Bule Voador

Deus, uma hipótese improvável

Estima-se algo em torno de 8,7 milhões de espécies habitando atualmente o planeta. Também tem sido descobertas cerca de 15.000 novas espécies novas a cada ano. Isso sem falar no total de espécies já existentes em toda a história dos 4,5 bilhões de anos do planeta, que deve beirar na faixa dos 5 bilhões. Lá fora, no cosmos, os números são ainda mais impressionantes: Só na nossa galáxia, a via láctea, estima-se existir 100 bilhões de planetas. Estimativas tímidas sugerem algo em torno de 200 bilhões de galáxias no universo, que podem conter alguns 17 bilhões de planetas semelhantes à Terra (sem mencionar os outros bilhões de planetas não rochosos, do tipo Júpiter, que abundam o Universo). Até onde sabemos, há apenas uma única espécie que desenvolveu habilidade cognitiva de perscrutar criticamente o ambiente em que vive. Em nosso planeta nós somos a única espécie capaz disso.

No meio dessa monstruosidade de números, alguns — com arrogância ou medo da solidão cósmica –, alegam que há alguma entidade responsável pela criação dos mundos e das espécies. Mais estranho ainda, que esta entidade de alguma forma se preocupa com os interesses humanos. O que não deixa de ser curioso é justamente a correlação existente entre a espécie que desenvolveu raciocínio e um dos seus sub-produtos culturais mais populares: A existência de Deuses. Uma das dificuldades em sustentar essa crença é a tentativa de inserir qualidades aos Deuses que são comportamentos e vontades flagrantemente humanas. Quando alguém atribui consciência, preocupação moral, inteligência, criatividade e poder de criação (especialmente criação de seres à “imagem e semelhança” de Deus) está antropomorfizando e antropocentrizando a suposta entidade. Não há nenhuma novidade nisso, já que reflete coisas como o que Xenófanes já percebeu há mais de 2.000 anos: “Se os bois e os cavalos tivessem mãos e pudessem pintar e produzir obras de arte similares às do homem, os cavalos pintariam os deuses sob forma de cavalos e os bois pitariam os deuses sob forma de bois.”

Este é um dos problemas: Dedicar importância excessiva a atributos relacionados a uma espécie que representa uma fração muitíssimo pequena de todo o universo não é a melhor estratégia para mostrar plausibilidade de uma entidade teísta. Como já dito, somos apenas uma espécie das 5 bilhões que já existiram em um planeta num universo que pode existir outros 17 bilhões de planetas parecidos. Disso se segue que as suposições antropomórficas e antropocêntricas são, com elevada probabilidade, possivelmente falsas. Em miúdos: Só há um tipo de inteligência que tivemos acesso até hoje, a inteligência humana. Logo, há uma grande chance de que a criação de deuses seja um produto dessa inteligência.

No que diz respeito a influência de Deus no mundo, encontra-se no imaginário popular a ideia de que “ele sabe o que faz”. Para ilustrar o quanto o senso comum muitas vezes só reproduz crenças preguiçosas, tomemos o exemplo de um recente desastre natural. No estado de São Paulo, o recente deslizamento já ceifou a vida de 16 pessoas, além de causar sofrimento humano e material em habitantes de várias cidades. A pergunta é: Sabe Deus o que faz? Há algumas maneiras de tentar explorar com mais claridade essa pergunta, como: Ele sabe por que foi ele quem o fez? Ou apenas sabe e não faz nada para impedir? Ou tenta fazer algo e não consegue? Ora, se ele causou o desastre, então não é benevolente. No entanto, se ele não causou, mas apenas tem conhecimento do ocorrido, então não fez nada para impedir. Logo, não é onipotente. Se ele tentou evitar mas não conseguiu também não é onipotente. Ou ele não sabe? Então não é onisciente. Então por qual razão chamá-lo de Deus?

É possível articular algumas respostas para as questões anteriores, muito embora nem sempre o teísta que apenas repete ideias do senso comum as apresente. Uma delas é a que se segue. Deus possui todos os atributos (como benevolência, onipotência, onisciência, onipresença), mas abre mão conscientemente e temporariamente de alguns deles para que, sob a ação do mal, os humanos possam mostrar o melhor de si. Entretanto, isso ainda traria outros problemas, já que não é óbvio que a existência do mal incremente a existência do bem e não responde sobre a incompatibilidade dos atributos.

Para muitos, a ideia de um Deus é uma crença psicologicamente agradável. Apesar de toda a insistência e ligação emocional com a hipótese da existência de Deuses, a possibilidade dessa(s) entidade (s) não parece plausível. E uma vez concluindo isso, e se é com a verdade que estamos comprometidos, não é pelo fato de uma crença ser emocionalmente confortante que ela deve ser mantida.

Cicero Escobar
Editor-Chefe do Bule Voador.
  • Cícero

    Os ateus ignoram; mas a própria mente inteligível deles é parte da revelação de Deus, testemunhando contra sua defesa irracionalista, ilógica sem causas inteligíveis do mundo e da vida originadas do nada, caos e acaso às cegas.
    Sem o controle soberano do universo e a revelação de Deus a nós, não saberíamos absolutamente nada e ficaríamos numa total ignorância e caos.
    Os céticos pressupõem e aplicam, mesmo inconscientemente (ou até sabendo!) os princípios básicos da cosmovisão teísta cristã para entender o mundo.

    Se Deus inexiste então por que existe o universo em vez do nada?
    Gênesis cita uma Causa Inteligente Criadora (Designer) para o surgimento do incrível e ordenado universo e da complexa e multiforme vida a partir do nada-ex-nihilo.
    Pergunto: o que seria mais complexo? um celular, um micro, uma tv, uma bicicleta ou o universo?

    • João Bosco C Costa

      Os teístas ignoram, ou se fazem de desentendidos, que à falta(ainda) de resposta para a pergunta “Por que existe algo em vez de nada?” não implica na existência de um deus, de deuses, e menos ainda dessa miríade de deuses que pululam por aí, a começar pelo dito “deus cristão”. E não adianta elaborar tediosos sermões para forçar uma racionalidade que JAMAIS existirá para deuses que emergem da cabeça dos homens para aliviarem seus temores, a começar pelo medo da morte.

      • Cícero

        Certamente deuses mitológicos não criaram o universo e suas ordenadas leis universais.
        Mas é incoerente, ilógico, irracional e absurdo achar que as coisas surgem por si só, aparecem e desaparecem sem uma causa inicial, ainda mais do NADA (pois nem existe!) como querem os astrofísicos S. Hawking e Strauss fazendo do NADA um deus. Porém, o próprio Hawking diz: “quem deu partida as equações e detonou o universo”(Buracos negros p.99).

        E isto fere o príncipio da causalidade bem aceito pelos físicos que diz: todo efeito tem uma causa, ou seja do nada não pode advir algo. Inexistência não gera existência. Até o grande cético David Hume disse:”jamais afirmei uma proposição tão absurda como a de que algo pode surgir sem uma causa”(Letters p.187), seria o mesmo que dizer que a torre Eiffel ou a Monalisa surgiram por si só, imagine nosso universo que exibe inteligência, beleza, complexidade, organização.

        O nada/acaso/caos jamais iriam originar existência de grandezas como: matéria, energia, espaço, tempo em proporções matemáticas precisas de equilíbrio e finamente ajustados como nosso sistema solar, com leis, constantes, processos e mecanismos regulatórios perfeitos para a harmonia e vida orgânica inteligente na terra e outras formas.

        O universo manifesta criação organizada e inteligente, é razoável supor um Criador Projetista Inteligente Incausado Ilimitado, isto é uma NECESSIDADE! o que muitos cientistas concordam.

        O descobridor da radiação pós-explosão Big-Bang, o astrônomo Robert Wilson ganhador do Nobel disse:
        “Certamente houve alguma coisa que fez tudo funcionar. Se você é religioso, é certo que não posso pensar numa teoria melhor da origem do Universo do que aquela relatada no Gênesis”.

        Robert Jastrow fundador do Instituto Goddard da NASA admite:
        “Agora vemos como a evidência astronômica leva a uma visão bíblica da origem do mundo. Os detalhes divergem, mas os elementos essenciais presentes tanto nos relatos astronômicos quanto na narração do Gênesis são os mesmos: a cadeia de fatos que culminou com o homem começou repentinamente e num momento preciso no tempo, num flash de luz e energia.” (A scientist caught p.14).

        “Deus nunca fez um milagre para convencer um ateu porque suas obras comuns já mostram provas suficientes”.
        Ariel Roth – zoólogo PHD.

        A ciência continua uma grande aliada da Escritura!

        • João Bosco C Costa

          Minha réplica não afrontou o Princípio da Causalidade. Realçou apenas o caráter absurdamente pretensioso de uma crença que se acha o repositório de todas as Verdades, merce de ser MAIS UMA entre as milhares que existem. Pretensão essa que tangencia o paroxismo quando sai do seu escopo que é a FÉ para questionar a Ciência, um esforço humano à busca de verdades, mesmos que parciais, incompletas e não raro falseáveis, mas a quem devemos todo e qualquer progresso. Acho que isso está bem claro, não?
          Encontramos dificuldades em dialogar com crentes em função dessa arrogância e o apelo recorrente à falácias.
          A Ciência nada tem de aliada com qualquer tipo de religião, culto ou afins. Possui seu espaço próprio de atuação; vale-se de mecanismos singulares para produzir Conhecimento que por sua vez vai mudar a realidade; ancora-se numa Epistemologia do tipo “aberto” porquanto sempre sujeita a revisões e reavaliações. Enfim: em tudo por tudo diferente e divergente da dita Fé religiosa.
          Creia, prezado, mas não vá além disso.

          • Cícero

            “Pretensão essa que tangencia o paroxismo quando sai do seu escopo que é a FÉ para questionar a Ciência… Encontramos dificuldades em dialogar com crentes em função dessa arrogância e o apelo recorrente à falácias.”

            Vc está bem equivocado. A lógica, a razão, os fatos, as evidências são elementos fundamentais na construção da FÉ cristã. Inclusive a Escritura atesta isso, não cremos cegamente num deus obscuro longinquo imperceptível inanimado.

            Na verdade, se a Bíblia, fosse apenas um livro qualquer do passado ou mitos, já teriam esquecido a tempo. Mas é o Livro mais amado, lido, vendido, praticado, odiado e perseguido do mundo. Esta singularidade já é evidência de sua veracidade, além de inúmeras confirmações arqueológicas, paleontológicas, geológicas, científicas e históricas de vários de seus eventos e personagens!

            Uma explosão amoral, impessoal, irracional, inanimada, material ter dado origem a seres morais, pessoais, racionais e inteligentes. Do nada ao tudo, do caos a ordem, do sem sentido ao sentido.
            Na origem e ordem da vida, em leis delicadas e precisas, nas fartas evidências empíricas materiais/não materiais ao nosso redor corroboram um Criador Inteligente Pessoal.

            Há dois mil anos atrás o filósofo, orador Cícero já dizia que era impossível formar um só verso de Ênio pescando ao acaso as letras do alfabeto. No entanto, vinte séculos depois Darwin diria que a evolução aleatória às cegas faz coisas muito mais espantosas (e muitos abraçam isso como uma verdadeira religião). Mais complexas que a Divina Comédia ou Os Lusíadas!

            Eventos singulares, extraordinários, especiais como a criação do mundo, origem da vida e história da humanidade são atos sobrenaturais não-repetíveis, portanto fogem ao escopo dos métodos científicos tradicionais empíricos, que se limitam a investigar eventos naturais, regulares, repetíveis inclusive ainda, com muitas limitações e falhas.

            Mas digamos que o homem conheça 0,01% de tudo que há no Universo.
            Ora, é apenas o preconceito fundamentalista nonsense dos ateus em não aceitarem uma Causa Inteligente Criadora nos outros 99,99%.

            Amigo, creia na ciência e o que ela nos informa e demonstra.
            O físico Edmund Whittaker afirma:
            “É mais simples postular a criação ex-nihilo – vontade divina – constituindo a natureza do nada”.
            Estando de acordo com o princípio da navalha de Occam!

            Richard Wurmbrand, um ex-ateu já disse:
            “O universo é Teocêntrico. Tudo aponta para Deus, até os ateus!”
            sim, até um ateu pensante não pode ser fruto do acaso e acidentes às cegas!

          • Giuliano Gasparini

            de novo vc com essas bobajadas?

  • Marcelo Gaio

    Aquestão da Criação é um mito religioso, nada disso derruba a existencia de um Deus. Uma coisa honesta que me chamou a atenção no texto foi primeiro a referencia de ‘subproduto da cultura humana’ e logo depois no finalzinho ‘crença psicologica menteagradável’ pra ferramenta que mais tem funcionado na historia humana que é o conceito de Deus.

  • D R

    Eu já penso que Deus é uma “hipótese” provável, já que existem mais evidências filosóficas, históricas e científicas a favor da existência de Deus do que da não existência de Deus. Vejamos:

    EVIDÊNCIAS FILOSÓFICAS:
    ————————————–

    Qualquer um entende que do NADA, nada pode vir a existir. Quando digo NADA, é o NADA ABSOLUTO da Filosofia (nem matéria e energia, nem espaço e tempo, nem espírito, nem matemática, nenhuma entidade real ou abstrata.) e não o ‘nada’ do vácuo quântico de Stephen Hawking e Krauss. No entanto, o universo existe e, portanto, não pode ter surgido do NADA.

    Observamos também que, no mundo, para tudo há uma causa; todo ser é contingente, pois depende da existência de outro ser para existir. Por exemplo, a causa do filho são seus pais; os seres vivos são formados por células, que são formadas por moléculas, que são formadas por átomos, que são formados pelas partículas subatômicas e assim por diante; toda a vida deriva da biologia, que deriva da química, que, por sua vez, deriva da física das partículas elementares; cuja causa é a energia e a matéria gerada no Big Bang.

    Porém, nesta sequência de causa e efeito, necessariamente deve existir uma causa primeva, um ser necessário, incontingente e eterno (que sempre existiu) e que é a causa de si mesmo e de todos os outros seres existentes. Portanto, logicamente e necessariamente, tem de existir pelo menos esse ENTE ETERNO que nunca foi criado e não causado por nada, mas que é causa de todas as outras coisas. Isso gera duas cosmovisões do mundo; uma que vai de cima para baixo e outra que vai de baixo para cima.

    Para os filósofos gregos, São Tomás de Aquino, os teólogos e os crentes, esse ENTE ETERNO necessariamente tem de ser infinitamente grande, sábio e poderoso; pois, ele tem de possuir todas as qualidades que dá ao entes contingentes (aqueles que para existir precisam de uma causa anterior). E esse ente ou ser eterno nós chamamos de DEUS. Estranhamente, o Deus revelado por Jesus Cristo possui todas essas qualidades.

    h t t p://andrehenriquerodrigues.blogspot. com. br/2010/07/as-vias-de-sao-tomas-de-aquino.html

    Nesta cosmovisão de cima para baixo, a suprema inteligência (ou Logos) criou a matéria e a energia, o universo e tudo o que existe. Notem que essa suprema inteligência eterna não precisaria necessariamente ser um ser antropomórfico, ou seja, ter um cérebro, órgãos e membros; ela poderia ser um ente espiritual ou abstrato como a própria razão (ou logos), amor, poder, etc. Seria algo cuja existência naturalmente é eterna e sem causa.

    Estranho que a própria Bíblia diz: “Onde está o AMOR aí está DEUS, porque DEUS é AMOR”.

    Será que Deus criou o amor, é amor, ou é o próprio Amor? Eis a questão!

    Já para os materialistas, esse ENTE ETERNO não é algo inteligente ou consciente, mas algo como uma energia ou partícula primordial que pelo tempo e acaso mais seleção natural “criou” todas as coisas. Notem que, neste caso, o tempo tem que existir naturalmente.

    Nesta cosmovisão de baixo para cima, a matéria e energia ou partícula primordial eterna (aliada ao acaso + tempo + seleção natural) “criou” todas as coisas superiores a ela; inclusive a ordem, a beleza, a inteligência e a consciência.

    Essa cosmovisão era mais fácil de ser aceita antes do Big Bang, pois a grande maioria dos cientistas acreditavam que o universo era eterno e estático. Com a Teoria do Big Bang, comprovou-se que o universo teve um começo no tempo; e, portanto, teve uma causa; o que dificultou muito essa linha de raciocínio.

    Seja lá o que for, o fato é que ninguém pode negar que este mundo físico, lógico e matemático, cheio de ordem e beleza, parece ter sido projetado e criado por um matemático e artista extremamente inteligente, talentoso e poderoso.

    Penso que se o homem, ao longo de toda a sua história, com toda a sua inteligência, ciência e tecnologia, têm se esforçado tanto para entender só um pouquinho do universo; imagina a inteligência e o poder para se inventar e criar tudo isso?

    Pergunto:

    Pode a desordem e o acaso ter gerado a ordem e a vida?

    Pode a não-inteligência ter gerado o código genético, a inteligência e a consciência?

    (…)

    • D R

      (…)

      EVIDÊNCIAS HISTÓRICAS:
      —-———————————

      Ora, se DEUS existe, é razoável que em algum momento da história da humanidade Ele se revelasse ao mundo.

      E há evidências de que isso realmente já aconteceu; primeiro, houve uma revelação ao povo hebreu e, depois, a revelação pública de DEUS na pessoa de Jesus Cristo.

      E como podemos saber que houve essa revelação?

      Ora, se tem duas coisas que homem nenhum não pode fazer são profecias e milagres autênticos, que violam as próprias leis da natureza. E a Bíblia está cheio de milagres e profecias:

      Por exemplo, o artigo da Wikipedia sobre ‘CRISTO’ mostra dezenas de passagens do Antigo Testamento (escritas séculos antes do nascimento de Cristo) que se cumpriram na pessoa de Cristo, inclusive: que ele nasceria de uma virgem, falaria em parábolas, faria milagres, seria rejeitado e traído por trinta moedas de prata, seria acusado injustamente, seria rejeitado e ferido por nossas iniquidades, seria cuspido e esbofeteado, teria os pés e mãos transpassados, oraria pelos inimigos,lançariam sorte para repartir suas vestes, o fariam beber vinagre, não teria os ossos quebrados, um rico o sepultaria, ressuscitaria no terceiro dia, etc., etc., etc.

      Alguns céticos argumentam que Jesus poderia ser um charlatão que aproveitou-se de algumas dessas profecias do Antigo Testamento.

      Porém, poderia ele ter forjado a profecia de sua própria crucificação, um instrumento de pena de morte usado pelos Romanos?

      “E Iahweh respondeu-lhe: Faze uma serpente abrasadora e coloca-a em uma haste. Todo aquele que for mordido e a contemplar viverá.” (Números 21,8)

      “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que seja levantado o Filho do Homem.” (João 3,14)

      “Porquanto cães me cercaram; a assembléia de malfeitores me rodeou; traspassaram-me as mãos e os pés. Posso contar todos os meus ossos; eles estão-me encarando e mirando. Repartem entre si os meus vestidos, e deitam sortes sobre a minha vestidura.” (Salmos 22,16-18)

      “Então o crucificaram. E repartiram as suas vestes, lançando sorte sobre elas, para saber com o que cada um ficaria.” (Marcos 15,24)

      “Ele, então, lhes disse: ‘Insensatos e lentos de coração para crer tudo o que os profetas anunciaram! Não era preciso que o Cristo sofresse tudo isso e entrasse em sua glória?’ E, começando por Moisés e por todos os Profetas, interpretou-lhes em todas as Escrituras o que a ele dizia respeito.” (Lucas 24,25-27)

      E a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto demonstrou que tais profecias, realmente, foram escritas séculos antes do nascimento de Jesus Cristo.

      (…)

      • Matheus Sampaio

        vamos para ta feio ce sabe que é ridiculo acreditar na biblia 2mil anos e n foi modificada ?
        ata

    • D R

      (…)

      EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS:
      —-———————————

      Em 1973, o astrofísico e cosmólogo Brandon Carter, sugeriu a ideia do Princípio Antrópico e o ajuste fino das constantes cosmológicas.

      É como se o universo, desde o Big Bang, tivesse sido feito na medida para a existência do homem; o que, necessariamente, nos leva a um criador extremamente inteligente; já que são tantas as coincidências que fica quase que matematicamente impossível ser pura sorte.

      A ideia do Princípio Antrópico é tão forte que uma das poucas alternativas para dispensar um criador seria a existência do multiverso; com infinitos universos, cada um com leis e constantes físicas distintas, para termos a probabilidade de um universo ajustado para a vida como o nosso. Ou, então, que o nosso universo fosse quase infinito e as leis e constantes físicas variassem de ponto a ponto do universo e nós estaríamos numa região favorável.

      Interessante também são as afirmações do Dr. Robert Spitzer; que, além de físico e filósofo, é também jesuíta:

      “… Spitzer assinalou que as provas científicas mais recentes evidenciam que “o Universo não é infinito, mas finito, que começou em um certo ponto (estimado aproximadamente em treze bilhões de anos) e está em constante expansão.

      ‘A complexidade do Universo se apóia em um equilíbrio incrivelmente delicado de 17 constantes cosmológicas. Se qualquer uma delas se modificasse uma décima a tetragésima potência, estaríamos mortos e o Universo não seria o que é’, adicionou.

      Do mesmo modo, assinalou que ‘cada modelo do Big Bang mostra o que os cientistas chamam uma singularidade, e a existência de cada singularidade exige que exista um elemento externo ao Universo’.

      Neste sentido, recordou que Roger Penrose, o famoso matemático e físico inglês, corrigiu alguma das teorias de seu amigo e colega Stephen Hawking, concluindo que todas as teorias do Big Bang, inclusive a chamada ‘teoria quântica’, confirmam a existência destas singularidades.

      Todas as explicações nos levam ‘a uma força que é prévia e independente ao Universo. Pode soar a argumento teológico, mas é realmente uma conclusão científica’, assegurou conforme informa La Razón.

      O perito indicou que ‘não se pode não aceitar a existência desta singularidade. Esta teoria é tão sólida que 50 por cento dos astrofísicos estão ‘saindo do armário’ para aceitar uma conclusão metafísica: a necessidade de um Criador, fora do espaço e do tempo’.

      “.

      Agora, se existe uma PROVA objetiva da existência de Deus, essa prova são os MILAGRES autênticos (que passam pelo crivo da própria Ciência) que ocorrem apenas na Igreja fundada por Cristo e em nenhuma outra religião do mundo.

      Pois, os milagres autênticos são o elo entre a fé e a razão, entre a ciência e a religião, entre Deus e os homens; são como que a assinatura de Deus para confirmar sua existência, sua Igreja e sua verdadeira doutrina.

      Se Jesus não existiu ou não fez milagres quando veio ao mundo e nem ressuscitou, com certeza, também não faz milagres agora; e, portanto, todos (repito: todos) os milagres da Igreja têm de ser falsos! Por isso, insisto tanto no estudo dos grandes milagres da Igreja, tais como: Santo Sudário (que nada mais é do que a foto radiográfica e tridimensional de um homem ressuscitando), Imagem de Guadalupe (cujo olho reflete a cena do milagre e cuja pupila dos olhos reage à presença de luz como se fosse um olho VIVO, cuja imagem mantém a temperatura de um corpo humano e têm batidas de coração, etc.), Santa Casa de Loreto (a casinha onde viveu a Virgem Maria milagrosamente transportada de Nazaré até Loreto, passando por outras cidades, durante a invasão islâmica à Terra Santa), Milagre Eucarístico de Lanciano (cuja hóstia e vinho virou carne e sangue de uma pessoa viva atualmente), Sangue de São Genaro (que se liquefaz no dia do seu aniversário), Coxo de Calanda (cuja perna reapareceu após enterrada por quase três anos), Espinho da Coroa de Cristo (cujo sangue coagulado se liquefaz a cada 11 anos, toda vez que a sexta-feira da paixão ocorre num dia 25 de março, o suposto dia da crucificação de Cristo), corpos e órgãos incorruptos de santos (que exalam perfume e destilam água e óleo por séculos) e tantos outros espantosos milagres que, por incrível que pareça, só ocorrem na Igreja Católica e em nenhuma outra religião do mundo. Isso é um fato espantoso e extraordinário que existe no mundo e que não deveria ser ignorado ou desprezado por quem quer que seja.

      Quem ainda não viu, não deixe de ver, por exemplo, o incrível documentário do History Channel “GUADALUPE: UMA IMAGEM VIVA” e também o excelente e sério documentário do Discovery Channel “O MISTÉRIO DO SANTO SUDÁRIO” e sua continuação “O SUDÁRIO DE TURIM”; disponíveis no Youtube em partes.

      É ver para crer!

      Aliás, a Ciência leva tão a sério os milagres da Igreja que, recentemente, o ENEA (Agência Nacional Italiana para a Energia e as Novas Tecnologias) reuniu nada menos do que 40 CIENTISTAS E PROFESSORES (!!!) de diversas especialidades e países – EUA, França, Áustria, Canadá, Dinamarca, Alemanha, México, Israel, Polônia, Espanha e Itália – para estudar os aspectos químicos, físicos, mecânicos e médicos das mais famosas imagens “aqueropitas” (quer dizer, não feitas por mãos humanas), a saber, o SANTO SUDÁRIO DE TURIM, o MANTO OU “TILMA” DE GUADALUPE e o VÉU DE MANOPPELLO.

      h t t p://cienciaconfirmaigreja.blogspot. com. br/2013/04/o-veu-da-veronica-2-o-que-dizem-os.html

      Portanto, dá sim para ficar ‘brincando’ de ‘Deus existe ou não existe?’; desde que ignoremos as grandes profecias e os grandes milagres da Igreja.

      Por isso, digo e repito:

      QUEREM SABER SE DEUS REALMENTE EXISTE? ESTUDEM OS GRANDES MILAGRES DA IGREJA!

  • Antonio Porto Rosa Filho

    Improvável não significa impossível.
    A vida surgir sem nenhuma orientação ou planejamento também é improvável.
    Se a vida surgiu aqui desta maneira o que impediu que surgisse e fosse mantida
    em planetas aqui mesmo dos nosso sistema solar? Nada.

  • Raul Do Real

    A energia foi criada (improvável), a energia sempre existiu (improvável)…. mas tudo mais está por ai e somos reais… logo alguma coisa não encaixa, por outro lado temos um universo, e houve transformações, onde a matéria bruta foi se transformando adquirindo vida, inteligência e volto a dizer alguma coisa não encaixa, pois se olharmos uma questão cientifica de causa e efeito, temos efeitos inteligentes sem causas inteligentes o que não tem sustentação. Acho que vejo melhor assim, um projeto universo, um projeto vida, um projeto via láctea, um projeto terra…..etc

    • Cícero

      Raul, se um Projetista (Deus) inexiste então por que existe o universo em vez do nada?
      Gênesis cita uma Causa Inteligente Criadora (Designer) para o surgimento do incrível e ordenado universo e da complexa e multiforme vida a partir do nada ex-nihilo.
      Pergunto: o que seria mais complexo? um celular, um micro, uma tv, uma bicicleta ou o universo?

      • Raul Do Real

        Cicero na realidade o que quero dizer é que a consciência evolui e não vai parar de evoluir uma vez que estamos sempre tendo desafios que faz com que aprendamos mais. Assim o homem animal do “instinto” de ontem, evoluiu para o homem menos animal da “razão” de hoje, que está no rumo do homem evoluído da “intuição” de amanhã, embora já temos exemplos em nossa época. Desta forma acho que isto tudo faz parta de um projeto, o que implica que haveria uma causa inteligente.

        • Cícero

          Sim! a evolução dos filhos de Deus (crentes em Jesus) é uma realidade conforme diz a Palavra:

          1 Coríntios 13:12
          “Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.”

          1 João 3:2
          “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.”