram essa perspectiva. Recentemente, o papa Francisco declarou que as teorias da Evolução e do Big Bang estão corretas, mas por razões políticas muito compreensíveis, recusa-se a admitir que o acaso teve um papel predominante na formação de tudo o que conhecemos. Afirma-se comumente que desde Copérnico nossa posição no universo não é nada especial. Se pararmos para pensar que há apenas cem anos a comunidade científica tinha por certo que nossa galáxia era a única existente, podemos nos admirar de como a cosmologia avançou no entendimento do universo e de nós mesmos nesse breve século.

            Por muitos séculos a teologia colocou-se como senhora da verdade. Tomás de Aquino, no século XIII, dizia que não cabe duvidar da revelação, pois Deus, como causa primeira, é o único conhecimento que basta para a mente humana e qualquer desacordo entre a revelação e a filosofia deve ser resolvido com a convicção de que a primeira nunca erra. Se a cristandade europeia tivesse seguido à risca esses princípios, jamais teria saído da Idade Média e ninguém contestaria a legitimidade das fogueiras da inquisição. O mesmo Tomás de Aquino também dizia que a “a sagrada doutrina é ciência porque parte de princípios conhecidos através da luz de uma ciência superior, que é a ciência de Deus e dos bem-aventurados”.

            Os séculos de Copérnico e Galileu tiveram importância singular na formação da ciência moderna por terem mostrado, entre outros motivos, que a religião é incompetente para explicar o mundo. Logo ficou claro que a Teologia não poderia continuar competindo com ciências que lançavam mão da experiência e da observação para formular teorias que desconstruíam todo o edifício de verdades eternas que a Igreja tentou manter a ferro e fogo até o século XVIII. Provar que a Igreja estava errada era retirar-lhe uma parte significativa da autoridade sobre as consciências, o que não foi feito sem que muitos tenham pago um preço alto com o ostracismo ou com suas próprias vidas para isso.

            Embora a ciência moderna tenha permanecido fortemente atrelada à religião, o papel de Deus como causa primeira foi se tornando cada vez mais opaco e distante à medida que a compreensão dos fenômenos naturais foi se expandindo. Paradoxalmente, o ponto culminante disso veio de dentro da própria Igreja com a formulação da teoria do Big Bang pelo padre e físico Georges Edward Lemaître no início do século XX. É uma teoria que não demorou a ser validada empiricamente e que o próprio padre Lemaître afirmou ser alheia a qualquer concepção religiosa. Toda a cosmologia contemporânea está assentada sobre as evidências do Big Bang como toda a Biologia está fundamentada na Evolução. O que ainda leva muitas pessoas a rejeitarem essas teorias é mais a incompreensão delas do que a convicção profunda da existência de um ser supremo.

            Mesmo que a ciência ainda possua lacunas e mistérios não explicados, como, por exemplo, o entendimento de como a matéria inanimada tornou-se vida, ela permanece sendo o único meio seguro para compreendermos a nós mesmos e o mundo que nos rodeia, como disse o físico Marcelo Gleiser em “Criação Imperfeita”: “Após quase 400 anos de ciência moderna, criamos um corpo de conhecimento que se estende do núcleo atômico até galáxias a bilhões de anos-luz de distância”. Esses avanços espetaculares hoje nos permitem compreender porque estamos aqui por uma série de acasos e não como parte de um projeto de criação. A teologia, por outro lado, sempre se mostrou mais um obstáculo ao conhecimento do que um incentivo a ele e nas sociedades democráticas se tornou apenas um campo de disputas intermináveis entre líderes religiosos medíocres.

            Além disso, a ciência prolongou nossa expectativa de vida, nos imunizou de variadas doenças, melhorou e tem melhorado substancialmente nossa qualidade de vida, criou meios para a expansão do conhecimento, graças aos quais uma gama incontável de informações está disponível a virtualmente todas as pessoas, encurtou distâncias, revolucionou as comunicações. A teologia jamais conseguiu sair do campo da dogmática religiosa, a serviço da qual está a única razão de sua existência; por isso, quando tentou deixá-la, descaracterizou-se e fundiu-se com outras áreas do conhecimento, sem influenciá-las permanentemente.

            A ciência moderna tanto mostra que não existe um plano ou propósito último como, em menos de meio milênio, nos proporcionou um conhecimento infinitamente mais abrangente do mundo do que a religião e a teologia em milhares de anos. Por isso, também pode nos oferecer um entendimento de nós mesmos, de nossa raridade, importância e até mesmo as bases de uma espiritualidade sem religião, sem com isso tornar-se uma nova religião. A Teologia, que Espinosa dizia ser a ausência de saber verdadeiro e apenas um poder tirânico com o objetivo de submeter as consciências a dogmas indemonstráveis, se tornou não apenas desnecessária, mas abjeta, ridiculamente anacrônica e incapaz de aceitar seu próprio fim enquanto metafísica. Mesmo a teologia natural ou as teologias sociais, que se mostraram em parte visões inovadoras, sofreram certo envelhecimento precoce e não desfrutaram de muito prestígio fora de alguns círculos no mundo desenvolvido. Por outro lado, as novas seitas e religiosidades dispensam lucubrações teológicas, pois seus adeptos estão mais preocupados com bem-estar pessoal e com uma felicidade terrena do que com a salvação em outro mundo. Por fim, não há mais nada que a teologia possa apresentar de novo ou ensinar, se tornou um saber inútil, avelhantado, obsoleto, um saber de “especialistas em nada”.
            Fonte: https://bertonesousa.wordpress.com/2015/01/25/a-inutilidade-da-teologia/

          • Ronaldo Alves

            Um editorial infeliz e ingênuo do jornal britânico Independent recentemente pediu uma reconciliação entre ciência e “teologia”. Dizia que “As pessoas querem saber o tanto quanto possível sobre suas origens”. Com certeza, espero que elas queiram, mas o que diabo faz alguém pensar que a teologia tem algo de útil para dizer sobre esse assunto?

            A ciência é responsável pelas seguintes informações sobre nossas origens. Nós sabemos aproximadamente quando o Universo surgiu e porque ele é, em sua maioria, de hidrogênio. Nós sabemos por que as estrelas se formam e o que acontece no interior delas para converter hidrogênio em outros elementos, dando origem à química em um mundo físico. Nós sabemos os princípios fundamentais de como um mundo químico pode se transformar em biologia através do aparecimento de moléculas autorreprodutoras. Nós sabemos como o princípio da autorreprodução deu origem, através da seleção darwiniana, a toda a vida, incluindo os humanos.

            Foi a ciência e apenas a ciência que nos ofereceu esse conhecimento e, além disso, o ofereceu em detalhes fascinantes, preponderantes e que se confirmam mutuamente. Em cada um desses aspectos, a teologia tem mantido uma visão que se mostrou definitivamente errônea. A ciência erradicou a varíola, pode imunizar contra a maioria dos vírus e matar a maioria das bactérias que anteriormente eram mortais. A teologia não tem feito nada a não ser falar das doenças como punições para nossos pecados. A ciência pode prever quando um cometa em particular irá reaparecer e, de quebra, quando o próximo eclipse irá ocorrer. A ciência colocou o homem na Lua e lançou foguetes de reconhecimento ao redor de Saturno e Júpiter. A ciência pode lhe dizer qual a idade de um fóssil específico e que o Santo Sudário de Turim é um embuste medieval. A ciência sabe as instruções precisas no DNA de vários vírus e irá, durante a vida de muitos leitores presentes, fazer o mesmo com o genoma humano.

            O que a teologia já disse que teve qualquer valor para alguém? Quando a teologia disse algo que foi demonstrado como verdadeiro e que não seja óbvio? Tenho ouvido os teólogos, lido o que escrevem, debatido com eles. Nunca ouvi algum deles dizer algo que tivesse alguma utilidade, qualquer coisa que não fosse trivialmente óbvio ou categoricamente errado. Se todas as realizações dos cientistas forem apagadas do mapa no futuro, não haverá médicos, e sim xamãs; não haverá meio de transporte mais rápido que o cavalo; não haverá computadores, nem livros impressos e, muito menos, agricultura além das culturas de subsistência. Se todas as realizações dos teólogos forem apagadas do mapa no futuro, alguém perceberia a mínima diferença? Até mesmo as realizações negativas dos cientistas, como as bombas e navios baleeiros guiados por sonar funcionam! As realizações dos teólogos não fazem nada, não afetam nada, não significam nada. Afinal, o que faz alguém pensar que “teologia” é um campo do conhecimento?
            Fonte: https://ateus.net/artigos/critica/a-inutilidade-da-teologia/

          • Ronaldo Alves

            A ciência é neutra? Seus resultados são baseados nos interesses pessoais dos cientistas?
            Por Josikwylkson Costa Brito –

            Primeiramente, tenho de usar um raciocínio semelhante ao introduzido pelo geneticista Eli Vieira em seu site. Para iniciarmos um debate sobre a neutralidade da ciência, precisamos definir bem sobre o que estamos falando: 1) Tecnologia; 2) O órgão ciência e; 3) Os cientistas.

            Caso escolhamos o primeiro tópico, é fundamental fazer uma dissociação clara entre ciência e tecnologia. Embora a descrição em itens dê uma ideia de ramificações de um mesmo conceito, hei de dizer que tal foi feita apenas por fins práticos, afinal, muitos fazem a confusão entre esses dois conceitos quando vão tratar do assunto descrito neste texto.

            A ciência é a busca pelo conhecimento da realidade a partir de um método e do fiel seguimento ao caminho pelo qual as evidências apontam, em descompromisso às expectativas da sociedade. A tecnologia é a aplicação de tal conhecimento em prol das necessidades de uma sociedade. Por exemplo, enquanto a ciência descobre que a fusão nuclear ocorre no Sol ou que o decaimento radioativo ocorre em núcleos atômicos instáveis, a tecnologia aplica essa informação para a construção de bombas. Ela, pois, como podemos ver, é movida pelos interesses, sendo corrompida por preconceitos e ideologias pessoais.

            Se o tópico escolhido for o segundo, é importante ressaltar que o órgão científico é axiologicamente neutro, movido por evidências (como citado no parágrafo anterior) e tendo, como base, as normas de Merthon: universalismo, comunicação, desinteresse (busca pelo interesse coletivo em detrimento dos interesses pessoais) e ceticismo. Muitos partem do seguinte raciocínio lógico para negar a neutralidade da ciência: (P1): O homem é subjetivo, não é neutro; (P2): A ciência foi feita pelo homem; (C) Logo, a ciência é subjetiva e não-neutra. No entanto, vale dizer que o “método científico” é aplicado a todos os homens que desejam produzir o conhecimento científico, não importando qual a forma que eles usem para chegar a tal. Sendo assim, torna-se ululante que o método é imparcial, um padrão ao qual os cientistas devem se adequar (não o contrário).

            Se escolhermos o terceiro tópico, temos uma explicação semelhante ao que foi dito para o primeiro, no entanto, enquanto a tecnologia consiga ir para a frente baseando-se nos interesses do tecnólogo, a ciência, muitas vezes, não consegue seguir em função dos interesses do cientista. No entanto, mesmo que o cientista faça uma pesquisa baseada em seus interesses, porém, forneça evidências cabíveis ao que está sendo dito, o conhecimento é válido até que novas evidências sejam apresentadas como forma de refutação.

            Mesmo assim, conspirar contra o conhecimento científico tendo, como base, o argumento de que a ciência pode ser construída baseada em interesses não é saudável. Quando um artigo é construído a partir disso, há de se refutá-lo não pela essência do que o escreveu, mas pelas falhas metodológicas que o texto, provavelmente, tem.

            Um bom exemplo disso é o caso de Andew Wakefield, um ex-médico que propôs que a vacina tríplice viral (contra o sarampo e outras doenças causadas por vírus e infectocontagiosas) problemas inflamatórios no intestino de quem a tomasse. A pesquisa teve, como universo amostral, 12 crianças e foi publicada em uma das revistas científicas mais conceituadas no campo da medicina, a The Lancet. No entanto, havia gravíssimas falhas metodológicas (a qual uma foi citada: o pequeno universo amostral). Esse artigo publicado serviu como fonte de irracionalidade para movimentos anti-vacina. Os níveis de vacinação no Reino Unido e em algumas outras partes do mundo caiu drasticamente, embora muitos órgãos tenham alertado para a segurança da imunização. A taxa de pessoas com sarampo também aumentou de forma considerável.

            Alguns anos depois da publicação, investigações foram feitas para buscar a motivação de Wakefield para elaborar tal atrocidade. Eis a resposta: Richard Barr, advogado específico em negligência clínica o contratara dois anos antes da emissão do artigo. Ele queria levantar um processo contra a VASPR (que produzia as vacinas tríplice), mas, para isso, precisava de provas. Eis que surge Wakefield e o plano deu totalmente certo. Devido à ignorância da população e aos inescrúpulos da mídia, o lucro com a publicação da fraude “científica” chegou a 150 libras por hora.

            No entanto, embora tenha havido uma motivação ideológia por trás do que Wakefield proferiu, os cientistas não refutaram o que ele falou por isso. O que eles fizeram foi reproduzir o que foi discorrido pelo médico, fornecendo o argumento de que as evidências que ele forneceu eram, na verdade, falsas e não refletiam a realidade. É assim que se faz ciência! Conspirar contra os artigos publicados nas revistas científicas a partir do pensamento de que os cientistas foram financiados ou movidos pelos próprios interesses não é saudável para a comunidade, já que abre brechas para dar críticas pedantes a qualquer artigo baseando-se unicamente na conspiração da motivação ideológica.

            Isso nos recorre a vários assuntos, como os transgênicos. Várias pessoas insistem em afirmar que os cientistas e as associações que endossam o consenso de que tais não trazem consequência nefasta alguma que os alimentos normais não trariam são financiadas por grandes corporações. Em primeiro lugar, há de se fornecer evidências para essa afirmação. Em segundo lugar, mesmo que as pesquisas sejam mesmo financiadas por tais “grandes corporações”, elas fornecem evidências tão claras que nem as organizações de medicina e saúde mais renomadas do mundo (como a Organização Mundial da Saúde) se atrevem a negá-las. Alguns outros dizem que os cientistas são financiados para não fazer pesquisas que fazem dos malefícios dos transgênicos. No entanto, acho muito difícil que as grandes agências consigam rastrear todos os cientistas do mundo que tentam provar isso e os paguem um valor consideravelmente grande para fazê-los sucumbir à moral ao próprio dinheiro.

            Outros muitos acusam as revistas científicas de trabalharem tal qual a mídia, fornecendo as evidências a favor de determinado assunto e ocultando as que são contra. A afirmação seria até verdadeira se não existissem várias e várias revistas científicas no mundo, nem mesmo várias e várias universidades. Também acho muito difícil que as grandes corporações venham a financiar todas elas. O que, na verdade, prejudica, muitas vezes, a ciência é a própria mídia. Às vezes, ela trata a ciência como se fosse uma ideologia, em que deve-se apresentar argumentos “a favor” e “contra” em suas notícias. Na verdade, o que deve ser apresentado são as evidências (principalmente, porque a mídia tem, como principal público, as pessoas leigas). Divulgar argumentos “a favor” e “contra” prejudica, muitas vezes, o conhecimento científico. Um bom exemplo é o consenso do aquecimento global, que é de 97%, mas, do modo que muitos veículos de comunicação expõem, ele parece ser de 50%, havendo, ainda, um debate sobre se o evento realmente existe e se é causado por ações antrópicas. Isso estimula a negação da ciência. Isso é terrível!

            E não é apenas a conspiração de que a ciência pode ser movida por interesses que ajuda em sua negação. O fato da superposição de alguns paradigmas também é mixado a isso. Muitos alegam que determinado artigo é falso tomando como base a sobreposição de ideias que a ciência possui. Alegam que, só por causa disso, qualquer artigo torna-se, necessariamente, falso. Aliás, qualquer artigo não, já que o argumento é utilizado apenas para aquelas publicações que não entram em consonância com as opiniões de quem fala.

            Em suma, é visível a influência pós-moderna que tais argumentos possuem. Nota-se, com facilidade, que eles possuem um leve ou grave caráter irracional (fáceis, portanto, de serem adotados por aqueles que não possuem um conhecimento epistemológico apurado). Não sei como posso combater tais discursos senão escrevendo refutações para eles, já que eles são, muitas vezes, ensinados nas próprias academias, então, agradeço se alguém puder compartilhar este texto.

            É notória a explicação do por quê de tais discursos de negação da ciência abordados serem tão disseminados: é mais fácil conspirar contra os cientistas do que produzir evidências bem corroboradas que vão contra as que eles alegam. Em suma, os argumentos não são sequer razoáveis, porque, como supracitado, abrem brechas para um ceticismo arbitrário e não possuem evidências que os sustentem.

            Fonte: http://www.universoracionalista.org/a-ciencia-e-neutra-seus-resultados-sao-baseados-nos-interesses-pessoais-dos-cientistas/

          • Ronaldo Alves

            Cientificismo sim, positivismo não! Denúncia de arrogância filosófica por ignorância científica!
            Por Douglas Rodrigues Aguiar de Oliveira –

            Antes de você decidir se retirar, me perseguir ou me acusar de herege em sua mente apenas pelo título provocativo, peço que você conte até dez e escute a minha proposta. Contou? Agora que você está relaxado, vou explicar melhor esse assunto.

            Desde tempos imemoráveis, os “intelectuais” separaram a cultura humana com todas as suas riquezas em dois grandes blocos que são agora conhecidos como as duas culturas¹. Estas são as ciências por um lado (e por ciência aqui não entram aquelas que chamamos de ciências sociais, mas tem lugar para as ciências naturais, a tecnologia e a técnica) e as humanidades por outro (aqui encontram-se a filosofia, as artes, a política e as ciências sociais). Com o mesmo conceito que nós nos referimos as ciências, elas não podem ser “humanas” ou “humanistas”, e que as humanidades não podem ser “científicas” (no sentido de cientificidade que tem a física ou a astronomia).

            O que há de errado em ver a nossa cultura deste modo? Em primeiro lugar, esta é uma visão falsa e inadequada da cultura; em segundo lugar, por ser uma visão falsa da cultura ela tem implicações obviamente falsas sobre as manifestações culturais e sua relação em manifestações humanas. Explicando esses pontos. A noção de duas culturas é falsa porque não se pode haver ciência sem as humanidades, e é tão indiscutível que não se pode nem imaginar hoje as humanidades sem ciência. É falso que a ciência ou a tecnologia desumanizam o ser humano, muito pelo contrário, tanto quanto sabemos, nenhum outro ser vivo no universo é capaz de criar conhecimento científico e aplicá-lo para produzir ferramentas com um fim pragmático específico. A ciência é uma das variadas características do que nos torna humanos. A ciência é também cultura humana e humanista. E chamar de humanista ignorando o que é ciência, com base nisso, é um ato de irresponsabilidade intelectual.

            Há um século, quem ignorava A Ilíada era rotulado de ignorante ou inculto. Hoje é, com igual justiça, quem ignora os conceitos básicos de física, biologia, química, economia ou das ciências formais. E com muita razão, porque estas disciplinas nos ajudam muito melhor do que Homero a desenvolver-nos na vida moderna; e não são apenas as mais úteis, mas são também intelectualmente as mais ricas². E é aqui que entramos em conflito, porque muitas vezes, vários “humanistas” se sentem ofendidos por ter seu orgulho aparentemente depreciado por tudo aquilo que é chamado de filosofia, literatura, artes… enfim, uma ofensa ao orgulho das “humanidades”. Até certo ponto, eles têm boas razões para se sentirem assim, até porque muitas vezes os discursos do tipo “anti-humanismo” são usados efetivamente para desprezar tudo o que não está no que é conhecido como o “método científico”.

            Os “humanistas” feridos lançam sua ofensiva assegurando que a ciência é apenas uma construção social relativa ao contexto histórico e a localização geográfica. Alguns, como num momento fez o showman que se autodenominava filósofo, Paul Feyerabend, à procura de uma ciência mais “artística” ou mais humana, chegou a assegurar que “em ciência tudo vale” e que a validade desta é igual ao da religião ou mito. Os “científicos” contestaram estas afirmações assegurando que elas carecem de conteúdo real, que são apenas palavras, uma bonita retórica que demonstra que “as humanidades” morreram ou que não têm nada a contribuir para a sociedade como a ciência faz na atualidade. Assim, tanto os “humanistas” como os “científicos” lançaram grandes pedaços de fezes para desprezar uns aos outros.

            Se um filósofo, um sociólogo ou um poeta falar algo sobre a ciência, dirão que ele está abusando de termos científicos que nem sequer entende (e em alguns casos realmente isso acontece). No entanto, se um biólogo, um físico ou um astrônomo falar sobre as implicâncias filosóficas e culturais de alguma teoria, é acusado de reducionista (e às vezes também é verdade), de ignorante em humanidades, de positivista ou de cientificista. Em suma, ele é acusado de heresia por entrar em um campo que presumivelmente ignora. Entre os principais partidários de ambos os lados se encontram algumas das mentes mais brilhantes que conhecemos³. Embora seja verdade que as humanidades não podem ser disciplinas confiáveis quando ignoram por completo a ciência (e vice-versa, o conhecimento científico não está completo sem uma compreensão humanista), é provocante e insultante os rótulos que são lançados na ciência: reducionista, positivista e, a pior, cientificista. Estes termos pejorativos não são somente usados para demonizar a ciência, mas também para confundi-la com tecnologias e teorias político-econômicas com visões de progresso industrial e enriquecimento privado (ou seja, neoliberalismo). Assim, se asseguram que a ciência é a força que oprime a sociedade, que é “uma verdade relativa”, um “relato” entre muitos. É claro que os mesmos estilos de ataques lançados a partir da postura “científica” merecem igual espaço para a reflexão e a análise crítica, mas neste momento vamos nos concentrar nas acusações de reducionista, positivista e cientificista.

            Sempre que se critica alguma proposta do tipo religiosa, filosófica, política, econômica ou sociológica a partir do pensamento crítico sustentado na ciência, pelos mais válidos argumentos que a crítica pode conter e por mais fatos sobre os quais se sustenta a dizer que o discurso atacado seja contraditório ou não se ajusta a realidade, o certo é que nunca vai faltar alguém que sairá gritando: Reducionista! Positivista! Cientificista! Este fenômeno (se é que posso dizer assim) ocorre independentemente da ideologia ou posição política que se tem. Desde a direita que acusa a ciência de promover um ateísmo que atenta contra a moral e os valores da sociedade tradicional; desde a esquerda que afirma que o imperialismo científico só existe para “explorar o homem pelo homem”, para criar armas de destruição em massa, para contaminar ou envenenar a prole com alimentos transgênicos e outras coisas sintéticas.⁴

            Além da inegável carga emocional deste tipo de retórica, a ignorância científica e as falácias cometidas, é quase uma regra que nos discursos como estes se tachem pessoas de reducionistas, positivistas ou cientificistas à crítica, como se isso fosse equivalente a dizer “bruxa!”, “herege!” ou algo parecido. Usam (ou melhor, abusam) destes conceitos como se fossem sinônimos e como se a visão científica poderia ser reduzia a eles. É o selo que indica que as críticas baseadas na ciência não têm lugar nas chamadas “humanidades”. Mas o quão honesto e correto é usar estes tipos de acusações que são basicamente estigmatizantes?

            Quando falamos de reducionismo, geralmente, se refere à ideia de que os fenômenos sociais podem ser explicados e reduzidos a fenômenos biológicos ou, melhor dizendo, físicos, de modo que só bastaria a biologia ou ainda mais com a física para explicar coisas como a criatividade, a socialização, os sentimentos, a oferta e a demanda ou as crenças religiosas. Isso é claramente o pior pesadelo de qualquer humanista. Mas acaba por ser um pesadelo sem fundamento, tal como explica Gilber Ryle⁵, pois isso carece de fundamento, mas não só por temer um contingente, mas também por não ter sentido tal contingência. Ryle explique que, talvez seja possível que os físicos encontrem algum dia uma resposta para todos os problemas da física, mas a verdade é que nem todos os problemas são problemas físicos. Uma analogia disso é comparar a física com o jogo de xadrez: um físico reducionista treinado que não sabe nada de xadrez olha alguns jogos. Depois de olhar para um jogo de xadrez e prestar atenção nos movimentos, o reducionista, ainda que ninguém tenha explicado o jogo, deduzirá ‘leis’ gerais do xadrez que sempre se cumprem. Assim, ele deduz os movimentos que podem ser realizado com o peão, o bispo ou a rainha (junto com o resto das peças).

            O físico reducionista concluiria que todo o jogo está regido por leis invioláveis; a partir do momento em que se move o peão, a jogada que ele vai fazer é previsível na maioria dos casos. O curso total do que tragicamente denominam de “jogo” já está pré-ordenado, sem alternativa. O jogo então é regido por uma necessidade inflexível que não deixa espaço para a inteligência ou a atenção. Portanto, o jogo de xadrez é redutível. Certamente, uma conclusão assim não seria minimamente científica, nem seria ajustada com a realidade do jogo de xadrez. Um jogador experiente iria rir de uma conclusão semelhante, dizendo que, embora seja previsível que ao mover um bispo ele tenderá ir em uma casa de mesma cor graças as “leis físicas do xadrez”, isso não é dedutível se o bispo for movido em um momento ou outro durante o jogo. Existe no jogo um amplo campo para que se manifeste a inteligência ou a estupidez de pensar e escolher. Nada disto é redutível às “leis”. As regras são inalteradas, mas as partidas não são uniformes.⁶

            Certamente, com esta analogia não se pretende sugerir que as leis da física são semelhantes às regras do jogo de xadrez, mas o que se pretende deixar claro é que não há contradição em dizer que um único e mesmo processo, acomoda dois princípios de distinta classe e que nenhum deles é redutível ao outro. Assim, não apenas o reducionismo físico total seria sem sentido, mas, de maneira semelhante, o reducionismo sociológico ou cultural também seria sem sentido. Isso tampouco significa que não existe um nível de redução na ciência, mas que o pesadelo dos humanistas em que suas amadas disciplinas sejam explicadas por leis físicas é falsa, e então, não faz sentido a acusação de que algumas teorias e propostas feitas da ciência são ingenuamente reducionistas. Tampouco pode usar este termo como um sinônimo para cientificista, embora talvez sim de positivista, como veremos mais adiante.

            O reducionismo científico real procura entender os fenômenos por meio de explicações mais simples e elegantes. Este é um ponto que está bem presente a partir das ciências naturais, pois uma explicação ingenuamente reducionista não pode ser uma explicação científica. No entanto, é igualmente errado assumir que as ciências naturais não têm nada a contribuir para a compreensão dos fenômenos sociais e psicológicos. Em ambos os pontos extremos estão os pseudocientíficos e pseudointelectuais, que são extremamente ingênuos.

            Por outro lado, o conceito de positivismo é geralmente tratado com mais ambiguidade e confusão. Na história, o positivismo foi uma das primeiras propostas contemporâneas que considerava a ciência como base para a reflexão filosófica, proposto no século XIX por Auguste Comte, que é considerado o primeiro filósofo da ciência no sentido moderno⁷. Comte buscava suprimir os sentidos da metafísica, exaltando o valor exclusivo da ciência como produtora de conhecimento e única guia para a filosofia e a vida⁸, mas sua proposta se desviou em uma doutrina religiosa solipsista. Embora que no século XX o positivismo proposto por Comte estava morto, no final da década de 1920 o Círculo de Viena, um grupo de filósofos que buscavam formar uma nova epistemologia, denominada por eles como empirismo lógico, mas indo para a história com o injusto nome de positivismo lógico. Assim, desde então, tachar alguém de positivista ou de “neopositivista” acabou se tornando uma etiqueta para identificar alguém como um reducionista que presta mais atenção na análise lógica da linguagem do que na atividade filosófica e científica do mundo real.

            O empirismo lógico marca o ponto de partida da filosofia da ciência como uma disciplina acadêmica, e com o seu inquestionável valor histórico e filosófico. O posterior desenvolvimento da filosofia da ciência se estrutura em maior ou menor grau em comentários e críticas das teses defendidas ou atacadas a partir do Círculo de Viena. No entanto, o empirismo lógico defendia uma série de afirmações únicas como características para que um enunciado ou uma teoria pudesse ser classificada como científica ou por ter sentido. A teoria ou enunciado analisado, dizia-se, tem sentido se e somente se existir um procedimento experimental que verifique isso. Se não tiver como, isso é metafísica e não-ciência e, portanto, não tem sentido. Os enunciados que não cumpriam com o anterior eram pseudoenunciados que não faziam outra coisa senão causar pseudoproblemas filosóficos. Isso limita tanto a ciência como a epistemologia ao ver como as únicas formas viáveis de ser ter enunciados e teorias com sentido, apenas mediante ao verificacionismo, o indutivismo e o reducionismo conceitual⁹. Teses que desde as críticas de Popper, Hempel, Kuhn, Lakatos, Moulines e Bunge (entre outros) não são mais defendidas e acabam em contradição. O enunciado “existe um mundo além da nossa própria mente”, é um enunciado que é aceito como válido para fazer uma pesquisa científica, mas no empirismo lógico ele é considerado sem sentido, uma vez que não há maneira absoluta de provar esta afirmação. Também dizem que o princípio de verificabilidade é o único critério de validade científica que não pode ser verificado, portanto, ele é sem sentido e, por conseguinte, o empirismo lógico acaba se auto-aniquilando. Isso fez com que a atual corrente que todos chamam de positivismo lógico morresse mais ou menos no final da Segunda Guerra Mundial.

            (Nota do tradutor: geralmente, ocorre uma confusão entre falsificacionismo e verificacionismo. O primeiro é a tese formulada por Karl Popper de que uma teoria só pode ser científica se ela for falseável. E Popper não fazia parte dos empiristas lógicos do Círculo de Viena. O segundo é a tese de que um enunciado só tem sentido se ele puder ser verificado.)

            Apesar do reducionismo total carecer de base científica e o positivismo lógico estar morto há mais de meio século, isso não impediu que o seu nome não seja aclamado, pois uma vez ou outra, as desqualificações de reducionistas e positivistas continuam aparecendo, mas agora com a intenção de desqualificar mais do que salvar alguma proposta pertencente a alguma doutrina ou postura que obedeça a estes conceitos. Já na história, essas ideias são recordadas como fracassos intelectuais, mas quando alguma proposta da ciência é feita para complementar qualquer ideia ou teoria em antropologia, sociologia ou filosofia, se desqualifica de positivista ou reducionista de forma ambígua, com a única finalidade de assegurar de forma implícita que tal proposta não seria mais do que um fracasso intelectual como as de Comte e Carnap. Aqui e na China tal postura é denominada de retórica tramposa, um sinal de arrogância e preconceito. Mas a ambiguidade e o prejuízo não para por aqui.

            Nos últimos tempos, quando um cientista aparece para apresentar uma teoria com implicações sociais, ou assegura que a ciência pode explicar os por quês filosóficos¹⁰ ou o dever da moral¹¹, dizem, sem uma análise prévia do ensaio, que esta é uma proposta cientificista. Mas o que é o cientificismo? Se tentarmos pedir a definição daqueles que abusam deste conceito, “o cientificismo é qualquer coisa, menos claro”. O cientificismo, em um sentido forte, é a postura que assegura que somente as afirmações científicas fazem sentido, no entanto, esta afirmação não é um enunciado científico e, portanto, carece de sentido.¹² O cientificismo forte é, portanto, igual ao empirismo lógico, auto-aniquilante. Essa concepção parece ter sido formulada por Ludwig Wittgenstein em seu Tractatus Logico-Philosophicus (1922) quando ele afirma que “a totalidade das proposições verdadeiras é o conjunto das ciências naturais…”; segundo a lenda, Wittgenstein repudiou tempos depois esta conclusão.¹³

            Nesta perspectiva, qualquer pessoa que dizer que isso não é um absurdo estará negando algo evidente. Mas isso não é nada mais do que uma forma de interpretar o cientificismo. O uso pejorativo do termo cientificismo como algo negativo usado por “humanistas” foi lançado por defensores das pseudociências e dos movimentos anticiências. Os pesquisadores do fenômeno UFO, parapsicólogos, defensores do criacionismo do design inteligente, psicanalistas, sociólogos pós-modernos e gurus new age, acusam todos aqueles que não compartilham de suas retorcidas formas de ver a realidade de cientificistas, causando ainda mais confusão. O cientificismo agora parece mais uma palavra para assustar do que um rótulo para qualquer doutrina coerente.¹⁴

            Devido à ambiguidade do cientificismo como pejorativo, alguns autores como o historiador da ciência e colunista da Scientific American Magazine, Michael Shermer, viram a necessidade de fazer uma definição coerente deste conceito em um sentido fraco ou moderado. Isso garante que a ciência, mesmo que não seja perfeita, nem uma verdade última ou revelada, é a melhor fonte de conhecimento, a melhor ferramenta para explicar o mundo natural e social. “O cientificismo é uma visão científica do mundo que engloba explicações naturais para todos os fenômenos, evita as especulações sobrenaturais e paranormais, e que abraça o empirismo e a razão como os dois pilares de uma filosofia de vida adequada para uma Era de Ciência”, disse Shermer.¹⁵
            Michael Shermer, Sam Harris, Stephen Hawking, Steven Pinker, Richard Dawkins e Mario Bunge. Cada um desses grandes pensadores se declararam, implicitamente ou explicitamente, cientificistas. Apesar disso, é possível distinguir um “nível” de cientificismo em cada um, pois enquanto alguns consideram a ciência como a única forma de conhecimento (Hawking e Dawkins), outros consideram que as disciplinas não científicas como a filosofia e as humanidades são úteis na compreensão do cosmos, da vida, do ser humano e sua história (Pinker e Bunge). Alguns outros consideram que as problemáticas que foram relegadas para a filosofia, como a moral, na verdade podem ser objetos de estudo científico (Shermer e Harris). O cientificismo, no entanto, tem sido criticado em todos os seus níveis. Um de seus principais críticos é o filósofo Massimo Pigliucci.

            É neste ponto que eu queria chegar com esta brevíssima revisão da denúncia infundada e ambígua, o ponto em que se define o cientificismo, não como um adjetivo negativo que mostra ignorância e arrogância, mas como uma postura. Para uma definição mais completa, defensável e que se ajusta com a autêntica visão dos cientistas com interesses filosóficos e dos filósofos que buscam filosofar cientificamente, Steven Pinker em seu artigo “A ciência não é sua inimiga”, publicado em agosto de 2013 na New Republic nos diz que “o cientificismo… não é a crença de que os membros de um grêmio profissional chamado ‘ciência’ são particularmente sábios ou nobres. Pelo contrário, as práticas de definição da ciência, como o debate aberto, a revisão por pares, e os métodos de duplo-cego, são expressamente concebidos para evitar os erros e os pecados que os cientistas, sendo humanos, são vulneráveis. O cientificismo não significa que todas as hipóteses científicas atuais são verdadeiras; a maioria das novas não são, o ciclo da conjetura e da refutação é um elemento vital da ciência. Não é uma unidade imperialista para ocupar as humanidades; a promessa da ciência é enriquecer e diversificar os instrumentos intelectuais da erudição humanista, não destruí-los. E não é dogma de que o físico é tudo que existe. Os próprios cientistas estão imersos no meio etéreo de informações, incluindo as verdades das matemáticas, a lógica de suas teorias e os valores que norteiam a sua empresa. Neste conceito, a ciência vai de mãos dadas com a filosofia, a razão e o humanismo do Iluminismo. Ele se distingue pelo compromisso explícito de dois ideais¹⁶ e são esses que o cientificismo pretende exportar para o resto da vida intelectual”.¹⁷

            Este ponto é, na minha opinião, o mais importante, a aceitação de que a cultura não é composta de ciências “E” humanidades, mas de que há apenas uma cultura. A cultura que une as humanidades com a ciência, ou seja, a cultura científica é o que melhor pode nos ajudar não só a entender o mundo que nos rodeia, mas para expressar nossos sentimentos, desejos e decisões sobre isso. Ademais, isso é essencial para uma boa educação, bem como para nos ajudar a definir a luz da escuridão. Na sociedade, a ignorância, o obscurantismo, a superstição e a pseudociência são vendidas como verdades reveladas, representam uma ameaça em vários graus. A cultura científica, a postura cientificista moderada, é a melhor ferramenta para nos defendermos do ataque da irracionalidade. A ciência é vital para entender a sociedade. Ninguém expressou melhor a ideia do que o astrônomo e grande divulgador científico, Carl Sagan, que escreveu: “Nós criamos uma civilização global em que os elementos mais cruciais dependem profundamente da ciência e da tecnologia. Também criamos uma ordem em que quase ninguém compreende a ciência e a tecnologia. É uma receita para o desastre. Podemos escapar ilesos por algum tempo, porém mais cedo ou mais tarde essa mistura inflamável de ignorância e poder vai explodir na nossa cara… Minha preocupação é que, especialmente com a proximidade do fim do milênio, a pseudociência e a superstição parecerão mais sedutoras a cada novo ano, o canto de sereia do irracional mais sonoro e atraente. Onde o escutamos antes? Sempre que nossos preconceitos étnicos ou nacionais são despertados, nos tempos de escassez, em meio a desafios à auto-estima ou à coragem nacional, quando sofremos com nosso diminuto lugar e finalidade no Cosmos, ou quando o fanatismo ferve ao nosso redor – então, hábitos de pensamento conhecidos de eras passadas procuram se apoderar dos controles. A chama da vela escorre. Seu pequeno lago de luz tremula. A escuridão se avoluma. Os demônios começam a se agitar.”

            Fonte: http://www.universoracionalista.org/cientificismo-sim-positivismo-nao-denuncia-de-arrogancia-filosofica-por-ignorancia-cientifica/

          • AntonioOrlando

            Ronaldo Alves

            Há mais de 40 anos, tive as mesmas dúvidas e questionamentos que Spong e Armstrong tiveram. Era católico. Deixei de ser. Estive ateu por muitos anos. Minha maneira de encarar o Evangelho/Cristianismo eram incompatíveis com ser cristão. Enfim, não me considerava cristão.

            Do mesmo modo, a (re)leitura do Cristianismo feita por Spong e Armstrong não os credencia para falarem como cristãos. As criticas ao neo ateísmo cientificista, dos ateus Raymond Tallis e Terry Eagleton, ao contrário, não os torna cristãos, grosso modo.

            A diferença reside no fato de que o (neo)ateísmo não tem, necessariamente, uma ateologia a ser desconstruída, isto é, não há um rito ou credo ou liturgia a ser quebrado e, desse modo, Tallis e eagleton, não ferem nenhum credo/norma.

            Isso não ocorre com o Cristianismo – por conta disso, Spong e Armstrong, ao romperem com a teologia, igualmente, rompem com o Cristianismo. Para simplificar, seria mais ou menso como você “desobedecer” o estatuto de um clube/universidade ou as normas de emprego/função/cargo que você tem. Ou seja, quando você não observa os fundamentos….

            Abs

            Orlando

          • Ronaldo Alves

            Concordo. Cristãos fundamentalistas devotam-se quase inteiramente a levantar dúvidas sobre a legitimidade dos indícios e do raciocínio que fundamentam o pensamento evolucionário por exemplo, supondo que assim o criacionismo passa a ser a única alternativa possível.
            Os indícios realmente a favor do criacionismo não são apresentados, é claro, porque não há nenhum outro a não ser a palavra da Bíblia. Cristãos fundamentalistas não podem aceitar a Teoria da Evolução porque a mesma desmente o dogma do sacrifício expiatório de Jesus, fundamento do cristianismo. Mas aqueles que não aceitam compactuar com uma mentira secular, denunciam a farsa demonstrando a origem histórica do fundamentalismo (Armstrong) ou as contradições do mesmo (Spong). dizer que não são cristãos é cometer a falácia do escocês de verdade. E chega. Não deixe de ler minhas últimas postagens:
            1. Minha resposta pessoal a respeito de seus comentários.
            2. Cientificismo sim, positivismo não! Denúncia de arrogância filosófica por ignorância científica!
            3. A ciência é neutra? Seus resultados são baseados nos interesses pessoais dos cientistas?
            4. A inutilidade da Teologia

          • AntonioOrlando

            Ronaldo Alves

            1. Neo ateus são tão, ou mais, fundamentalistas do que cristãos. Poucas pessoas são tão fanáticas pelas possibilidades da ciência do que Dawkins e seu positivismo, proselitismo e determinismos tardios. Esse é um fato empiricamente comprovado. E, nesse mesmo saco, você pode colocar Pinker, Sam Harriss, Dennet etc.;

            2. Não existe religião sem religiosos! E a qualidade/existência de um depende do outro. Do mesmo modo, não da para separar cientistas e ciência. Ciência não é uma entidade/conceito singular. Dessa maneira, se os cientistas não são isentos e livres de ideologias e/ou interesses pessoais, o mesmo ocorre com a “ciência”. Sobretudo, não raro, a ciência reflete/repercute as ideologias, necessidades, economia e cosmovisões de um determinado país. Não existiria tecnologia sem ciência, posto que uma é o efeito colateral da outra;

            3. Só existe conflito entre ciência/cientistas na cabeça de neo ateus. Leia o livro do teólogo inglês, John C. Lennox. Lennox é professor de Matemática e Filosofia da Ciência na Universidade de Oxford – Inglaterra.

            Karl Popper diz: “Quase sempre há um resíduo que sobra até nas mais bem sucedidas tentativas de redução (científica)”.

            Abs

            Orlando

            Abs

            Orlando

          • Ronaldo Alves

            A inutilidade da Teologia
            Bertone Sousa

            Teólogos são especialistas em nada”, afirma o físico da Universidade do Estado do Arizona, Lawrence Krauss, em seu livro “Um Universo que veio do Nada: porque há criação sem Criador” (Editora Paz e Terra, 2013). É natural que os teólogos se sintam ofendidos com essa afirmação, mas seu papel social foi reduzido a fornecer discursos confortáveis para crentes. Há séculos, contudo, a teologia já não possui qualquer papel de destaque na explicação do mundo e do cosmo ou, como diz o mesmo físico: “Invocar ‘Deus’ para evitar perguntas difíceis começando por ‘como’ é apenas preguiça intelectual” e “Isso reflete um ponto muito importante. No que diz respeito a entender como nosso Universo evolui, a religião e a teologia têm sido, no mínimo, irrelevantes”.

            Em seu livro, Krauss argumenta que explicar que o universo surgiu do nada não é mais ridículo do ponto de vista científico. Na obra, ele problematiza o conceito de “nada” para apontar importantes avanços da física contemporânea que corroboram essa perspectiva. Recentemente, o papa Francisco declarou que as teorias da Evolução e do Big Bang estão corretas, mas por razões políticas muito compreensíveis, recusa-se a admitir que o acaso teve um papel predominante na formação de tudo o que conhecemos. Afirma-se comumente que desde Copérnico nossa posição no universo não é nada especial. Se pararmos para pensar que há apenas cem anos a comunidade científica tinha por certo que nossa galáxia era a única existente, podemos nos admirar de como a cosmologia avançou no entendimento do universo e de nós mesmos nesse breve século.

            Por muitos séculos a teologia colocou-se como senhora da verdade. Tomás de Aquino, no século XIII, dizia que não cabe duvidar da revelação, pois Deus, como causa primeira, é o único conhecimento que basta para a mente humana e qualquer desacordo entre a revelação e a filosofia deve ser resolvido com a convicção de que a primeira nunca erra. Se a cristandade europeia tivesse seguido à risca esses princípios, jamais teria saído da Idade Média e ninguém contestaria a legitimidade das fogueiras da inquisição. O mesmo Tomás de Aquino também dizia que a “a sagrada doutrina é ciência porque parte de princípios conhecidos através da luz de uma ciência superior, que é a ciência de Deus e dos bem-aventurados”.

            Os séculos de Copérnico e Galileu tiveram importância singular na formação da ciência moderna por terem mostrado, entre outros motivos, que a religião é incompetente para explicar o mundo. Logo ficou claro que a Teologia não poderia continuar competindo com ciências que lançavam mão da experiência e da observação para formular teorias que desconstruíam todo o edifício de verdades eternas que a Igreja tentou manter a ferro e fogo até o século XVIII. Provar que a Igreja estava errada era retirar-lhe uma parte significativa da autoridade sobre as consciências, o que não foi feito sem que muitos tenham pago um preço alto com o ostracismo ou com suas próprias vidas para isso.

            Embora a ciência moderna tenha permanecido fortemente atrelada à religião, o papel de Deus como causa primeira foi se tornando cada vez mais opaco e distante à medida que a compreensão dos fenômenos naturais foi se expandindo. Paradoxalmente, o ponto culminante disso veio de dentro da própria Igreja com a formulação da teoria do Big Bang pelo padre e físico Georges Edward Lemaître no início do século XX. É uma teoria que não demorou a ser validada empiricamente e que o próprio padre Lemaître afirmou ser alheia a qualquer concepção religiosa. Toda a cosmologia contemporânea está assentada sobre as evidências do Big Bang como toda a Biologia está fundamentada na Evolução. O que ainda leva muitas pessoas a rejeitarem essas teorias é mais a incompreensão delas do que a convicção profunda da existência de um ser supremo.

            Mesmo que a ciência ainda possua lacunas e mistérios não explicados, como, por exemplo, o entendimento de como a matéria inanimada tornou-se vida, ela permanece sendo o único meio seguro para compreendermos a nós mesmos e o mundo que nos rodeia, como disse o físico Marcelo Gleiser em “Criação Imperfeita”: “Após quase 400 anos de ciência moderna, criamos um corpo de conhecimento que se estende do núcleo atômico até galáxias a bilhões de anos-luz de distância”. Esses avanços espetaculares hoje nos permitem compreender porque estamos aqui por uma série de acasos e não como parte de um projeto de criação. A teologia, por outro lado, sempre se mostrou mais um obstáculo ao conhecimento do que um incentivo a ele e nas sociedades democráticas se tornou apenas um campo de disputas intermináveis entre líderes religiosos medíocres.

            Além disso, a ciência prolongou nossa expectativa de vida, nos imunizou de variadas doenças, melhorou e tem melhorado substancialmente nossa qualidade de vida, criou meios para a expansão do conhecimento, graças aos quais uma gama incontável de informações está disponível a virtualmente todas as pessoas, encurtou distâncias, revolucionou as comunicações. A teologia jamais conseguiu sair do campo da dogmática religiosa, a serviço da qual está a única razão de sua existência; por isso, quando tentou deixá-la, descaracterizou-se e fundiu-se com outras áreas do conhecimento, sem influenciá-las permanentemente.

            A ciência moderna tanto mostra que não existe um plano ou propósito último como, em menos de meio milênio, nos proporcionou um conhecimento infinitamente mais abrangente do mundo do que a religião e a teologia em milhares de anos. Por isso, também pode nos oferecer um entendimento de nós mesmos, de nossa raridade, importância e até mesmo as bases de uma espiritualidade sem religião, sem com isso tornar-se uma nova religião. A Teologia, que Espinosa dizia ser a ausência de saber verdadeiro e apenas um poder tirânico com o objetivo de submeter as consciências a dogmas indemonstráveis, se tornou não apenas desnecessária, mas abjeta, ridiculamente anacrônica e incapaz de aceitar seu próprio fim enquanto metafísica. Mesmo a teologia natural ou as teologias sociais, que se mostraram em parte visões inovadoras, sofreram certo envelhecimento precoce e não desfrutaram de muito prestígio fora de alguns círculos no mundo desenvolvido. Por outro lado, as novas seitas e religiosidades dispensam lucubrações teológicas, pois seus adeptos estão mais preocupados com bem-estar pessoal e com uma felicidade terrena do que com a salvação em outro mundo. Por fim, não há mais nada que a teologia possa apresentar de novo ou ensinar, se tornou um saber inútil, avelhantado, obsoleto, um saber de “especialistas em nada”.
            Fonte: https://bertonesousa.wordpress.com/2015/01/25/a-inutilidade-da-teologia/

            Leia o texto abaixo: “A ciência é neutra? Seus resultados são baseados nos interesses pessoais dos cientistas?”

          • Ronaldo Alves

            A ciência é neutra? Seus resultados são baseados nos interesses pessoais dos cientistas?
            Por Josikwylkson Costa Brito –

            Primeiramente, tenho de usar um raciocínio semelhante ao introduzido pelo geneticista Eli Vieira em seu site. Para iniciarmos um debate sobre a neutralidade da ciência, precisamos definir bem sobre o que estamos falando: 1) Tecnologia; 2) O órgão ciência e; 3) Os cientistas.

            Caso escolhamos o primeiro tópico, é fundamental fazer uma dissociação clara entre ciência e tecnologia. Embora a descrição em itens dê uma ideia de ramificações de um mesmo conceito, hei de dizer que tal foi feita apenas por fins práticos, afinal, muitos fazem a confusão entre esses dois conceitos quando vão tratar do assunto descrito neste texto.

            A ciência é a busca pelo conhecimento da realidade a partir de um método e do fiel seguimento ao caminho pelo qual as evidências apontam, em descompromisso às expectativas da sociedade. A tecnologia é a aplicação de tal conhecimento em prol das necessidades de uma sociedade. Por exemplo, enquanto a ciência descobre que a fusão nuclear ocorre no Sol ou que o decaimento radioativo ocorre em núcleos atômicos instáveis, a tecnologia aplica essa informação para a construção de bombas. Ela, pois, como podemos ver, é movida pelos interesses, sendo corrompida por preconceitos e ideologias pessoais.

            Se o tópico escolhido for o segundo, é importante ressaltar que o órgão científico é axiologicamente neutro, movido por evidências (como citado no parágrafo anterior) e tendo, como base, as normas de Merthon: universalismo, comunicação, desinteresse (busca pelo interesse coletivo em detrimento dos interesses pessoais) e ceticismo. Muitos partem do seguinte raciocínio lógico para negar a neutralidade da ciência: (P1): O homem é subjetivo, não é neutro; (P2): A ciência foi feita pelo homem; (C) Logo, a ciência é subjetiva e não-neutra. No entanto, vale dizer que o “método científico” é aplicado a todos os homens que desejam produzir o conhecimento científico, não importando qual a forma que eles usem para chegar a tal. Sendo assim, torna-se ululante que o método é imparcial, um padrão ao qual os cientistas devem se adequar (não o contrário).

            Se escolhermos o terceiro tópico, temos uma explicação semelhante ao que foi dito para o primeiro, no entanto, enquanto a tecnologia consiga ir para a frente baseando-se nos interesses do tecnólogo, a ciência, muitas vezes, não consegue seguir em função dos interesses do cientista. No entanto, mesmo que o cientista faça uma pesquisa baseada em seus interesses, porém, forneça evidências cabíveis ao que está sendo dito, o conhecimento é válido até que novas evidências sejam apresentadas como forma de refutação.

            Mesmo assim, conspirar contra o conhecimento científico tendo, como base, o argumento de que a ciência pode ser construída baseada em interesses não é saudável. Quando um artigo é construído a partir disso, há de se refutá-lo não pela essência do que o escreveu, mas pelas falhas metodológicas que o texto, provavelmente, tem.

            Um bom exemplo disso é o caso de Andew Wakefield, um ex-médico que propôs que a vacina tríplice viral (contra o sarampo e outras doenças causadas por vírus e infectocontagiosas) problemas inflamatórios no intestino de quem a tomasse. A pesquisa teve, como universo amostral, 12 crianças e foi publicada em uma das revistas científicas mais conceituadas no campo da medicina, a The Lancet. No entanto, havia gravíssimas falhas metodológicas (a qual uma foi citada: o pequeno universo amostral). Esse artigo publicado serviu como fonte de irracionalidade para movimentos anti-vacina. Os níveis de vacinação no Reino Unido e em algumas outras partes do mundo caiu drasticamente, embora muitos órgãos tenham alertado para a segurança da imunização. A taxa de pessoas com sarampo também aumentou de forma considerável.

            Alguns anos depois da publicação, investigações foram feitas para buscar a motivação de Wakefield para elaborar tal atrocidade. Eis a resposta: Richard Barr, advogado específico em negligência clínica o contratara dois anos antes da emissão do artigo. Ele queria levantar um processo contra a VASPR (que produzia as vacinas tríplice), mas, para isso, precisava de provas. Eis que surge Wakefield e o plano deu totalmente certo. Devido à ignorância da população e aos inescrúpulos da mídia, o lucro com a publicação da fraude “científica” chegou a 150 libras por hora.

            No entanto, embora tenha havido uma motivação ideológia por trás do que Wakefield proferiu, os cientistas não refutaram o que ele falou por isso. O que eles fizeram foi reproduzir o que foi discorrido pelo médico, fornecendo o argumento de que as evidências que ele forneceu eram, na verdade, falsas e não refletiam a realidade. É assim que se faz ciência! Conspirar contra os artigos publicados nas revistas científicas a partir do pensamento de que os cientistas foram financiados ou movidos pelos próprios interesses não é saudável para a comunidade, já que abre brechas para dar críticas pedantes a qualquer artigo baseando-se unicamente na conspiração da motivação ideológica.

            Isso nos recorre a vários assuntos, como os transgênicos. Várias pessoas insistem em afirmar que os cientistas e as associações que endossam o consenso de que tais não trazem consequência nefasta alguma que os alimentos normais não trariam são financiadas por grandes corporações. Em primeiro lugar, há de se fornecer evidências para essa afirmação. Em segundo lugar, mesmo que as pesquisas sejam mesmo financiadas por tais “grandes corporações”, elas fornecem evidências tão claras que nem as organizações de medicina e saúde mais renomadas do mundo (como a Organização Mundial da Saúde) se atrevem a negá-las. Alguns outros dizem que os cientistas são financiados para não fazer pesquisas que fazem dos malefícios dos transgênicos. No entanto, acho muito difícil que as grandes agências consigam rastrear todos os cientistas do mundo que tentam provar isso e os paguem um valor consideravelmente grande para fazê-los sucumbir à moral ao próprio dinheiro.

            Outros muitos acusam as revistas científicas de trabalharem tal qual a mídia, fornecendo as evidências a favor de determinado assunto e ocultando as que são contra. A afirmação seria até verdadeira se não existissem várias e várias revistas científicas no mundo, nem mesmo várias e várias universidades. Também acho muito difícil que as grandes corporações venham a financiar todas elas. O que, na verdade, prejudica, muitas vezes, a ciência é a própria mídia. Às vezes, ela trata a ciência como se fosse uma ideologia, em que deve-se apresentar argumentos “a favor” e “contra” em suas notícias. Na verdade, o que deve ser apresentado são as evidências (principalmente, porque a mídia tem, como principal público, as pessoas leigas). Divulgar argumentos “a favor” e “contra” prejudica, muitas vezes, o conhecimento científico. Um bom exemplo é o consenso do aquecimento global, que é de 97%, mas, do modo que muitos veículos de comunicação expõem, ele parece ser de 50%, havendo, ainda, um debate sobre se o evento realmente existe e se é causado por ações antrópicas. Isso estimula a negação da ciência. Isso é terrível!

            E não é apenas a conspiração de que a ciência pode ser movida por interesses que ajuda em sua negação. O fato da superposição de alguns paradigmas também é mixado a isso. Muitos alegam que determinado artigo é falso tomando como base a sobreposição de ideias que a ciência possui. Alegam que, só por causa disso, qualquer artigo torna-se, necessariamente, falso. Aliás, qualquer artigo não, já que o argumento é utilizado apenas para aquelas publicações que não entram em consonância com as opiniões de quem fala.

            Em suma, é visível a influência pós-moderna que tais argumentos possuem. Nota-se, com facilidade, que eles possuem um leve ou grave caráter irracional (fáceis, portanto, de serem adotados por aqueles que não possuem um conhecimento epistemológico apurado). Não sei como posso combater tais discursos senão escrevendo refutações para eles, já que eles são, muitas vezes, ensinados nas próprias academias, então, agradeço se alguém puder compartilhar este texto.

            É notória a explicação do por quê de tais discursos de negação da ciência abordados serem tão disseminados: é mais fácil conspirar contra os cientistas do que produzir evidências bem corroboradas que vão contra as que eles alegam. Em suma, os argumentos não são sequer razoáveis, porque, como supracitado, abrem brechas para um ceticismo arbitrário e não possuem evidências que os sustentem.
            Fonte: http://www.universoracionalista.org/a-ciencia-e-neutra-seus-resultados-sao-baseados-nos-interesses-pessoais-dos-cientistas/

            Leia o texto abaixo: Cientificismo sim, positivismo não! Denúncia de arrogância filosófica por ignorância científica!

          • Ronaldo Alves

            Cientificismo sim, positivismo não! Denúncia de arrogância filosófica por ignorância científica!
            Por Douglas Rodrigues Aguiar de Oliveira –

            Antes de você decidir se retirar, me perseguir ou me acusar de herege em sua mente apenas pelo título provocativo, peço que você conte até dez e escute a minha proposta. Contou? Agora que você está relaxado, vou explicar melhor esse assunto.

            Desde tempos imemoráveis, os “intelectuais” separaram a cultura humana com todas as suas riquezas em dois grandes blocos que são agora conhecidos como as duas culturas¹. Estas são as ciências por um lado (e por ciência aqui não entram aquelas que chamamos de ciências sociais, mas tem lugar para as ciências naturais, a tecnologia e a técnica) e as humanidades por outro (aqui encontram-se a filosofia, as artes, a política e as ciências sociais). Com o mesmo conceito que nós nos referimos as ciências, elas não podem ser “humanas” ou “humanistas”, e que as humanidades não podem ser “científicas” (no sentido de cientificidade que tem a física ou a astronomia).

            O que há de errado em ver a nossa cultura deste modo? Em primeiro lugar, esta é uma visão falsa e inadequada da cultura; em segundo lugar, por ser uma visão falsa da cultura ela tem implicações obviamente falsas sobre as manifestações culturais e sua relação em manifestações humanas. Explicando esses pontos. A noção de duas culturas é falsa porque não se pode haver ciência sem as humanidades, e é tão indiscutível que não se pode nem imaginar hoje as humanidades sem ciência. É falso que a ciência ou a tecnologia desumanizam o ser humano, muito pelo contrário, tanto quanto sabemos, nenhum outro ser vivo no universo é capaz de criar conhecimento científico e aplicá-lo para produzir ferramentas com um fim pragmático específico. A ciência é uma das variadas características do que nos torna humanos. A ciência é também cultura humana e humanista. E chamar de humanista ignorando o que é ciência, com base nisso, é um ato de irresponsabilidade intelectual.

            Há um século, quem ignorava A Ilíada era rotulado de ignorante ou inculto. Hoje é, com igual justiça, quem ignora os conceitos básicos de física, biologia, química, economia ou das ciências formais. E com muita razão, porque estas disciplinas nos ajudam muito melhor do que Homero a desenvolver-nos na vida moderna; e não são apenas as mais úteis, mas são também intelectualmente as mais ricas². E é aqui que entramos em conflito, porque muitas vezes, vários “humanistas” se sentem ofendidos por ter seu orgulho aparentemente depreciado por tudo aquilo que é chamado de filosofia, literatura, artes… enfim, uma ofensa ao orgulho das “humanidades”. Até certo ponto, eles têm boas razões para se sentirem assim, até porque muitas vezes os discursos do tipo “anti-humanismo” são usados efetivamente para desprezar tudo o que não está no que é conhecido como o “método científico”.

            Os “humanistas” feridos lançam sua ofensiva assegurando que a ciência é apenas uma construção social relativa ao contexto histórico e a localização geográfica. Alguns, como num momento fez o showman que se autodenominava filósofo, Paul Feyerabend, à procura de uma ciência mais “artística” ou mais humana, chegou a assegurar que “em ciência tudo vale” e que a validade desta é igual ao da religião ou mito. Os “científicos” contestaram estas afirmações assegurando que elas carecem de conteúdo real, que são apenas palavras, uma bonita retórica que demonstra que “as humanidades” morreram ou que não têm nada a contribuir para a sociedade como a ciência faz na atualidade. Assim, tanto os “humanistas” como os “científicos” lançaram grandes pedaços de fezes para desprezar uns aos outros.

            Se um filósofo, um sociólogo ou um poeta falar algo sobre a ciência, dirão que ele está abusando de termos científicos que nem sequer entende (e em alguns casos realmente isso acontece). No entanto, se um biólogo, um físico ou um astrônomo falar sobre as implicâncias filosóficas e culturais de alguma teoria, é acusado de reducionista (e às vezes também é verdade), de ignorante em humanidades, de positivista ou de cientificista. Em suma, ele é acusado de heresia por entrar em um campo que presumivelmente ignora. Entre os principais partidários de ambos os lados se encontram algumas das mentes mais brilhantes que conhecemos³. Embora seja verdade que as humanidades não podem ser disciplinas confiáveis quando ignoram por completo a ciência (e vice-versa, o conhecimento científico não está completo sem uma compreensão humanista), é provocante e insultante os rótulos que são lançados na ciência: reducionista, positivista e, a pior, cientificista. Estes termos pejorativos não são somente usados para demonizar a ciência, mas também para confundi-la com tecnologias e teorias político-econômicas com visões de progresso industrial e enriquecimento privado (ou seja, neoliberalismo). Assim, se asseguram que a ciência é a força que oprime a sociedade, que é “uma verdade relativa”, um “relato” entre muitos. É claro que os mesmos estilos de ataques lançados a partir da postura “científica” merecem igual espaço para a reflexão e a análise crítica, mas neste momento vamos nos concentrar nas acusações de reducionista, positivista e cientificista.

            Sempre que se critica alguma proposta do tipo religiosa, filosófica, política, econômica ou sociológica a partir do pensamento crítico sustentado na ciência, pelos mais válidos argumentos que a crítica pode conter e por mais fatos sobre os quais se sustenta a dizer que o discurso atacado seja contraditório ou não se ajusta a realidade, o certo é que nunca vai faltar alguém que sairá gritando: Reducionista! Positivista! Cientificista! Este fenômeno (se é que posso dizer assim) ocorre independentemente da ideologia ou posição política que se tem. Desde a direita que acusa a ciência de promover um ateísmo que atenta contra a moral e os valores da sociedade tradicional; desde a esquerda que afirma que o imperialismo científico só existe para “explorar o homem pelo homem”, para criar armas de destruição em massa, para contaminar ou envenenar a prole com alimentos transgênicos e outras coisas sintéticas.⁴

            Além da inegável carga emocional deste tipo de retórica, a ignorância científica e as falácias cometidas, é quase uma regra que nos discursos como estes se tachem pessoas de reducionistas, positivistas ou cientificistas à crítica, como se isso fosse equivalente a dizer “bruxa!”, “herege!” ou algo parecido. Usam (ou melhor, abusam) destes conceitos como se fossem sinônimos e como se a visão científica poderia ser reduzia a eles. É o selo que indica que as críticas baseadas na ciência não têm lugar nas chamadas “humanidades”. Mas o quão honesto e correto é usar estes tipos de acusações que são basicamente estigmatizantes?

            Quando falamos de reducionismo, geralmente, se refere à ideia de que os fenômenos sociais podem ser explicados e reduzidos a fenômenos biológicos ou, melhor dizendo, físicos, de modo que só bastaria a biologia ou ainda mais com a física para explicar coisas como a criatividade, a socialização, os sentimentos, a oferta e a demanda ou as crenças religiosas. Isso é claramente o pior pesadelo de qualquer humanista. Mas acaba por ser um pesadelo sem fundamento, tal como explica Gilber Ryle⁵, pois isso carece de fundamento, mas não só por temer um contingente, mas também por não ter sentido tal contingência. Ryle explique que, talvez seja possível que os físicos encontrem algum dia uma resposta para todos os problemas da física, mas a verdade é que nem todos os problemas são problemas físicos. Uma analogia disso é comparar a física com o jogo de xadrez: um físico reducionista treinado que não sabe nada de xadrez olha alguns jogos. Depois de olhar para um jogo de xadrez e prestar atenção nos movimentos, o reducionista, ainda que ninguém tenha explicado o jogo, deduzirá ‘leis’ gerais do xadrez que sempre se cumprem. Assim, ele deduz os movimentos que podem ser realizado com o peão, o bispo ou a rainha (junto com o resto das peças).

            O físico reducionista concluiria que todo o jogo está regido por leis invioláveis; a partir do momento em que se move o peão, a jogada que ele vai fazer é previsível na maioria dos casos. O curso total do que tragicamente denominam de “jogo” já está pré-ordenado, sem alternativa. O jogo então é regido por uma necessidade inflexível que não deixa espaço para a inteligência ou a atenção. Portanto, o jogo de xadrez é redutível. Certamente, uma conclusão assim não seria minimamente científica, nem seria ajustada com a realidade do jogo de xadrez. Um jogador experiente iria rir de uma conclusão semelhante, dizendo que, embora seja previsível que ao mover um bispo ele tenderá ir em uma casa de mesma cor graças as “leis físicas do xadrez”, isso não é dedutível se o bispo for movido em um momento ou outro durante o jogo. Existe no jogo um amplo campo para que se manifeste a inteligência ou a estupidez de pensar e escolher. Nada disto é redutível às “leis”. As regras são inalteradas, mas as partidas não são uniformes.⁶

            Certamente, com esta analogia não se pretende sugerir que as leis da física são semelhantes às regras do jogo de xadrez, mas o que se pretende deixar claro é que não há contradição em dizer que um único e mesmo processo, acomoda dois princípios de distinta classe e que nenhum deles é redutível ao outro. Assim, não apenas o reducionismo físico total seria sem sentido, mas, de maneira semelhante, o reducionismo sociológico ou cultural também seria sem sentido. Isso tampouco significa que não existe um nível de redução na ciência, mas que o pesadelo dos humanistas em que suas amadas disciplinas sejam explicadas por leis físicas é falsa, e então, não faz sentido a acusação de que algumas teorias e propostas feitas da ciência são ingenuamente reducionistas. Tampouco pode usar este termo como um sinônimo para cientificista, embora talvez sim de positivista, como veremos mais adiante.

            O reducionismo científico real procura entender os fenômenos por meio de explicações mais simples e elegantes. Este é um ponto que está bem presente a partir das ciências naturais, pois uma explicação ingenuamente reducionista não pode ser uma explicação científica. No entanto, é igualmente errado assumir que as ciências naturais não têm nada a contribuir para a compreensão dos fenômenos sociais e psicológicos. Em ambos os pontos extremos estão os pseudocientíficos e pseudointelectuais, que são extremamente ingênuos.

            Por outro lado, o conceito de positivismo é geralmente tratado com mais ambiguidade e confusão. Na história, o positivismo foi uma das primeiras propostas contemporâneas que considerava a ciência como base para a reflexão filosófica, proposto no século XIX por Auguste Comte, que é considerado o primeiro filósofo da ciência no sentido moderno⁷. Comte buscava suprimir os sentidos da metafísica, exaltando o valor exclusivo da ciência como produtora de conhecimento e única guia para a filosofia e a vida⁸, mas sua proposta se desviou em uma doutrina religiosa solipsista. Embora que no século XX o positivismo proposto por Comte estava morto, no final da década de 1920 o Círculo de Viena, um grupo de filósofos que buscavam formar uma nova epistemologia, denominada por eles como empirismo lógico, mas indo para a história com o injusto nome de positivismo lógico. Assim, desde então, tachar alguém de positivista ou de “neopositivista” acabou se tornando uma etiqueta para identificar alguém como um reducionista que presta mais atenção na análise lógica da linguagem do que na atividade filosófica e científica do mundo real.

            O empirismo lógico marca o ponto de partida da filosofia da ciência como uma disciplina acadêmica, e com o seu inquestionável valor histórico e filosófico. O posterior desenvolvimento da filosofia da ciência se estrutura em maior ou menor grau em comentários e críticas das teses defendidas ou atacadas a partir do Círculo de Viena. No entanto, o empirismo lógico defendia uma série de afirmações únicas como características para que um enunciado ou uma teoria pudesse ser classificada como científica ou por ter sentido. A teoria ou enunciado analisado, dizia-se, tem sentido se e somente se existir um procedimento experimental que verifique isso. Se não tiver como, isso é metafísica e não-ciência e, portanto, não tem sentido. Os enunciados que não cumpriam com o anterior eram pseudoenunciados que não faziam outra coisa senão causar pseudoproblemas filosóficos. Isso limita tanto a ciência como a epistemologia ao ver como as únicas formas viáveis de ser ter enunciados e teorias com sentido, apenas mediante ao verificacionismo, o indutivismo e o reducionismo conceitual⁹. Teses que desde as críticas de Popper, Hempel, Kuhn, Lakatos, Moulines e Bunge (entre outros) não são mais defendidas e acabam em contradição. O enunciado “existe um mundo além da nossa própria mente”, é um enunciado que é aceito como válido para fazer uma pesquisa científica, mas no empirismo lógico ele é considerado sem sentido, uma vez que não há maneira absoluta de provar esta afirmação. Também dizem que o princípio de verificabilidade é o único critério de validade científica que não pode ser verificado, portanto, ele é sem sentido e, por conseguinte, o empirismo lógico acaba se auto-aniquilando. Isso fez com que a atual corrente que todos chamam de positivismo lógico morresse mais ou menos no final da Segunda Guerra Mundial.

            (Nota do tradutor: geralmente, ocorre uma confusão entre falsificacionismo e verificacionismo. O primeiro é a tese formulada por Karl Popper de que uma teoria só pode ser científica se ela for falseável. E Popper não fazia parte dos empiristas lógicos do Círculo de Viena. O segundo é a tese de que um enunciado só tem sentido se ele puder ser verificado.)

            Apesar do reducionismo total carecer de base científica e o positivismo lógico estar morto há mais de meio século, isso não impediu que o seu nome não seja aclamado, pois uma vez ou outra, as desqualificações de reducionistas e positivistas continuam aparecendo, mas agora com a intenção de desqualificar mais do que salvar alguma proposta pertencente a alguma doutrina ou postura que obedeça a estes conceitos. Já na história, essas ideias são recordadas como fracassos intelectuais, mas quando alguma proposta da ciência é feita para complementar qualquer ideia ou teoria em antropologia, sociologia ou filosofia, se desqualifica de positivista ou reducionista de forma ambígua, com a única finalidade de assegurar de forma implícita que tal proposta não seria mais do que um fracasso intelectual como as de Comte e Carnap. Aqui e na China tal postura é denominada de retórica tramposa, um sinal de arrogância e preconceito. Mas a ambiguidade e o prejuízo não para por aqui.

            Nos últimos tempos, quando um cientista aparece para apresentar uma teoria com implicações sociais, ou assegura que a ciência pode explicar os por quês filosóficos¹⁰ ou o dever da moral¹¹, dizem, sem uma análise prévia do ensaio, que esta é uma proposta cientificista. Mas o que é o cientificismo? Se tentarmos pedir a definição daqueles que abusam deste conceito, “o cientificismo é qualquer coisa, menos claro”. O cientificismo, em um sentido forte, é a postura que assegura que somente as afirmações científicas fazem sentido, no entanto, esta afirmação não é um enunciado científico e, portanto, carece de sentido.¹² O cientificismo forte é, portanto, igual ao empirismo lógico, auto-aniquilante. Essa concepção parece ter sido formulada por Ludwig Wittgenstein em seu Tractatus Logico-Philosophicus (1922) quando ele afirma que “a totalidade das proposições verdadeiras é o conjunto das ciências naturais…”; segundo a lenda, Wittgenstein repudiou tempos depois esta conclusão.¹³

            Nesta perspectiva, qualquer pessoa que dizer que isso não é um absurdo estará negando algo evidente. Mas isso não é nada mais do que uma forma de interpretar o cientificismo. O uso pejorativo do termo cientificismo como algo negativo usado por “humanistas” foi lançado por defensores das pseudociências e dos movimentos anticiências. Os pesquisadores do fenômeno UFO, parapsicólogos, defensores do criacionismo do design inteligente, psicanalistas, sociólogos pós-modernos e gurus new age, acusam todos aqueles que não compartilham de suas retorcidas formas de ver a realidade de cientificistas, causando ainda mais confusão. O cientificismo agora parece mais uma palavra para assustar do que um rótulo para qualquer doutrina coerente.¹⁴

            Devido à ambiguidade do cientificismo como pejorativo, alguns autores como o historiador da ciência e colunista da Scientific American Magazine, Michael Shermer, viram a necessidade de fazer uma definição coerente deste conceito em um sentido fraco ou moderado. Isso garante que a ciência, mesmo que não seja perfeita, nem uma verdade última ou revelada, é a melhor fonte de conhecimento, a melhor ferramenta para explicar o mundo natural e social. “O cientificismo é uma visão científica do mundo que engloba explicações naturais para todos os fenômenos, evita as especulações sobrenaturais e paranormais, e que abraça o empirismo e a razão como os dois pilares de uma filosofia de vida adequada para uma Era de Ciência”, disse Shermer.¹⁵
            Michael Shermer, Sam Harris, Stephen Hawking, Steven Pinker, Richard Dawkins e Mario Bunge. Cada um desses grandes pensadores se declararam, implicitamente ou explicitamente, cientificistas. Apesar disso, é possível distinguir um “nível” de cientificismo em cada um, pois enquanto alguns consideram a ciência como a única forma de conhecimento (Hawking e Dawkins), outros consideram que as disciplinas não científicas como a filosofia e as humanidades são úteis na compreensão do cosmos, da vida, do ser humano e sua história (Pinker e Bunge). Alguns outros consideram que as problemáticas que foram relegadas para a filosofia, como a moral, na verdade podem ser objetos de estudo científico (Shermer e Harris). O cientificismo, no entanto, tem sido criticado em todos os seus níveis. Um de seus principais críticos é o filósofo Massimo Pigliucci.

            É neste ponto que eu queria chegar com esta brevíssima revisão da denúncia infundada e ambígua, o ponto em que se define o cientificismo, não como um adjetivo negativo que mostra ignorância e arrogância, mas como uma postura. Para uma definição mais completa, defensável e que se ajusta com a autêntica visão dos cientistas com interesses filosóficos e dos filósofos que buscam filosofar cientificamente, Steven Pinker em seu artigo “A ciência não é sua inimiga”, publicado em agosto de 2013 na New Republic nos diz que “o cientificismo… não é a crença de que os membros de um grêmio profissional chamado ‘ciência’ são particularmente sábios ou nobres. Pelo contrário, as práticas de definição da ciência, como o debate aberto, a revisão por pares, e os métodos de duplo-cego, são expressamente concebidos para evitar os erros e os pecados que os cientistas, sendo humanos, são vulneráveis. O cientificismo não significa que todas as hipóteses científicas atuais são verdadeiras; a maioria das novas não são, o ciclo da conjetura e da refutação é um elemento vital da ciência. Não é uma unidade imperialista para ocupar as humanidades; a promessa da ciência é enriquecer e diversificar os instrumentos intelectuais da erudição humanista, não destruí-los. E não é dogma de que o físico é tudo que existe. Os próprios cientistas estão imersos no meio etéreo de informações, incluindo as verdades das matemáticas, a lógica de suas teorias e os valores que norteiam a sua empresa. Neste conceito, a ciência vai de mãos dadas com a filosofia, a razão e o humanismo do Iluminismo. Ele se distingue pelo compromisso explícito de dois ideais¹⁶ e são esses que o cientificismo pretende exportar para o resto da vida intelectual”.¹⁷

            Este ponto é, na minha opinião, o mais importante, a aceitação de que a cultura não é composta de ciências “E” humanidades, mas de que há apenas uma cultura. A cultura que une as humanidades com a ciência, ou seja, a cultura científica é o que melhor pode nos ajudar não só a entender o mundo que nos rodeia, mas para expressar nossos sentimentos, desejos e decisões sobre isso. Ademais, isso é essencial para uma boa educação, bem como para nos ajudar a definir a luz da escuridão. Na sociedade, a ignorância, o obscurantismo, a superstição e a pseudociência são vendidas como verdades reveladas, representam uma ameaça em vários graus. A cultura científica, a postura cientificista moderada, é a melhor ferramenta para nos defendermos do ataque da irracionalidade. A ciência é vital para entender a sociedade. Ninguém expressou melhor a ideia do que o astrônomo e grande divulgador científico, Carl Sagan, que escreveu: “Nós criamos uma civilização global em que os elementos mais cruciais dependem profundamente da ciência e da tecnologia. Também criamos uma ordem em que quase ninguém compreende a ciência e a tecnologia. É uma receita para o desastre. Podemos escapar ilesos por algum tempo, porém mais cedo ou mais tarde essa mistura inflamável de ignorância e poder vai explodir na nossa cara… Minha preocupação é que, especialmente com a proximidade do fim do milênio, a pseudociência e a superstição parecerão mais sedutoras a cada novo ano, o canto de sereia do irracional mais sonoro e atraente. Onde o escutamos antes? Sempre que nossos preconceitos étnicos ou nacionais são despertados, nos tempos de escassez, em meio a desafios à auto-estima ou à coragem nacional, quando sofremos com nosso diminuto lugar e finalidade no Cosmos, ou quando o fanatismo ferve ao nosso redor – então, hábitos de pensamento conhecidos de eras passadas procuram se apoderar dos controles. A chama da vela escorre. Seu pequeno lago de luz tremula. A escuridão se avoluma. Os demônios começam a se agitar.”
            Fonte: http://www.universoracionalista.org/cientificismo-sim-positivismo-nao-denuncia-de-arrogancia-filosofica-por-ignorancia-cientifica/

            Leia o texto abaixo: A ciência é neutra? Seus resultados são baseados nos interesses pessoais dos cientistas?

          • Ronaldo Alves

            Não há possibilidade de diálogo entre ciência e religião.
            “Num diálogo, os interlocutores tentam chegar a consenso conciliando, corrigindo ou eliminando ideias. Mas de se um dos intervenientes não pode contradizer o outro não há diálogo. Só conversa de barbearia. Há diálogo na ciência porque há um esforço para conciliar ideias e um consenso que a forma de o conseguir é confrontando-as com as observações. Assim o diálogo é possível e proveitoso. Mas a fé não visa corrigir ou conciliar ideias. Visa defender a sua visão seja do jeito que for. Assim não há diálogo, nem com a ciência nem entre religiões. Em parte porque falta às religiões uma forma confiável de corrigir os erros. Mas principalmente porque lhes falta o mais fundamental em qualquer diálogo: admitir a possibilidade de estar enganado.” – Ludwig Krippahl, administrador do blog ktreta

            John Lennox? Não obrigado. Me bastou uma frase dele numa entrevista que li:
            “Os físicos concordam que houve um início, então eles estão em acordo com a Bíblia nesse aspecto”
            Merda pura! A ciência diz para usarmos bactericida, e isso é conhecimento porque inclui a explicação que as mãos têm bactérias, que as bactérias se propagam, que a sua propagação causa doenças e até quais bactérias causam quais doenças. Essa rede de hipóteses interligadas e justificadas é conhecimento. A Bíblia não tem nada disso. Levítico 15:13 diz:”Quando, pois, o que tiver o fluxo e ficar limpo do seu fluxo, contará para si sete dias para a sua purificação, lavará as suas vestes, banhará o seu corpo em águas vivas, e será limpo.” Isto não é conhecimento nenhum. É um ritual religioso. Não explica, não informa, não diz por quê nem para que fim. A ciência não confirma a Bíblia. A ciência EXPLICA um monte de coisas e a Bíblia AFIRMA um monte de coisas. Estranho seria se nem uma das afirmações da Bíblia se parecesse a alguma das explicações da ciência.

            Vc me acusa de dizer que só religiosos são fundamentalistas. Nunca disse isto. Vc me chamou de ignorante por discordar do racismo de Lombroso, quando nem sabia que ele era racista. Vc insiste em afirmar que defendo um “Comtismo positivista” quando já deixei claro que defendo o naturalismo metodológico adotado pela ciência pois acredito que o enfoque científico é o melhor meio para obter conhecimento do mundo. Como disse antes e vc ignorou: “Adotando a metodologia naturalista, tivemos enormes avanços na indústria, medicina, agricultura, tecnologia, e muitos outros campos. Se ainda adotássemos o sobrenatural como método científico, provavelmente ainda estaríamos queimando bruxas para espantar a seca e passando sangue de pombo nas paredes para afastar maus espíritos.” (Ceticismo.net – Típicos erros criacionistas). Vc cita Bertrand Russel como se a opinião dele sobre empirismo científico representasse a opinião da comunidade científica em geral. Atualize-se! Nunca ouviu falar da falseabilidade de Karl Popper?
            O que vc espera conseguir com declarações simplórias e óbvias como “otimismo e confiança pueris na possibilidade do sucesso de um mundo guiado pelos “valores” da ciência… a ciência, é, ela mesma, impregnada de ideologias e fundamentalismos…. a ciência não é isenta ou neutra…O mesmo ser humano que, guiado pela crença no “progresso” linear da ciência, cria a bomba atômica e armas química”? Mudar meu ponto da vista a respeito da superioridade da ciência sobre a religião?
            O resto de seu comentário vai na mesma linha, nem vale a pena comentar. Vc pressupõe demais. Seus comentários são um enorme atravancado de afirmações arbitrárias, petições de principio, interpretações adulteradas de meus textos — prova de que não está capacitado para debater com imparcialidade. Só postei essa resposta por teimosia. Por essa e outras me darei ao luxo de ignorar suas próximas postagens.

            Não deixe de ler os três textos abaixo que refletem o que eu verdadeiramente penso, muito diferente do que vc falsamente insiste em achar que penso:
            1. Cientificismo sim, positivismo não! Denúncia de arrogância filosófica por ignorância científica!
            2. A ciência é neutra? Seus resultados são baseados nos interesses pessoais dos cientistas?
            3. A inutilidade da Teologia

          • AntonioOrlando

            Ronaldo Alves

            “Quando, pois, o que tiver o fluxo e ficar limpo do seu fluxo, contará
            para si sete dias para a sua purificação, lavará as suas vestes, banhará
            o seu corpo em águas vivas, e será limpo.”

            Continuas cometendo erros primários de interpretação.Há de se contextualizar – semântica e hermeneuticamente e,sobretudo, no espaço e no tempo – o que se lê. Isso foi escrito há cerca de quatro mil anos… menos… Ademais, a Bíblia não é um livro científico.

            Abs

            Orlando

          • AntonioOrlando

            Prezado Ronaldo, o que Ludwig Krippahl, administrador do blog ktreta, diz cai como uma luva para definir neo ateus.

          • AntonioOrlando

            Ronaldo Alves

            O que você tem feito é tentar provar que você está certo. O que fazes não é muito diferente de uma pregação – no caso científica. No resto, és um fundamentalista neo ateu que, sim, tem fé (e muita) no positivismo linear de Comte.

            E, por favor, achar que ciência, per se, tem (ou terá) todas as respostas é o máximo em reducionismo arcaico do século XXI ou, ainda, um iluminismo anacrônico!

            Abs
            Orlando

          • Ronaldo Alves

            “Sem sombra de dúvida uma nação é um sistema cujos ideais são institucionalizados pelo padrão, e organização, de suas leis/constituição e, não raro, pela diversidade da cultura de seu povo. Do mesmo modo, que a Ateia é um sistema cujos ideais são norteados pela não crença em Deus e, é claro, pelo seu estatuto. E daí?”

            E daí que vc ouviu cantar o galo e não sabe onde. Por isso falou titica. Cícero costuma dizer que não segue religião, segue Jesus. Quis demonstrar a ele que isso é conversa fiada. Para seguir Jesus vc precisa ser batizado (Marcos 16:16). E como alguém pode ser batizado sem filiar-se à uma igreja? Dai meu comentário.

            Paz.

          • Ronaldo Alves

            “Ronaldo, onde vivem os números?”
            Na mente de quem os imagina. Onde mais? Vc é algum tipo de realista platônico? Leia Aristóteles. É um excelente antídoto para esta baboseira.

            “Como eu consigo “pegar” o número Três/3?”
            Por que vc quereria pegar o nº 3? Não dá mané. Vc é estranho cidadão….

            “Será que números são conceitos que só existem na cabeça de quem acredita neles?”
            Que confusão cara! Vc não precisa acreditar em algo para formar um conceito a respeito. Nem este algo precisa existir. Vc acredita em centauros? Um centauro existe fora das histórias da mitologia grega? Ou é apenas fruto da imaginação humana, a associação das idéias de cavalo e de homem numa só figura? O mesmo vale para os números. O número surgiu a partir do momento em que existiu a necessidade de contar objetos e coisas e isso aconteceu há mais de 30.000 anos. Os homens nessa época viviam em cavernas e grutas e não existia a ideia de números, mas eles tinham a necessidade de contar. Assim, quando os homens iam pescar ou caçar levavam consigo pedaços de ossos ou de madeira. Para cada animal ou fruto capturado, o homem fazia no osso ou no pedaço de madeira um risco. Com a evolução do homem, que deixando de ser nômade fixou-se em um só lugar, esse passou a praticar não somente a caça e a coleta de frutos, mas também o cultivo de plantas e a criação de animais. A partir daí surgiu a necessidade de uma nova forma de contagem, pois o homem precisava controlar o seu rebanho. Passou-se, então, a utilizar pedras: cada animal representava uma. Mas como isso era feito? Para cada animal que ia pastar, uma pedra era colocada dentro de um saco. Ao final do dia, para cada animal que entrava no cercado, uma pedra era retirada. Assim, era possível manter o controle e saber se algum animal havia sido comido por outro animal selvagem ou apenas se perdido. Com a evolução do homem e da matemática, surgiu a palavra cálculo, que em latim significa “contas com pedras”.

            “Será que, grosso modo, aquilo que não consigo ver, ou segurar, “não existe”?”
            Depende. Vc não consegue ver, segurar ou sentir radioatividade, mas se fizer uma visitinha a Chernobyl sem usar proteção, já era. Radiação não só existe como mata. Sabemos disso porque
            ela causa efeitos que podem ser verificados com a utilização de um contador geiger por exemplo. Por outro lado vc pode sofrer de alucinação, que é a percepção de um objeto que não existe, ou seja, são percepções sem um estímulo externo. Por isso não podemos confiar em nossos sentidos/sentimentos para acreditar que uma coisa é real.

            “Cara, como se “pega” um pensamento?”
            Sei lá. Por que alguém quereria fazer isso?

            “Será que pela impossibilidade de eu “prender” um pensamento na gaiola, ou “ver” um pensamento, eles não existem?”
            Mas vc pode “ver” um pensamento e até prendê-lo. Vc “vê” pensamentos quando usa a imaginação, ou quando sonha ao dormir. E vc os prende na gaiola de sua memória. Pode-se dizer que existem dois tipos de realidade: a realidade externa acessível a todos em alguma medida e a realidade interna, particular à mente de cada um de nós. Aquilo que existe na realidade externa não depende de nós para existir. A realidade interna acaba quando nossa mente deixa de existir.

          • AntonioOrlando

            Ronaldo Alves

            O que sustenta uma casa/prédio não são, só, os materiais usados para ergue-la. O que impede que uma casa /prédio caia são, sobretudo, os cálculos que o engenheiro/arquiteto faz. Nesse sentido, números/cálculos são muito mais do que conceitos, com efeito, são realidades expoentes e quase palpáveis.

            Que o diga Pitágoras!

            Hoje, o número é considerado como uma abstração da mente, um ente da razão. Segundo o dicionário “ente” quer dizer pessoa/ ser vivente/seres existentes. Nós até “conversamos” com os números – quando fazemos cálculos e, não raro, muitas das descobertas da física são, primeiro, expressas em números/cálculos antes de se tornarem realidades. Enfim, na vida real, sentimos, no cotidiano, os efeitos dos números, no entanto, não podemos pegá-los ou vê-los. Eles, números, entretanto existem como uma realidade invisível.

            Como Deus, os números são anteriores aos homens. Eles, números, sempre existiram e, acima de tudo, não foram inventados pelos homens – apenas se deixaram conhecer. O número não “surgiu” do nada ele, número, apenas se permitiu conhecer, posto que ele está em tudo aquilo que rege e sustenta a concepção de Universo. Em outras palavras, o número sempre fez parte da natureza humana – não foi jamais inventado pelo homem.

            Abs.

            Orlando

          • AntonioOrlando

            Ronaldo Alves

            O que é real? A percepção/ideia/imaginação de algo é singular e, não raro, depende das idiossincrasias/cosmovisão de cada um. Quando olhamos um carro cada um percebe, nesse mesmo carro, uma imagem única que, as vezes, é intraduzível ao outro. Nesse sentido, o carro é desprovido de sua função e se transforma em algo que estimula a imaginação. Ou seja, quando alguém sofre de “alucinações”, para ela, essas imagens, são reais. Na verdade, não “vemos” com os olhos e sim com o cérebro e, por conta disso, as imagens criadas pelo cérebro de uma pessoa que sofre alucinações são reais. Isto é, grosso modo suas alucinações são reais.

            Para os fenomenólogos, só existe objeto se existe também um sujeito para percebê-lo. Se percebemos/enxergamos com o cérebro e não com os olhos, as imagens criadas pelo cérebro de um apessoa que sofre alucinações são objetos reais… para ela.

            Abs

            Orlando

          • Cícero

            Perto da militância evangélica o ativismo ateísmo é café pequeno.

            Deve ser certamente devido a irracionalidade nonsense do ateísmo, que temos mais cristãos aqui.

            Conversão de ateus ao cristianismo, cumprimento de profecias bíblicas? Apresente número s, pesquisas, fonte de sua afirmação.

            Não vou ficar repetindo ad-nauseam pra vc. Mas Israel hoje, é o maior cumprimento de profecias depois de Jesus.
            Obviamente países ateistas não irão divulgar isso em suas mídias. Mas pesquise por ex. na China comunista, o crescimento do cristianismo. Na Índia estão duas das maiores igrejas cristãs do mundo!

            Dizia é? Onde? Quando? Fontes enrolão. A resposta também vale pra vc energúmeno,não reparou? Em forma de argumento seria assim:
            Seja p=conceitos religiosos

            Lamento bobão. O P= valores cristãos (não religiões) se mostra cada vez mais verdadeiro pelos fatos e experiências mundiais observáveis.
            Citação no item 9:
            http://liberdadeepensar.blogspot.com.br/2008/09/inferno-parte-3-objees-idia-do-inferno.html

            E como a ciência pode detectar o que não tem evidência? Sim, porque ateísmo é descrença no brenatural por falta de evidências.

            O surgimento do incrível universo e da complexa e multiforme vida já são os maiores milagres sobrenaturais.

            “Então porque seria diferente para o mundo invisível imaterial de outra dimensão?”
            Porque não existe.

            Então prove… boa sorte!

            Mesmo que até hoje a teoria de muitos universos ainda não seja completamente aceita, a metodologia nela empregada prognosticou o conceito de decoerência quântica.

            Petição de princípio, porque só vale para os multiuniversos e outros termos ESPECULATIVOS E MERAMENTE TEÓRICOS FILOSÓFICOS?
            Então igualmente vale para o mundo espiritual paralelo ao nosso mundo físico, onde mesmo a ciência não tem todo o domínio por ser limitada e falha.

            Seu analfabetismo científico não o qualifica para tanto. Mas fiquei curioso. Apresente os links destes sites.

            Aprenda leigo. Como sempre pura especulação e nada CONFIRMADO!
            http://deviante.com.br/noticias/um-dos-maiores-misterios-da-astrofisica-materia-escura-pode-estar-finalmente-proxima-de-ser-descoberta/

            Bem ao contrário da religião que se agarra a dogmas milenares e se recusa a mudar mesmo diante de montanhas de evidências. Por isso que o progresso humano depende da ciência e não da religião, seu mané.

            Não mané tonto! a Ciência Empírica já CONFIRMOU inúmeros eventos e personagens bíblicos!
            Pode chorar e espernear…

            Vc é um eunuco etíope? Pode recorrer ao Filipe para se batizar? Está vivendo no primeiro século depois de Cristo? Então não enrola e responde o que perguntei: Se vc não frequenta igrejas como se batizou?

            O batismo não precisa ser necessariamente em igrejas, ainda que seja a forma mais comum; se ele continuará em tal igreja isso ele decide. As igrejas cristãs inicialmente eram em casas. Missionários podem batizar em lugares sem existir igrejas.

            Por acaso radiação, gravidade, eletromagnetismo, eletricidade, ondas, raios são formadas de puro espírito? São formas de energia mas continuam sendo entidades físicas pertencentes ao mundo natural.Essa resposta sem pé nem cabeça foi fruto de sua costumeira desonestidade intelectual? Foi burrice? Ambos? Que porra de possessão demoníaca? Ah, não apela sujeitinho inútil.

            Não estúpido! Falácia da ignorância, vc mesmo aceita que a ciência não sabe tudo.
            Então como provas a inexistência de anjos, demônios, seres espirituais??
            Eventos reais; a princípio inexplicáveis; não são ficção/mitos, só porque assim desejamos.

            Se fossem mitos inofensivos, não seriam tão temidos e comentados negativamente desde a antiguidade. O maior trunfo do diabo é a camuflagem de inexistência (principalmente aos ateus!).
            Não só homens da Bíblia, mas homens sábios da antiguidade e hoje não negam esses seres.
            Mas a existência do mal em todas as suas formas é notória desde os primórdios da humanidade, com aumento significativo até hoje.
            A tradição humana antiga e até hoje confirmam esses fatos que, numa sociedade, se transmitem de maneira viva de geração a geração.
            A existência de milhares de religiões, heresias, seitas, conceitos, filosofias, ideologias diversas comprovam a existência de um grande Enganador.

            A existência de seres puramente espirituais não repugna à razão, …ao contrário do mito transformista mágico darwinista. O próprio Deus nos incita a usar a razão: “Vinde e argui-me diz o Senhor… estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós”,

            Mas a existência do mal em todas as suas formas é notória desde os primórdios da humanidade, com aumento significativo hoje.
            A tentação universal em pecar, até em pessoas tementes a Deus, é explicada pelo ataque pessoal constante. O mal não pertence a categoria de força impessoal como se supõe. A gravidade, magnetismo, radiação são forças impessoais, mas não incitam pessoalmente. O mal por sua natureza interage com o intelecto e vontade.

            Pessoas que cometem atos insanos, degradantes e terrivelmente hediondos sabemos ser possessão/opressão e muitos casos de epilepsia também, várias causadas p/influência diabólica, pois pessoas normais e sãs não teriam tal comportamento. Algumas precisam até ficar amarradas.

            Jesus foi real e expulsou demônios das pessoas assim como faz hoje, logo o mundo espiritual é real:
            “E curou muitos que se achavam enfermos de diversas enfermidades, e expulsou muitos demônios, porém não deixava falar os demônios, porque o conheciam.” Mc 1:34.

            Nos seres vivos o combustível da vida mais utilizado é a glicose. Um cerébro não é apenas compostos e elemetos químicos. É um conjunto das estruturas nervosas formadas por bilhões de neurônios, ligados por milhares de conexões sinápticas. A atividade desta estrutura é aquilo que chamamos de mente

            Não desonesto. A neurologia mostra os pontos luminosos das reações químicas elétricas no cérebro APÓS nossos atos, pensamentos, idéias, emoções, sentimentos, raciocinios se concretizarem, o que demanda uma origem não-física nessas ações, sendo ativados pelos conjuntos cognitivos e metafísicos imateriais. A não ser que vc creia que elementos e compostos químicos físicos pensam/decidem possuem em si mesmos qualidades nobres ou malignas inerentes aos humanos.
            Avaliamos tudo antes mesmo do ato volitivo.
            A pré-analise, avaliação racional, cognitiva de nossa consciência, julgamento é o FATOR ATIVO desencadeante das reações químicas elétricas no cérebro, e não a própria matéria inanimada no cérebro.
            As sinapses são consequência e não causa de nossos atos, pensamentos, palavras:
            http://men5185.ced.ufsc.br//tr

            “Dentritos (do grego dendron, que significa árvore) são prolongamentos geralmente muito ramificados. Eles são responsáveis pelo recebimento dos sinais;”

            Assim, os sinas são recebidos dos nossos pensamentos, ideias, ações, emoções, vontades. Repito, neurônios, elementos químicos, não decidem apenas reagem.

            Citar passagens bíblicas é absolutamente irrelevante para provar seu ponto de vista.

            Irrelevante é vc negar isso. Fato é fato! é real é observável é mundial, sendo mais uma dentre tantas profecias confirmadas hoje.

            E vc esperava o quê? Que depois de milhões de anos de evolução em conjunto as peças não encaixassem? Deixe de ser otário mané.

            rsrs.. dá pena, é triste ver tanta burrice e ignorância!
            Qualquer erro de transcrição genômica ou funcional invalidaria a sobrevivência e reprodução da espécie cfe. as Leis de Mendel tanto para micro ou macro organismos; e a suposta mágica dos contos transformistas da TE nem passariam dos primeiros organismos unicelulares (eles também um enorme milagre!).
            http://geradormemes.com/media/created/cmi5du.jpg

            Alucinações também são naturais em humanos, mas não significa que exista nada lá fora.

            Prove! já sabes tudo que há no universo físico e não físico então?

            Leis naturais são descritivas, leis humanas são normativas. Logo as leis naturais não têm necessidade de um legislador.

            Tanto uma como a outra precisam de uma Origem Inteligente. As interações dentro do átomo obedecem a leis físicas. Leis quânticas impedem que os elétrons girem para dentro do núcleo atômico.
            O eletromagnetismo tem uma única força que permite que aconteçam múltiplos processos essenciais: permite que estrelas brilhem de modo constante por bilhões de anos; que o carbono se sintetize em estrelas; assegura que léptons não substituam quarks, o que tornaria os átomos impossíveis; é responsável por não deixar que os prótons se desintegrem depressa demais ou que se repilam mutuamente com força exagerada, o que tornaria a química impossível. Como é possível que essa mesma força única satisfaça tantos requisitos diferentes, quando parece que seria necessária uma força diferente para cada um desses processos?

            É o chamado princípio cosmológico. Vc não pensa que isso implica na existência do Deus judaico-cristão, pensa? Porque se estiver pensando vai ter que demonstrar como.

            As leis finamente ajustadas (mais de 100!) no universo implicam facilmente um Criador Projetista Inteligente, quer mais? aqui:
            http://ateismorefutado.blogspot.com.br/2014/12/o-argumento-cosmologico-dr-william-lane.html

            Agora precisa dizer qual a probabilidade do surgimento do universo por meios sobrenaturais. É preciso fazer esta comparação. Então, qual a probabilidade que as leis da natureza sejam violadas? Qual a probab ilidade de que um ser todo bondoso, todo poderoso, que tudo sabe, mas que é indetectável, esteja por trás de tudo isso? Coisas complexas são comuns Vemos fenômenos naturais a todo momento.

            Então o que seria mais complexo? um celular, um micro, uma tv, uma bicicleta que demandam um designer… ou o universo?

            Qual a probabilidade de vc vir a existir?

            Jamais nós viriamos a existir se dependêssemos do acaso, sorte e caos às cegas. Uma vitamina de abacate nunca se transformará num abacate, nem em milhões de anos, assim como uma ameba nunca virará uma girafa nem em milhões de anos. Seu micro surgiu assim também??

          • Ronaldo Alves

            “Argumentos a favor da existência de Deus não são apenas inconclusivos, mas pouco convincentes. Além disso, no máximo, eles implicam em deísmo do “proprietário ausente”, a crença em um Deus impessoal que criou a natureza, mas não intervém milagrosamente, e que não se revelou a humanidade. Enquanto eu poderia felizmente admitir deísmo, um Deus distante é dificilmente distinguível de nenhum Deus em tudo. Passar dos argumentos do deísmo implícito para a existência de Deus ao cristianismo ortodoxo, é como tentar pilotar um avião para a lua: simplesmente não há maneira de chegar lá. E os argumentos teístas não leva-nos a qualquer tipo particular de teísmo, quer judaísmo, cristianismo ou do islamismo, e muito menos a qualquer ramo específico dessas religiões.”
            “Por que não sou cristão: Um Resumo do meu caso contra o cristianismo “- John W. Loftus

            “Ninguém acredita que a Bíblia quer dizer o que diz; estamos sempre convencidos de que ela diz o que queremos dizer.” – George Bernard Shaw

            “Quer se tornar ateu? Leia a Bíblia! Quem estuda, sabe. Quem não estuda, acredita!”
            Citado Por André Carvalho do Ceticismo.net

            “A fé é o inverso da razão, a sua némesis. Nenhum dos seus frutos pode resultar em algo útil para a humanidade. Seria possível imaginar uma religião sem fé se os deuses existissem, se estes deixassem, no mundo, marcas profundas e suficientes padrões para que, após um período de adaptação, um conjunto de ritos os permitissem aplacar. Seria um exemplo de religião aplicada, uma versão científica para lidar com superforças naturais e conscientes. Mas os deuses não existem e, assim, as religiões têm de se basear em asserções de fé, na crença inane que sai tanto mais fortalecida quanto menor for a evidência apresentada a seu favor pela realidade.”
            João Neto

            “A vida não precisa ter nenhum sentido, a não ser aquele que damos a ela. Por que ficarmos deprimidos? Para mim, essa é uma imagem revigorante. Justamente porque a vida é efêmera, todos nós deveríamos tirar o máximo proveito do breve momento que desfrutamos sob o sol. Deveríamos aproveitar ao máximo o fato de evoluirmos com uma consciência que nos possibilita apreciar a beleza do cosmos, ao mesmo tempo que buscamos melhorar a vida na Terra. Prefiro viver num universo onde a vida é breve e preciosa a noutro onde o sentido da vida nos é ditado por um Saddam Hussein dos céus!”
            Lawrence Krauss, cosmologista americano

            “Talvez eu tenha sido criado por um deus entediado à procura de alguma distração. Ocorreu-lhe a idéia de criar um planeta e habita-lo com pessoas nas quais ele embutiu uma forte disposição para aceitar ensinamentos religiosos sem questionamentos. Ele então foi até diferentes grupos e disse “Vocês são os filhos escolhidos de Deus. Vocês tem o direito e o dever de dominar o mundo. Todos os outros são infiéis que devem ser ou convertidos ou mortos.” Depois de fazer isso, ele sentou-se em sua poltrona celestial com uma lata de cerveja paradisíaca numa mão e uma porção de fritas na outra e começou a assistir o desenrolar do drama da Terra Sobrevivente, e ele viu que era bom. Ou, pelo menos, que ele se divertia com isso.”
            Alonzo Fyfe, “A Purpose to Life,” 24 de Julho de 2009

            Que parte vc não entendeu? Estou de férias. Respostas/refutações para seus chutes falaciosos podem ser encontradas nos links abaixo, seja no texto principal ou nos comentários. Divirta-se….
            https://rebeldiametafisica.wordpress.com/2012/09/02/defender-o-cristianismo-faz-pessoas-brilhantes-parecerem-estupidas/
            http://www.bulevoador.com.br/2015/08/evolucao-e-criacionismo-no-brasil/
            http://sociedaderacionalista.org/2013/12/20/ausencia-de-evidencia-e-evidencia-de-ausencia/
            http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=107NOt8aHTY
            http://livrespensadores.net/artigos/o-apelo-a-ignorancia-nas-pseudociencias-e-religioes/
            http://sonhoslx.blogspot.com.br/2004/07/no-se-pode-provar-uma-negativa.html
            http://sonhoslx.blogspot.com.br/2004/07/no-se-pode-provar-uma-negativa_26.html
            https://rebeldiametafisica.wordpress.com/2011/06/27/os-dez-sintomas-de-uma-pessoa-iludida/
            http://www.talkorigins.org/faqs/quotes/mine/project.html
            http://scienceblogs.com.br/dimensional/2007/09/ic008/
            http://scienceblogs.com.br/dimensional/2007/10/ic011/
            http://scienceblogs.com.br/dimensional/2007/08/ic005/
            http://pergunte.evolucionismo.org/post/15501392133
            http://hypescience.com/as-10-pessoas-mais-inteligentes-do-mundo/
            http://genesisum.blogspot.com.br/2011/12/mentira-por-tras-do-criacionismo-12.html
            http://www.respostasaoateismo.com/2012/10/por-que-o-seu-deus-e-verdadeiro-e-nao-o.html
            http://www.abiblia.org/ver.php?id=4128
            http://porquenaocreio.blogspot.com.br/2013/02/profecias-biblicas-livro-apocalipse.html
            http://porquenaocreio.blogspot.com.br/2013/01/isaias-4428-menciona-ciro-profeticamente.html
            http://porquenaocreio.blogspot.com.br/2013/02/daniel-crucificacao-jesus-destruicao.html
            http://sociedaderacionalista.org/2012/01/29/as-incoerencias-de-deus/
            http://sociedaderacionalista.org/2012/03/04/as-incoerencias-de-deus-parte-2/
            http://sociedaderacionalista.org/2012/02/06/por-que-as-coisas-existem/
            http://sociedaderacionalista.org/2012/01/05/onisciencia-e-livre-arbitrio-uma-contradicao/
            http://sociedaderacionalista.org/2011/10/19/o-deus-empirico-e-o-deus-transcendental/
            http://sociedaderacionalista.org/2011/10/14/argumentos-da-inexistencia-de-deus-parte-i/
            http://sociedaderacionalista.org/2011/10/15/argumentos-da-inexistencia-de-deus-parte-ii/
            http://sociedaderacionalista.org/2011/11/15/um-peixe-nao-escreveu-este-ensaio-richard-carrier/
            http://sociedaderacionalista.org/2011/08/09/metafisica-crista-uma-colcha-de-retalhos/
            http://sociedaderacionalista.org/2011/08/18/religion-against-science/
            http://sociedaderacionalista.org/2014/07/08/voce-nao-pode-simplesmente-escolher-acreditar/
            https://rebeldiametafisica.wordpress.com/2012/02/22/william-lane-craig-demonstrou-a-existencia-de-uma-falacia-no-ensaio-dos-milagres-de-david-hume/
            https://rebeldiametafisica.wordpress.com/2011/12/29/o-problema-com-a-teologia-natural/
            https://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://debunkingchristianity.blogspot.com/2008/01/william-lane-craig-debates-victor.html&prev=search
            https://translate.googleusercontent.com/translate_c?depth=1&hl=pt-BR&prev=search&rurl=translate.google.com.br&sl=en&u=http://debunkingchristianity.blogspot.com/2007/04/review-of-victor-j-stengers-book-god.html&usg=ALkJrhiY8Zna97-epVNC1YkBPX4sxUXxKA
            http://criticanarede.com/rel_hume1.html
            http://www.universoracionalista.org/uma-critica-ao-argumento-cosmologico-de-kalam/
            https://ateus.net/artigos/critica/refutacao-de-alguns-argumentos-a-favor-da-existencia-de-deus/
            http://liberumfilosofia.blogspot.com.br/2015/12/argumento-da-contingencia-critica.html
            http://sociedaderacionalista.org/2011/10/23/um-exame-critico-do-argumento-cosmologico-kalam-wes-morriston/

    • Marcelo Gaio

      Comentario tão bom quanto o texto principal. o vazio ateista não é pequeno pra nenhum de nós, e por estranho que pareça o ateismo e os ateus não se preocupam nem um pouco com o vazio de sermos ateus. Talvez mais do que negar espiritualidade, sermos ateus seja negar o osso vazio.

      • Ronaldo Alves

        Seu comentário reforça uma desconfiança que tenho faz tempo. No fundo, ninguém está realmente preocupado com a questão teórica da existência de Deus, mas com a questão prática da sobrevivência da individualidade após a morte. A contemplação da iminência do nada absoluto não é nem um pouco atraente. É evidente que não se trata da perspectiva aterradora de uma cova fria e escura à mercê da putrefação e dos vermes, mas, ao contrário, da perspectiva ainda mais aterradora da aniquilação de toda consciência e de toda sensibilidade. O vazio da morte não apenas põe um término à duração da vida como destrói irrevogavelmente todas as lembranças, sejam elas felizes ou infelizes. E uma vida que desaparece no nada é uma vida sem sentido. Diante da mortalidade absoluta do indivíduo, a questão teológica perde seu interesse para os crentes. Se a morte é realmente a última palavra, a existência de Deus é uma existência inútil. Pois, como disse Unamuno (filósofo espanhol), por que acreditaríamos na existência de Deus se não fosse por um interesse profundamente pessoal?
        “Um dia, falando com um camponês, propus-lhe a hipótese de que houvesse, de fato, um Deus que rege o céu e a terra. Consciência do Universo, mas que, apesar disso, a alma de cada homem não seria imortal no sentido tradicional e concreto. E ele me respondeu: “Então, para quê Deus?”.” (M. UNAMUNO, Del sentimiento trágico de la vida, p. 25.)
        E sabe o que é mais interessante? A existência de Deus é logicamente independente da existência de uma vida após a morte. Talvez Freud tivesse razão. Para ele, a religião é uma ilusão que tem as suas raízes profundas no psiquismo humano. Uma das experiências fundamentais do ser humano é a sensação de insegurança e a necessidade de protecção e de amparo. A religião surge como mecanismo de defesa perante as ameaças da natureza e a dureza das relações sociais. Deus será assim concebido como o Protetor supremo, o ser todo-poderoso que alivia a angústia e o medo do homem perante a realidade, que consola e ampara. Tal como o pai está para o filho, assim Deus está para o homem. Sugiro a leitura de “O futuro de uma ilusão”, de Sigmund Freud, na qual ele se propõe a explicar, psicanaliticamente, a origem da religião. No final, nós ateus somos mais corajosos ao encarar de frente a possibilidade do nada absoluto.

        • AntonioOrlando

          Ronaldo Alves

          Fico surpreso com a ausência de lógica no argumento de um neo ateu.”E uma vida que desaparece no nada é uma vida sem sentido.”, palavras suas não minhas.

          Carece acrescentar ao argumento “ateológico” o porquê e não apenas o como. Por que existe alguma coisa ao invés de não existir nada? Por que as coisas não são diferentes? Por que usar toda a sintonia fina (Física), e energia, do Universo para manter vidas/espécies, ou qualquer outra coisa, se nada tem o mínimo sentido? Sobretudo, por que a consciência do vazio se nada tem sentido? Ademais, por que o livre arbítrio? Enfim, por que a necessidade de elaborar um roteiro para a existência – no caso dos neo ateus seria uma retrospectiva dos “melhores momentos, ou um in memoriam biológico. Por outro lado, os religiosos lidam com a possibilidade de respostas para tudo e jogam tudo para o futuro.

          Não, ateus não são mais “corajosos”. São, com efeito, mais vaidosos. Ateus tem a pretensão de ter respostas para o “como” e, cá e lá, acenam com a certeza absoluta de que Deus não existe. Isso sim é delírio! Neo ateus, na verdade, não podem contar nem com o “aqui e agora”. Pois, se os ateus tivessem razão, tudo seria uma abstração da nossa mente que, na elaboração do “aqui e agora”, faz um escrutínio seletivo do “passado” e mescla com anseios, e expectativas, de um “futuro”.

          Abs

          Orlando

          • Ronaldo Alves

            Como vc sabe se sou neoateu ou ateu? De que modo vc diferencia uma coisa da outra? Pelo jeito nem vc sabe já que em seu comentário usa os dois termos indistintamente. Defina-se cidadão! Quando usei a frase “E uma vida que desaparece no nada é uma vida sem sentido.” estava expressando a convicção das pessoas que encontram na crença em deuses uma muleta psicológica para o terror que sentem diante da mortalidade inevitável, não minha crença pessoal. Não houve ausência de lógica em meu argumento, houve falha de interpretação de sua parte. Algo comum em teístas de crenças arraigadas que veem apenas o que querem ver. Típico de quem sofre do chamado “Viés de confirmação, a tendência de se lembrar, interpretar ou pesquisar por informações de maneira a confirmar crenças ou hipóteses iniciais. É um tipo de viés cognitivo e um erro de raciocínio indutivo. As pessoas demonstram esse viés quando reúnem ou se lembram de informações de forma seletiva, ou quando as interpretam de forma tendenciosa.” (Wikipédia)
            E falando em lógica, que tal a lógica usada por quem quer encontrar um sentido na vida à qualquer custo:
            Seja p=vida sem sentido:
            1. Se p for verdade ficarei triste.
            2. Não quero ficar triste.
            3. Logo p é falso.

            “Carece acrescentar, ao argumento “ateológico”, o porquê e não apenas o como.”
            Princípio da Razão Suficiente de Leibniz? Já parou para se perguntar se esse princípio é verdadeiro em nível ontológico e epistêmico e se como tal é demonstrável? Tem ele, ou não tem, limites de validade e aplicabilidade? Mas é dai? Uma jovem disse para a sua costureira que queria o vestido de noiva com uma cauda de 5 metros. A costureira quis saber o motivo . A moça respondeu: Meu noivo é filósofo. Ele prefere procurar do que encontrar….
            Dois pensamentos de um grande cientista:
            “A filosofia da ciência é tão útil para o cientista quanto a ornitologia para os pássaros”
            Richard Feynman, conforme relatado por Singh, Simon – Big Bang – Editora Record – Rio de Janeiro / São Paulo – 2006. ISBN: 85-01-07213-3 (pág. 459)

            “A Física está para a Matemática como o sexo está para a masturbação”. (Troque matemática por filosofia e o sentido permanece o mesmo.)
            Richard Feynman citado em “Physically speaking: a dictionary of quotations on physics and astronomy”‎ – Página 215, Carl C. Gaither, Alma E. Cavazos-Gaither – CRC Press, 1997, ISBN 0750304707, 9780750304702 – 492 páginas
            Se a sociedade humana dependesse de filósofos para se desenvolver estaríamos vivendo nas cavernas especulando: O que é caverna? Sair implica mover-se. Mas o movimento é possível? O ser é móvel ou imóvel? E assim por diante. Filosofices…Bah!!!!

            “Por que existe alguma coisa ao invés de não existir nada?”
            Por que vc acha que o nada pode existir? Sugiro a leitura de “Por que o mundo existe?” de Jim Holt. Desfrute uma amostra do que trata o livro assistindo essa palestra do autor:
            https://www.youtube.com/watch?v=AZkjixdPwEk

            “Por que as coisas não são diferentes?”
            Por que deveriam ser?

            “Por que usar toda a sintonia fina (Física), e energia, do Universo para manter vivas espécies/ser humano, ou qualquer outra coisa, se nada tem o mínimo sentido?”
            Alegações sem fundamento. Demonstre:
            1. Que existe sintonia fina
            2. Que a razão desta sintonia fina foi possibilitar ao surgimento da vida.
            3. Como isso dá sentido à existência.

            “Sobretudo, por que a consciência do vazio se nada tem sentido?”
            Ora, se nada tem sentido é natural a tal consciência do vazio! Seria apenas a percepção do vazio (falta de sentido) da existência. Dããããã…..

            “Ademais, por que o livre arbítrio?”
            O que tem a ver livre-arbítrio com sentido da vida? Vc pode demonstrar que existe livre-arbítrio?
            Sim, por que há controvérsias. Dois links com argumentos que contradizem sua opinião:
            https://rebeldiametafisica.wordpress.com/naturalismo/o-livre-arbitrio/
            https://rebeldiametafisica.wordpress.com/2011/07/08/a-defesa-do-livre-arbitrio-refutada-e-a-inexistencia-de-deus-demonstrada/
            Divirta-se….

            “Não, ateus não são mais “corajosos”. São, com efeito, mais vaidosos. Ateus tem a pretensão de terem respostas para o “como” e, cá e lá, acenam com a certeza absoluta de que Deus não existe. Isso sim é delírio!”
            Uma das ironias monumentais do discurso religioso pode ser encontrado com frequência em como as pessoas de fé se vangloriam sobre sua humildade, enquanto alegam saber de fatos sobre cosmologia, química e biologia que nenhum cientista conhece. Quando consideram questões sobre a natureza do cosmos, ateus tendem a buscar suas opiniões na ciência. Isso não é arrogância. É honestidade intelectual. Arrogância é afirmar coisas do tipo “Ateus possuem racionalidade debilitada.”, “Ateus não possuem moralidade.” Descubra mais na série de artigos abaixo:
            A Ilusão Cristã da Superioridade – Parte 1: As superioridades racional e moral
            A Ilusão Cristã da Superioridade – Parte 2: Padrões Éticos
            A Ilusão Cristã da Superioridade – Parte 3: A Ilusão de que Ateus São Imorais
            https://blogdomensalao.wordpress.com/2012/09/05/a-ilusao-crista-da-superioridade-parte-1/

            Certamente existem ateus que defendem a inexistência de deus. São os adeptos do chamado ateísmo forte. Mas não representam a totalidade do pensamento ateísta. Ateísmo cético (ou ateísmo fraco) é uma variedade de ateísmo na qual se afirma que a existência de um ou mais deuses é duvidosa, improvável ou insuficientemente demonstrada. Essa vertente corresponde à ausência de crença na existência de divindades. Eu mesmo sou seguidor dessa vertente.
            Aparentemente para vc é tudo igual. Que coisa! Quem se espanta com a ausência de lógica no argumento de um neo ateu, não está fazendo muito melhor. Demonstrarei isso usando as palavras de um famoso apologista cristão da atualidade:
            “…há uma diferença lógica importante entre acreditar que não há Deus e não acreditar que há um Deus. Compare a afirmação “Eu acredito que não há ouro em Marte” com a afirmação “Eu não acredito que há ouro em Marte.” Se eu não tenho opinião sobre o assunto, então eu não acredito que há ouro em Marte, e não, acredito que não há ouro em Marte. Existe uma diferença entre dizer “Em não acredito em (p)” e “Eu acredito em (não-p).” Logicamente, o posicionamento da negação faz toda a diferença.”
            (Definição de Ateísmo- William Lane Craig)

            “Neo ateus, na verdade, não podem contar nem com o “aqui e agora”. Pois, se os ateus tivessem razão, tudo, a existência inclusive, seria uma abstração da nossa mente que, na elaboração do “aqui e agora”, faria um escrutínio seletivo do “passado” e mesclaria com anseios, e expectativas, de um “futuro”. Ou seja, apenas delírio e ilusão…”
            Decida-se sujeito, neoateus ou ateus. E que diabos de bla bla bla insano é esse? O argumento do cérebro numa cuba? Vc acha que ateus são solipsistas epistemológicos? Não meu caro. Esse tipo de patologia é mais típica de teístas fundamentalistas. Eis um exemplo:
            https://rebeldiametafisica.wordpress.com/2012/01/15/william-lane-craig-e-um-solipsista-epistemologico/
            Cuidado!

            Sabe o que eu penso de sua mania de ficar de filosofices a torto e a direito? Leia abaixo:
            https://rebeldiametafisica.wordpress.com/2011/11/27/sobre-o-valor-dos-argumentos-ontologicos/

            Resumindo:
            Filosofia é como estar num quarto totalmente escuro procurando um gato preto.
            Metafísica é como estar num quarto totalmente escuro procurando um gato preto que não está lá.
            Teologia é como estar num quarto totalmente escuro procurando um gato preto que não está lá e ainda gritar “Achei ele!”
            Anônimo

            Paz.

          • Ronaldo Alves

            Como vc sabe se sou neoateu ou ateu? De que modo vc diferencia uma coisa da outra? Pelo jeito nem vc sabe já que em seu comentário usa os dois termos indistintamente. Defina-se cidadão! Quando usei a frase “E uma vida que desaparece no nada é uma vida sem sentido.” estava expressando a convicção das pessoas que encontram na crença em deuses uma muleta psicológica para o terror que sentem diante da mortalidade inevitável, não minha crença pessoal. Não houve ausência de lógica em meu argumento, houve falha de interpretação de sua parte. Algo comum em teístas de crenças arraigadas que veem apenas o que querem ver. Típico de quem sofre do chamado “Viés de confirmação, a tendência de se lembrar, interpretar ou pesquisar por informações de maneira a confirmar crenças ou hipóteses iniciais. É um tipo de viés cognitivo e um erro de raciocínio indutivo. As pessoas demonstram esse viés quando reúnem ou se lembram de informações de forma seletiva, ou quando as interpretam de forma tendenciosa.” (Wikipédia)
            E falando em lógica, que tal a lógica usada por quem quer encontrar um sentido na vida à qualquer custo:
            Seja p=vida sem sentido:
            1. Se p for verdade ficarei triste.
            2. Não quero ficar triste.
            3. Logo p é falso.

            “Carece acrescentar, ao argumento “ateológico”, o porquê e não apenas o como.”
            Então tá. Acrescentarei o por que: Por que vc pensa isso? Princípio da Razão Suficiente de Leibniz? Já parou para se perguntar se esse princípio é verdadeiro em nível ontológico e epistêmico e se como tal é demonstrável? Tem ele, ou não tem, limites de validade e aplicabilidade? Mas é dai? Uma jovem disse para a sua costureira que queria o vestido de noiva com uma cauda de 5 metros. A costureira quis saber o motivo . A moça respondeu: Meu noivo é filósofo. Ele prefere procurar do que encontrar….
            Dois pensamentos de um grande cientista:
            “A filosofia da ciência é tão útil para o cientista quanto a ornitologia para os pássaros”
            Richard Feynman, conforme relatado por Singh, Simon – Big Bang – Editora Record – Rio de Janeiro / São Paulo – 2006. ISBN: 85-01-07213-3 (pág. 459)

            “A Física está para a Matemática como o sexo está para a masturbação”. (Troque matemática por filosofia e o sentido permanece o mesmo.)
            Richard Feynman citado em “Physically speaking: a dictionary of quotations on physics and astronomy”‎ – Página 215, Carl C. Gaither, Alma E. Cavazos-Gaither – CRC Press, 1997, ISBN 0750304707, 9780750304702 – 492 páginas
            Se a sociedade humana dependesse de filósofos para se desenvolver estaríamos vivendo nas cavernas especulando: O que é caverna? Sair implica mover-se. Mas o movimento é possível? O ser é móvel ou imóvel? E assim por diante. Filosofices…Bah!!!!

            “Por que existe alguma coisa ao invés de não existir nada?”
            Por que vc acha que o nada pode existir? Sugiro a leitura de “Por que o mundo existe?” de Jim Holt. Desfrute uma amostra do que trata o livro assistindo essa palestra do autor:
            https://www.youtube.com/watch?v=AZkjixdPwEk

            “Por que as coisas não são diferentes?”
            Por que deveriam ser?

            “Por que usar toda a sintonia fina (Física), e energia, do Universo para manter vivas espécies/ser humano, ou qualquer outra coisa, se nada tem o mínimo sentido?”
            Alegações sem fundamento. Demonstre:
            1. Que existe sintonia fina
            2. Que a razão desta sintonia fina foi possibilitar ao surgimento da vida.
            3. Como isso dá sentido à existência.

            “Sobretudo, por que a consciência do vazio se nada tem sentido?”
            Ora, se nada tem sentido é natural a tal consciência do vazio! Seria apenas a percepção do vazio (falta de sentido) da existência. Dããããã…..

            “Ademais, por que o livre arbítrio?”
            O que tem a ver livre-arbítrio com sentido da vida? Vc pode demonstrar que existe livre-arbítrio?
            Sim, por que há controvérsias. Dois links com argumentos que contradizem sua opinião:
            https://rebeldiametafisica.wor
            https://rebeldiametafisica.wor
            Divirta-se….

            “Não, ateus não são mais “corajosos”. São, com efeito, mais vaidosos. Ateus tem a pretensão de terem respostas para o “como” e, cá e lá, acenam com a certeza absoluta de que Deus não existe. Isso sim é delírio!”
            Uma das ironias monumentais do discurso religioso pode ser encontrado com frequência em como as pessoas de fé se vangloriam sobre sua humildade, enquanto alegam saber de fatos sobre cosmologia, química e biologia que nenhum cientista conhece. Quando consideram questões sobre a natureza do cosmos, ateus tendem a buscar suas opiniões na ciência. Isso não é arrogância. É honestidade intelectual. Arrogância é afirmar coisas do tipo “Ateus possuem racionalidade debilitada.”, “Ateus não possuem moralidade.” Descubra mais na série de artigos abaixo:
            A Ilusão Cristã da Superioridade – Parte 1: As superioridades racional e moral
            A Ilusão Cristã da Superioridade – Parte 2: Padrões Éticos
            A Ilusão Cristã da Superioridade – Parte 3: A Ilusão de que Ateus São Imorais
            https://blogdomensalao.wordpre

            Certamente existem ateus que defendem a inexistência de deus. São os adeptos do chamado ateísmo forte. Mas não representam a totalidade do pensamento ateísta. Ateísmo cético (ou ateísmo fraco) é uma variedade de ateísmo na qual se afirma que a existência de um ou mais deuses é duvidosa, improvável ou insuficientemente demonstrada. Essa vertente corresponde à ausência de crença na existência de divindades. Eu mesmo sou seguidor dessa vertente.
            Aparentemente para vc é tudo igual. Que coisa! Quem se espanta com a ausência de lógica no argumento de um neo ateu, não está fazendo muito melhor. Demonstrarei isso usando as palavras de um famoso apologista cristão da atualidade:
            “…há uma diferença lógica importante entre acreditar que não há Deus e não acreditar que há um Deus. Compare a afirmação “Eu acredito que não há ouro em Marte” com a afirmação “Eu não acredito que há ouro em Marte.” Se eu não tenho opinião sobre o assunto, então eu não acredito que há ouro em Marte, e não, acredito que não há ouro em Marte. Existe uma diferença entre dizer “Em não acredito em (p)” e “Eu acredito em (não-p).” Logicamente, o posicionamento da negação faz toda a diferença.”
            (Definição de Ateísmo- William Lane Craig)

            “Neo ateus, na verdade, não podem contar nem com o “aqui e agora”. Pois, se os ateus tivessem razão, tudo, a existência inclusive, seria uma abstração da nossa mente que, na elaboração do “aqui e agora”, faria um escrutínio seletivo do “passado” e mesclaria com anseios, e expectativas, de um “futuro”. Ou seja, apenas delírio e ilusão…”
            Decida-se sujeito, neoateus ou ateus. E que diabos de bla bla bla insano é esse? O argumento do cérebro numa cuba? Vc acha que ateus são solipsistas epistemológicos? Não meu caro. Esse tipo de patologia é mais típica de teístas fundamentalistas. Eis um exemplo:
            https://rebeldiametafisica.wor
            Cuidado!

            Sabe o que eu penso de sua mania de ficar de filosofices a torto e a direito? Leia abaixo:
            https://rebeldiametafisica.wor

            Resumindo:
            Filosofia é como estar num quarto totalmente escuro procurando um gato preto.
            Metafísica é como estar num quarto totalmente escuro procurando um gato preto que não está lá.
            Teologia é como estar num quarto totalmente escuro procurando um gato preto que não está lá e ainda gritar “Achei ele!”
            Anônimo

            Paz.

          • Ronaldo Alves

            Como vc sabe se sou neoateu ou ateu? De que modo vc diferencia uma coisa da outra? Pelo jeito nem vc sabe já que em seu comentário usa os dois termos indistintamente. Defina-se cidadão! Quando usei a frase “E uma vida que desaparece no nada é uma vida sem sentido.” estava expressando a convicção das pessoas que encontram na crença em deuses uma muleta psicológica para o terror que sentem diante da mortalidade inevitável, não minha crença pessoal. Não houve ausência de lógica em meu argumento, houve falha de interpretação de sua parte. Algo comum em teístas de crenças arraigadas que veem apenas o que querem ver. Típico de quem sofre do chamado “Viés de confirmação, a tendência de se lembrar, interpretar ou pesquisar por informações de maneira a confirmar crenças ou hipóteses iniciais. É um tipo de viés cognitivo e um erro de raciocínio indutivo. As pessoas demonstram esse viés quando reúnem ou se lembram de informações de forma seletiva, ou quando as interpretam de forma tendenciosa.” (Wikipédia)
            E falando em lógica, que tal a lógica usada por quem quer encontrar um sentido na vida à qualquer custo:
            Seja p=vida sem sentido:
            1. Se p for verdade ficarei triste.
            2. Não quero ficar triste.
            3. Logo p é falso.

            “Carece acrescentar, ao argumento “ateológico”, o porquê e não apenas o como.”
            Então tá. Acrescentarei o por que: Por que vc pensa isso? Princípio da Razão Suficiente de Leibniz? Já parou para se perguntar se esse princípio é verdadeiro em nível ontológico e epistêmico e se como tal é demonstrável? Tem ele, ou não tem, limites de validade e aplicabilidade? Mas é dai? Uma jovem disse para a sua costureira que queria o vestido de noiva com uma cauda de 5 metros. A costureira quis saber o motivo . A moça respondeu: Meu noivo é filósofo. Ele prefere procurar do que encontrar….
            Dois pensamentos de um grande cientista:
            “A filosofia da ciência é tão útil para o cientista quanto a ornitologia para os pássaros”
            Richard Feynman, conforme relatado por Singh, Simon – Big Bang – Editora Record – Rio de Janeiro / São Paulo – 2006. ISBN: 85-01-07213-3 (pág. 459)

            “A Física está para a Matemática como o sexo está para a masturbação”. (Troque matemática por filosofia e o sentido permanece o mesmo.)
            Richard Feynman citado em “Physically speaking: a dictionary of quotations on physics and astronomy”‎ – Página 215, Carl C. Gaither, Alma E. Cavazos-Gaither – CRC Press, 1997, ISBN 0750304707, 9780750304702 – 492 páginas
            Se a sociedade humana dependesse de filósofos para se desenvolver estaríamos vivendo nas cavernas especulando: O que é caverna? Sair implica mover-se. Mas o movimento é possível? O ser é móvel ou imóvel? E assim por diante. Filosofices…Bah!!!!

            “Por que existe alguma coisa ao invés de não existir nada?”
            Por que vc acha que o nada pode existir? Sugiro a leitura de “Por que o mundo existe?” de Jim Holt. Desfrute uma amostra do que trata o livro assistindo essa palestra do autor:
            https://www.youtube.com/watch?v=AZkjixdPwEk

            “Por que as coisas não são diferentes?”
            Por que deveriam ser?

            “Por que usar toda a sintonia fina (Física), e energia, do Universo para manter vivas espécies/ser humano, ou qualquer outra coisa, se nada tem o mínimo sentido?”
            Alegações sem fundamento. Demonstre:
            1. Que existe sintonia fina
            2. Que a razão desta sintonia fina foi possibilitar ao surgimento da vida.
            3. Como isso dá sentido à existência.

            “Sobretudo, por que a consciência do vazio se nada tem sentido?”
            Ora, se nada tem sentido é natural a tal consciência do vazio! Seria apenas a percepção do vazio (falta de sentido) da existência. Dããããã…..

            “Ademais, por que o livre arbítrio?”
            O que tem a ver livre-arbítrio com sentido da vida? Vc pode demonstrar que existe livre-arbítrio?
            Sim, por que há controvérsias. Dois links com argumentos que contradizem sua opinião:
            https://rebeldiametafisica.wordpress.com/2012/12/25/um-caso-contra-o-livre-arbtrio/
            https://rebeldiametafisica.wordpress.com/2011/07/08/a-defesa-do-livre-arbitrio-refutada-e-a-inexistencia-de-deus-demonstrada/
            Divirta-se….

            “Não, ateus não são mais “corajosos”. São, com efeito, mais vaidosos. Ateus tem a pretensão de terem respostas para o “como” e, cá e lá, acenam com a certeza absoluta de que Deus não existe. Isso sim é delírio!”
            Uma das ironias monumentais do discurso religioso pode ser encontrado com frequência em como as pessoas de fé se vangloriam sobre sua humildade, enquanto alegam saber de fatos sobre cosmologia, química e biologia que nenhum cientista conhece. Quando consideram questões sobre a natureza do cosmos, ateus tendem a buscar suas opiniões na ciência. Isso não é arrogância. É honestidade intelectual. Arrogância é afirmar coisas do tipo “Ateus possuem racionalidade debilitada.”, “Ateus não possuem moralidade.” Descubra mais na série de artigos abaixo:
            A Ilusão Cristã da Superioridade – Parte 1: As superioridades racional e moral
            https://blogdomensalao.wordpress.com/2012/09/05/a-ilusao-crista-da-superioridade-parte-1/
            A Ilusão Cristã da Superioridade – Parte 2: Padrões Éticos
            https://blogdomensalao.wordpress.com/2012/09/12/a-ilusao-crista-da-superioridade-parte-2/
            A Ilusão Cristã da Superioridade – Parte 3: A Ilusão de que Ateus São Imorais
            https://blogdomensalao.wordpress.com/2012/09/19/a-ilusao-crista-da-superioridade-parte-3-a-ilusao-de-que-ateus-sao-imorais/

            Certamente existem ateus que defendem a inexistência de deus. São os adeptos do chamado ateísmo forte. Mas não representam a totalidade do pensamento ateísta. Ateísmo cético (ou ateísmo fraco) é uma variedade de ateísmo na qual se afirma que a existência de um ou mais deuses é duvidosa, improvável ou insuficientemente demonstrada. Essa vertente corresponde à ausência de crença na existência de divindades. Eu mesmo sou seguidor dessa vertente.
            Aparentemente para vc é tudo igual. Que coisa! Quem se espanta com a ausência de lógica no argumento de um neo ateu, não está fazendo muito melhor. Demonstrarei isso usando as palavras de um famoso apologista cristão da atualidade:
            “…há uma diferença lógica importante entre acreditar que não há Deus e não acreditar que há um Deus. Compare a afirmação “Eu acredito que não há ouro em Marte” com a afirmação “Eu não acredito que há ouro em Marte.” Se eu não tenho opinião sobre o assunto, então eu não acredito que há ouro em Marte, e não, acredito que não há ouro em Marte. Existe uma diferença entre dizer “Em não acredito em (p)” e “Eu acredito em (não-p).” Logicamente, o posicionamento da negação faz toda a diferença.”
            (Definição de Ateísmo- William Lane Craig)

            “Neo ateus, na verdade, não podem contar nem com o “aqui e agora”. Pois, se os ateus tivessem razão, tudo, a existência inclusive, seria uma abstração da nossa mente que, na elaboração do “aqui e agora”, faria um escrutínio seletivo do “passado” e mesclaria com anseios, e expectativas, de um “futuro”. Ou seja, apenas delírio e ilusão…”
            Decida-se sujeito, neoateus ou ateus. E que diabos de bla bla bla insano é esse? O argumento do cérebro numa cuba? Vc acha que ateus são solipsistas epistemológicos? Não meu caro. Esse tipo de patologia é mais típica de teístas fundamentalistas. Eis um exemplo:
            William Lane Craig É Um Solipsista Epistemológico!
            https://rebeldiametafisica.wordpress.com/2012/01/15/william-lane-craig-e-um-solipsista-epistemologico/
            Cuidado!

            Sabe o que eu penso de sua mania de ficar de filosofices a torto e a direito? Leia abaixo:
            Sobre O Valor Dos Argumentos Ontológicos
            https://rebeldiametafisica.wordpress.com/2011/11/27/sobre-o-valor-dos-argumentos-ontologicos/

            Resumindo:
            Filosofia é como estar num quarto totalmente escuro procurando um gato preto.
            Metafísica é como estar num quarto totalmente escuro procurando um gato preto que não está lá.
            Teologia é como estar num quarto totalmente escuro procurando um gato preto que não está lá e ainda gritar “Achei ele!”
            Anônimo

            Paz.

          • Cícero

            Desculpe me meter, mas não resisti!
            Resumindo: Filosofia é como estar num quarto totalmente escuro procurando um gato preto.Metafísica é como estar num quarto totalmente escuro procurando um gato preto que não está lá. Teologia é como estar num quarto totalmente escuro procurando um gato preto que não está lá e ainda gritar “Achei ele!”

            Mas a religião ateísta darwinista diz que:
            a Filosofia, o quarto escuro, o gato preto, a Metafísica, a Teologia, o autor, estas palavras e os pensamentos que geraram elas,… são frutos de entidades inexistentes – nada, acaso, caos! – bela lóJica!

          • Ronaldo Alves

            “Mas a religião ateísta darwinista diz que: a Filosofia, o quarto escuro, o gato preto, a Metafísica, a Teologia, o autor, estas palavras e os pensamentos que geraram elas,… são frutos de entidades inexistentes – nada, acaso, caos! – bela lóJica!”
            http://geradormemes.com/media/created/nmj5fo.png

            1º) nada, acaso, caos são entidades inexistentes???
            “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta.” – Albert Einstein

            TEORIA DO CAOS
            É uma das leis mais importantes do Universo, presente na essência de quase tudo o que nos cerca. Para saber mais:
            O que é a Teoria do Caos
            http://mundoestranho.abril.com.br/materia/o-que-e-a-teoria-do-caos
            Teoria do Caos
            https://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_do_caos

            ACASO
            Só somos o que somos porque fomos o que fomos. O destino não passa de uma inegável sucessão de acasos. A liberdade é sempre condicionada pela base material da existência. Se seu bisavô não tivesse casado com sua bisavó, vc sequer existiria. Se alguém batesse à porta do seu pai minutos antes de ele transar com sua mãe no dia em que vc gerado, vc também jamais existiria. Pera que tem mais…
            FILOSOFIA DA FÍSICA
            O conceito de acaso nos fenômenos da natureza é relacionado ao conceito da aleatoriedade objetiva de Epicuro, que é a aleatoriedade da ausência de causas. É a aleatoriedade associada à estruturas e processos (sequências de fenômenos) que não são determinados por nenhuma causa, que negam todo recurso a mecanismos antecedentes; uma estrutura com aleatoriedade objetiva é impossível de descrever completamente, portanto, sobre ela não podemos construir modelos físicos (ou seja, construir uma Física que os descreva).
            Um processo com tal aleatoriedade objetiva tem comportamento impossível de ser previsto e controlado, e se o repetirmos experimentalmente a partir de seus estados iniciais e causas idênticas produzirá efeitos diferentes que são determinados de um modo totalmente ao azar (aqui, podemos usá-lo como um sinônimo de acaso).
            Exemplos de fenômenos com tal aleatoriedade são o decaimento radioativo de um átomo, a emissão de um fóton por um elétron de um átomo excitado, a geração de um elétron e um pósitron conjuntamente a partir de um fóton de alta energia (partícula gama), no que é chamado de produção de par, a produção de partículas a partir da instabilidade do vácuo e diversos outros fenômenos tratados na mecânica quântica.[1] [2] Não existe modo algum de se prever o momento exato no tempo e até a direção em se dará a ocorrência de tais fenômenos.
            Na interpretação de Copenhague da mecânica quântica, a questão de ausência de causa nos fenômenos quânticos é relacionada aos conceitos e consequências do princípio da incerteza de Heisenberg, as implicações da violação das desigualdades do teorema de Bell e as implicações de causalidade no tempo relacionadas ao teorema de Noether. Aqui, devemos ter em conta e concluir que todo o efeito possui uma causa, mas não necessariamente, na natureza, todo o evento necessite de uma causa, havendo, pois, eventos sem causa, ou ao acaso.
            (Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Acaso)

            O acaso revisitado – Probabilidades
            O estudo estruturado do acaso é uma das áreas mais recentes do conhecimento humano. Este “princípio natural” apresenta definições que nos remetem a metáforas tão imprecisas quanto, por exemplo, a idéia de acidente. Ainda hoje, o acaso dá margens a interpretações confusas, tautológicas ou mesmo metafísicas, como na disputa entre religiosos conservadores e ateus liberais, cada qual usando o conceito do acaso como argumento favorável. A evolução darwiniana pode ser encarada como uma etapa de um processo mais amplo, onde o acaso funciona como “instrumento”. A seleção natural atua de maneira que, combinações genéticas aleatórias que não estejam adaptadas ao ambiente, pereçam. (…) O enfoque moderno do estudo do acaso, aquele que remonta ao método grego, é recente na história humana e avanços nesta ciência poderão tornar-se paradigmas em nosso entendimento da natureza e do universo. A pretensa dualidade determinismo/acaso, cada vez mais, se apresenta como um falso dilema. A noção familiar do acaso como mistério e acidente pode dar lugar ao fato da aleatoriedade ser um princípio fundamental deste universo, sem o qual não haveria complexidade e não seria possível a existência de seres como nós. Sutilmente, o acaso tem sido pano de fundo de disputas científicas, religiosas e até políticas. A imprevisibilidade se interpõe decisivamente ao nosso desejo de domínio e controle da natureza, impõe limites ao conhecimento. A natureza elegeu um arbitro totalmente isento para intermediar seus processos? Ou, como disse Petrônio: O acaso tem sua razão.
            http://matematica-na-veia.blogspot.com.br/2008/02/o-acaso-revisitado-probabilidades.html

            Para saber mais:
            PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA
            https://esquadraodoconhecimento.wordpress.com/matematica/probabilidade-e-estatistica/
            O Andar do Bêbado – Como o Acaso Determina Nossas Vidas – Leonard Mlodinow
            “Não estamos preparados para lidar com o aleatório – e, por isso, não percebemos o quanto o acaso interfere em nossas vidas. Citando exemplos e pesquisas presentes em todos os âmbitos da vida, do mercado financeiro aos esportes, de Hollywood à medicina, Mlodinow apresenta de forma divertida e curiosa as ferramentas necessárias para identificar os indícios do acaso. Como resultado, nos ajuda a fazer escolhas mais acertadas e a conviver melhor com fatores que não podemos controlar. Prepare-se para colocar em xeque algumas certezas sobre o funcionamento do mundo e para perceber que muitas coisas são tão previsíveis quanto o próximo passo de um bêbado depois de uma noitada…”
            http://lelivros.xyz/book/download-o-andar-do-bebado-como-o-acaso-determina-nossas-vidas-leonard-mlodinow-em-epub-mobi-e-pdf/

            NADA
            Fisicamente é preciso distinguir três coisas: o vácuo, o vazio e o nada. O vácuo é um espaço não preenchido por qualquer matéria, nem sólida, nem líquida, nem gasosa, nem plasma, nem mesmo a matéria escura. Mas pode conter (isto é se o conceito de conter, puder ser aplicado aqui) campos: campo elétrico, campo pseudo-magnético, campo gravitacional, luz, ondas de rádio, raios X, ou outros tipos de radiação bem como outros campos e a denominada energia escura. Pode também estar sendo atravessado pelas partículas não materiais mediadoras das interações. O vácuo possui energia e suas flutuações quânticas podem dar origem à produção de pares de partícula e anti-partícula.
            O vazio seria um espaço em que não houvesse sequer matéria, campos (não gravitacionais) ou radiação. Mas no vazio haveria ainda o espaço, isto é, a capacidade de caber algo, ainda que não houvesse nenhum objeto para preenchê-lo. Todo o espaço, mesmo que não contenha matéria, é preenchido por campo gravitacional.
            No nada não existe nem o espaço, isto é, não há coisa alguma nem um lugar vazio para caber algo. O conceito de nada inclui também a inexistência das leis físicas que alguma coisa existente obedeceria, dentre elas a conservação da energia, o aumento da entropia e a própria passagem do tempo. Sendo o espaço o conjunto dos lugares, isto é, das possibilidades de localização, sua inexistência implica a impossibilidade de conter qualquer coisa. Isto é, não se pode estar no nada. O nada é, pois, um não-lugar.
            Por definição, quando se fala de existência se fala da existência de algo. O nada não é coisa alguma, logo não existe. O nada é um signo, uma representação linguística do que se pensa ser a ausência de tudo. O que existe são representações mentais do nada. Como uma definição ou um conceito é uma afirmação sobre o que uma coisa é, o nada não é positivamente definido, mas apenas representado, fazendo-se a relação entre seu símbolo (a palavra “nada”) e a ideia que se tem da não-existência de coisa alguma. O “nada” não existe, mas é concebido por operações de mente. Esta é a concepção de Bergson, oposta à de Hegel, modernamente reabilitada por Heidegger e Sartre, de que o nada seria uma entidade de existência real, em oposição ao ser.
            O nada e a cosmologia moderna
            Dentro de determinadas teorizações em Cosmologia, como de acordo com o modelo padrão da cosmologia (o Big bang), o Universo surgiu de uma singularidade primordial que, no instante zero, iniciou sua expansão, gerando tudo o que existe, inclusive o tempo e o espaço. Nesta singularidade estava todo o conteúdo de matéria-energia que existe. Antes, porém, não havia coisa alguma, nem vácuo, nem energia, nem leis físicas, nem espaço vazio para se ter alguma coisa nem mesmo o tempo decorria. Seria o nada.
            Porém, existem determinadas teorizações que afirmam que o Big Bang não produziu o universo a partir do nada e sim a partir de um estado anterior que pode inclusive ser a contração de um universo anterior. A estes modelos cosmológicos, chamam-se modelos cíclicos, genericamente. Entre os diversos existentes, destacam-se o modelo cíclico e suas diversas variações, o modelo de Big Bounce (grande “rebote”) e o modelo universo oscilante. Nestes modelos, sem exceção, o que seja o Big Bang é apenas um ponto inicial de onde o universo iniciou sua expansão, estando ali em alta densidade e temperatura, até chegar a sua atual apresentação no presente. Nestes modelos, sem exceção, o universo seria eterno (e até, com definições mais complexas do que seja esta eternidade) e sempre existiu, jamais se originando do nada. Em outras palavras, sempre teria existido algo.
            Todavia, existe uma evidência matemática criada por Audrey Mithani e Alexander Vilenkin, da Universidade Tufts em Massachusetts, EUA, que se utiliza da mecânica quântica para demonstrar que o universo tem que ter tido um começo. Uma demonstração mais simples seria a seguinte: imagina-se, por exemplo, um átomo de silício que faz parte do vidro do monitor de um computador. Para que o ser que compõe este átomo esteja ai, ele teve que participar de uma série de fenômenos até chegar onde está. Obviamente, esses fenômenos ocorreram num período de tempo, que pode-se chamar de X. Admitindo que o ser que compõe este átomo teve um início, X é um número que, por maior que seja, é limitado, possibilitando que esse tempo X se esgote. Quando o tempo necessário para que o átomo esteja no monitor se esgotar, o átomo estará no monitor. Porém, se X for igual a infinito, (condição para que o universo seja sem
            começo), esse período de tempo nunca se esgotará, e o átomo nunca estaria fazendo parte do monitor. Aplicando o mesmo princípio para o atual estado do universo, sabe-se que se ele não tiver um início, podemos traçar trajetórias infinitas para o ser (ou os seres) que compõe o universo, até que as coisas alcancem seu estado atual. Mas uma trajetória infinita nunca pode ser percorrida por completo, o que impossibilita a existência das coisas no tempo presente ou em qualquer outro tempo determinado.
            https://pt.wikipedia.org/wiki/Nada
            Para saber mais:
            Jim Holt: Por que o universo existe?
            https://www.youtube.com/watch?v=AZkjixdPwEk

            Por Que o Mundo Existe?, Jim Holt
            “Uma tragédia pessoal levou o filósofo e jornalista Jim Holt a se fazer perguntas que ocorrem à maioria dos seres humanos. Por que existe algo e não apenas o nada? Por que há um universo do qual fazemos parte? Em busca de respostas, ele iniciou uma investigação sobre o mistério da existência, questão que há séculos fascina e atormenta os pensadores, procurando grandes nomes de diferentes áreas de conhecimento, como o escritor John Updike, o filósofo Adolf Grünbaum e o físico Andrei Linde. Em seu itinerário, incluiu uma parada reflexiva no famoso Café de Flore, reduto dos existencialistas em Paris, frequentado por Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir. O resultado de suas inquietações ganha vida no livro Por que o mundo existe?, obra bem-humorada que mescla debates filosóficos, físicos e teológicos com diário de viagem e memórias. Seu texto saboroso redefine o debate entre racionalistas e religiosos sobre a origem do cosmos — e de nós mesmos.”
            http://lelivros.xyz/book/baixar-livro-por-que-o-mundo-existe-jim-holt-em-pdf-epub-e-mobi-ou-ler-online/

            2º) A religião ateísta darwinista não diz nada porque não existe isso a não em sua cabeça bitolada. A teoria da evolução simplesmente descreve partes da natureza. O fato de que essa parte da natureza é importante para muita gente não faz disso uma religião. Vejamos alguns atributos das religiões e como a teoria da evolução se compara com elas:
            · Religião deseja explicar a realidade como um todo. A evolução quer explicar apenas o desenvolvimento da vida (sequer explica a origem da vida).
            · Religião quer explicar o papel dos seres humanos nessa realidade absoluta. A evolução descreve apenas o nosso papel em relação ao presente e ao meio-ambiente relativamente recente.
            · Religião quase sempre inclui reverência ou crença em algo superior ou sobrenatural. A evolução não.
            · Religião impõe princípios morais nos seus membros. A evolução não. A evolução foi usada (e mal usada) como base para moral e valores por algumas pessoas. Mas a visão deles, apesar de baseada na evolução, não faz parte da ciência da evolução.
            · Religião possui rituais e sacramentos. A única coisa comparável a isso são cerimônias de graduação, e isso já não tem nada a ver com religião.
            · A idéias religiosas são altamente estáticas. Geralmente elas mudam apenas quando há divisão em novas religiões. Idéias em biologia evolucionaria mudam quando novas evidências surgem.
            · Além de tudo isso, como pode uma religião não possuir nenhum adepto? Se perguntado aos cientistas evolucionistas qual a religião deles, todos dirão que são cristãos, judeus, hindus, ou que não possuem religião, sendo agnósticos ou ateus ou deístas ou teístas. Nenhum vai dizer que a sua religião é o evolucionismo. Se evolucionismo é religião, é a única religião do mundo que é rejeitada por todos os seus fiéis.
            Se por religião entendem metaforicamente o ato de praticar algo com zelo e afeição, então colecionar selos também é religião. Cuidar de plantas, ser médico, advogado, ou qualquer outra atividade é religião. Isso faz o significado de religião perder totalmente o sentido.
            Aliás, acreditar em entidades inexistentes é coisa de religiosos feito vc: Deus, anjos, demônios….

            3º) Evolucionismo não implica em ateísmo.
            Para aceitar a evolução, não é necessário abandonar a crença em Deus. Sim, os ateus são evolucionistas, mas a recíproca não é verdadeira. Ou seja, a TE não prevê nem a existência, nem a inexistência de Deus. A TE não fala nada acerca de Deus. Logo, ele poderia existir paralelamente à TE. Na verdade, a evolução não é mais ateísta que a biologia, a química, a matemática, a física, a engenharia, etc.
            4º) A pessoa pode inclusive ser cristã, e ser evolucionista (como muitos cientistas são). Basta não tomar o relato de gênesis como literal. Ex.:
            – Kenneth R. Miller biólogo norte-americano, professor da Brown University e católico convícto é conhecido por sua posições contrárias ao criacionismo e ao Intelligent Design;
            – Francis S. Collins, geneticista dos Estados Unidos, ex-diretor do Projeto Genoma Humano e um dos responsáveis por um feito espetacular da ciência moderna: o mapeamento do DNA humano, em 2001, rejeita o movimento design inteligente e abraça o darwinismo.
            5º) “lóJica???” Eu avisei que isso iria acabar acontecendo….
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            Paz.

          • Cícero

            TEORIA DO CAOS É uma das leis mais importantes do Universo,

            rsrs… que infantil e patético! é muito fácil teorizar e especular a desordem, mas explosões/expansões desordenadas nunca geraram ordem e complexidade como seria no início do universo.
            Quero ver o CAOS produzir leis e constantes físicas em harmonia com a totalidade dos sistemas de manutenção do universo e mais ainda produzir vida e complexidade orgânica inteligente na Terra!
            A própria Wiki que vc citou admite:
            “ainda assim, a maior parte desses cálculos prevê um mínimo de constância dentro do sistema, o que normalmente não ocorre na natureza.”

            ACASO Só somos o que somos porque fomos o que fomos… Exemplos de fenômenos com tal aleatoriedade são o decaimento radioativo de um átomo,

            O acaso não tem poder de fazer nada. Ele é cósmico, total, e inteiramente impotente. Ele não é uma entidade. E não-entidades não tem poder porque inexistem. Se não tem poder real de existência ativa, então não é nada; e do nada não pode advir algo porque nem existe. Isto seria mágica.

            A radioatividade possui uma causa física: é um fenômeno natural ou artificial gerado por características peculiares químicas/físicas de certos elementos da natureza, ou criados pelo homem (designer). Mas o acaso não teve qualquer influência nessas propriedades singulares desses elementos, pois são determinados por leis físicas pre-estabelecidas regularmente. E o acaso não se submete à Leis Universais como fator criador original.
            Dizer que algo acontece ou é causado pelo acaso é atribuir poder instrumental ao nada, o que é irracional.
            Mas há um propósito racional específico para a mistura aleatória de dióxido de carbono que expelimos no ar à nossa volta; senão voltaríamos a respirá-lo e morreríamos de falta de ar.
            Nesse sentido, Deus o Criador, e o acaso não são incompatíveis podendo a causalidade indiretamente nesses casos ser parte de um designio geral, inteligente, ordenado da criação.

            NADA Fisicamente é preciso distinguir três coisas: o vácuo, o vazio e o nada

            Todos os elementos e componentes inclusos nesses três itens, requereriam uma origem causada inicial, inclusive a origem do sentido do ‘nada’ epistemologicamente falando a nós humanos.

            Todavia, existe uma evidência matemática criada por Audrey Mithani e Alexander Vilenkin, da Universidade Tufts em Massachusetts, EUA, que se utiliza da mecânica quântica para demonstrar que o universo tem que ter tido um começo.

            Perfeito! estando de acordo com Gn 1:1 e o fortíssimo princípio antrópico do universo confirmado pela ciência em suas Leis implicando um Legislador, implicando ordem, controle, manutenção, harmonia, inteligência, regendo todo o universo físico e não-físico.
            Já que o universo manifesta criação inteligente, é razoável supor uma Causa Inteligente Ordenadora Mantenedora pelo efeito produzido a nossa volta.

            A religião ateísta darwinista não diz nada porque não existe isso a não em sua cabeça bitolada.

            Eu e muitos cientistas vc quis dizer né! por ex.:
            “De fato, de uma certa forma a evolução tornou-se uma religião científica quase todos os cientistas têm aceito essa teoria e muitos estão preparados a ‘dobrar’ as suas observações para com ela se encaixarem”
            (H.S. Lipson, Professor of Physics, University of Manchester, UK, “A Physicist Looks at Evolution,” Physics Bulletin, vol. 31, maio de 1980, pg.138).

            “A evolução pode ser considerada como uma espécie de religião mágica. A magia é simplesmente um efeito sem causa, ou pelo menos sem causa competente. “acaso”, “tempo”, e “natureza” são os pequenos deuses mantidos nos templos evolucionistas.”
            (Randy L. Wysong – Instrutor de fisiologia e anatomia).

            Karl Popper, famoso filósofo da ciência, disse:
            “O darwinismo não é ciência testável mas sim um programa metafísico [religioso] de pesquisa.”
            (Popper, K., Unended Quest, Fontana, Collins, Glasgow, p. 151, 1976)

            Michael Ruse, um fervoroso evolucionista, declara:
            “A evolução é promovida pelos seus aderentes como algo mais do que ciência.
            A evolução é promovida como uma ideologia, uma religião secular – uma alternativa ao Cristianismo, com propósito e moralidade.”
            A evolução é uma religião. Isto foi assim em relação à evolução no princípio e é assim em relação à evolução hoje.”
            (Michael Ruse, “Saving Darwinism from the Darwinians,” National Post (May 13, 2000).

            David M. Raup, um evolucionista, admite livremente:
            “Nos anos posteriores a Darwin, seus defensores esperavam encontrar progressões previsíveis, estas ainda não foram encontradas – mas o otimismo é difícil de morrer e alguma pura fantasiatem penetrado nos livros didáticos.”
            (“Evolution and the Fossil Record,” Science, vol. 213, julho de 1981, pg. 289).

            Aqui foi um pouco pior que ‘religião’… parece que “pura fantasia” é o termo politicamente correto para as mentiras dogmáticas darwinistas.

            Na verdade, é apenas o complô do stablishment acadêmico de forma preconceituosa e discriminadora de maioria ateia que não aceita novas ideias que as pesquisas comprovam rejeitando o mito mágico da TE.
            Justamente devido a crença ateista da maioria dos cientistas, eles precisam defender desesperadamente o dogma mitológico.
            O fato de haverem alguns cientistas cristãos, mas crentes na evolução ainda, é devido ao preconceito, discriminação e vergonha que iriam sofrer dos colegas no meio acadêmico.
            E quanto aos cientistas ateus que rejeitam o mito TE por razões estritamente científicas, por que vc não os cita hein!

            Paz.

          • Ronaldo Alves

            “97,35% das citações que os religiosos fazem de frases de ateus e cientistas tem um dos seguintes vícios sérios: estão fora de contexto, estão severamente amputadas, ou simplesmente foram inventadas. Eu duvido seriamente da honestidade de religiosos que ficam fazendo citações de cientistas e de ateus para provar o ponto deles, e tenho razões de sobra para isto – a maioria deles mentiria para se sair bem na discussão.”
            Cesar Grossmann repondendo quando vc tentou usar a velha tática da garimpagem de citações. Mas como vc não aprende, fez de novo:
            Sobre a citação de H.S. Lipson, Professor of Physics, University of Manchester, UK:
            O argumento seria válido se a autoridade citada fosse especialista em Biologia Evolutiva. Mas irrelevante quando vinda de um físico.

            Sobre a citação deRandy L. Wysong – Instrutor de fisiologia e anatomia:
            Idem à resposta anterior. A autoridade cita é Instrutor de fisiologia e anatomia não Biólogo Evolucionista.

            Sobre a citação de Karl Popper:
            FALSO. Em carta à revista New Scientist, Popper, entre outras coisas, afirma defender o caráter científico da teoria da evolução, e da paleontologia. “Eu apoio integralmente este propósito, e esta carta irá ser quase exclusivamente devotada à defesa da teoria da evolução.”
            E continua: “algumas pessoas pensam que eu teria negado caráter científico às ciências históricas, tais como a paleontologia, ou a história da evolução da vida na Terra; ou dizer, a história da literatura, ou da tecnologia, ou da ciência. Isto é um erro, e eu aqui desejo afirmar que estas ou outras ciências tem em minha opinião caráter científico; suas hipóteses podem em muitos casos ser testados.”
            https://sites.google.com/site/scientiaestpotentiaplus/a-carta-de-popper

            Sobre a citação de Michael Ruse:
            FALSO! Michael Ruse, filósofo inglês da biologia, condena sociobiologia e a psicologia evolucionista como extrapolações infundadas, uma espécie de Non sequitur da Teoria da Evolução. Mas defende a evolução como FATO e a Teoria da Evolução como melhor explicação
            para este FATO, ao contrário do criacionismo que ele combatia ativamente em debates no congresso americano.

            Sobre a citação de David M. Raup:
            FALSO! Raup está argumentando não é contra evolução, mas a evolução gradual em todos os casos.
            Tanto é assim que ele escreveu:
            “Devemos distinguir entre o fato da evolução – definida como a mudança nos organismos ao longo do tempo – ea explicação dessa mudança.”
            David M. Raup, “Conflicts Between Darwin and Palaeontology,” Field Museum of Natural History Bulletin, pp. 22, 25, Chicago, January 1979.
            http://www.talkorigins.org/faqs/quotes/mine/part1-2.html
            A citação COMPLETA E SEM CORTES deixa isso claro:
            “Um grande número de cientistas bem treinados fora da biologia evolutiva e paleontologia, infelizmente, obtiveram a ideia de que o registro fóssil é muito mais darwinista do que é. Isto provavelmente vem da simplificação inevitável em fontes secundárias: livros didáticos de baixo nível artigos semipopulares, e assim por diante. Além disso, provavelmente há algum ilusão envolvida. Nos anos após Darwin, seus defensores esperavam encontrar progressões previsíveis. Em geral, estas não têm sido encontradas – No entanto, este otimismo é duro de matar e algumas puras fantasias tem se arrastado para livros didáticos. Isto é ilustrado por outras declarações na carta de Root-Bernstein, tais como: `A evolução afirmou certas tendências imutáveis ​​da mudança progressiva que podem ser falsificadas.’ Isso simplesmente não é o caso! No registro fóssil, somos confrontados com muitas sequências de mudança: modificações ao longo do tempo a partir de A para B para C e D podem ser documentadas e uma interpretação darwinista plausível muitas vezes pode ser feita depois de ver a seqüência. Mas o poder preditivo (ou de retrodição) da teoria, nestes casos, é quase nulo. O problema enfrentado pelo paleontólogo evolucionista não é muito diferente do analista de mercado de ações. Tanto o registro do mercado de ações e o registro fóssil são complexas séries temporais Markovianas em que interpretações causais após o fato são muitas vezes possíveis, mas o valor preditivo da teoria é fraco ou inexistente. Na verdade, o analista técnico do mercado, provavelmente, tem um registro melhor do que o paleontólogo. ISSO NÃO DESQUALIFICA A TEORIA DA EVOLUÇÃO; ele simplesmente ilustra a dificuldade de aplicar qualquer teoria estatística a casos reais.
            Uma das ironias do debate evolução-criação é que os criacionistas aceitaram a noção equivocada de que o registro fóssil mostra uma progressão detalhada e ordenada e eles passaram grandes esforços para acomodar essa “verdade” na sua geologia do Dilúvio.
            David M. Raup, “Evolution and the Fossil Record”, Science, Vol. 213, No. 4505, 17 de julho de 1981, p.289

            “Na verdade, é apenas o complô do stablishment acadêmico de forma preconceituosa e discriminadora de maioria ateia que não aceita novas ideias que as pesquisas comprovam rejeitando o mito mágico da TE. Justamente devido a crença ateista da maioria dos cientistas, eles precisam defender desesperadamente o dogma mitológico.”
            Tá descompensado de novo? Parou de tomar o antipsicótico contra transtornos paranóides?
            Não pode rapaz!

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            “O fato de haverem alguns cientistas cristãos, mas crentes na evolução ainda, é devido ao preconceito, discriminação e vergonha que iriam sofrer dos colegas no meio acadêmico.”
            Claro, jamais seria por razões estritamente científicas não é? Vem cá vc já foi bundar com o Fraderico? Então vá!

            E quanto aos cientistas ateus que rejeitam o mito TE por razões estritamente científicas, por que vc não os cita hein!
            Por que não existem, ora. O que existe são cientistas que discutem sobre detalhes na teoria evolucionária, ou na interpretação do registo fóssil necessariamente imperfeito. Mas eles aceitam firmemente o processo evolucionário em si. Dãããããã…

            O criacionismo, por outro lado, não é uma teoria. Não há nenhum indício, cientificamente falando, que a apoie. O criacionismo é uma expressão de uma lenda dos primórdios do Oriente Médio. Ela é descrita com justiça como “apenas um mito”.
            Isaac Asimov – A ameaça do criacionismo
            http://www.astropt.org/2012/11/09/asimov-a-ameaca-do-criacionismo/

            Bye, bye….

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          • Ronaldo Alves

            Por que eu tenho que responder a cada achismo seu se você não está interessado em aprender, apenas em desqualificar a ciência para manter a fé? Por que vc é cético com a ciência mas não é cético com a Bíblia? Isso é pura falsidade. Para vc, a Bíblia esta sempre certa, não precisa de verificação. Se a ciência dá suporte a Bíblia significa que a ciência é verdadeira. Do contrário a ciência é falsa. Você simplesmente escolheu acreditar que a Bíblia é inerrante. Mas isso é histórica e cientificamente indefensável. Vc preferiu a ignorância científica. Ora, ser ignorante é normal, todo mundo nasce ignorante, mas se esforçar para permanecer ignorante, sinceridade… Além de ignorante, vc é, sem dúvida, a pessoa mais desonesta intelectualmente que eu vi pelas redes sociais. É um caso perdido, um fanático imune a fatos e argumentos. Por exemplo, você valoriza o que uma autoridade supostamente disse a favor de sua religião,mas ignora citações contrárias. Destacar o que é dito a seu favor e desprezar conveniente o que é dito contra é o sinal mais evidente de pobreza intelectual. Há uma torrente de filósofos e cientistas do passado e presente dizendo coisas desagradáveis de sua fé, por que não verificar isso também? Vc só é capaz de valorizar aqueles que dizem algo agradável aos seus ouvidos? A verdade não importa? Seus comentários são um enorme atravancado de afirmações arbitrárias, petições de principio, citações adulteradas, e claro, um monte de passagens bíblicas, como se isso fosse importante pra quem não acredita na Bíblia. Afinal, que motivos temos para aceitar o que quer que seja que foi escrito há milênios por sabe-se lá quem ao certo, e que agora está reproduzido nas bíblias de bolso? E se eu dissesse que suas passagens bíblicas estão erradas porque na bíblia satânica se afirma o contrário delas? Será que assim você perceberia a arbitrariedade improdutiva e irracional que é uma pessoa desatar a citar passagens do seu livro religioso preferido para provar x ou y, fingindo que todos concordam passivamente que a fonte citada é epistemicamente confiável? E aumenta cada vez mais o número de pessoas que deixa de acreditar na Bíblia quando conhece melhor esse “Deus” imoral, essa aberração cósmica celestial. Aliás, Ele nem existe, é um só uma projeção humana que reflete preconceitos repugnantes de comunidades ignorantes que viveram há milhares de anos num deserto escaldante e desumano. Desumano feito pessoas que o defendem, tipo vc. Dai vem vc e diz que Javé é bem real para os ateus visto a preocupação e perturbação que temos tem com ele o atacando. Quanta imbecilidade! Criticar a crença em x não implica que o crítico acredita em x. Se critico a crença em Tupã, isso não pressupõe que creio em Tupã. Se critico a crença de que há água em Venus, isso não pressupõe que creio que há água em Venus. Aprenda a separar as coisas. Motivos é o que não faltam para criticar crendices irracionais. Há motivos intelectuais, sociais, culturais, políticos, etc. Ou você acha que certas crenças irracionais são inofensivas? Só o motivo intelectual já basta para criticar crenças irracionais, mas se quer algum outro motivo, é só lembrar que a sociedade pode e frequentemente é prejudicada por crenças religiosas irracionais. Um exemplo são os problemas psicológicos e sofrimento causado aos homossexuais por uma legiãos de ignorantes preconceituosos que condenam, repudiam, perseguem e dificultam a vida de pessoas que jamais fizeram mau a elas. E não tem isso de “direitos gays”. Todo direito que é requerido para os gays são direitos humanos e constitucionais comuns, dos quais você goza. Isso prova que vc não está capacitado para debater com imparcialidade. Por isso perdi o interesse em debater com vc. Por que perder tempo com um alienado gravemente ignorante, de uma desonestidade intelectual gritante e uma imoralidade nojenta?

            Eu estou encerrando aqui. Passar mal…

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          • Cícero

            Meu caro amigo incrédulo, a maior prova da existência de Deus somos nós! uma máquina incrível com atributos não-físicos capaz de fazer coisas maravilhosas como essas!
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          • Ronaldo Alves

            Não sou seu amigo e nem pretendo.
            Nossa existência apenas prova que existimos. Como viemos a existir é outra coisa. Vc só pode oferecer uma explicação sobrenatural para a existência da humanidade se conseguir provar ser impossível encontrar uma explicação natural para a mesma. Ou seja, para invalidar a explicação científica da existência humana vc têm de provar uma negativa universal: que nenhuma explicação natural para o fenômeno pode ser encontrada.
            Fique à vontade.

          • Cícero

            que nenhuma explicação natural para o fenômeno pode ser encontrada.

            As LEIS probabilísticas da matemática já fizeram isso faz tempo para o surgimento do universo e da vida.

          • Ronaldo Alves

            Sério? Eu não sabia! Qual foi? Probabilidade de frequência ou probabilidade aleatória? Probabilidade epistemológica ou probabilidade Bayesiana? Que fórmulas usaram? Quais os resultados obtidos?

            Não precisa responder mesmo porque vc não saberia. Vc conhece minhas crenças e as razões que as fazem válidas para mim. Se vc não aceita isso, problema seu não meu. Reconheço a religião como parte importante na história do desenvolvimento humano para o bem e para o mal, mas ela não demonstra a validade das idéias teológicas. A existência da religião na implica na existência de divindades ou do sobrenatural. Nenhuma evidência apresentada até agora me convenceu. Portanto me dou o direito de manter meu julgamento em suspenso por prazo indeterminado. Vou voltar ao que me agrada: episódios de Arquivo X, documentários, filmes, música, livros. Ciao bambino.

          • Cícero

            As CIÊNCIAS exatas como a matemática, comprovam o mito darwinista, alguns exemplos:
            A evolução aleatória é tão absurda dado que a probabilidade do surgimento de uma molécula de DNA simples, calculada pelo Dr. Frank Salisbury, da Universidade Estadual de Utah, EUA, é de 1 em 10 elevado a 415 (1 dividido por 1 com 415 zeros à direita), o que é considerado impossível matematicamente falando.
            E considera-se já uma impossibilidade matemática 1 dividido por 10 elevado a 50.

            Ou, as chances da molécula mais simples de proteína ter surgido ao acaso movido por forças cegas segundo o matemático suiço Charles Cuye é de 1:10 seguidos de 160 zeros! Edwyn Conklin biológo da universidade de Princeton disse: “A probabilidade de vida originada acidentalmente é comparável a probabilidade dum dicionário completo surgir numa explosão em uma tipografia”. É como se as pirâmides do Egito ou a Torre Eiffel tivessem surgido por si só. Ora, a obra-prima requer um Artista, o desenho requer um Desenhista!
            Mas eu duvido que a ciência mude algo para a FÉ dos crentes evolucionistas desesperados em defender sua religião dogmática!

            De acordo com Jeffrey Zweerink, físico pesquisador da UCLA, a gravidade é essencial para a vida em nosso planeta. Se a força gravitacional fosse alterada em 0,(seguido de 37 zeros+1) por cento, nosso Sol não existiria e, portanto nós também não.

            O astrofísico Hugh Ross calculou a probabilidade de que as constantes físicas (122 até hoje) pra formação de vida como a nossa, pudessem existir em qualquer outro planeta no universo por acaso, partindo da ideia de que existem 10²² planetas no universo (um número bastante grande) sua resposta é chocante: uma chance em 10¹³(um seguido de 138 zeros!). Para os racionais, isso é chance zero de que qualquer planeta no universo possa ter condições a vida; a não ser que exista um Projetista Inteligente por trás de tudo.

      • Cícero

        Jesus disse que era a luz e a porta. Mas ele não obriga a andarmos nessa luz neste mundo vazio e de trevas e nem obriga a entrarmos por sua porta de libertação.
        Podemos ficar escravos em nosso quarto de egoísmo, orgulho e pecados diversos …
        A batalha interna é poderosa sim. Podemos amortecer e apagar essa voz espiritual divina dentro de nós. Mas quem opta por Cristo já é vencedor.

  • menininhas 2016

    O Senhor é meu Pastor. Pronto. Nada me faltará. Crio e produzo vestidos infaNtil e pode ser conferidos em http://www.meninasmeninos.com.br