Bule Voador

Crucificando o Cristianismo

O ponto crucial da religião cristã está seguramente em sua doutrina da salvação, que consiste num projeto de eleição e resgate por Deus daqueles que creram firmemente na sua palavra (João 1:12). Estritamente, Deus resgatará os eleitos por intermediação de Cristo, seu procurador, o único caminho para a salvação do pecado e da danação eterna (I João 1:9, 4:2, 14:6; Efésios 1:5; I Timóteo 2: 4-6).

De acordo com essa doutrina, ou pelo menos com uma certa “interpretação” dela, quem teve o azar de jamais tê-la conhecido fatalmente irá para o inferno (Apocalipse 20:11-15, 21:8; João 3:16, 4:3, 14:6). E quando digo “tê-la conhecido” tenho em mente mais do que simplesmente ter ouvido falar, mas de ter sido doutrinado no cristianismo, o que implica ter recebido influências sociais substanciais na direção da doutrina. Afinal, ainda que os que tiveram a oportunidade de ter ouvido falar da doutrina de Cristo estejam em franca vantagem sobre os que não a tiveram, isso ainda não significa que estejam garantidos, já que não basta conhecer a doutrina, é preciso crer e guardá-la fervorosamente (Romanos 10:9; Mateus 5:20, 23.1-23), oficializando essa conversão mediante um ritual de iniciação chamado batismo (João 3:5), que é quando o nome da pessoa fica registrado no “livro da vida”.

Para muitos crentes o ritual do batismo só é legítimo se realizado numa igreja credenciada, e somente depois que a pessoa atinge uma idade que lhe permita responder por si, isto é; uma idade que a capacite a se arrepender e a guardar a doutrina (I João 1:9, 14:21; Mateus 3:11). Há ainda outros aspectos burocráticos que podem anular a autenticidade do batismo, como quando o ritual é feito por aspersão ao invés de imersão, mas deixemos as sutilezas de lado, o caso é que parece óbvio que crianças pequenas não atendem aos requisitos para uma conversão válida, o que faz com que algumas igrejas rejeitem a tradição católica de batizar recém-nascidos. É o caso da igreja de um protestante conhecido meu, que certa vez admitiu, com algum embaraço, que crianças que morrem antes da idade apropriada para o arrependimento e o batismo (12 anos, ele sugere) fatalmente irão para o inferno, junto com deficientes mentais graves.

downloadNa verdade, a situação é bastante alarmante conforme essa perspectiva, pois ela implica que todos que nunca tiveram a sorte desse meu conhecido, de ter sido sistematicamente apresentado à doutrina salvadora ― o que envolve conversão e batismo ― estarão automaticamente condenados, o que pelas minhas contas corresponde à imensa maioria das pessoas que existiram em toda a história da humanidade, e mais aquelas que existem e que virão a existir, panorama esse perfeitamente condizente com a previsão bíblica (Mateus 22:14; Romanos 11:5-8)

É difícil não sentir um forte desconforto com esse cenário, pois como em tese só o conhecimento e admissão de Cristo através da incorporação de sua doutrina pode trazer arrependimento ao coração das pessoas, colocando-as na agremiação dos eleitos, isso significa que ela (a doutrina) condena inocentes, já que não parece certo considerar imputável quem por azar não recebeu meios ou chances de discernir entre bem e mal. É como condenar alguém na total ausência de dolo, premeditação ou capacidade mental para responsabilizá-lo por seus atos.  É o mesmo que culpar moralmente uma cascavel por morder o tornozelo de um desavisado ― o animal não tem condições de saber a natureza do que fez, muito menos de se arrepender por isso.

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Não é que seres humanos tenham o mesmo discernimento que o de uma cascavel, mas dado que Deus elege de antemão (leia-se “predestina”), por motivos incognoscíveis, quem será eleito e quem perecerá (I Pedro 2:9; I Tessalonicenses 1:4-6; II Tessalonicenses 2:13; Atos 13:47; Efésios 1:4-12; Judas 4), dando ou negando às pessoas a sorte de ocuparem uma posição privilegiada em seus planos (II Timóteo 1:9), uma vez que coloca em seus corações e  mentes o ímpeto que as fará compreender ou ignorar sua doutrina (Filipenses 2:13; João 12:40; Marcos 4:11, 12; Romanos 9:17, 18 ), segue-se que um ser humano cuja eleição não está no misterioso plano de Deus pode evitar o pecado e a perdição tanto quanto uma cascavel pode evitar o bote, e por isso é tão responsável por seu destino quanto uma gota de chuva é responsável por sua queda.

Em suma, a escolha não é das pessoas, é inteiramente de Deus, e parece profundamente arbitrária (Isaías 45:7; João 6: 65; Mateus 11: 27; Provérbios 16: 4; Romanos 9: 11-24; Timóteo 2:24-26). Tampouco importam as obras, uma pessoa será salva proceda bem ou mal, desde que esteja registrada no plano de Deus, caso contrário estará condenada ainda que faça boas obras (Efésios 2:8-9; Gálatas 2:16; Romanos 3:28-30, 5:1,).

Perguntei àquele meu conhecido se esse projeto de salvação não lhe parecia injusto, e para a minha surpresa ele respondeu que sim, que lhe parecia horrendamente injusto. Mas só *parecia*. No fundo ― disse ele (não exatamente nas seguintes palavras) ― isso tem de ser justo, pois está escrito que não se pode ser salvo sem conhecer a doutrina de Cristo e aceitá-la de coração aberto. Mesmo que nossas mentes humanas não sejam capazes de compreender essa justiça agora ― continuou ― aos olhos de Deus ela faz todo o sentido.

cristianismo (6)O curioso é que além de razoavelmente inteligente esse meu conhecido é uma flor de pessoa. Fico imaginando os conflitos internos que enfrenta ao ter de conciliar sua natureza afável com uma doutrina tão, permitam-me dizer, obviamente estúpida e desumana, como é a doutrina cristã da salvação (doravante, DCS). Pelo menos sob o manto de uma interpretação austera e literal a DCS parece indefensável.

Do meu ponto de vista, a justificativa dada por meu conhecido é claramente uma racionalização. E essa mesma racionalização tem sido oferecida ao longo dos séculos por teólogos e filósofos cristãos, algumas vezes na forma de argumentos ardilosos. O caso é que essa justificativa soa péssima por vários motivos. Para começar, se a compreensão da justiça divina anunciada na DCS está além das capacidades cognitivas humanas, não podemos conhecer nenhuma boa razão para aceitá-la e, derivativamente, não conhecemos nenhuma razão para cultuar o seu Supremo Promotor. Será tudo uma questão de fé? (oh, come on!). O ponto é: como alguém pode dizer que sabe que esse projeto divino é no fundo justo, se sua condição humana o impede de saber tal coisa? Como se pode saber o que não se pode saber? A pessoa que afirma com segurança que Deus é justo, baseando-se na DCS, ao mesmo tempo em que admite ser humanamente impossível compreender essa justiça, parece estar se propondo como sobre-humana, ou simplesmente refutando a si mesma ao fazer alegações sobre uma matéria que ela própria reconhece estar fora de sua alçada (da alçada humana).

Alguém pode dizer que sabe que Deus é justo, embora não saiba exatamente o porquê de Ele ser justo. Mas para saber que algo é justo é importante saber as razões que o tornam justo, sobretudo quando essa justiça não só não é óbvia como contraria nossas intuições mais básicas sobre o funcionamento da justiça. Uma alternativa é dizer que se trata de um conhecimento testemunhal. Mas quais são essas fontes testemunhais? Padres e pastores? Nossos pais e avós? Autoridades sapienciais mortas há séculos? E por que razão pensar que essas pessoas têm credibilidade intelectual especial ou que têm acesso epistêmico privilegiado às verdades mais profundas da existência? Afinal, elas também estiveram sujeitas a erros, doutrinação e lavagem cerebral. Será então a Bíblia sagrada a fonte primária desse conhecimento? Mas o que a torna fiável, para começar? Que motivos temos para acreditar que uma compilação de narrativas, tradições e códigos morais arcaicos que remontam a comunidades agrícolas horrivelmente ignorantes possui alguma credibilidade epistêmica?

Ainda restam os famosos relatos sobre experiências místicas com Deus, tão comuns hoje e sempre. Mas tais relatos não passam de evidências anedóticas. Além disso, fica-se por explicar por que só os relatos da religião cristã seriam autênticos, ou por que teriam o privilégio de ser sobre experiências induzidas por Deus (ou por anjos e santos) enquanto os relatos de outras religiões seriam sobre 82experiências induzidas por demônios. E mais: o que impede que a interpretação que as pessoas fazem dessas experiências seja enviesada por condicionantes psicológicos e culturais? Mais plausível do que supor a autenticidade desses relatos é ter em conta que quando inseridas em contextos religiosos mais densos, muitas pessoas tendem a interpretar alguns de seus próprios estados psicológicos subjetivos como se fossem mensagens vindas do além, usando naturalmente nessa interpretação elementos culturais da religião na qual foram doutrinadas: um mesmo sonho, sensação ou estado emocional pode ser percebido por um cristão como o comunicado de um anjo e por um aborígene como uma mensagem de um espírito ancestral.

Em vista da precária credibilidade das fontes testemunhais a favor da DCS, e claro, da existência de Deus, anjos, demônios, inferno e tudo o mais que ela diz, seria muito importante para a compreensão e aceitação dessa doutrina que a justiça divina apresentada por ela fosse mais palatável a seres humanos; que se parecesse um pouco mais humana. Não basta que Deus seja justo, Ele tem que parecer justo.  Se aparenta ser injusto ― como sugere a DCS ― noutras palavras; se aparenta ser desumano, dificilmente pode conquistar a adesão sincera de seres humanos, além de não estar em condições de culpar os que não conseguem perceber o sentido de sua justiça, que aliás parece inferior aos padrões humanos de justiça.  Ora, se Deus, mediante a DCS, teve a chance de dar aos seus devotos indícios para que compreendessem intelectualmente (se é que existe outra forma de compreensão) sua divina justiça, mas mesmo assim não o fez, então dificilmente eles se tornaram devotos por admiração genuína a Ele e a seu excêntrico projeto de salvação anunciado por seu famoso filho, que no fim das contas é a mesma pessoa que seu Pai, o qual engravidou a própria mãe para que pudesse nascer. Que família excêntrica e nada tradicional!

O caso é que se a aderência à DCS não é intelectual – e se não é intelectual dificilmente será moral, já que precisamos compreender o porquê de uma coisa ser justa para termos 10897088_571416579661496_8408535438889891366_nmérito moral ao decidir endossá-la – temos então que procurar outras motivações para isso. A possibilidade de obter bênçãos, curas e bens materiais barganhando com Deus, após ter aceito oficialmente sua doutrina durante um ritual, pode ser uma delas. Ir para o céu após a morte é outra. Mas suspeito que a maior das motivações seja o pavor do inferno. O desejo de evitar um sofrimento inominável pela eternidade decerto tem mais peso que as alternativas. Se Deus não nos deu motivos humanamente cognoscíveis para compreender sua justiça e adorá-lo com sinceridade e lucidez, o principal motivo que sobra para lhe prestar culto é porque Ele pode nos esmagar.

Com efeito, a DCS parece inapta a atrair fiéis por causa das virtudes deles, mas antes por motivações inglórias, ou no mínimo ela não fornece critérios para distinguir os fiéis sinceros daqueles que fazem uma “aposta de Pascal”.

Em vista dessas considerações é difícil resistir à ideia de que pelo menos em sua interpretação austera (se é que outra é possível), a DCS padece de uma ignorância abissal e de uma imoralidade inenarrável. É o que me leva a admirar os que vivenciam a cristandade de forma mais branda, ainda que isso signifique fazer vista grossa para os pontos mais embaraçosos da doutrina.

É possível que um dos motivos que levam os cristãos moderados (embora eu pense que a palavra que melhor os descreve seja “incoerentes”) a preferirem uma interpretação mais flexível da DCS seja a necessidade de preservar seu senso de humanidade, uma vez que é deveras indigesto acreditar de consciência tranquila que as pessoas, em sua imensa maioria, mereçam o inferno. A bem da verdade, o inferno parece um castigo desproporcional mesmo aos piores criminosos, é seguramente uma das ideias mais desumanas que existem, o que me leva a crer que mesmo o senso de justiça de um carrasco seja superior ao senso de justiça de Deus. Quanto aquele meu conhecido, o protestante, fico preocupado com sua saúde, é difícil manter o equilíbrio interno acreditando em algo que ele mesmo não consegue ver como humanamente tolerável, daí precisar crer que exista algum padrão moral incompreensível, mais elevado, em relação ao qual aquilo que se mostra humanamente repugnante revele-se justo.

How-to-Have-confidence-in-your-salvationRetornando aos cristãos moderados, esses costumam conceder que aqueles que nunca haverão de ter contato com a DCS podem ter esperanças, já que se encontram em estado de inocência (Isaías 7:15; 2.Samuel 12:23). É o caso de outro conhecido meu, um católico fervoroso. Para ele e tantos outros cristãos é inconcebível que um deus bondoso e justo condene inocentes. E é inocente quem, por falta de sorte ou oportunidade, não pôde evitar trilhar caminhos fora do buraco da agulha da DCS.

Genuína ou não, essa maneira condescendente de encarar a DCS soa bastante mais condizente com nossos padrões de bondade, misericórdia e justiça, e os cristãos deveriam se alegrar com isso, já que não existiu para a maior parte das pessoas em toda a história a chance de conhecer de perto o salvacionismo cristão. Todavia, essa versão complacente da DCS parece tornar inimputáveis e automaticamente salvos os que não conhecem o cristianismo, o que inclui desde crianças não batizadas a pessoas de outras culturas que jamais incorporaram a doutrina. Essa inimputabilidade decorre do fato de ser muitíssimo implausível declarar culpados aqueles aos quais não foram dados os meios necessários para que evitassem o caminho “errado”.

O problema agora é que se essa versão moderada da DCS for correta, os cristãos não apenas devem deixar de promovê-la, como também garantir que não chegue aos ouvidos de quem ainda não teve contato com ela. Efetivamente, deveriam fazer com que o cristianismo fosse esquecido da memória humana. Isso porque dar a uma pessoa a oportunidade de conhecer o cristianismo parece aumentar suas chances de não ser salva, uma vez que a senda doutrinária é estreitíssima (Deuteronômio 4:29; Lucas 9:23, 18.9-14; Mateus 5:20-30,7:21-23, 19:24, 22:14; Provérbios 14:12; Romanos 2:17-23, 3:11). Se de um lado for verdade que só a doutrina confere a uma pessoa a capacidade de discernir o bem do mal, tornando-a imputável, de outro isso não garante que uma vez possuindo esse discernimento ela irá preferir o bem ao mal.

Dessa forma, os que se mantiverem em estado de ignorância em relação à doutrina permanecerão aparentemente inimputáveis, e não poderão ser condenados por aquilo que jamais tiveram a chance de conhecer e de se arrepender, enquanto os que conheceram sistematicamente a doutrina e não a guardaram, perecerão pela eternidade.

Não é difícil incluir também os ateus e agnósticos como candidatos mais prováveis à salvação que os próprios cristãos, o que soa irônico. Ora, parece que qualquer cristão razoável concordaria que a conversão deve ser sincera. Quem força uma crença por razões meramente pragmáticas, por medo da condenação ou por puro interesse nos galardões prometidos não parece mais digno de salvação do que aquele que examinou a doutrina e que não consegue sinceramente acreditar nela. E não consigo ver qual é a diferença significativa entre ser inocentado por jamais ter ouvido falar das promessas cristãs e ser inocentado por não ter conseguido crê-las. Se for injusto ser condenado no primeiro caso, parece igualmente injusto ser condenado no segundo. Portanto, enquanto os que jamais creram ― quer por nunca terem conhecido a doutrina, quer por ceticismo sincero ― não podem ser condenados em nenhuma circunstância (o que de certa forma também atesta a deficiência da DCS, pois ela parece obrigada a desculpar incrédulos que praticam iniquidades), os que tiveram acesso à doutrina, acreditaram nela, mas mesmo assim não a guardaram, esses parecem ter as maiores chances de receber a danação eterna como prêmio.

crisAssim sendo, parece que o cristão está num impasse. Se de um lado a versão austera de sua doutrina é moralmente inaceitável, a versão moderada é autofágica, pelo menos no sentido de implicar que é preferível jamais ter ouvido falar nela, o que deveria fazer o cristão desejar nunca ter ouvido falar de Cristo, e se ouviu, parece estar ironicamente obrigado a divulgar o ateísmo ao invés de pregar o cristianismo, ou pelo menos alguma forma de teísmo que não requeira a DCS. Se assim for, o único lugar que resta para pregar o cristianismo é numa cruz.

Para quem se encontra nessa situação embaraçosa tenho uma possível solução. Procure aprender um pouco mais sobre biologia, neurociência, psicologia, antropologia, filosofia da religião, religião comparada, história e sobre tudo o mais que possa aumentar o seu esclarecimento. Procure inclusive aprender mais sobre a própria Bíblia, cultivando sempre o espírito crítico e inquisidor. Quem sabe assim você consegue migrar para o time dos salvos, nesse caso, e ironicamente, o time dos ateus e agnósticos (se é que essa história esquisita de salvação é para ser levada a sério). Ou quem sabe, com mais esclarecimento, não acaba encontrando uma maneira mais racional e madura de acreditar em Deus e no sobrenatural, desvinculando essa crença da intragável doutrina salvacionista. Por mais que eu ache difícil resistir ao ateísmo quando nos pomos a exercitar seriamente o pensamento crítico, não quero de forma automática desqualificar intelectualmente os que pensam ser possível manter crenças sobrenaturais racionalmente. Tampouco quero sugerir que o cristianismo tem apenas mensagens ruins. Apesar dos muitos pecados do seu programa salvacionista, há também mensagens positivas e humanitárias nessa religião (I Coríntios 13; I João 4:7-21; Mateus 5: 39-47, 7:35).

Enfim, essa conversa já se alongou demais, é hora de dá-la por encerrada. Nos vemos no paraíso amigos cristãos… Ou talvez não, afinal de contas, se essa linha de raciocínio estiver correta, minha salvação está garantida.  A de vocês, por outro lado…

Autor:  Marcus Vinicius de Matos Escobar

Referências:

Bíblia Sagrada

http://www.gotquestions.org/Christian-doctrine-salvation.html

http://www.iprb.org.br/artigos/textos/art151_199/art151.htm

http://gracamaior.com.br/estudos/ibsd-x-catolica/223-por-que-nao-batizar-criancas.html

http://www.internautascristaos.com/textos/artigos/quem-escolhe

https://pt.wikipedia.org/wiki/Aposta_de_Pascal

_____________________________________________________________

* Agradeço a Rodrigo César Dias pela revisão desse texto.

Marcus Vinicius de Matos Escobar on sabfacebook
Marcus Vinicius de Matos Escobar
Psicólogo, guitarrista e cinéfilo.
  • Dr GilFon

    Ótimo artigo!

    • Marcus Vinicius de Matos Escob

      Obrigado Dr. GilFon. Volte Sempre

  • AntonioOrlando

    Lamentável o desconhecimento, que o autor do texto, Marcus Vinícius, tem da teologia cristã. O Cristianismo se resume em “Amai a teu próximo como a ti mesmo e a Deus sobre todas as coisas”.

    Quanto às obras: “A questão da fé somente ou fé mais as obras
    se faz difícil por causa de algumas passagens bíblicas de difícil
    correlação. Compare Romanos 3:28, 5:1 e Gálatas 3:24 com Tiago 2:24. Há
    quem veja uma diferença entre Paulo (a Salvação é somente pela fé) e
    Tiago (a Salvação é pela fé mais as obras). Na verdade, Paulo e Tiago,
    de maneira alguma, discordam entre si. O único ponto de discordância que
    alguns afirmam existir é a respeito da relação entre fé e obras. Paulo
    dogmaticamente diz que a justificação se dá somente pela fé (Efésios
    2:8-9) enquanto Tiago aparentemente está dizendo que a justificação é
    pela fé mais as obras. Este aparente problema é resolvido ao examinarmos
    com precisão sobre o que discorre Tiago. Tiago está negando a crença de
    que a pessoa possa ter fé sem produzir quaisquer boas obras (Tiago
    2:17-18). Tiago está enfatizando o argumento de que a fé genuína em
    Cristo produzirá uma vida transformada e boas obras (Tiago 2:20-26).
    Tiago não está dizendo que a justificação se dá pela fé mais as obras,
    mas, ao invés disso, diz que a pessoa que é verdadeiramente justificada
    pela fé produzirá boas obras em sua vida. Se uma pessoa afirma ser
    crente, mas não produz boas obras em sua vida – então ela provavelmente
    não tem fé genuína em Cristo (Tiago 2:14, 17, 20, 26).

    Paulo escreve o mesmo. O bom fruto que os crentes devem produzir em suas
    vidas é citado em Gálatas 5:22-23. Logo depois de nos dizer que somos
    salvos pela fé, não por obras (Efésios 2:8,9), Paulo nos informa que
    fomos criados para as boas obras (Efésios 2:10). Paulo espera tanto de
    uma vida transformada quanto Tiago. “Assim que, se alguém está em
    Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se
    fez novo” (II Coríntios 5:17)….”

    http://www.gotquestions.org/Portugues/sobre-nos.html

    • Marcus Vinicius M. Escobar

      Caro Antonio Orlando

      “Lamentável o desconhecimento, que o autor do texto, Marcus Vinícius, tem da teologia cristã. O Cristianismo se resume em “Amai a teu próximo como a ti mesmo e a Deus sobre todas as coisas”.”

      Isso é falso. Se não for, jogue sua bíblia fora, porque só precisa de um bloco de notas para registrar essa mensagem.

      Além do mais, quando diz que o cristianismo se resume a isso, tem em mente que vertente teológica? Que especialista? Qual denominação doutrinária? Você não está querendo insinuar que o grosso dos especialistas e da população cristã concorda pacificamente com você, ou está? Não se pode sugerir que há consenso onde não há. Assim sendo, é leviandade dizer que alguém é ignorante em tal assunto somente por não levar em conta uma tese parcial e bastante discutível.

      “Se uma pessoa afirma ser crente, mas não produz boas obras em sua vida – então ela provavelmente não tem fé genuína em Cristo (Tiago 2:14, 17, 20, 26).”

      Se bem que alguém com fé genuína em cristo também pode produzir más obras que, no entanto, estão em conformidade com a doutrina. Voltar-se contra alguns direitos humanos, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, é um exemplo de má ação em conformidade com cristo. Mas claro, a pessoa só vê que isso é uma má ação se não estiver mentalmente enviesada pela religião.

      • AntonioOrlando

        Bom dia Marcus!

        Nenhuma denominação cristã, católica ou protestante, ignora a Bíblia. Desse modo, se você ler a sua – se não tiver uma pode ler online – em Marcos 12 : 30 e 31 encontrará: ” 30 Amarás, portanto, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a
        tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força’. 31E o segundo é: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’. Não existe qualquer outro mandamento maior do que estes”, verá que não estou inventando nada.

        Abs

        Orlando

        Amarás,
        pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e
        de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o
        primeiro mandamento.
        E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.
        Marcos 12:30,31
        Amarás,
        pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e
        de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o
        primeiro mandamento.
        E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.
        Marcos 12:30,31
        Amarás,
        pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e
        de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o
        primeiro mandamento.
        E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.
        Marcos 12:30,31
        Amarás,
        pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e
        de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o
        primeiro mandamento.
        E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.
        Marcos 12:30,31
        Amarás,
        pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e
        de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o
        primeiro mandamento.
        E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.
        Marcos 12:30,31
        Amarás,
        pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e
        de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o
        primeiro mandamento.
        E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.
        Marcos 12:30,31

        • Marcus Vinicius M. Escobar

          Orlando, isso não quer dizer que a bíblia e toda a doutrina cristã se resume a isso. Foi o que tentei te mostrar no comentário anterior. Aliás, em “amarás a Deus sobre todas as coisas” está embutido uma série de normas, valores, e ideias sobrenaturais sobre céu, inferno, escatologia, etc. que têm de ser aceitos junto com esse mandamento abstrato e aparentemente inofensivo. Não se pode fugir a objeções à doutrina em concreto citando mandamentos abstratos, fáceis de serem aceitos acriticamente.

          • AntonioOrlando

            Marcus!

            Prezado, qual seu embasamento em teologia para refutar isso?

            Quanto ao sobrenatural, ou, “fora das leis da natureza”, isso é relativo. Para um religioso, nada mais natural do que a certeza de uma outra vida. Ademais, o que há de natural, ou lógico na existência? O funcionamento do universo é extremamente prático e objetivo, isto é, não há desperdício de energia. Por conta disso, qual a lógica, ou naturalidade de se “desperdiçar” tanta energia – sentimentos, dores, amores, tristezas, choros e risos e alegrias “gastos” em toda uma vida de um indivíduo – se fosse a vida, apenas, um capricho da natureza/evolução?

            Abs

            Orlando

          • Marcus Vinicius M. Escobar

            Prezado, qual seu embasamento em teologia para refutar isso?

            Meu embasamento é tudo o que sei em ciência, filosofia, história, religião, bíblia, meu cérebro e tudo o mais. Pergunta ociosa e sem propósito! Meu texto e meus argumentos estão ai, se não concorda tente refutar, mas ficar nessa de tentar desqualificar a competência do interlocutor é algo que só denuncia falta de preparo e vontade de desviar o assunto do foco. E você tem apostado nisso desde seu primeiro comentário. Aliás, os pontos mais relevantes do meu texto você e outros comentadores nem sequer chegaram a lidar. Você se apegou seletivamente ao dilema fé vs. obras e ignorou todo o resto. Se bem que nem seu ponto de vista acerca disse dilema está conseguindo defender bem.

            “Quanto ao sobrenatural, ou, “fora das leis da natureza”, isso é relativo. Para um religioso, nada mais natural do que a certeza de uma outra vida.”

            Isso é jogo de palavras com o conceito de “natural”. Quando se fala sobre o que é natural em filosofia e ciência, fala-se de fenômenos do mundo físico, e algumas vezes da ideia de que nada há para além desse mundo. Mas você está usando a expressão “natural” aqui num sentido banal, como algo espontâneo ou corriqueiro, como quando se diz “é natural que brasileiros gostem de futebol”. Enfim, você traz muita retórica e pouco substância.

            “Ademais, o que há de natural, ou lógico na existência? O funcionamento do universo é extremamente prático e objetivo, isto é, não há desperdício de energia. Por conta disso, qual a lógica, ou naturalidade de se “desperdiçar” tanta energia – sentimentos, dores, amores, tristezas, choros e risos e alegrias “gastos” em toda uma vida de um indivíduo – se fosse a vida, apenas, um capricho da natureza/evolução?”

            Pergunta sem sentido. Comete o mesmo baralhamento proposital de diferentes sentidos para uma mesma palavra. Começa por falar sobre dispêndio de energia num sentido físico e em seguida quer tirar conclusões extravagantes usando essa mesmas palavras num sentido subjetivo. Sobre sua curiosidade sobre a existência, há muitíssimos filósofos que trabalham nesse tema sob uma perspectiva secular. Deveria conferir.

          • AntonioOrlando

            Prezado Marcus?

            Todo o seu conhecimento em “ciência, filosofia, história, religião, bíblia, meu cérebro e tudo o mais.”, não o credencia a discutir teologia. Isso levando em consideração o primarismo de seus argumentos. Sim, todas as correntes denominacionais cristãs – com exceção de adventistas, testemunha de Jeová, espíritas e mórmons – resumem o Cristianismo em “Amai a Deus sobre todas as coisas (fé) e ao próximo como a ti mesmo (obras)”.

            Abs

            Orlando

          • Marcus Vinicius M. Escobar

            Você não tem maturidade para debater. Se tivesse não repetiria a mesma asneira que foi refutara por mais de uma vez aqui mesmo (vai fingir que não? As provas estão por aqui). Como é um incompetente te resta tentar dar a última palavra repetindo a primeira baboseira que você tentou emplacar aqui sem o menor sucesso, na esperança de um leitor desavisado pensar que você “ganhou” a discussão. Devia ser envergonhar. Sorte que o registro de sua irracionalidade está aqui

          • AntonioOrlando

            Prezado Marcus?

            Heráclito e Parmênides, dois filósofos gregos, tinham visões opostas sobre o Ser. Heráclito defendia que tudo está em constante modificação e Parmênides preconizava que mutação não passa de aparência. Há, nas duas teorias, um aspecto físico, ou da natureza, e outro que fala da essência, moral. ética e espiritual do ser humano.Tudo isso, é depois retomado por Platão – O mito da caverna – e, mais tarde, Aristóteles com sua teoria do ser. Enfim, nem sempre a filosofia lida, ou lidou, apenas, com o físico ou natureza.

            Quando falo “natural”, falo no sentido de espontâneo ou simplicidade. Nada permite afirmar, dada a complexidade da engenharia e “perfeição” da natureza, que tudo tenha aparecido do nada. E, sobretudo, com qual propósito? Nada na natureza é gratuito, de forma a não desperdiçar energia e manter o equilíbrio. Ou seja, na natureza tudo tem uma razão de ser. Enfim, por que existe algo ao invés de nada?
            abs

            Orlando

          • Marcus Vinicius M. Escobar

            “Todo o seu conhecimento em “ciência, filosofia, história, religião, bíblia, meu cérebro e tudo o mais.”, não o credencia a discutir teologia.”

            Orlando, credencia a discutir o que me der telha. Basta que eu tenha interesse suficiente a pesquisar sobre o assunto, e foi o que fiz para escrever o texto e debater aqui. Desde o início, sua estratégia básica é tentar desqualificar o interlocutor, mas argumento que é bom nada!
            E meus argumentos são tão primários, né, que você não dá conta de refutá-los (rsrsrs). Resume-se a falar mal deles, o que é bem diferente. E continue afirmando coisas arbitrárias, só não pense que isso vale alguma coisa. Afirmar não é argumentar. Eu dei argumentos contra essa ideia de que cristianismo se resume a um mero mantra, e contra isso você só tem afirmações vagas e arbitrarias. Por que não diz logo “não, e pronto!” ou “é assim porque eu quero que seja!”. Economiza tempo e caracteres, e a qualidade intelectual do que escreves permanece a mesma. 😉

            “Há, nas duas teorias, um aspecto físico, ou da natureza, e outro que fala da essência, moral. ética e espiritual do ser humano.”

            Queres mesmo discutir ontologia e filosofia moral? Primeiramente informe-se sobre o fato de que os filósofos gregos são hoje apenas referências históricas embrionárias para a discussão acadêmica e especializada nessas matérias. Há atualmente infindáveis filósofos, argumentos e teorias acerca dessas duas disciplinas da filosofia. Enfiar filósofos gregos aqui só evidencia anacronismo epistêmico.

            “Enfim, nem sempre a filosofia lida, ou lidou, apenas, com o físico ou natureza.”

            Orlando, onde foi que eu afirmei que a filosofia lida exclusivamente com o físico? Isso é um disparate. Não coloque palavras em minha boca (ou em meus dedos). Reveja meu comentário onde falo sobre física e natureza para ver que estava criticando uma ideia especifica sua, não categorizando os interesses da filosofia.

            “Nada permite afirmar, dada a complexidade da engenharia e “perfeição” da natureza, que tudo tenha aparecido do nada.”

            E quem afirmou que tudo aparece do nada? Você está atacando espantalhos.

            “E, sobretudo, com qual propósito?”

            Não advir do nada, não significa ter um propósito e muito menos implica a existência do Deus judaico-cristão.

      • AntonioOrlando

        Prezado Marcus!

        Se uma pessoa, genuinamente amar a Jesus, não irá tergiversar em sua doutrina. Ou seja, não aceitar relações homoafetivas, em absoluto, está em desacordo com o que preconiza Jesus como “Amar ao próximo”, pois, amar ao próximo, necessariamente, não quer dizer amar o pecado. Por que se eu amo o pecado não estarei amando a Deus sobre todas as coisas. Ou melhor, amar a Deus sobre todas as coisas, dentre muitas coisas, quer dizer observar aquilo que Ele, Jesus, considera adequado para minha vida.

        Pessoalmente, embora não concorde com o casamento homoafetivo, entendo que é um direito que, como cidadão, alguém pode ter. Não concordar, entretanto, não quer dizer odiar aqueles que assim agem. Vivemos em uma sociedade plural e multicultural onde ninguém é obrigado a aceitar aquilo que fere suas idiossincrasias. Não concordo com os ateus, no entanto, não os odeio. Sou casado com uma agnóstica.

        Enfim, pais podem, não raro, estar amando muito mais seus filhos ao discordarem deles Ou seja, prezar seus princípios é, sobretudo, ser coerente consigo mesmo.

        Sou negro, no Brasil, e desde sempre sofri com o racismo. Não posso, contudo, negar o direito de alguém dizer que não gosta de negros ou, em outras palavras, de querer ser racista. Por outro lado, ninguém tem o direito de dizer que negros são inferiores ou afins. Amar é um negócio muito complexo…

        Abs

        Orlando

        • Marcus Vinicius M. Escobar

          O problema é que a doutrina não tem a menor condição de justificar racionalmente e imparcialmente o porquê de as relações homoafetivas, entre tantas outras coisas, serem pecaminosas. Em última análise, sobra dizer que Deus não gosta disso, ponto final. Mas isso é inaceitavelmente arbitrário e não dá nenhuma razão para alguém concordar, restando a aderência passiva de uma mente doutrinada.

          “Ou melhor, amar a Deus sobre todas as coisas, dentre muitas coisas, quer dizer observar aquilo que Ele, Jesus, considera adequado para minha vida.”

          Mas muito do que Deus/Jesus considera adequado para nossas vidas é imoral e irracional, e algumas vezes sem sentido. Não vemos motivos independentes para admitir esses mandamentos, estão todos atrelados à ideia de que simplesmente devemos crer que isso é o certo. Dai que as pessoas que não são moral e intelectualmente heterônomas não veem a menor razão para aceitar que essas coisas comandem suas vidas.

          “Não concordar, entretanto, não quer dizer odiar aqueles que assim agem.”

          E que razão tem para não concordar? Esse é o ponto: não tem nenhuma. Nenhuma que não seja arbitrária.

          • Cícero

            Caro Marcus,
            A heterossexualidade é o padrão normal, natural e universal nos seres vivos; e não a homossexualidade.
            Geneticamente o homem nasce homem e a mulher nasce mulher. Não há um meio termo nos genes com mistura de macho e fêmea.

            A homossexualidade é uma conduta anormal, antinatural e pervertida com graves consequências pessoais e sociais.
            Obviamente o homem e até crianças; podem ir contra a determinação genética natural influenciado por fatores ambientais, morais, sociais, familiares.
            Se Deus condena tal comportamento (não a pessoa) em sua Palavra, é porque há consequências maléficas para o individuo, assim como tantos outros comportamentos.
            Se Ele desejasse tal prática teria criado somente homens ou somente mulheres.

            Deus ama os homossexuais (indivíduo,assim como todos) mas odeia o homossexualismo-pecado (prática,conduta). Em 1Co 6:9-11 há uma palavra de esperança para os sodomitas e efeminados. “…Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em o nome do Senhor Jesus Cristo”

          • Marcus Vinicius M. Escobar

            Caro Cícero

            “Geneticamente o homem nasce homem e a mulher nasce mulher.”

            Isso é pura ignorância científica. Está confundindo orientação sexual com identidade de gênero. Um homem homossexual continua homem, sua identidade de gênero não é alterada.

            “A homossexualidade é uma conduta anormal, antinatural e pervertida com graves consequências pessoais e sociais.”

            Se com “anormal” queres dizer “menos comum” então diz uma obviedade da qual não se pode deduzir qualquer consequência moral relevante. Albinos também são menos comuns, nem por achamos que devam ser tratados como aberrações morais. E é isso que queres dizer com “anormal”: aberração moral — ao que eu respondo que aberração moral é Javé.

            Sobre ser antinatural, é outra falsidade. A homossexualidade está presente expressivamente no reino animal (incluindo a espécie humana). Mas o que importa a natureza aqui? Você baseia sua moralidade na natureza? Claro que não! Fosse assim estaria acasalando com sua mãe e suas irmãs, ou praticando estupros para potencializar seu sucesso reprodutivo. Natureza não é código moral, e você devia saber que esse seu raciocínio é uma falácia muito conhecida. Chama-se falácia naturalista.

            Sobre a homossexualidade trazer graves consequências pessoais e sociais, isso é verdade, mas apenas porque ainda há legiões de pessoas ignorantes e preconceituosas que condenam, repudiam, perseguem e dificultam a vida de homossexuais que jamais fizeram mau a elas. Querem apenas viver suas vidas em paz.

            “Se Deus condena tal comportamento (não a pessoa) em sua Palavra, é porque há consequências maléficas para o individuo, assim como tantos outros comportamentos.”

            Deus condena isso porque Ele é imoral. Aliás, Ele nem existe, é um só uma projeção humana que reflete preconceitos repugnantes de comunidades ignorantes que viveram há milhares de anos num deserto escaldante e desumano.

            “Em 1Co 6:9-11 há uma palavra…”

            Citar passagens bíblicas é absolutamente irrelevante para provar seu ponto de vista. Que motivos temos para aceitar o que quer que seja que foi escrito há milênios por sabe-se lá quem ao certo, e que agora está reproduzido nas bíblias de bolso. Acaso não leu meu texto? Não viu que coloquei em xeque as fontes testemunhais comuns de sua religião? Que diria se eu o dissesse que suas passagens bíblicas estão erradas porque na bíblia satânica se afirma o contrário delas? Será que assim você perceberia a arbitrariedade improdutiva e irracional que é uma pessoa desatar a citar passagens do seu livro religioso preferido para provar x ou y, fingindo que todos concordam passivamente que a fonte citada é epistemicamente fiável?

          • Cícero

            Isso é pura ignorância científica. Está confundindo orientação sexual com identidade de gênero. Um homem homossexual continua homem, sua identidade de gênero não é alterada.

            Orientação sexual é escolha pessoal. Por que achas que pessoas cometem abominações sexuais como pedofilia, sadismos, necrofilia e zoofilia? e olha que pra eles não há nada errado nisso e querem se satisfazer sexualmente dessa maneira. Mas será que nasceram assim??
            Os hormônios são apenas dois macho/fêmea para atrações opostas interligadas complementares.

            Albinos também são menos comuns, nem por achamos que devam ser tratados como aberrações morais. E é isso que queres dizer com “anormal”: aberração moral — ao que eu respondo que aberração moral é Javé.

            Se algum albino ser homossexual entra na mesma condição de pecador.. naturalmente há outros pecados que Deus condena.
            E parece que Javé é bem real pra vcs visto a preocupação e perturbação que vcs tem com Ele! a prova é este site com vários textos O atacando.

            A homossexualidade está presente expressivamente no reino animal (incluindo a espécie humana)

            Expressivamente??? não seja desonesto… Vc se baseia numa minoria, e não na maioria que são heteros, sendo este o padrão. Alguns estudos dão conta de que existam apenas cerca de setenta espécies de aves e trinta de mamíferos nas quais podem ser observados algum tipo de comportamento homossexual.
            Mas lembre-se que animais são totalmente irracionais e amorais e nem sabem o que é homossexualidade, ao contrário de nós.

            isso é verdade, mas apenas porque ainda há legiões de pessoas ignorantes e preconceituosas que condenam, repudiam, perseguem e dificultam a vida de homossexuais que jamais fizeram mau a elas

            Engraçado, não vemos outros grupos “supostamente” discriminados não pleitearem os tais “DIREITOS GAYS” como os negros, índios, deficientes, judeus, ciganos, pobres, estrangeiros, idosos… Ora, é porque eles já sabem de seus direitos expressos claramente na Constituição. É bom lembrar, que os crentes também sofrem perseguição, discriminação e preconceito, principalmente dos militantes e ativistas gays.

            Saiba que os cristãos são o povo mais perseguido da Terra!
            Saiba também, que os maiores assassinatos contra os homossexuais, sejam feitos pelos próprios homossexuais! (crimes passionais).
            Alguns meses atrás aqui perto onde moro; um gay matou outro gay por briga de ponto…

            Deus condena isso porque Ele é imoral. Aliás, Ele nem existe,…

            Como eu disse, Ele parece ser muito real pra vcs!
            Na verdade, a maior evidência da existência de Deus vem dos próprios ateus! em seu ardor, esforço e militância em provar Sua inexistência, já é evidência de Sua Existência. Por que tal preocupação, perseguição e luta ferrenha à algo que supostamente inexista?! Mas se incomoda e perturba,…logo é a consciência e a razão falando, sendo real.

            Por que não atacam a existência de fadas, sereias, unicórnios, odin, papai noel hein!… mas quando se trata do Deus judaico-cristão então os ateus manifestam toda a sua formidável e descomunal fé em negá-Lo!
            Logo, não existem ateus descrentes, pois sua CRENÇA no Deus Yahweh é clara e evidente!

            E nem é preciso a Bíblia para expor as graves consequências físicas, emocionais, espirituais da prática homossexual. A ciência e a medicina já fazem isso muito bem! ex:
            Doenças até piores que a aids entre os gays; podendo se espalhar pra TODOS!
            http://saltonarede.com/2012/02/13/bacteria-homofobica-mortal-pior-que-a-aids-esta-se-espalhando-entre-gays-nos-eua/
            http://www.nydailynews.com/news/national/man-meningitis-declared-brain-dead-article-1.1315825

            Os gays também deveriam atentar para essas informações médicas e as consequencias nefastas de tal prática:
            http://www.lifesitenews.com/news/archive//ldn/2006/nov/061130a
            http://www.salves.com.br/virtua/aidsepidem.htm
            http://brazil.indymedia.org/content/2005/02/307356.shtml

            Citar passagens bíblicas é absolutamente irrelevante para provar seu ponto de vista…

            Então pergunte aos milhões/bilhões de seres humanos hoje e mais uns bons milhões do passado se esta irrelevância ou “mentira” do Cristianismo os decepcionou? pergunte aos inúmeros conversos do oriente e do ocidente; se esta “mentira” é de fato uma tolice irrelevante fútil e perda de tempo?

            Muitos hindus, islâmicos, orientais de modo geral, estão vindo para Cristo (e não uma religião) justamente devido aos benefícios reais oferecidos por Cristo. Inclui-se que há médicos ocidentais, orientais, que aceitam milagres operados por Cristo.
            O ônus é seu em provar que TODOS os milagres, curas, sinais, libertações, mudanças, transformações operados por Cristo desde sua época até hoje são falsos/fraudes… boa sorte!

            Vemos que as mais variadas bençãos, milagres, libertações, curas etc são as mais gloriosas e constantes renovações experimentadas por aqueles que desejam cada vez mais a Verdade do Evangelho que destrói todo sofisma, ardil e mentira do diabo cegando os homens neste mundo de mentiras.
            Lamento meu caro, isso é FATO EMPÍRICO MUNDIAL!

            Sds.

          • Marcus Vinicius M. Escobar

            Isso é pura ignorância científica. Está confundindo orientação sexual com identidade de gênero. Um homem homossexual continua homem, sua identidade de gênero não é alterada.

            Orientação sexual é escolha pessoal.

            Outra falsidade. Você só diz falsidades! Baseia-se no mais condescendente achismo somente para proteger crendices irracionais. Você tem internet a disposição, use isso a se favor, vá pesquisar o que a genética e a neurociência têm a dizer sobre esse assunto antes de dizer bobagens em público.

            E diga-me uma coisa. Você escolheu ser heterossexual (supondo que seja)? Escolheu desejar mulheres? Um belo dia disse a si mesmo: “de hoje em diante opto por sentir atração por mulheres!” E se você optou, será que pode “desoptar”? Será que se te der na telha amanhã, você pode mudar essa opção, e escolher desejar homens? Ah, faça-nos um favor! Seja mais honesto e menos infantil. Esse blog aqui não é pra conversa fiada!

            “E parece que Javé é bem real pra vcs visto a preocupação e perturbação que vcs tem com Ele! a prova é este site com vários textos O atacando.”

            E falando em infantilidade, essa é a objeção mais tosca que existe. Criticar a crença em x não implica que o crítico acredita em x. Se critico a crença em Tupã, isso não pressupõe que creio em Tupã. Se critico a crença de que há água em Venus, isso não pressupõe que creio que há água em Venus. Aprenda a separar as coisas. O motivos é o que não faltam para criticar crendices irracionais. Há motivos intelectuais, sociais, culturais, políticos, etc. Ou você acha que certas crenças irracionais são inofensivas? Só o motivo intelectual já basta para criticar crenças irracionais, mas se quer algum outro motivo, é só lembrar que a sociedade pode e frequentemente é prejudicada por crenças religiosas irracionais.

            «A homossexualidade está presente expressivamente no reino animal (incluindo a espécie humana)

            Expressivamente??? não seja desonesto… Vc se baseia numa minoria, e não na maioria que são heteros, sendo este o padrão.»

            Não, eu me baseio na biologia. Isso não é desonestidade é responsabilidade epistêmica. E você não é só um ignorante científico, parece ignorante em geral. Eu não disse que homossexualidade é o padrão, disse que é um comportamento expressivo no reino animal. Desenhando: “expressivo não é igual a padrão”.

            isso é verdade, mas apenas porque ainda há legiões de pessoas ignorantes e preconceituosas que condenam, repudiam, perseguem e dificultam a vida de homossexuais que jamais fizeram mau a elas

            E não tem isso de “direitos gays”. Todo direito que é requerido para os gays são direitos humanos e constitucionais comuns, dos quais você goza.

            “Alguns meses atrás aqui perto onde moro; um gay matou outro gay por briga de ponto…”

            Vê se cresce cara! Não estou interessado em seus relatos pessoais, em evidências anedóticas. Isso não tem relevância científica e estatística.

            “Na verdade, a maior evidência da existência de Deus vem dos próprios ateus! em seu ardor, esforço e militância em provar Sua inexistência, já é evidência de Sua Existência.”

            Eu vou sugerir aos outros editores para que criemos uma categoria para os argumentos mais ridículos, e colocar esse seu no topo da lista. Logo abaixo vou sugerir que coloquem o trecho onde você posta três links (dois dos quais nem abrem) para “provar” cientificamente suas ideias sobre homossexualidade que curiosamente o grosso da comunidade científica ignora.

            “Então pergunte aos milhões/bilhões de seres humanos hoje e mais uns bons milhões do passado se esta irrelevância ou “mentira” do Cristianismo os decepcionou?”

            Sim, depois que você perguntar aos bilhões de seres humanos hinduístas e muçulmanos se os escritos de suas religiões os decepcionaram. É claro que não. Se o que conta para você é ter muita gente crendo numa religião, então saia da sua e vire hinduísta. E é incrível que não tenha entendido o que eu te disse. Quando digo que é irrelevante citar trechos bíblicos para provar pontos de vista da própria bíblica, quis mostrar a completa e viciosa circularidade dessa atitude. É como você discutir com um satanista e ele recusar suas objeções a bíblia satânica dele apontando trechos dela mesma. Enfim, não é preciso uma inteligência refinada para compreender porque essa atitude é tola.

            Enfim, só respondi porque estava ocioso. Não vou te dar mais atenção. Você além de ignorante é, sem dúvida, a pessoa mais desonesta intelectualmente, que eu vi por aqui. É um caso perdido, um fanático imune a fatos e argumentos.

          • Cícero

            Um homem homossexual continua homem, sua identidade de gênero não é alterada.

            É claro que é homem, nasceu assim. O que define o gênero é a genética. Os genes, ou são masculinos ou são femininos. Não há misturas pra mais ou pra menos (gene gay inexiste). Os hormônios naturais típicos de cada um, comprovam este fato.

            Orientação sexual é escolha pessoal.Outra falsidade. Você só diz falsidades! Baseia-se no mais condescendente achismo somente para proteger crendices irracionais.

            Estude mais leigo,… ou acaso as pessoas já nascem geneticamente determinadas e forçadas a práticas de pedofilia, necrofilia, zoofilia, masoquistas e tantas outras aberrações, assim como teriam genes de estupro, assassínio, roubo, mentira etc???

            E diga-me uma coisa. Você escolheu ser heterossexual (supondo que seja)? Escolheu desejar mulheres? Um belo dia disse a si mesmo:…

            Quanta ignorância! dá pena…
            Nós homens sempre seremos homens, nossos hormônios desejam mulheres e vice-versa. Ser homossexual é uma ESCOLHA PESSOAL COMPORTAMENTAL da mente, não tem origem patológica, hormonal, genética ou física, mas sim, de atitude movida pela vontade, de ordem sentimental, emocional ou psicológica, ou seja, a pessoa opta por este tipo de vida porque deseja e lhe agrada.

            O motivos é o que não faltam para criticar crendices irracionais. Há motivos intelectuais, sociais, culturais, políticos, etc. Ou você acha que certas crenças irracionais são inofensivas?

            Concordo, há muitas crenças irracionais, por ex.
            Os crentes darwinistas ACREDITAM que o incrível e bem ordenado universo surgiu dos seus deuses: NADA-ACASO-SORTE e a complexa e multiforme vida criou-se a si mesma numa LAMA em ambiente estéril e hostil através de magia e que magia conduz seres vivos a mudarem de forma radicalmente; desde amebas até girafas, elefantes, GENTE!… por mais irracional, ilógica e bizarra que seja essa CRENÇA!
            Indo totalmente contra o princípio da Navalha de Occam.

            E prejudicial?? sim, o que dizer do comunismo-ateísta que matou mais de 100 milhões na história e CONTINUA matando em muitos países??

            Não, eu me baseio na biologia. Isso não é desonestidade é responsabilidade epistêmica. E você não é só um ignorante científico, parece ignorante em geral. Eu não disse que homossexualidade é o padrão, disse que é um comportamento expressivo no reino animal.

            Ignorante é vc que não pesquisa um pouquinho e vomita falácias ridículas.
            Por ex. a cientista Claudia A. Alves, com mestrado em Química Analítica e doutoranda em Física Aplicada e Biologia Molecular pela USP, diz o seguinte:

            “Não há como estabelecer um paralelo de expressão sexual baseado, única e exclusivamente, no comportamento de espécies tão diferentes. É forçar demais querer colocar na mesma balança a razão, o instinto e o cio….
            Caso a humanidade opte por justificar suas atitudes baseando-se em comportamentos de animais muitos outros precedentes poderiam ser abertos. Juntando-se ao precedente da violência, temos o da poligamia, o do canibalismo, o do infanticídio, etc… Animais, muitas vezes, comem o próprio filhote e praticam o incesto. Mas para a razão humana tais comportamentos não são aceitáveis.”

            Expressivamente também pode significar: enormemente altamente.

            E não tem isso de “direitos gays”. Todo direito que é requerido para os gays são direitos humanos e constitucionais comuns, dos quais você goza.

            Então por que fazem tanto barulho querendo até implantar um Projeto discriminatório e preconceituoso que certamente implantará uma elite/casta de privilegiados com regalias especiais, contrários aos princípios democráticos de liberdade de expressão, idéias e pensamentos do indivíduo …se é que “AINDA” existe neste país.

            É uma afronta, um crime às nossas crenças, ideologias, filosofias pessoais. A quebra deste pilar da democracia e das liberdades pessoais, incitará o surgimento de grupos não muito diferentes de talebans radicais tipo EI que já sabemos seus efeitos.

            Não estou interessado em seus relatos pessoais, em evidências anedóticas. Isso não tem relevância científica e estatística.

            Isso é um fato sr. ignorante que ocorre muito, mas obviamente as midias preconceituosas não divulgam, quando gays atacam gays…

            Eu vou sugerir aos outros editores para que criemos uma categoria para os argumentos mais ridículos, e colocar esse seu no topo da lista. Logo abaixo vou sugerir que coloquem o trecho onde você posta três links (dois dos quais nem abrem) para “provar” cientificamente suas ideias sobre homossexualidade que curiosamente o grosso da comunidade científica ignora.

            Isso, poste mesmo! meu objetivo aqui é desconstruir os argumentos irracionais, bizarros e nonsense da religião fundamentalista ateísta.

            Os links estavam abrindo recentemente, mas o último já expressa bem quão prejudicial é esta prática. O fato é que os homossexuais possuem baixa imunidade contra bactérias e vírus oportunistas.
            A ciência investigativa empírica confirma os FATOS do comportamento gay, evidenciando o alto risco e nefasto prejuízo e sofrimento ao indivíduo:
            http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/0002934387901057
            http://annals.org/article.aspx?articleid=695607
            http://www.nature.com/pr/journal/v18/n4s/abs/pr19841067a.html
            http://europepmc.org/abstract/MED/6134980

            Os homossexuais teriam ainda, com mais intensidade fatores agravantes como:
            -Conflitos emocionais mais intensos para si mesmo ou ao próximo, por viverem de forma “anti-natural”.
            -Doenças novas surgindo nesse grupo.
            -Desvalorização de sua espiritualidade devido ao choque com os valores cristãos baseados na Escritura.
            -Mais propensos a doenças físicas, emocionais, espirituais como desânimo, tristeza, depressão, culminando em suicídios.

            Sim, depois que você perguntar aos bilhões de seres humanos hinduístas e muçulmanos se os escritos de suas religiões os decepcionaram. É claro que não

            Como eu disse, é FATO que budistas, hindus e islâmicos estão cada vez mais se convertendo ao Cristianismo deixando suas religiões primitivas por decepções, ilusões e sofrimentos tendo um significativo aumento dos cristãos/salvos nestes países, que obviamente os governos e mídias tentam esconder. Dizem que o governo da China não sabe mais o que fazer pra evitar o crescimento do cristianismo.

            Enfim, só respondi porque estava ocioso. Não vou te dar mais atenção. Você além de ignorante é, sem dúvida, a pessoa mais desonesta intelectualmente que eu vi por aqui. É um caso perdido, um fanático imune a fatos e argumentos.

            Muito típico… já estou acostumado. Quando não se tem mais argumentos apela-se como sempre, ao argumentum ad-hominem e grosserias a parte, evidenciando que não possuem maturidade para debates. Algo muito comum nos ateus fundamentalistas obtusos.

          • AntonioOrlando

            Marcus!

            Esqueçamos religião, por enquanto, e foquemos na ciência, ou melhor na evolução. Se a homoafetividade tivesse sido o padrão, não haveria, suficiente, “crescei e multiplicativos” e, em função disso, a humanidade teria perecido. Logo, a norma biológica determina que haja dois sexos, e não inúmeros gêneros. Dessa forma, a espécie não, perecerá. Isso não é religião – é apenas um aspecto do funcionamento da natureza. Ademais, os gêneros não são independentes, isto é, pereceriam se não houvesse o contraditório, ou, o masculino e feminino. Ou óvulos e espermatozoides.

            Pecado, em hebraico hhatá, quer dizer errar o alvo. Isto é, segundo o Cristianismo, a vida tem um propósito e tudo que se afasta desse objetivo deve ser desconsiderado.

            Não entendi. O que poderia ser imoral ou irracional?

            Abs

            Orlando

          • Marcus Vinicius M. Escobar

            “Se a homoafetividade tivesse sido o padrão, não haveria, suficiente, “crescei e multiplicativos” e, em função disso, a humanidade teria perecido.”

            Mas a homossexualidade nunca foi um padrão. Ela sempre foi menos frequente que a heterossexualidade. Isso demonstra a confusão de pensar que a homossexualidade de alguma forma ameaça a perpetuação da espécie. Homossexuais ameaçam tanto a perpetuação da espécie humana quanto padres celibatários ameaçam. E se você quer condenar a homossexualidade por esse motivo, condene também os celibatários. Claro, eles não te entender, dado que a reprodução humana já está garantida pela maioria heterossexual. A não ser que você pense que heterossexualidade seja contagiosa e que você e todo o resto das pessoas estão correndo sério risco de se tornarem homossexuais, essa sua objeção não tem nenhum sentido.

            “Logo, a norma biológica determina que haja dois sexos, e não inúmeros gêneros.”

            Considerando que a premissa da qual você derivou esse “logo” é falsa, não é preciso aceitar sua conclusão. Mas aproveito para corrigir um erro seu: sexo não é a mesma coisa que gênero. De resto recomento que busque informação em biologia e evolução em relação a homossexualidade, que é perfeitamente compatível com a evolução, sendo provavelmente uma característica comportamental derivada de uma estratégia reprodutiva chamada de “aptidão inclusiva” (http://scienceblogs.com/pharyngula/2014/08/31/homosexuality-and-evolution/). Como já dito, a homossexualidade está presente no reino animal. Até leões, os “machões” da selva, a praticam. Além disso, a homossexualidade pode nem sempre ter origem genética (o que não significa que seja opção). Há também fatores teratogênicos, hormonais, cerebrais e epigenéticos que podem estar ligados a essa condição. Fatores ambientais também: ter irmãos mais velhos aumenta as chances de um rapaz ser homossexual, por exemplo. Mas curiosamente, apesar de todas as evidências e ferramentas científicas, algumas pessoas preferem a “explicação” do Malafaia.

            Enfim, você disse que iria se focar em ciência, mas não chegou a fazer isso.

          • AntonioOrlando

            Marcus!

            Vamos começar pelo final. Nunca disse que a homoafetividade fosse um padrão, ao contrário. Fica implícito, quando digo que “há dois sexos e não inúmeros gêneros”, que considero gênero diferente de sexo biológico.

            Não há nenhuma resposta conclusiva das razões que levam uma pessoa a descobrir-se homossexual. Por outro lado, a evolução, tem por hábito incluir tudo que não consegue explicar dentro da teoria. Efetivamente, dentro da te o ser humano é algo que destoa: é inteligente o suficiente para mudar a sua história e seu meio ambiente, não vive em função de instintos, tem consciência de si, e em função disso, tem problemas/dúvidas existências e sofre com isso. Enfim, o ser humano é o único que que se pergunta – “Quem sou? Por que existo? Por que existe alguma coisa ao invés de nada?. Sobretudo, o ser humano é a única espécie que tenta explicar a vida no planeta.

            Abs

            Orlando

          • Marcus Vinicius M. Escobar

            “Não há nenhuma resposta conclusiva das razões que levam uma pessoa a descobrir-se homossexual.”

            Isso, por si, já devia lhe impedir de fazer afirmações categóricas sobre a natureza e estatuto moral da homossexualidade. De qualquer forma, a ciência já acumula bastante evidências evolutivas, genéticas, teratogênicas, cerebrais e epigenéticas sobre essa condição. É questão de ir à literatura científica para conferir por si mesmo.

            “Por outro lado, a evolução, tem por hábito incluir tudo que não consegue explicar dentro da teoria.”

            Falso. Esse hábito é na verdade da teologia.

            “… o ser humano é algo que destoa: é inteligente o suficiente para mudar a sua história e seu meio ambiente, não vive em função de instintos, tem consciência de si, e em função disso, tem problemas/dúvidas existências e sofre com isso.”

            E por causa disso um ser humano tem que se forçar uma heterossexualidade goela a baixo só para se conformar aos padrões morais de sua religião? Felizmente, o mundo secular fornece muitos princípios éticos universais e racionais que não têm rabo preso com religião, de modo que homossexuais, ateus, ou pessoas de outras rebeliões podem se basear para viver. Foi-se o tempo que o moralismo arcaico do cristianismo era referência obrigatória para todos.

            Além do mais, nem todos os instintos e propensões genéticas podem ser mudados. Ainda que o homossexual tivesse motivos para mudar sua orientação (só que não tem!), isso não poderia ser feito, e se pudesse, seria a custa da saúde e a base de traumas, como está registrado em casos de tentativa de reorientação sexual.

            “Enfim, o ser humano é o único que que se pergunta – “Quem sou? Por que existo? Por que existe alguma coisa ao invés de nada?”

            Sim, e apesar da profundidade dessas perguntas, alguns preferem dar respostas rasas.

          • Marcus Vinicius M. Escobar

            Orlando.

            Não me leve a mal, mas já estou perdendo o interesse nesse debate, pois está improdutivo. Não sei se vou perder mais tempo aqui.

            E não me entenda mal, não quero te colocar no mesmo nível do Cícero, que é obviamente um alienado gravemente ignorante e de uma desonestidade intelectual gritante. Mas é que você você está discutindo questões secundárias (homossexualidade), e ainda por cima sem suporte científico. Mas o conteúdo do meu texto, os argumentos centrais e as duas principais ideias defendidas nele não estão sendo discutidas. Isso é desvio de foco e prejudica o tópico.

            Abraço

          • Cícero

            E não me entenda mal, não quero te colocar no mesmo nível do Cícero, que é obviamente um alienado gravemente ignorante e de uma desonestidade intelectual gritante.

            Nota-se lamentavelmente a sua total incapacidade e despreparo para um debate maduro e adulto agindo de forma infantil e patética com respostas recheadas das costumeiras grosserias neoateistas fundamentalistas e alegando desvio de “argumentos centrais” já refutados.
            Mas vou ainda me dar ao trabalho de refutar e perder tempo com mais uma de suas falácias bizarras:

            Além do mais, nem todos os instintos e propensões genéticas podem ser mudados. Ainda que o homossexual tivesse motivos para mudar sua orientação (só que não tem!) , isso não poderia ser feito, e se pudesse, seria a custa da saúde e a base de traumas, como está registrado em casos de tentativa de reorientação sexual.

            Eu realmente te aconselho a pesquisar mais sr. leigo, antes de vomitar suas ignorâncias nonsense. Veja vários casos de mudança: http://www.midiasemmascara.org/artigos/ciencia/13900-sobre-as-terapias-reparativas.html
            Repito: a homossexualidade é simplesmente uma escolha pessoal.

    • Marcus Vinicius M. Escobar

      O Orlando diz:

      “Paulo dogmaticamente diz que a justificação se dá somente pela fé (Efésios 2:8-9) enquanto Tiago aparentemente está dizendo que a justificação é pela fé mais as obras.”

      “Na verdade, Paulo e Tiago, de maneira alguma, discordam entre si.”

      Como não discordam? Temos uma contradição explícita. Aliás, você também se contradisse ai, não percebeu? Menciona a evidente contradição entre os dois apóstolos e em seguida diz que eles não estão em desacordo.

      Bem, mas eu não gosto de me apegar a mensagens isoladas, prefiro conceder generosidade interpretativa à bíblia. A meu ver, um jeito de começar a arranjar esse impasse seria primeiramente assumindo que um dos apóstolos está errado (eu sugeriria Paulo), em vez de forçar interpretações ad hoc para blindá-los contra erros. Um péssimo hábito da comunidade religiosa é não querer admitir que seus apóstolos foram pessoas falíveis, como quaisquer outras.

      O passo seguinte é tentar reconstruir a tese sobre o que realmente conta para a salvação, em contraste com um contexto bíblico mais abrangente e tendo como guia ensinamentos mais fundamentais das escrituras (o que também deverá gerar uma discussão calorosa entre teólogos e exegetas). Minha sugestão vai na direção da sua: os teólogos precisam conceder que a fé implica boas obras, de modo que elas podem servir de indicador de que a pessoa foi justificada pela fé. Mas isso não chega a ser uma solução, como pensas. Como é evidente, essa manobra não mostra que a fé é necessária para a obtenção de boas obras, no máximo mostra que é suficiente (a título de argumentação apenas, pois não acho nem que a fé seja suficiente para boas obras). O caso é que boas obras — incluindo as boas intenções por trás delas — podem decorrer sem fé, e de fato decorrem, e é isso que justifica as pessoas, do ponto de vista ético e humano. Uma pessoa sem fé, ou mesmo uma pessoa de uma religião diferente da sua, pode exprimir tudo o que diz Gálatas 5:22-23. Mas dada a DCS, essa pessoa seria condenada, e isso é radicalmente injusto.

      • AntonioOrlando

        Bom dia Marcus!

        Você incorre no mesmo erro da leitura literal da Bíblia – coisa que, não raro, vocês, ateus, criticam nos cristãos.Não, Paulo não está em contradição com Tiago. Em Gálatas 2:16 Paulo diz: ” Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada.”.

        Quando Paulo fala “da lei” ele está se referindo a um contexto especifico, isto é, a VELHA ALIANÇA, que foi desconsiderada com o nascimento de Jesus. Ou seja, no Velho Testamento você tem um código de conduta/leis, que seguidas, de certo modo, conduziriam à Salvação. Na Nova Aliança, contudo, as obras são insuficientes para a Salvação. Em outras palavras, o cristão não deve viver a formalidade da fé (Amar a Deus…) e sim o Cristianismo vivo e atuante que, também, se expressa pelas “obras” (…E a seu Próximo como a ti mesmo).

        Ou seja, como já disse, se você entender “Amai a Deus sobre todas as coisas (Fé) e ao próximo como a ti mesmo (Obras)”, em absoluto, você verá contradição.

        Prezado, não se arvore a criticar, ou menos ainda comentar, aquilo que você não entende…

        Abs

        Orlando

        • Marcus Vinicius M. Escobar

          Prezado Orlando

          “Você incorre no mesmo erro da leitura literal da Bíblia – coisa que, não raro, vocês, ateus, criticam nos cristãos.”

          Notou que no texto eu assumi a possibilidade de mais de uma interpretação,uma austera e outra frouxa (dentro da qual se possa dispensar a leitura ao pé da letra)? Se notou, como pode me imputar desse engano? Aliás, tocou num ponto interessante: considerando que a interpretação literal é dispensável, por que razão não interpretar tudo como não literal? Por que algumas passagens devem ser interpretadas literalmente (como as que falam de inferno, paraíso, divindade de cristo, etc.) e outras são interpretadas, digamos, mais flexivelmente, como as que mandam dar tudo aos pobres e carregar sua cruz, cortar a mão de uma mulher que tocou na genitália de um homem que não é seu marido, etc. Me parece que a resposta para isso é a mera conveniência humana de sempre. O eterno enviesamento para confirmar ou rechaçar aquilo que melhor nos aprouver.

          “Não, Paulo não está em contradição com Tiago.”

          A contradição é explícita. Não há como negar. Paulo afirma categoricamente que a justificação é somente pela fé, enquanto Tiago afirma que é pela fé mais as obras. Mas como já tentei deixar claro, importa verificar se essa pode ser uma contradição descartada, caso não esteja atrelada a algum aspecto mais fundamental da doutrina. A atitude mais correta é, como já disse, assumir que os apóstolos eventualmente erraram (como quaisquer seres humanos) em ter exprimido algumas ideias importantes para a doutrina, e procurar maneiras de consertar isso isolando aspectos que possam ser mais importantes em suas falas, doutrinariamente falando, do que as contradições cometidas para então propor uma “reconstrução racional” do texto bíblico. Esse é um ótimo método para se fazer exegese textual em vez de supor insistentemente que apóstolos eram cognitivamente infalíveis. No entanto, tenho a impressão de que os cristãos terão de conviver com a eterna falta de consenso sobre pelo menos alguns pontos mais delicados da doutrina, incluindo esse. Paciência.

          “Na Nova Aliança, contudo, as obras são insuficientes para a Salvação.”

          Não Orlando, se quiseres de fato suprimir Tiago em virtude de Paulo, o correto é dizeres que as obras são irrelevantes, ao invés de suficientes. A fé seria suficiente e necessária. Nada mais seria preciso. E não adianta negar que essa divergência é um problema sério na doutrina, tanto que há intensa discussão teológica em volta disso, como você deve saber. O fato é que não existe consenso. Seria importante você propor mais sinceramente suas ideias, esclarecendo que são interpretações parciais suas, ou de algum teólogo ou denominação doutrinária, ao invés de sugerir que são universalmente aceitas.

          “Em outras palavras, o cristão não deve viver a formalidade da fé”

          E é aqui que mora a arbitrariedade e a distorção. O cristão deve evitar a formalidade até que ponto? Até o ponto em que ideias como inferno, a ressurreição e a divindade de cristo sejam vistas como meras alegorias, ou a informalidade deve parara antes disso? E por que algumas passagens devem ser lidas formalmente enquanto outras não? Enfim, não parece haver saída para isso, não há como evitar o relativismo e o subjetivismo. No final, fica cada cristão com a interpretação que melhor lhe aprouver (ou que melhor aprouver o seu pastor). A única leitura objetiva da bíblia é a leitura histórica, antropológica e acadêmica, que não envolve compromissos espirituais, sobrenaturais ou fé.

          “Prezado, não se arvore a criticar, ou menos ainda comentar, aquilo que você não entende…”

          Perdão, mas isso é pura arrogância. Não confunda discordar do que você acredita com não entender o que acredita. E também não confunda a interpretação que você prioriza, com a interpretação correta e consensual. Uma interpretação correta dessas ideias doutrinárias talvez seja possível (caso se possa reduzir o nível de incoerência e vagueza delas), uma interpretação consensual, por outro lado, não existe, e possivelmente jamais existirá.

        • Glauco Lima

          Eu concordo que Paulo pode até não estar em contradição com Tiago, dependendo da forma que você quer entender o texto, ao seu modo e ao seu conforto. Com que Paulo estava em contradição mesmo era com sua sexualidade.

  • Cícero

    Prezado,
    vc mostra muito desconhecimento e ignorância das doutrinas fundamentais do Cristianismo. Vejamos algumas falácias que expôs:

    “É o caso da igreja de um protestante conhecido meu, que certa vez admitiu, com algum embaraço, que crianças que morrem antes da idade apropriada para o arrependimento e o batismo (12 anos, ele sugere) fatalmente irão para o inferno,”

    Vc realmente deveria se informar melhor sobre o tema. Onde está escrito essa asneira?? Diga-me: como um bebe ou criança pequena pode crer e ter fé em Cristo??? Segundo a Bíblia, a idade da razão seria mais ou menos quando sabemos distinguir a mão direita da esquerda, coisa que até alguns adultos tem dificuldade!
    Mas as crianças são salvas excepcionalmente pela graça expiatória universal de Cristo cfe. Rm 5:17-19.

    “a situação é bastante alarmante conforme essa perspectiva, pois ela implica que todos que nunca tiveram a sorte desse meu conhecido, de ter sido sistematicamente apresentado à doutrina salvadora ― o que envolve conversão e batismo ― estarão automaticamente condenados”

    Na verdade Yahweh (Deus) nunca ficou sem testemunhos em todas as eras da civilização, se revelando aos homens em suas épocas; desde os monoteistas Adão, passando por Set, Enoque, Noé, Sem, Abraão… etc. O monoteismo precedeu o politeismo e animismo e que essas religiões surgiram a medida que as pessoas trocaram a glória de Deus pela imagem feitas segundo o homem e animais.
    Porém, por mais bonzinhos que tentamos ser, a Escritura diz que TODOS pecaram e carecem e estão separados da glória e da presença de Deus.

    “Como está escrito:Não há um justo, nem um sequer.
    Não há ninguém que entenda;Não há ninguém que busque a Deus.
    Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis.Não há quem faça o bem, não há nem um só.
    Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” – Romanos 3.

    Somos a imagem e semelhança de Deus – moral, espiritual – temos liberdade de escolhas, mas toda escolha tem um preço. Colhe-se aquilo que se planta.
    O homem é tão egoísta e miserável pecador que mesmo sabendo de seus atos errados e pecando, ainda sim, hipocritamente e cinicamente joga a culpa em Deus!!
    Queremos liberdade, mas não responsabilidade. Ou seja, tudo que EU FIZER, Deus é o culpaldo… afinal Ele me fez, eu sou perfeito e inocente! assim é muito fácil e cômodo culpar a Deus pelo nosso egoísmo! ele que limpe minhas falhas, pecados, burradas e loucuras!

    Contudo, apesar de Deus ter se revelado aos pagãos na criação e na consciência,a humanidade universalmente rejeitou essa luz. Portanto, Deus não é obrigado a dar-lhes mais luz, pois eles transformaram a sua luz. De fato, embora tenham a verdade, “a ira de Deus é revelada do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça” (Rm 1:18).
    Alguém perdido na escuridão de uma selva densa, que vê uma mancha de luz deve ir em direção a ela. Se essa pessoa se afasta do pouco de luz e torna-se perdido para sempre na escuridão, há apenas uma pessoa para culpar. As Escrituras dizem: “Este é o veredicto: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas em vez da luz porque suas obras eram más” (João 3:19).

    Se alguns incrédulos verdadeiramente buscavam a Deus através da revelação geral no mundo e na sua mente, Deus iria prover a revelação específica suficiente para a salvação de uma forma ou outra, como: publicações, rádio, TV, jornais, eventos, internet, mídias gerais, ou alguém indo até ela para lhe falar do evangelho, ou mesmo através de sonhos, visões, revelações como há muitos casos em países fechados como os islâmicos.

    Só este fato já eliminaria boa parte da desculpa: “nunca ouvi falar do cristianismo de Jesus.”
    E será que uma mentira mundial poderia durar tanto??? O fato é que a Bíblia é o Livro mais amado, lido, vendido, praticado, odiado e perseguido do mundo. Esta singularidade já é evidência de sua veracidade, além de várias confirmações arqueológicas, científicas e históricas em muitos de seus eventos.

    Como vc citou apropriadamente a passagem base em Jo 1:12 é fato e notório que já são milhões (ou mais) também de hindus, muçulmanos e orientais que se converteram ao cristianismo, pois experimentaram transformações e milagres em suas vidas cfe. os escritos do Novo Test. atestam os inúmeros sinais, milagres, maravilhas, mudanças operados em nome de Cristo até hoje, coisas que suas religiões teóricas primitivas não fazem. A diferença é gritante.
    É o vazio do coração do homem que somente pode ser preenchido por Jesus, seja lá quem for. Somente Ele pode dar sentido real e existencial a nossas vidas. Sua Palavra é vida e vida plena!

    E não é por boas obras que somos salvos, mas sim por fé, reconhecendo aquilo que Jesus fez por nós na cruz. Só Cristo (e não religiões) pode nos libertar de nossos medos, angústias, depressões, decepções, fraquezas, doenças, males etc.
    Como disse Agostinho, o homem não encontra sossego e paz enquanto não encontrar a Deus.
    Mas é inegável que em todas as pessoas o senso perceptível de nossa voz interior em algum momento de suas vidas manifesta o desejo pelo divino/espiritual ou religiosidade digamos. Não é um simples desejo psicológico, mas uma verdadeira necessidade existencial. (exclusivo nos homens).

    Creio que a maioria esmagadora da humanidade já teve essa experiência da NECESSIDADE de reter sua âncora existencial no Divino.
    É claro que devido a vários fatores internos ou externos a pessoa pode amortecer ou cauterizar esta “necessidade” silenciando de vez esta voz, retendo então sua âncora existencial nas coisas passageiras deste mundo limitado, finito e material. Assim, o sentido da vida para ela assume valores meramente terrenos.

    E essa necessidade existencial de sentido em preencher o vazio no homem, é tão forte que até em ateus de forma desconcertante ela é manifesta
    O famoso ateu francês Sartre confessou antes de dispensar Deus de sua vida:
    “Tive muito mais dificuldade para me livrar dele, pois havia se instalado no meu subconsciente… Prendi o Espírito Santo no porão e o lancei fora; o ateísmo é um caso de amor cruel e duradouro; acredito que o levei às últimas consequências”

    Sartre chegou a dizer: “Preciso de Deus. Busquei minha religião, ansiei por ela, pois era remédio. Se me tivesse sido negada, eu mesmo a inventaria”.

    Outro ateu francês de destaque Albert Camus disse: “para quem está sozinho, sem Deus e sem um mestre, o peso dos dias é terrível” (A Queda p.133).
    E conclui: “Nada pode desencorajar o apetite pela divindade no coração do homem.” (O Rebelde p.147).

    Até mesmo o ícone do ateísmo hoje, Bertrand Russel também diz:
    “Mesmo quando uma pessoa se sente muito próxima de outras pessoas, alguma coisa nela parece pertencer obstinadamente a Deus e recusa-se a entrar numa comunhão terrena; pelo menos é assim que eu deveria expressar isso, se acreditasse em Deus. É estranho, não é? Importo-me profundamente com este mundo e com muitas coisas e pessoas nele, mas …para que? Deve existir algo mais importante, alguém diria, apesar de eu não acreditar que exista”. (Autobiography, p.125).

    Já eu como cristão, não poderia deixar de citar uma passagem instigante e ousada sobre o tema: “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.” 1Co 15:19.

    Se a vida se resume apenas nesta terra comamos, bebamos, pecamos, morramos e fim e pronto. Será mesmo esse o sentido da vida?
    Mas pela Lei de Lavoisier a vida continua! pois é fato que o homem não é um mero pedaço de matéria sujeito a reações químicas. Há pensamentos, idéias, cognição, desejos, emoções, sentimentos e toda parte metafísica imaterial do homem, que chamamos alma e espírito. Somos eterno assim como Deus é, pois somos à Sua imagem e semelhança.

    “Em suma, a escolha não é das pessoas, é inteiramente de Deus, e parece profundamente arbitrária”

    A predestinação de Deus está vinculada primeiramente a atitude INICIAL do homem em escolher ou não, esta salvação gratuita oferecida por Deus.
    Se nascemos com tendencia para pecar, não significa que não há cura, mas se ignorarmos as advertências pelo caminho que levam a destruição, não podemos culpar a Deus.

    Mas quem obstinadamente rejeitou a Cristo nesta vida, sabe que lá no inferno dirão a si mesmos “Eu mereço este lugar terrível, como fiz força para estar aqui, por isso odeio mais a Deus ainda!”
    Todos que vão ao inferno, poderiam evitá-lo se quisessem.
    Certamente não houve nenhuma injustiça com as pessoas que hoje estão no inferno por parte do Justo Juíz.

    “Não é difícil incluir também os ateus e agnósticos como candidatos mais prováveis à salvação que os próprios cristãos, o que soa irônico… Quem sabe assim você consegue migrar para o time dos salvos, nesse caso, e ironicamente, o time dos ateus e agnósticos “

    Que confissão hein!! mas isso é natural… a tendência a enxergar propósito e intenção no mundo ao nosso redor; assim como o clamor da consciência em direção ao Divino é muito forte nos humanos. Isso sugere a existência de um viés cognitivo naturalmente favorável à crença em Deus.

    “Se Deus não nos deu motivos humanamente cognoscíveis para compreender sua justiça e adorá-lo com sinceridade e lucidez, o principal motivo que sobra para lhe prestar culto é porque Ele pode nos esmagar.”

    Justamente, a riqueza intelectual cognitiva é uma poderosa ferramenta que o Criador capacitou o homem para perceber a Divindade.
    Os humanos são capazes de reconhecer a Deus pelas evidências da criação e da consciência (intelecto, consciência, moral).
    Contudo, apesar de cada pessoa saber claramente por meio da razão (intelectual) que Deus existe, a depravação, o orgulho e rejeição insensata humana; suprime, bloqueia, impede esta revelação no coração.

    O problema não é que os céticos não estejam cientes da existência de Deus; mas que não querem aceitá-lo por causa das implicações morais e pessoais que isso teria em suas vidas. Eles conhecem a Deus na mente (intelecto) mas o rejeitam no coração.
    “Diz o tolo em seu coração: Deus não existe” Sl 14.

    “Não há nação tão bárbara, nem raça tão bruta, que não esteja impregnada com a convicção de que há um Deus. O senso de divindade está tão naturalmente gravado no coração humano que até os depravados são forçados a reconhecê-lo” – Calvino.

    O ex-ateu, escritor, professor, filósofo C.S. Lewis argumenta assim sobre isso: “se sinto um desejo que nenhuma experiência nesse mundo pode satisfazer, provavelmente fui feito para outro mundo.”
    Eis a sua lógica:

    1. Todo desejo natural inato tem um objeto real que pode satisfazê-lo. (como sede, fome, bens, atração sexual etc).

    2. Os seres humanos tem um desejo natural, inato, pela IMORTALIDADE.

    3. Logo, deve haver uma vida imortal após a morte.

    Eu concordo com Lewis, há sim, este vácuo perceptível, pois na realidade até ateus sentem desejo pelo céu, paraíso, eternidade por mais difícil e misterioso que expressemos isso.
    Reclamamos de tudo. Do mundo, da dor, da morte, das doenças, dos outros, mas nunca reclamamos da eternidade!
    Ficar solteiro não significa que não haja alegria no matrimônio.
    Morrer de fome não prova que não haja comida. Morrer de desidratação não prova que não haja água.

    Enfim, crentes e incrédulos evidenciam uma necessidade definitiva por Deus!

    • Marcus Vinicius M. Escobar

      “Vc realmente deveria se informar melhor sobre o tema. Onde está escrito essa asneira??”

      Você é ignorante em sua própria religião. Tinha obrigação de saber que há inúmeras denominações que se recusam a batizar crianças (isso é um fato empírico!) e justificam isso com passagens que eu mencionei durante o texto. Você tem o Google a disposição, mostre boa vontade e vá checar isso antes de dizer o que te vem na telha. Aqui não é a casa da mãe Joana, tenha a preocupação de pensar com cuidado e checar algumas fontes antes de postar algo. Você não alugou esse blog.

      “Diga-me: como um bebe ou criança pequena pode crer e ter fé em Cristo???”

      Você nem sequer leu o texto com boa vontade. Onde diabos eu neguei isso? A unica coisa que pontuei foi o fato de que determinadas denominações evangélicas, naturalmente a sua é outra, se recusam a batizar crianças com base nisso. Não adianta fingir que não existem outras denominações que propõem interpretações diversas da sua.

      “Mas as crianças são salvas excepcionalmente pela graça expiatória universal de Cristo cfe. Rm 5:17-19.”

      Isso é irrelevante. Há igrejas e teólogos protestantes que negam isso. E também valem-se de passagens bíblicas para referendar essa decisão. Faça o favor de checar as referências que listei após o texto (e também os argumentos do texto, é óbvio), antes de vir aqui alugar meu tempo com objeções atrapalhados, que nem mesmo miram no alvo. Isso é o mínimo de respeito que se pode mostrar para com seus interlocutores.

      “Na verdade Yahweh (Deus) nunca ficou sem testemunhos em todas as eras da civilização, se revelando aos homens em suas épocas; desde os monoteistas Adão, passando por Set, Enoque, Noé, Sem, Abraão… etc.”

      Isso é pura falsidade. Você simplesmente escolheu acreditar que aborígenes, hindus, muçulmanos, além de incontáveis grupos e civilizações ancestrais tiveram tal revelação. Mas isso é histórica e cientificamente indefensável. Escolhestes a ignorância científica, uma pena.

      “”Como está escrito:Não há um justo.. blá blá blá”

      Como eu disse em comentário anterior, esse tipo de atitude é completamente improdutiva e despropositada. Uma coisa é discutir exegese de textos bíblicos, isso é uma atividade intelectualmente produtiva. Outra é falsa e cinicamente pressupor que todos veem na sua bíblia uma fonte respeitável de verdades, fatos e informações. É de uma infantilidade inenarrável insistir obsessivamente em voltar a pressupor justo as fontes que foram postas em xeque. Quando uma coisa é criticada, você não pode simplesmente reafirmá-la em resposta, precisa buscar razões independentes para defendê-la. Por isso tudo o que me escreves é inútil e despropositado.

      “Somos a imagem e semelhança de Deus – moral, espiritual – temos liberdade de escolhas, mas toda escolha tem um preço.”

      E a pergunta que você e tantos outros recusam a fazer a si mesmos: “que razão as pessoas que não foram doutrinadas em minha religião têm para aceitar essas afirmações?” A propósito, essa é uma pergunta fundamental que os crentes deviam ter feiro a si mesmos.

      E agora uma coisa engraçada. Que diferença faz que Sartre e Camus tenham dito, alguma vez, algo que de alguma forma indireta favoreceu a sua crença. Por que você valoriza o que disse Sartre e Camus, mas não o que disse Russell e Schopenhauer contra a sua religião? Você não está pensando que aquela passagem de Russell diz algo de relevante para sua fé, certo? Por que agora não lê os textos de Russell na íntegra? Destacar o que é dito a seu favor e desprezar conveniente o que é dito contra é o sinal mais evidente de improbidade intelectual. Há uma torrente de filósofos do passado e presente dizendo coisas desagradáveis à sua fé, deveria ir verificar isso também, ou será que só é capaz de valorizar aqueles que porventura dizem algo agradável aos seus ouvidos.

      Sobre eu dizer que ateus têm mais chances de salvação escrevestes isso:
      ” Que confissão hein!! mas isso é natural… a tendência a enxergar propósito e intenção no mundo ao nosso redor; assim como o clamor da consciência em direção ao Divino é muito forte nos humanos. Isso sugere a existência de um viés cognitivo naturalmente favorável à crença em Deus.”

      É difícil, como todo o repeito que merece, não vê-lo como intelectualmente desonesto ou como uma pessoa gravemente inábil para manipular textos. Meu texto têm claramente um teor sarcástico. Eu não assumi em momento algum que esse negócio de salvação é algo a ser levado a sério. Apenas extrai conclusões embaraçosas aos cristãos decorrentes da própria doutrina deles. Assumi algumas ideias tipicamente cristãs meramente por hipótese para ver no que dava. E o resultado é que tirei conclusões embaraçosas aos cristãos a partir do que eles (não eu) acreditam. É com esses olhos descuidados que você lê a bíblia ou isso é só para textos que dizem coisas inconvenientes para você?

      Sobre o argumento de Lewis, é ridículo. A premissa um é totalmente questionável, sobretudo se colocarmos sorrateiramente objetos não triviais (como imortalidade) na lista dos desejos básicos. Há filósofos cristãos mais respeitáveis, como Plantinga, devia lê-lo.

      Enfim, escrevestes um comentário enorme atravancado de afirmações arbitrárias, petições de principio, interpretações adulteradas do meu texto e claro, um monte de passagens bíblicas — prova de que não está capacitado para debater com imparcialidade, e isso é desanimador. Só postei essa resposta por teimosia. Se as próximas coisas que postares tiverem esse teor, ainda que mais curtas, me darei ao luxo de ignorá-las.

      Abraço.

      • Cícero

        Você é ignorante em sua própria religião. Tinha obrigação de saber que há inúmeras denominações que se recusam a batizar crianças (isso é um fato empírico!) e justificam isso com passagens que eu mencionei durante o texto…

        Repito. Onde está escrito na Bíblia esse absurdo que crianças não batizadas mereçam o inferno! nenhuma das passagens que vc citou afirma isso, ou peça pra seu amigo lá…
        Mas eu entendo perfeitamente sua confusão ‘religiosa’ (e não o condeno) pensando e se baseando neste viés. Mas religiosidade não é sinônimo de santidade.

        Veja, os que mais perseguiam a Jesus foram justamente os religiosos da época – fariseus, saduceus, escribas – e a palavra mais dura de Jesus foi justamente contra eles: “serpente, raça de víboras…etc”. Jesus quebrou o rígido paradigma religioso legalista judaico, oferecendo a TODOS que desejassem uma NOVA vida cheia de experiências e NOVAS visões, realizações e a certeza do porvir como filhos de Deus ainda que morressem e não vissem a Volta de Cristo.

        Lhe digo, TODA pessoa no mundo será justificada ou condenada UNICAMENTE pela Palavra do NT (minha base) e não por religiões, igrejas, denominações, padres, pastores, ministros, gurus, líderes etc que muitas vezes trazem mais escândalos e atrapalham mais que ajudam.
        Não sou religioso, nem tenho denominação fixa, mas procuro viver os ensinos de Cristo procurando ser um cristão fiel, ainda que posso pecar e preciso constantente do perdão Dele.

        Isso é pura falsidade. Você simplesmente escolheu acreditar que aborígenes, hindus, muçulmanos, além de incontáveis grupos e civilizações ancestrais tiveram tal revelação. Mas isso é histórica e cientificamente indefensável. Escolhestes a ignorância científica, uma pena.

        E vc já provou que é falso?? vc estava lá pra verificar?? lamento amigo, vc escolheu justificar o injustificável. Isso é histórica e cientificamente comprovado assim como vários eventos e personagens bíblicos são comprovados hoje por essas disciplinas. Lembre-se, Deus sempre foi Todo Poderoso e tem seus meios de divulgar sua Palavra. Todas as civilizações relatam algum evento ou personagem bíblico em sua história.

        É de uma infantilidade inenarrável insistir obsessivamente em voltar a pressupor justo as fontes que foram postas em xeque. Quando uma coisa é criticada, você não pode simplesmente reafirmá-la em resposta, precisa buscar razões independentes para defendê-la. Por isso tudo o que me escreves é inútil e despropositado.

        Sua interpretação e preconceito, é triste se desprezou e ignorou minhas explicações detalhadas a respeito dos que supostamente “nunca ouviram”.
        Os textos que citou como (Mateus 22:14; Romanos 11:5-8) não isentam de forma alguma a responsabilidade do homem em decidir seu próprio destino. Assim como as referências citadas de uma suposta escolha predestinada arbitrária de Deus dos já ‘pré-salvos’. Tais textos devem ser analisados em conjuntos com outros, como dita a boa regra hermenêutica, e não isolar textos fora do contexto pra inventar pretextos.

        Por ex. Deus quer que TODOS sejam salvos:
        “Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.” 1Tm 2:4

        Mas o primeiro passo é do homem em direção a Deus pra desejar a mudança.
        “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações.” Tg 4:8. etc.
        Assim, se eu fosse analisar exegeticamente cada passagem que citou daria um jornal, e não um post (a não ser que vc deseje tal obra aqui).

        “que razão as pessoas que não foram doutrinadas em minha religião têm para aceitar essas afirmações?” A propósito, essa é uma pergunta fundamental que os crentes deviam ter feiro a si mesmos.

        Já respondi acima. Religiões não levam ninguém pro céu…

        E agora uma cois a engraçada. Que diferença faz que Sartre e Camus tenham dito, alguma vez, algo que de alguma forma indireta favoreceu a sua crença. Por que você valoriza o que disse Sartre e Camus, mas não o que disse Russell e Schopenhauer contra a sua religião?

        A causa em destaque foi que esta ‘crença’ é inerente a qualquer ser humano – ateus, crentes – temos uma partícula da Divindade dentro de nós que clama por sua origem. Até Sartre parece que se tornou cristão no final de sua vida!
        E até mesmo no mais terrível dos ateus este clamor se percebe:
        “…para todos os que de alguma forma ainda tinham um “Deus” como companhia …Minha vida agora consiste no meu desejo de que fosse diferente …e de que alguém pudesse fazer minhas “verdades” parecerem inacreditáveis para mim” (Nietzsche – The portable, p.441).

        Meu texto têm claramente um teor sarcástico. Eu não assumi em momento algum que esse negócio de salvação é algo a ser levado a sério

        Será??? não me pareceu ser tão sarcástico assim, afinal depois vc insiste no penúltimo parágrafo do seu texto para que as pessoas se enveredem na fé ateísta:
        “Para quem se encontra nessa situação embaraçosa tenho uma possível solução…”

        E no último parágrafo vc novamente fala em salvação:
        “Nos vemos no paraíso amigos cristãos… Ou talvez não, afinal de contas, se essa linha de raciocínio estiver correta, minha salvação está garantida. A de vocês, por outro lado…”

        E o que seria a sua salvação? vc acha que é apenas matéria e vai se dissolver? e fim de tudo? cito um ex-comunista-ateu:

        “Será um consolo, estando pessoas desoladas ou quase a beira da morte dizer a elas: “Bem, a pessoa morre e desaparece para sempre. O ateismo, porém, está a avançar já fomos a Lua e dentro em breve chegaremos a Marte”, ou “estamos construindo uma sociedade ateista feliz”
        É um conforto muito frio, que consolação há nestas palavras? Falem porém a eles ou a suas famílias do amor dum Pai celestial e na esperança dos cristãos em viver eternamente com Ele no céu, e então verás a diferença. A morte para os ateus é semelhante a espada de Damocles suspensa sobre as suas cabeças, fazendo-lhes lembrar que cedo todas as suas alegrias e tristezas desaparecerão da face da terra.”
        Richard Wurmbrand (preso por 14 anos em prisões comunistas por ser cristão).

        Pergunto Marcus: se Jesus voltasse essa noite como ele prometeu e te perguntasse: por que eu deveria deixar vc entrar no meu céu, o que vc diria?

        Sobre o argumento de Lewis, é ridículo. A premissa um é totalmente questionável, sobretudo se colocarmos sorrateiramente objetos não triviais (como imortalidade) na lista dos desejos básicos.

        É uma progressão do argumento. A premissa 1 é relativa a coisas tangíveis em nosso mundo real complementada pela premissa 2 pelas coisas eternas, imortais, sobrenaturais, transcendentes, celestiais. Afinal somos eternos cfe. a Ciência postula pela Lei de Lavoisier.

        O que nos aguarda é imensurável, inarrável, indescritível e deveras impressionante! vale a pena!
        “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.” 1Co 2:9.
        (a aposta de Pascal não pode ser evitada, devemos crer em Deus ou não crer nele. Já que não podemos deixar de apostar, a probabilidade está surpreendentemente a favor de Deus).

        Abraços.

        • Juh

          A aposta de pascal pressupõe que se você acredita no deus judaico-cristão e estiver certo, ganhará de tudo, se estiver errado, perderá de menos, e pra quem não acredita e estiver certo, ganho limitado, se estiver errado, perda infinita, alegando assim que a probabilidade de ganho é 1/2, portanto, em miúdos, é razoável acreditar na existência do deus judaico-cristão. Entretanto, a aposta de Pascal não te garante uma chance de 1/2, na verdade, ela é bem menor, considerando que a mesma ignora outros deuses(falsa dicotomia), ignora o fato de que essa vida PODE ser a única que teremos, afinal, não há provas convincentes de que há uma vida infinita depois da morte, e gastando a única vida que supostamente terá, não haverá outra chance, e se ele não existir, terá sido em vão. Vale lembrar também que, partindo do pressuposto de que o deus judaico-cristão é omni-tudo, ele provavelmente não te deixará passar caso perceba alguma malandragem por trás dessa aposta, que pode ter, dependendo da pessoa. A vida não é um jogo de Cassino, vamos aproveitá-la enquanto podemos, seja deus judaico-cristão existindo ou não.

          • Cícero

            Juh,
            Mas ninguem perde ao apostar que Deus e a imortalidade existem.
            Mesmo que não se possa provar a existência de Deus ou do pós-vida, é uma boa e racional aposta acreditar neles. Porém, na verdade, Deus já e auto-manifestado nos dois maiores milagres: o surgimento do incrível universo e da complexa e multiforme vida aqui a partir do nada!
            E não temos nada a perder. Se Deus não existe, a vida do crente/cristão é uma vida maravilhosa de qualquer forma. Se ele existe, será muitíssimo melhor! Além dessa vida ser maravilhosa, a próxima será ainda melhor como nos garante a Escritura em 1Co 2:9 e outras.
            Então crer em Deus e na vida futura é uma ótima escolha, tanto para esta vida como para a futura!

    • Glauco Lima

      Por essas e outras é que eu gosto mesmo é de Odin. O seu deus é mesmo uma incógnita, porém, uma incógnita que adora sangue e dinheiro. Muuuuito dinheiro!

  • Antonio Porto Rosa Filho

    Contrariando tudo isso, a última pessoa que Jesus pregou a salvação, estava prestes a morrer
    por roubo, mas reconheceu seu próprio erro, enquanto outro ladrão queria uma evidência visível de que Jesus era o filho de Deus.
    O texto é muito longo confuso, mas no caso de Thiago, ele fez uma pergunta e não uma afirmação.
    Então não há contradição, mas você confiaria em alguém que se diz eletricista e não sabe trocar uma lâmpada, ou num que se diz piloto e não consegue por um carro na garagem?
    Quem diz ter fé, segundo Thiago no verso posteriores, diz que deve demonstrar isso com ações.