Bule Voador

Dawkins e o Gene Egoísta

Richard Dawkins em 1976

bule_academicoIdolatrado por alguns e detestado por muitos, Richard Dawkins é uma personalidade que dificilmente pode ser ignorada. Ainda assim, boa parte do público que o elogia copiosamente ou que pretende criticá-lo dispõe de um conhecimento muito superficial sobre sua pessoa e sua obra. Parece oportuno, então, apresentar o autor e discorrer acerca de sua obra seminal, O Gene Egoísta, de 1976.

O famoso biólogo evolucionista e divulgador da ciência nasceu em 1941 em Nairóbi, Quênia, quando este ainda era uma colônia britânica, onde permaneceu até os oito anos. Desde cedo se interessou pelos encantos da diversidade de vida ao seu redor e foi um aluno aplicado, descrevendo sua própria infância como sendo a de um anglicano comum de sua época.

Formado em biologia, lecionou na Universidade da Califórnia no fim dos anos 60 e retornou ao Reino Unido para lecionar em Oxford nos anos 70. Muito interessado em promover o interesse do público pela ciência e em divulgar a produção acadêmica, foi de 1995 a 2008, quando se aposentou, “Professor para o Entendimento Público da Ciência”, cargo que lhe permitiu organizar palestras para o grande público com a participação de grandes nomes da ciência em diversas especialidades.

Em conjunto com a rede televisiva britânica Channel4, organizou diversos documentários de divulgação científica e de combate à pseudociência, curandeirismo e afins, dentre os quais se destaca Inimigos da Razão, de 2007. Seu empenho em combater a pseudociência e em propagar os valores humanistas e seculares é notório com a publicação de O Relojoeiro Cego, em 1986, onde combate as concepções religiosas e pseudocientíficas de design “inteligente” e, vinte anos mais tarde, com a publicação de Deus, Um Delírio. É significativo, também, seu apoio público a Sokal contra os “pós-modernistas”.

Ainda neste esforço, ele é membro da British Humanist Association e fundou a Richard Dawkins Foundation for Reason and Science. Politicamente, ainda nos anos 70 declarou apoio ao partido trabalhista inglês, de tradição social-democrata e posicionamento de centro-esquerda (Labour) e, mais tarde, ao partido liberal democrata britânico (LibDem). Em seus livros e também em entrevistas, se diz humanista e em várias oportunidades se declara feminista.

Richard Dawkins é reconhecido por sua erudição e gosto por literatura e artes clássicas, além de usar um vocabulário rebuscado mesmo numa conversa cotidiana e preza por se manter cordial em debates e discussões. Seu grande apreço pelo idioma inglês (inclusive em comentários bem-humorados em seus livros) e sua boa pronúncia lhe rendeu a oportunidade de ser a voz de várias palavras do dicionário online de Cambridge . Seu livro A Grande História da Evolução (2004) inspirou o álbum Endless Form Most Beautiful (2015), da banda finlandesa Nightwish, no qual ele faz uma participação especial como narrador de trechos selecionados de Darwin . Agora aposentado, ele ministra palestras ao redor do mundo e é uma figura muito ativa na Internet, em especial no Twitter, onde quase semanalmente gera ou participa de alguma “polêmica”.

Terceira edição brasileira

Tira o zóio que esse é meu!

Para compreender adequadamente sua obra é necessário ter em mente que a primeira edição remonta à segunda metade dos anos 70, uma época em que a informática era algo praticamente existente apenas nos centros de pesquisa e com maquinário cujo desempenho é muito inferior ao de um smartphone atual. Por isso ele descreve ao leitor, de uma maneira bastante simplificada (e às vezes pouco certeira) o que é e como funciona um programa de computador, algo que nos é muito familiar hoje. Além disso, várias ilações acerca de genética e metabolismo, muitas delas apenas conjecturais à época, hoje nos são mecanismos muito melhor compreendidos e até utilizados de forma rotineira em laboratórios.

Este livro de 1976 é o carro-chefe da visão evolutiva centrada nos genes. A proposição central é a de que o gene é a unidade sobre a qual a Seleção Natural atua no processo evolutivo, ou seja, a sobrevivência diferencial entre genes concorrentes determina a frequência com que os alelos ocorrem numa população, de acordo com os efeitos fenotípicos destes genes nos organismos por eles constituídos. De maneira figurada, é como se cada organismo fosse uma “máquina de sobrevivência” dos seus genes, construída e programada por seus genes e cuja única tarefa fosse assegurar o quanto possível a replicação destes genes.

Há duas grandes dificuldades de linguagem neste livro e a maioria de seus críticos são justamente aqueles que não puderam lidar com elas, apesar da insistência do autor em explanar a forma como o livro deve ser lido. A primeira é a conveniente, porém inadequada, forma antropomórfica de lidar com genes: genes, de fato, não “querem”, nem “procuram” coisa alguma, não mais do que uma molécula de água quer ou procura algo. Então os diversos termos figurados que “humanizam” ou “personificam” os genes e sua interação com o mundo são apenas uma forma confortável, clara e simples de descrever os processos físicos e químicos envolvidos com os genes, numa gigantesca escala estatística e cronológica.

A outra dificuldade é que o termo “gene” é definido de forma muito flexível. No livro, “gene” é apenas uma unidade de informação auto-replicante, e sabemos (ou deveríamos saber) de antemão que isso se refere a algum trecho de uma fita de ácido nucléico. Só que qual extensão desta fita é um gene? Não importa! Um gene pode ser definido de diversas formas, de acordo com a conveniência do uso: nalguma situação, apenas um códon (trinca de nucleotídeos) pode ser chamado de gene, noutra todo um cromossomo. Ao invés de ter em mente quantas centenas de pares de bases constitui um gene específico, a idéia é que “gene” seja um “conjunto de instruções” que se manifestarão no ambiente, em geral através de um organismo (“máquina de sobrevivência”).

Superadas as dificuldades de linguagem, a linha condutora do texto é que cada gene “quer” se copiar para “sobreviver” na próxima geração, mas ele enfrenta a concorrência de todos os demais genes que “querem” a mesma coisa. As condições ambientais dificultam que cada gene possa se copiar e os “melhores construtores” de “máquinas de sobrevivência” adequadas àquelas condições específicas é que conseguem fazer mais cópias de si ao longo das gerações. Neste contexto extremamente competitivo as interações “egoístas” dos genes com o ambiente explicam não só as características fisiológicas e físicas dos seres vivos, mas também as comportamentais. A grande “reviravolta” da trama é que genes “egoístas” acabam muitas vezes desenvolvendo uma estratégia “solidária”, pois esta seria (nalguns casos) a melhor para cumprir o objetivo egoísta do gene: se replicar para a próxima geração.

Aqui é que entram as ferramentas estatísticas e computacionais para lidar com as conjecturas principais de forma objetiva. Numa dada situação, se a diferença de uma única característica física ou comportamental for um único conjunto de instruções (gene) e houver ao menos duas versões dele numa população, qual será a frequência prevista para sua ocorrência, dado que cada gene (conjunto de instruções) tem uma tendência diferente a construir corpos capazes de sobreviver naquela situação? Daí entram ferramentas como a Equação de Price  e diversas ferramentas estatísticas para lidar com a descrição da frequência dos alelos numa população ao longo do tempo.

Conhecendo como um gene, diante de uma condição ambiental que exerce alguma seleção diferencial sobre suas cópias aos longo do tempo, se propaga na população, é possível compreender como diversos genes interagem entre si neste ambiente competitivo. Cada gene expressará um conjunto de instruções, que podem resultar tanto na coloração da pelagem de algum bicho, na largura das folhas de uma planta, na altura de uma árvore ou numa tendência comportamental, etc. Para entender como os diferentes alelos para uma mesma característica competem numa população, utiliza-se um refinamento das equações do Equilíbrio de Nash da Teoria dos Jogos, as Estratégias Evolucionariamente Estáveis (EEE). E as simulações computadorizadas destas EEEs costumam descrever muito adequadamente as distribuições dos alelos observadas em experimentos laboratoriais ou na natureza.

Após introduzir os conceitos fundamentais e as ferramentas para lidar objetivamente com eles, cada capítulo explora um tema: cuidado parental, comportamento predatório, “corrida armamentista”, competição intersexual, etc, mostrando como as EEEs advindas do conceito de gene egoísta podem resultar em estratégias solidárias (às vezes até “suicidas”) justamente porque beneficiam a replicação daquele gene em detrimento dos demais. E com tais ferramentas se pode, objetivamente, demonstrar por que determinada espécie de pássaro bota dois ovos e aquela outra bota seis; por que e como surgiram os sexos (e por que gametas masculinos são pequenos, ágeis e muito móveis enquanto os femininos são gigantescos e pouco móveis); por que faz sentido que diversos animais cuidem de seus filhotes, mas poucos cuidam de seus pais; etc.

Como um bônus não intencional, Dawkins cunhou o termo “meme” para uma analogia cultural do gene, uma unidade de informação/valor compartilhada que se replica (e se modifica, evolui!), propagando-se numa população. O termo ganhou estudos em sociologia, psicologia, linguística e recentemente foi adotado, com certa propriedade, para descrever as imagens e vídeos virais replicados na Internet: mas memes não são apenas aquilo: a moda da barba é um meme, assim como o uso repetitivo da palavra “tipo” (‘croc é tipo uma praga que algumas pessoas colocam nos pés’) ou dizer que usar turbante é apropriação cultural.

Vale ressaltar que Dawkins não inaugurou a visão evolutiva centrada no gene, nem sequer foi o pioneiro em lidar com as ferramentas matemáticas e computacionais adequadas para seu estudo, mas foi um grande divulgador desta corrente e contribuiu muito com trabalhos específicos neste campo. De 1976 para cá o conhecimento em genética avançou muito, bem como a informática, e esta visão se refinou e se aprofundou, disputando até hoje a hegemonia para explicar o mecanismo íntimo da evolução com duas principais concorrentes: a seleção em multinível e o equilíbrio pontuado.

Autor: Leandro Cardoso Bellato

Leandro Bellato
Curioso insaciável, eternamente apaixonado por filosofia, história, biologia, antropologia, arqueologia e com paixonites por linguística, sociologia e literatura, tendo a cabeça literalmente nas nuvens, dada a minha formação em Ciências Atmosféricas e minha quedinha por astronomia.
  • AntonioOrlando

    Leandro Bellato

    Logo nos preâmbulos do livro, Dawkins, diz, textualmente, que o que virá depois (sequência do livro) são apenas conjecturas, pois, ele, Dawkins, não estava lá (no início da “vida” no planeta) para ver como tudo realmente aconteceu. Ou, como de fato ocorreu a evolução.

    Não concordo que palavras como “querem”, “egoístas” e outras, seriam desnecessárias. Elas, linguagem/palavras, apenas, enfatizam o fato de que a evolução – como Dawkins nos apresenta -, é, sem dúvida, algo teleológico e de que , sobretudo, nos subtextos do livro, há, na verdade, um “projeto”, ou enredo, para se chegar aonde chegamos. Nesse sentido, Dawkins é mais um escritor de ficcção e não de ciência…

    Ademais, como algo, evolução, sem “vontades” ou ” quereres”, ou “sentimentos”, “cria” espécies, das quais se destaca o ser humano, que sentem, sofrem, amam, tem conflitos existenciais e dúvidas? Qual a mágica?

    Não bastasse isso, nos livros de Sam Harris, Steven Pinker e outros, encontramos sempre algo como “programados (sic) pela evolução?

    Abs.

    • Leandro Cardoso Bellato

      Antonio, Dawkins dedicou ao menos todo um livro, O Relojoeiro Cego, para desconstruir a teleologia na descrição da vida (e, por extensão, do Universo). Aliás, toda a Teoria da Evolução é um “antídoto” à teleologia no entendimento dos mecanismos da vida. A última palestra de Dawkins como Professor Para Entendimento Público da Ciência foi justamente enfatizando este tema (O propósito do Propósito).

      E em O Gene Egoísta o próprio autor adverte para o uso conveniente, embora impreciso, das expressões antropomórficas para os genes, o que no entanto não atrapalha nosso entendimento de física ou química quando objetos completamente inanimados são reputados com intenções humanas para conveniência discursiva.

      A “mágica” de como a Evolução gera entidades complexas, até conscientes, não é lá uma bruxaria tão grande e é bem debulhada por Daniel Dennett, outro que futuramente apresentarei no blog, em especial seu livro “Darwin’s Dangerous Idea”. Da mesma forma como a interação complexa dos aminoácidos constroem proteínas e, estas, todo o corpo, sendo os genes uma instrução detalhada de interações químicas que resultam na construção de fenótipos (corpos ou comportamentos) capazes de fazer o que os genes, segmentos de ácidos nucléicos, não podem fazer por eles mesmos, os “quereres” e “sentimentos” e “vontades” são advindos de interações complexas entre neurônios, especialmente os do córtex pré-frontal.

      Novamente, o uso de termos como ‘programados” é um atalho, talvez um pouco impróprio, para se referir a algo como “a história evolutiva de dado organismo explica como ele melhor se adaptou para dadas condições”. A impropriedade do uso coloquial se demonstra exatamente pelo seu “desentendimento”, se é que não foi uma tentativa oportuna e intelectualmente desonesta de criar um espantalho no qual bater.

      • AntonioOrlando

        Boa tarde Leandro!

        A teoria da evolução, nos moldes apresentados pelo neodarwinismo de Dawkins, curiosamente, faz com que a “criatura”/vida/espécies tenha consciência do “criador”/gene/evolução. Mesmo que tudo, seja, “apenas”, “…interação complexa dos aminoácidos (que) constroem proteínas e, estas, todo o corpo, sendo os genes uma instrução detalhada de interações químicas que resultam na construção de fenótipos (corpos ou comportamentos) capazes de fazer o que os genes, segmentos de ácidos nucleicos…”.

        Ou seja, não obstante a assepsia em relação a sentimentos e/ou afins (“cuidados” que a evolução “teve” com erros operacionais evolutivos), os seres humanos, são singulares e , infelizmente, “imperfeitos”. Isso em decorrência, de terem consciência de si mesmos e de se relacionar como o outro/alteridade e, não raro, serem impactados pelo meio ambiente/natureza que os cercam. Ou seja, a vida/ser humano é muito mais do que a simples “….interação complexa dos aminoácidos (que) constroem proteínas e, estas, todo o corpo, sendo os genes uma instrução detalhada de interações químicas que resultam na construção de fenótipos (corpos ou comportamentos) capazes de fazer o que os genes….”.

        Fora só isso,teríamos, ao invés de seres humanos complexos nas suas contradições, medos, alegrias, carências etc., apenas, e tão somente, máquinas robotizadas e, sobretudo, perfeitamente adequadas ao projeto evolutivo de sobrevivência pela sobrevivência. Ao contrário, o ser humano quer entender o por quê de, ao invés de não existir nada, existir alguma coisa. E, acima de tudo, qual é o papel do ser humano nessa “alguma coisa” que, dentre outras coisas, podemos chamar de existência.

        A teoria da evolução não tem respostas para isso. Precariamente, a teoria da evolução explica apenas o “como” e, cá e lá, um “como” envolto em ideologia cientifica que, às vezes, se assemelha a uma verdadeira seita alimentada, messiânicamente, por gurus com pretensões cientificas.

        Enfim, a teoria da evolução é, ainda, um grande enredo ficcional a ser provado. Coisa impossível… pois não dá para voltar no tempo para ver como tudo, com efeito, aconteceu.

        Abs.

        • Leandro Cardoso Bellato

          Suas alegações a respeito são imprecisas e carecem de evidências. Discursivamente, nada há de teleológico na Teoria da Evolução (muito pelo contrário) e nela não há a menor sugestão de que o Homo sapiens, ou seja lá qual outra espécie, tenha “consciência do criador”, porque ela não é capaz de conceber um “criador” para desencadear os fenômenos biológicos, em especial as mudanças de estado por conta da variabilidade entre os indivíduos que transmitem suas características mutáveis aos descendentes, sendo tais características selecionadas pelo meio.

          Nem sequer a Evolução é “óbvia” ou dada, tanto que mentes poderosas como a de Aristóteles tiveram de se contentar com conjecturas teleológicas originadas da impressão superficial de “perfeição” de cada forma viva a seu meio, a despeito dos diversos problemas anatômicos e fisiológicos dos seres vivos e das extinções em massa.

          O Homo sapiens tem capacidades cognitivas desenvolvidas, embora não exclusivas, porque elas renderam a toda a linhagem dos primatas antropóides vantagens para a propagação de seus genes. Assim como as baleias tem suas características hidrodinâmicas por conta de que elas lhe são úteis a sobreviverem em ambiente aquático (mas, além de reterem internamente seus quadris e pernas, inúteis naquele ambiente, não podem filtrar o oxigênio dissolvido na água, como fazem os peixes e muitos invertebrados: a “perfeição” é apenas aparente), os seres humanos tem suas características cognitivas úteis a sua sobrevivência (mas não desenvolvidas o suficiente para que ele tenha escrúpulos naturais que lhe impedissem de usar o valioso conhecimento sobre energia nuclear para construir bombas, por exemplo: a perfeição é apenas aparente).

          A ciência não tem pretensões de explicar a “ontologia” das coisas. Aliás, de um ponto de vista científico, a maioria das questões ontológicas não fazem sentido. O “por que?” é insondável, o que se quer saber é sempre o “como?”. Ou seja, “por que o céu é azul?” na verdade é “como ocorre do céu ser azul?”. E falta algum entendimento básico do que de fato é a ciência se te incomoda que nenhum discurso científico se proponha a ser “ontológico”.

          E, a propósito, receio que você não esteja familiarizado com o linguajar científico: nele, o termo “TEORIA” não corresponde a uma hipótese ou suposição, mas a uma complexa narrativa lógica, capaz de explicar os fenômenos observados melhor do que suas concorrentes e amparada por evidências sólidas objetivas. Em ciência, o melhor que se pode obter é uma teoria. O fato da Evolução ser tida como teoria já quer dizer que ela é comprovada. Aliás, no caso específico da Evolução, um teste genético simples e corriqueiro, pra comprovar paternidade, digamos, só se faz possível e tem algum sentido tendo a Evolução como base.

          • AntonioOrlando

            Bom dia Leandro!

            Se as caracteristicas, das espécies são determinadas pelo meio, o ser humano, com sua fragilidade fisica face a um mundo, em sua infância, inospito e cheio de animais selvagens e predatorios jamais exisitiria. Isso é uma questão lógica. Indiferente, se o ser humano não tem condições de “conceber” um criador – Ele existe a revelia dos caprichos humanos. Ou seja, o ser humano não cria o criador. Ele apenas o reconhece. O ateu O nega, no entanto, negamos algo a partir de evidências com as quais não concordamos. Seria estranho negar a existência de duendes pois todos sabem que eles não existem. Ademais, não vejo ninguém atacando o culto a duendes…

            Se o “objetivo” da teoria da evolução é a sobrevivência do mais apto ela é, per se, teleológica. Isso é, igualmente, um conceito lógico.

            Perfeição ou imperfeição são conceitos subjetivos. O mesmo ocorre com “beleza” ou “verdade”. Se o planeta Terra mantem e protege a vida, ou espécies, ele é “perfeito”. Ou seja, a natureza é, “perfeita”. O universo é “perfeito”.

          • Leandro Cardoso Bellato

            O Livre Arbítrio é uma concepção infantil facilmente atacada pela filosofia e pela neurociência. Isso não implica num “cativo arbítrio”, mas na admissão de que nosso consciente não decide, apenas toma ciência do que foi decidido involuntariamente pelos mecanismos automáticos da mente. Mecanismos estes verificáveis, mensuráveis e que reagem ao meio. Ou seja, não há “algo”, uma “vontade mística” única e pessoal que decide livremente, mas um aparelho cognitivo cheio de ferramentas práticas que reage ao meio. A tecnologia atual já permite scanear o cérebro de uma pessoa e determinar a decisão dela a respeito de algo simples (como sentar na cadeira da direita ou da esquerda, apertar o botão azul ou vermelho) antes que ela mesma saiba da decisão que ela “tomou”. Além disso, há exercícios mentais simples que demonstram a falta de arbítrio, além de constatações: você não pode escolher gostar ou não de algo ou querer ou não algo, isso “surge”.

            O termo “lei” é um termo praticamente em desuso na ciência e não tem poder explicativo, refere-se a uma equação simples e importante que, muitas vezes, sequer lida com elementos fundamentais e cuja validade é muito limitada. A Lei de Ohm, por exemplo, não lida com nenhuma grandeza ou fenômeno fundamental, aplica-se somente a circuitos elétricos simples dentro de limites rígidos de corrente e tensão razoáveis: e circuitos são coisas que só existem no Universo há uns 150 anos. E todo circuito real não “obedece” de verdade à Lei de Ohm, mas dentro de limites razoáveis é matematicamente bem modelado por V=R*i, só isso.

            O termo “teoria” é poderoso, é o equivalente científico do termo matemático “teorema” e, como eu disse, é o máximo epistemológico possível à ciência. E ciência não concebe verdades absolutas, assim como não trata de “antologias”, que não podem ser averiguadas empiricamente. Suas fracas objeções a respeito mostram sua falta de afinidade com os termos técnicos científicos.

            As características de um ser vivo são determinadas, em sua maior parte, por seus genes. Estes são selecionados pelo meio. Entretanto, os seres vivos alteram este meio, etc. É uma questão de “fenótipo estendido”. E se você alega a existência de um criador, o que é uma alegação extraordinária, precisa comprová-la com evidências empíricas extraordinárias. Nada na física, química ou biologia levam à postulação de um “criador” e, inclusive, caso houvesse um, ele seria objeto de investigação e um enorme problema a ser resolvido e explicado ad infinitum, porque necessitaria ele de também ter surgido/ter sido criado.

            Aqueles que acreditam em duendes não costumam se meter no Legislativo ou querer impor às escolas que ensinem a hipótese absurda de que duendes protegem os bosques é uma alternativa equivalente à ecologia clássica. Por isso as pessoas tratam os que creem em duendes como certo desprezo e lhes deixam falando só. Já os que creem na entidade do arbusto flamejante do deserto, bem, estes fazem justamente o que os crentes em duendes não fazem. Ademais, tem sim muita gente argumentando contra os duendes. Como é uma brincadeira comum provar que duendes são impossíveis pela Segunda Lei da Termodinâmica, vários físicos tem até adesivos nos carros de “não acredito em duendes”.

            A Teoria da Evolução não tem “objetivo”, ela é uma ferramenta. A coisa mais próxima de “objetivo” que ela possui, que é o “pra que ela serve?”, é “para explicar como os seres vivos mudam ao longo do tempo, por que e como isso ocorre e como vieram a possuir as características observáveis hoje”.

            Te citando, “se o planeta Terra protege e mantém a vida, é perfeito, assim como o Universo”. Ah, sim, desconsiderando as extinções em massa, em esterilidade massiva do Universo e que mais de 95% de todas as formas de vida existentes se extinguiram, sim, a Terra e o Universo são os melhores lugares possíveis pra haver vida, só que não.

          • AntonioOrlando

            Bom dia Leandro!

            Alister Mcgrath, possui pós doutorado em biofísica molecular, pela Universidade de Oxford, na Inglaterra. Mcgrath já foi ateu e admirador de Dawkins – com quem chegou a trabalhar em Oxford. Hoje é teólogo e, interessante, não contesta todos os elementos constituintes da teoria da evolução – talvez, por sua sólida formação cientifica.

            Em seu livro, O Deus de Dawkins, Mcgrath, nas páginas 116, 117 e 119, diz:”E tais argumentos são muitas vezes de natureza retórica, em vez de analítica. No fim, o ateísmo de Dawkins definitivamente não repousa em sua ciência, mas num emaranhado de dissimulados valores e crenças não-científicos, não especificados e em grande parte não anisados”. “Se o grande debate sobre a existência de Deus fosse decidido somente em bases darwinistas, o resultado seria o agnosticismo – uma escrupulosa e bem embasada insistência de que as evidências são insuficientes para se obter um veredicto seguro”. “…partindo do principio de que as ciências naturais procedem da conclusão de dados observacionais, como Dawkins pode estar tão certo de seu ateísmo?”

            No mesmo livro, na página 119, Richard Feynmann, Prêmio Nobel de Física em 1965 diz”….o conhecimento cientifico é um corpo de declarações de graus variados de certeza – alguns mais incertos, alguns quase certos, mas nenhum absolutamente certo”.

            Em nenhum momento ciência ou filosofia atacam a concepção de livre arbítrio. Tenho visto apenas setores do neodarwinismo e neurociência, não raro, ligados ao neo ateísmo xiita defender essa tese. Segundo seu raciocínio, Sartre não teria como fundamentar seu existencialismo, pois, segundo ele, “…a existência precede a essência”, ou seja, somos aquilo que nos tornamos ou somos aquilo que escolhemos ser. E ainda segundo Sartre, ao escolhermos,ou exercemos nosso livre arbítrio, escolhemos por toda a humanidade.

            Se há, tão somente, “…um aparelho cognitivo cheio de ferramentas práticas que reage ao meio….”, nossa discussão não teria nenhum sentido, pois, ser ateu ou teísta estaria desprovida de qualquer conteúdo ou senso. Ademais, “sentir saudades ou estar com aqueles que se ‘ama'”, (coisa tão piegas…) filhos, por exemplo, seria apenas mais uma “ferramenta” prática que reage ao meio.

            “A tecnologia atual já permite scanear o cérebro de uma pessoa e determinar a decisão dela a respeito de algo simples (como sentar na cadeira da direita ou da esquerda, apertar o botão azul ou vermelho) antes que ela mesma saiba da decisão que ela “tomou”. Tudo bem, isso só não explica “quem” toma a decisão de sentar ou levantar da cadeira…, ademais, também não explica por que alguém resolve dar um tiro e implodir toda essa central de informação tão “perfeita” e/ou “quem” dá o tiro. Ou, enfim, por que alguém iria atentar contra a premissa básica de tudo existir, isto é, a sobrevivência pela sobrevivência por “nada”?

            Abs

          • Leandro Cardoso Bellato

            Vamos brincar de fugir do subjetivismo de conveniência? Pra você algo pode ser ou não perfeito, não é problema de mais ninguém, mas de um ponto de vista OBJETIVO, há evidências empíricas suficientes que retiram este planeta (e todo o Universo) da lista de “lugares perfeitos à vida”, no sentido de que sejam aptos a “manter e proteger (?)” a vida. Aliás, vamos brincar também de abrir mão da teleologia e admitir que este planeta (e o Universo) NÃO possuem funções a cumprir? Uma coisa é observar que um fenômeno acontece, outra é postular que todo o sistema existe para que o sistema aconteça. Pense nisso.

            Sua analogia com o ônibus não faz sentido. Se quiser, desenvolva-a e explique-a. De qualquer forma, esta não é a primeira vez, mas talvez seja a última (paciência tem limite), que eu explicito que você tem problemas com o funcionamento íntimo da ciência e a abordagem tangencial que esta faz de questões “ontológicas” insondáveis.

            Há muita coisa na física, química, biologia, etc, que se contrapõe à hipótese de um “criador”, até porque, como eu já ressaltei antes, se alguma vez uma destas disciplinas “apontar” para um criador, este só será mais um fenômeno a ser investigado e ter suas causas compreendidas, provavelmente caindo numa regressão ad aeternum. Entretanto, ainda que não houvesse, já ouviu falar na Navalha de Ockham? Então, né… ^^

            Que fixação pela entidade do arbusto flamejante, que confessa não poder lidar sequer com os Hititas e suas carruagens de ferro. A fonte mítica diz (segundo você, porque comparar a noção de divindade entre Daniel e Isaías, entre os capítulos 1 a 5 do Gênesis e do restante do livro, entre o Êxodo e Ato dos Apóstolos, etc, mostra que se está longe de uma visão unívoca a respeito da divindade na literatura mítica clássica) uma coisa, e daí? O que a comprova? A própria fonte mítica!? Eu posso trazer as fontes míticas Brâmanes? As Zoroastristas? As gregas? Ou só a cananéia, ou melhor, a de uma corrente cananéia específica? As evidências empíricas que dão suporte a qualquer uma delas são igualmente boas, já que não existem ^^

            Aliás, o texto original do Blog cita a divindade abrahâmica de forma indireta apenas uma vez, no período em que recapitula dois livros de Dawkins, que não são o foco aqui, posto que se discorreu sobre O Gene Egoísta. Qual sua necessidade de trazer a fanfic hebraica pra cá? Se quiser trazer divindades à conversa, mesmo que não haja motivos para tanto, ao menos não seja monótono e traga os pareceres de outras mitologias, também, é tão mais enriquecedor.

            Te importa o que uma pessoa específica diz, e quais características esta pessoa tem, ou o que é dito? Porque a mim importa a mensagem, não o emissor. Há várias correntes religiosas que aceitam a Evolução, como a ICAR e vários cléricos anglicanos. Inclusive há biólogos muito competentes, que lutaram para que o Criacionismo não fosse ensinado em escolas americanas, que são declaradamente cristãos católicos. Se for pra ficar no quem disse o quê, o próprio Dawkins admite que um dos melhores livros sobre Evolução é escrito por um biólogo católico, no trecho final do vídeo deste link [https://www.youtube.com/watch?v=PZg_9EBhMWo].

            Que bom que Feynmann, que aliás escreveu livros didáticos de física muito bons, que me ajudaram muito na Graduação, concorda comigo a respeito das limitações epistemológicas da ciência. Pena que você se incomode tanto com estas limitações, né. Como ele corrobora meus argumentos, me pergunto qual o seu ponto ao citá-lo… De qualquer forma, obrigado, bela citação.

            Olha só, de cabeça: a maioria, se é que não todos, os pré-socráticos discorreram sobre as limitações de escolha da mente humana, se bem que muito brevemente, e este é um assunto tangencial de Platão; quem de fato tratou do assunto foi Aristóteles, que era crítico inclusive do conceito de “liberdade”, argumentando que nossas escolhas são limitadas por condições externas alheias à nossa vontade: e que esta é condicionada pelo meio; Epicuro é outro grande nome que se coloca nesta e, de certa forma, também os estóicos; Nietzsche, certamente, foi outro grande crítico do livre-arbítrio, apenas pra citar outro nome titânico. A filosofia está lotada de críticos ao livre-arbítrio. Entre psicólogos, neurologistas e afins, também, a concepção de livre-arbítrio é descreditada e é muito fácil de se notar. Já percebi que você não é uma pessoa com grande apreço por evidências.

            Pouca gente gosta de um determinismo “duro”, até porque é uma suposição que carece de evidências muito convincentes. Qualquer sistema físico que, mesmo sendo simples, tem graus de liberdade o suficiente, tornam-se caóticos. Como provavelmente você não é alguém que já tenha estudado caos e só adoraria explorar alguma limitação epistemológica, advirto que o caos é determinístico, matematicamente modelável (o que costuma dar um trabalhão) e, dependendo do caso, até previsível. Só não é o tipo de determinismo simples do estilo mecanicista tradicional.

            Processos mentais involuntários processam informações, as relacionam, hierarquizam automaticamente a maior parte das necessidades e medidas de ação e só depois isso é enviado à parte da mente responsável por lidar com a linguagem e, portanto, capaz de “perceber” a “emergência” de tais resoluções. Muitos processos puramente reativos, que em geral foram retidos no aparelho neurológico por incrementarem a sobrevivência, não passam pelo “consciente”, como a retração muscular complexa apropriada para afastar a mão da chama, de um objeto pontiagudo, etc.

            O meio nos influencia e há várias influências concorrentes. A parte que parece ser “consciente” de nossas mentes tem graus variados de “liberdade” em cada uma de suas capacidades. Uma pessoa não escolhe deliberadamente ser atraído eroticamente e afetivamente por outra dada pessoa, por exemplo, nem escolhe pela compulsão de proximidade que isso causa, mas decide quais palavras usar na abordagem, o momento da abordagem, etc, ainda que em cada uma destas pequenas coisas seja influenciado pela história individual e pelas condições ambientais. Não é como se não houvesse escolha, mas que todas as escolhas são inteligíveis: assim, escolhas mais ou menos equivalentes podem ser analisadas pelo sujeito, que compreende algumas de suas limitações e alguns dos elementos que o influenciam, e pode escolher e/ou se educar para obter a satisfação de um de seus objetivos, muitas vezes privando a satisfação de outros.

            Não tenho muito mais a conversar contigo, está claro que você tem meia dúzia de problemas com a ciência, muito desconhecimento acerca dela, envolvimento afetivo com mitologias neolíticas registrada na idade do bronze, etc, e que já há algum tempo isso deixou de ser um diálogo pra se tornar uma sucessão de monólogos, o que não é interessante. Até agora, por respeito a eventuais leitores, procurei cordialmente prosseguir nesta discussão infrutífera, até para que não ficassem muitas “pontas soltas”. Só que a coisa já se tornou repetitiva e já há digressões demais.

          • AntonioOrlando

            Bom dia Leandro!

            Um filósofo ou religioso, dentro de ônibus, iriam se preocupar em saber de onde o ônibus saiu, quem é o motorista e para onde vai. Isso iria responder muitas perguntas sobre trajeto, tempo de viagem, preço etc. Um neo ateu e darwinista xiita, dentro do ônibus, iria se preocupar em saber como o ônibus funciona, quais são as peças que o compõe etc. Ou seja, filósofos e religiosos iriam se preocupar com o porquê e neo ateus com o como… Penso que a analogia é clara.

            Não vou discutir ciência com você, ou melhor, não vou discutir ciência com um fundamentalista cientifico. No entanto, em relação à filosofia acho que, no minimo, estás confuso. Parmenides e Heráclito desenvolveram teorias sobre o ser que são estudadas até hoje. Heráclito dizia que tudo era um eterno devir e Parmenides dizia que as coisas não mudavam. Muito do que Platão e Aristóteles fizeram foi tentar harmonizar essas duas visões conflitantes. Platão afirmou que, no mundo “ideal” das idéias, não haveria conflito e Aristóteles desenvolveu teorias bastante sofisticadas sobre o ser que ocorreriam no plano concreto do aqui e agora. Nenhum dos dois desconsiderou livre arbítrio e escolha. É muito simples, em Aristóteles, não haveria Ética sem possibilidade de escolha…

            Abs.

          • AntonioOrlando

            Boa tarde Leandro!

            [[[[[ Nada na física, química ou biologia levam à postulação de um “criador” e, inclusive, caso houvesse um, ele seria objeto de investigação e um enorme problema a ser resolvido e explicado ad infinitum, porque necessitaria ele de também ter surgido/ter sido criado.]]]]]

            Nada na física, química ou biologia, igualmente, levam à postulação de que não tenha havido um criador.

            Estamos falando dentro de um contexto de tempo e espaço, ou seja de finitudes. Um criador extrapola tempo e espaço…. Ele não esta, sobretudo, É. E o que É,simplesmente, é. Não há necessidade de definição. Na Bíblia escrita em hebraico não há o verbo “ser” usado para se definir coisas ou pessoas – todos “estão”. Para Deus é usado um verbo diferente que significa É. Além do mais, o que É não pode ser criado, posto que ele não se enquadra nas leis de tempo e espaço e não tem passado, presente ou futuro. Em cima disso, não “criamos” um filho, nós, homens e mulheres, apenas combinamos elementos de genética e, transferimos à criança que nasce, informações genéticas, pré existentes, de um homem e uma mulher, e temos, em função disso, um ser que é um amalgama da mãe e do pai.

            Na verdade, não criamos nada. Um pintor, um músico, um ator etc., apenas harmonizam elementos, já presentes na natureza, e os transformam. Não é por que foi composta em um piano que uma música seria mais música do que os vários compassos, e silêncios, do barulho das ondas que “criam” ritmos variados. Que o digam John Cage e Gilberto Mendes!!!

            Abs.

          • AntonioOrlando

            Boa tarde Leandro!

            [[[[[A coisa mais próxima de “objetivo” que ela possui, que é o “pra que ela serve?”, é “para explicar como os seres vivos mudam ao longo do tempo, por que e como isso ocorre e como vieram a possuir as características observáveis hoje”.]]]]]

            Isso seria, mais ou menos, como alguém, já dentro de um ônibus em movimento, se dar conta disso e dizer: “Estou num ônibus e, ele, ônibus está se movendo e indo para lugar nenhum!”

          • AntonioOrlando

            Caro Leandro!

            [[[[[Te citando, “se o planeta Terra protege e mantém a vida, é perfeito, assim como o Universo”. Ah, sim, desconsiderando as extinções em massa, em esterilidade massiva do Universo e que mais de 95% de todas as formas de vida existentes se extinguiram, sim, a Terra e o Universo são os melhores lugares possíveis pra haver vida, só que não.]]]]]

            Você já deve ter visto algum pintura cubista e se perguntado: onde está a beleza disso? Ou, se questionado por que um urinol, de cabeça para baixo, (Marcel Duchamp/ready made) ajudou a revolucionar a arte contemporânea e abrir espaço para instalações e performances mundo afora. Qual o prazer de se ouvir Sepultura no último volume? Ou, ouvir qualquer experiência musical do Karlheinz Stockhausen?
            Simples, nem tudo que parece é… Ou, uma coisa pode ser muitas coisas… e, as vezes, nenhuma… Ou melhor, a natureza/planeta/Universo não é bom ou ruim/belos ou feios – eles são apenas o que são. No entanto, cumprem sua função: protegem e mantem a vida, grosso modo. E, se você pensar na complexidade de ter um local propicio à vida no Universo, verá que isso é a tradução maior de perfeição.

            E no frigir do ovos a beleza, ou perfeição, está nos olhos de que vê… Para mim o Universo/planeta Terra, ao cumprir seus papeis são perfeitos…

          • Ricardo Ricarte

            Certamente você veria ateus criticando o culto dos duendes, se você vivesse em um mundo aonde o culto a essas criaturas fosse altamente disseminado nas sociedades.
            Especialmente se houvesse uma bancada religiosa dos duendes tentando transformar o seu país em uma teocracia.

            Sobre a sua argumentação de que o homem é frágil diante de uma natureza selvagem. De onde você tirou esta ideia tão absurda? O homem é uma das espécies mais letais que já caminharam na face deste planeta. Capaz de caçar em bandos com agilidade e destreza. Capaz de manufaturar armas excelentes, (mesmo nas sociedades mais primitivas), capaz de prever o comportamento de outros animais e criar armadilhas, pescar, nadar, escalar, correr, arremessar…nossa espécie sempre teve tudo que é necessário para ser bem sucedida deste planeta.
            Você certamente nunca ouviu falar das tribos africanas que utilizam a caçada de resistência, como arma de caça. Nela, os guerreiros perseguem a sua presa de forma constante, por varias horas ou dias, dependendo da presa. O ser humano leva vantagem nesta caçada, por causa de nosso sistema de transpiração que proporciona uma refrigeração adequada durante a corrida. Coisa que a maioria das espécies não possuem. Por fim, a presa (muitas vezes um antílope, veado ou algum mamífero maior) acaba não resistindo e super aquecendo. Assim a caçada termina, com os caçadores utilizando flechas envenenadas para abater seu alvo.
            Esta caçada só é possível por causa das características excepcionais de nossa espécie.
            Pare de apelar para a ignorância para tentar provar seu Deus. Isso só deixa as coisas cada vez mais ridículas para o lado dos criacionistas. Ter ignorância sobre algum tema não é problema…..mas usar isto para provar algo tão absurdo, é uma completa desonestidade intelectual.

          • Cícero

            Ricardo – nossa espécie sempre teve tudo que é necessário para ser bem sucedida deste planeta.

            Isso remete a um belo design do Criador Inteligente, acaso uma suposta evolução às cegas irracional, aleatória pensaria neste e tantos outros atributos peculiares nos humanos que os distingue dos outros seres? do contrário nós já teríamos se extinguido a muito tempo.

            E isto está de acordo com a Escritura:
            “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.” Gn 1:28.

          • AntonioOrlando

            Ricardo

            Nada explica a inteligência. Diferencial maior entre o ser humano e as outras espécies. Ou a sensibilidade estética/musical, ou a angustia dor e alegria. Isso além do conflito existencial comum , não raro, às pessoas. O ser humano se questiona a respeitos dos porquês e sente-se incomodado por não ter todas as respostas. Nenhuma outra espécie tem essas “qualidades”.

            Essas são coisas que só os seres humanos possuem e, por mais que se esforce, a evolução não consegue explicar a razão.

            A diferença entre ateus evolucionistas e cristãos é que, dentro de um ônibus, ateus se preocuparão com a composição das peças ou como o ônibus funciona. Por outro lado, dentro do ônibus, cristãos ou religiosos, grosso modo, se preocuparão, dentre muitas coisas, com a origem do ônibus e, é claro, seu destino. Sobretudo, quem o está dirigindo.

            Abs.

          • AntonioOrlando

            Bom dia Leandro!

            O ser humano faz escolhas. Ele não age por instinto. Livre arbítrio. .. Tão contestado por setores da neurociência ligada ao neo ateismo de Dawkins, Sam Harris e outros. Fazer escolhas, ou
            melhor, agir como sujeito de seu destino gera angústia e dúvidas existênciais que, creio eu, baleias não padecem…

            Teoria é diferente de Lei Científica. A teoria não é uma “verdade” irrefutável. Muda no espaço e tempo. E, sobretudo, pode ser contestada.

          • Ricardo Ricarte

            Este conceito de “Lei Científica” caiu em desuso. As teorias científicas oferecem o melhor conhecimento disponível para um elemento do mundo natural.

          • Cícero

            Pelo contrário amigo, as Leis Científicas são empiricamente observáveis em nosso universo, sendo um fato confirmado cientificamente, ao contrário das meras teorias que podem facilmente ser refutadas e descartadas por novos conceitos heurísticos a exemplo do mito darwinista.

          • Leandro Cardoso Bellato

            Cícero, o termo “lei” refere-se apenas a uma relação simples, geralmente matemática ou matematicamente redutível, que modela RELATIVAMENTE bem algum fenômeno em condições muitas vezes atípicas e que nem sequer precisa envolver elementos fundamentais. É uma proposição descritiva simples, geralmente de valor explicativo muitíssimo limitado.

            Exemplos de leis “fracas” são a Lei de Ohm, em especial na sua formulação macroscópica (V=R*i), que apenas modela o comportamento aproximado de circuitos elétricos simples dentro de limites razoáveis de tensão e corrente elétricas e a Lei dos Gases Ideais (P*V=n*R*T), que descreve o comportamento de gases HIPOTÉTICOS e pode ser uma ótima APROXIMAÇÃO do comportamento de gases reais considerando-se muitas limitações.

            Um exemplo de lei “forte” é a Segunda Lei da Termodinâmica, de interpretação muito delicada e possível de ser expressa a partir de diversos enunciados, tem a alcunha de ser “inescapável”, “universal”, “absoluta” porque envolve conceitos fundamentais da termodinâmica e é uma das bases teóricas deste campo e, de fato, é um axioma da Teoria Termodinâmica. Seu enorme poder emerge não de qualquer de seus enunciados isoladamente, mas da poderosa concisão e interconexão dos postulados fundamentais da Teoria Termodinâmica: ou seja, a Teoria é poderosa.

            Como eu pontuei noutras oportunidades, o termo “Teoria” é equivalente a Teorema e é a estrutura formal mais poderosa num dado campo. O termo se refere a uma estrutura de proposições lógicas complexas, objetivas, empiricamente mensuráveis e verificáveis, que pretende descrever como e de que maneira determinados fenômenos ocorrem e tem de ter poder explicativo superior às estruturas concorrentes para aquele dado conjunto de fenômenos que a Teoria se propõe a explicar.

          • Cícero

            Caro, é sua intepretação falaciosa.

            LEI é um fato empiricamente observável em nosso mundo real, um FATO!
            Não existe Teoria da Termodinâmica, pois já é uma Lei e tem esse status. São LEIS físicas ativas e efetivas em nosso universo.
            http://www.universitario.com.br/noticias/n.php?i=14001

          • Leandro Cardoso Bellato
          • Cícero

            Avisa lá pra NASA, eles não estão a par disso aí! 😀
            https://www.grc.nasa.gov/www/k-12/airplane/thermo.html

          • Ricardo Ricarte

            Boa Leandro.

            Cícero, quando eu disse que esse termo caiu em desuso, eu não quis dizer que as leis não funcionam mais. Mas que a definição de leis não é algo que se busque ou priorize na ciência atual. As teorias sim, são amplamente buscadas, por sua abrangência maior e mutabilidade. Na verdade, nem é correto comparar essas duas coisas diretamente. A lei científica descreve matematicamente um fenômeno específico. Já as teorias são mais abrangentes e abordam um conjunto de fenômenos semelhantes e/ou relacionados. Uma teoria pode envolver o funcionamento de diversas leis.

            Quanto ao “Mito Drwinista” que você mencionou. Não, a teoria da evolução nunca foi refutada. Os criacionistas tentam a décadas e nada. O fato de alguns terem Phd não quer dizer nada. E nesse seu caso é uma falácia típica de apelo à autoridade. A produtividade de artigos científicos válidos pelos criacionistas sempre foi pífia. Isso explica como nunca conseguiram sequer causar dúvidas sobre o assunto. O que esses caras fazem o tempo todo é lançar livros com resumos gigantescos e ao final concluem coisas do tipo “Dada a tamanha complexidade de todo o exposto, a vida só pode ter sido gerada através de um design inteligente, fruto de uma inteligência superior.” O típico apelo à ignorância.
            Esse tipo de coisa ainda passa na criação de livros por que não existe avaliação por pares e esses conteúdos de livros não passam pelo escrutínio da comunidade científica geral.

            O máximo que esses caras conseguem hoje em dia é publicar em periódicos inferiores, com pouca ou nenhuma credibilidade, e dividem espaço com defensores do astronauta antigo, negadores do aquecimento global e autores pós-modernistas.

            Um artigo que refute a teoria da evolução, deve no mínimo sair na Nature ou Science. E deve passar pelo escrutínio da comunidade geral. Isso não aconteceu ainda. Quando isso acontecer, pode apostar que eu vou um ponto positivo para o design inteligente e vou procurar entender esta publicação. Mas isso certamente não acontecerá.

          • Cícero

            Algumas teorias realmente bem base nas Leis Científicas empíricas observáveis (tipo Gravitação). Não é o caso da hilariante religião darwinista!

            Sim! evolução é religião, e não ciência, como os próprios crentes darwinistas admitem!

            (do original)
            “At the time I rather pooh-poohed what Mr. Gish said, but I found myself thinking about his words on the flight back home. And I have been thinking about them ever since. Indeed, they have guided much of my research for the past twenty years.Heretical though it may be to say this – and many of my scientist friends would be only too happy to chain me to the stake and to light the faggots piled around – I now think the Creationists like Mr. Gish are absolutely right in their complaint. Evolution is promoted by its practitioners as more than mere science.Evolution is promulgated as an ideology, a secular religion — a full-fledged alternative to Christianity, with meaning and morality. I am an ardent evolutionist and an ex-Christian, but I must admit that in this one complaint – and Mr. Gish is but one of many to make it – the literalists are absolutely right. Evolution is a religion. This was true of evolution in the beginning, and it is true of evolution still today.”
            (RUSE, Michael “How Evolution Became a Religion: Darwinians Wrongly Mix Science With Morality, Politics.” National Post Saturday, May 13, 2000).
            Michael Ruse, an evolutionist philosopher of science who previously defended evolution as science has now stated that evolution is actually religious in nature.

            “De fato, de uma certa forma a evolução tornou-se uma religião científica quase todos os cientistas têm aceito essa teoria e muitos estão preparados a ‘dobrar’ as suas observações para com ela se encaixarem”
            (H.S. Lipson, Professor of Physics, University of Manchester, UK, “A Physicist Looks at Evolution,” Physics Bulletin, vol. 31, maio de 1980, pg.138).

            “A evolução pode ser considerada como uma espécie de religião mágica. A magia é simplesmente um efeito sem causa, ou pelo menos sem causa competente. “acaso”, “tempo”, e “natureza” são os pequenos deuses mantidos nos templos evolucionistas.”
            (Randy L. Wysong – Instrutor de fisiologia e anatomia.)

            David M. Raup, um evolucionista, admite livremente:
            “Nos anos posteriores a Darwin, seus defensores esperavam encontrar progressões previsíveis, estas ainda não foram encontradas – mas o otimismo é difícil de morrer e alguma pura fantasia tem penetrado nos livros didáticos.”
            (“Evolution and the Fossil Record,” Science, vol. 213, julho de 1981, pg. 289).

            Parece que “pura fantasia” é o termo politicamente correto para “mentiras calculadas”.

            É apenas o complô do stablishment acadêmico de forma preconceituosa e discriminadora de maioria ateia que não aceita novas ideias que as pesquisas comprovam rejeitando o mito mágico transformista darwinista.
            Justamente devido a crença ateista da maioria dos cientistas, eles precisam defender desesperadamente sua religião bizarra!

            Há dois mil anos atrás o filósofo, orador Cícero já dizia que era impossível formar um só verso de Ênio pescando ao acaso as letras do alfabeto. No entanto, vinte séculos depois Darwin diria que a evolução as cegas faz coisas muito mais espantosas. Mais complexas que a Divina Comédia ou Os Lusíadas!

            E por favor, não venha com a desculpa falaciosa de apelo à autoridade. Acaso vc tem autoridade científica pra refutar tais cientistas?? Mostre seus trabalhos, seus estudos, seu PhD, seus Nobeis então.

            Meu caro, a verdade é que não temos qualquer evidência de que os sistemas de informação presentes nas formas de vida se criaram e escreveram a eles mesmos (DNA), que a vida criou-se a ela mesma, que uma forma de vida 100% aquática passou a ser 100% terrestre, que dinossauros passaram a ser colibris! que lobos, vacas, ursos viraram baleias, que a reprodução sexual criou-se a ela mesma, em duas formas de vida semelhantes e se uniram e passaram logo a reproduzir e a gerar descendência, que chimpanzés “desceram das árvores” e passaram a ser evolucionistas, e tudo o mais que faz parte da religião mágica chamada “teoria da evolução”.
            Vcs tem a vossa fé e direito de ACREDITAR nisso. Só por favor, não chamem essas fantasias de “Ciência” porque isso não é!

            Quanto ao aquecimento global, é outra farsa!
            O que vale são as pesquisas e fatos empíricos mostrados. Por ex. o meteorologista e cientista PhD Luiz Molion (pesquise os trabalhos dele) diz bem o contrário, há resfriamento global!.
            Os oceanos estão mais frios. A terra se afasta do sol 1cm por ano. Na idade média houve um grande calor que não comentam. As mudanças climáticas são cíclicas, os polos estão aumentando o congelamento.
            Veja o frio tremendo nos EUA e China atualmente, sendo outra prova etc, etc…

          • Ricardo Ricarte

            Vendo seu comentário agora, lembrei daquele documentário, o Expelled, aonde um monte de supostos cientistas aparecem reclamando que foram censurados, ou despedidos ou tiveram sua progressão de carreira negada por defenderem o criacionismo e a teoria do design inteligente.
            Na época eu até fiquei impressionado com as declarações e procurei saber se realmente havia alguma verdade nisso. Mas o que eu descobri, me ajudou a realmente entender que tudo que essa galera do design inteligente pode fazer é chorar mesmo.
            Não produzem pesquisa séria, não apresentam argumentos sólidos, não apresentam ou buscam evidências empíricas e querem seguir as regras do jogo.
            É lógico que qualquer pesquisador que se preste a contestar uma teoria tão sólida quanto a teoria evolutiva, sem evidências sólidas, sem pesquisa séria e detalhada, sem observação…..emfim, sem nada…..esse cai vai cair em descrédito. É lógico!
            Tudo o que esses caras tem, além do PhD que você citou, é o pensamento desejoso de que suas crenças sejam aceitas no meio científico. Mas isso não irá acontecer.
            Eu não preciso me preocupar com o que qualquer um desses supostos PhD’s publicam, pelo mesmo motivo que eu não me importo com o que publicam no jornal da igreja Universal ou na revista de ufologia. Eu nem mesmo perco tempo procurando por qualquer coisa deles em algum periódico sério com a Nature ou Science, por que não tem. A nata da comunidade científica, nunca aceitou esse tipo de trabalho. Não por tradição, como eles alegam, mas por que não são científicos, não trazem novidades, não contestam com evidências sólidas ou apresentam trabalho consistente. Serão sempre pseudo-científicos até que o comportamento dos criacionistas mude e eles comecem realmente a coletar evidências que corroborem suas hipóteses. Mas infelizmente eles só sabem ficar chorando e fazendo muito barulho midiático, para que pessoas que não são do meio científico pensem que existe alguma dúvida sobre o tema.

            Meu caro, a teoria evolutiva é suportada por uma tonelada de evidências. E estão todas ao alcance. Visite um museu de história natural, por exemplo. É uma ótima forma de começar. Lá você verá os fósseis organizados por período evolutivo de diversas espécies.

            Sobre o que você afirmou, que não existem provas de evolução de seres aquáticos para terrestres, sugiro que faça uma pequena pesquisa sobre a evolução dos cetáceos por exemplo. Eles são ainda mais notáveis por que fizeram o caminho contrário, foram da terra para o mar e se tornaram os seres enormes e incríveis que vemos hoje. A ciência possui o registro fóssil completo dessa transição. Seria uma boa forma de introdução à teoria, para quem não conhece.

            Sobre os trechos que citou dos livros que citou. Nem perco tempo com isso. Os criacionistas estão sempre lançando livros, já que seus artigos nunca são aceitos (por motivos já expostos acima). Na publicação de livros, não existe avaliação por pares e nem o escrutínio da comunidade científica, portanto tornou-se um terreno seguro para esses criacionistas possam publicar suas idéias sem se preocupar com o conteúdo. Esses caras podem fazer a crítica que bem entenderem ali. Na verdade, vejo mais como um protesto. Como uma criança que não aceita jogar futebol, sem pegar a bola com a mão. É a opinião pessoal de cada um diante da frustração pela rejeição de seus trabalhos. Podem chamar de fantasia ou o que quer que seja, mas esse é o paradigma atual e vigente da comunidade científica mundial para explicar a evolução da vida nesse planeta planeta e ponto.

            Sobre negar o aquecimento global, eu nem vou entrar muito nessa questão por que eu já escrevi demais. Mas pra quem nega a evolução, não me surpreende que negue também essa teoria. Tirando o fato de que você não disse coisa com coisa, e de que existem mais de 5 mil trabalhos científicos, aceitos, sobre o tema, e que corroboram o aquecimento (vários publicados por Nature e Science) eu me limito a não aprofundar no tema..
            E já que você citou a NASA em outro comentário para provar sua argumentação, segue a página da NASA sobre as mudanças climáticas e aquecimento global (http://climate.nasa.gov/evidence/), aonde eles apresentam os principais evidências com gráficos e artigos científicos.

          • Cícero

            Meu caro, a teoria evolutiva é suportada por uma tonelada de evidências. E estão todas ao alcance…

            Por favor, então me cite alguma publicação científica, demonstrando alguma prova/evidência empírica científica sólida e irrefutável factual com visível, evidente e acentuada transformação morfológica de um ser a caminho, em desenvolvimento, para mudança em outro ser DIFERENTE, nos fósseis ou vivos (macroevolução).
            Nem precisa ser Nature ou Science.

            Sobre o que você afirmou, que não existem provas de evolução de seres aquáticos para terrestres, sugiro que faça uma pequena pesquisa sobre a evolução dos cetáceos por exemplo. Eles são ainda mais notáveis por que fizeram o caminho contrário…

            Bem, para a formidável e descomunal fé dos crentes darwinistas toda mágica transformista é possível! por mais irracional, bizarro, patético que seja… isso eu já sei.

            Os peixes se reuniram e disseram uns aos outros – bem pessoal chega de água, vamos conquistar a terra! e criaram suas próprias pernas e mudaram todo seu metabolismo e morfologia interna molecular para as devidas adaptações terrestres.
            Ora, não nos é dito ou evidenciado com provas factuais ou fósseis, qual mecanismo que gerou esses dedos, mãos, patas e pés… mas isso já seria pedir demais aos fundamentalistas darwinistas!

            O mesmo para os dinossauros: que um dia resolveram se transformar em passarinhos!

            Ou animais terrestres tipo lobos, que disseram o mesmo que os peixes e resolveram explorar as águas e magicamente deu certo virando baleias, golfinhos, morsas!
            Pergunto: então por que os outros animais terrestres extintos não se dirigiram ao mar também?

            Entre suas falácias e delírios e a ciência, eu fico com esta última, por ex.:
            Detalhes anatômicos divergentes refutam supostos ancestrais das baleias.
            Aqui, com as devidas referências científicas:
            http://www.darwinismrefuted.com/natural_history_2_15.html

            Artigo na Nature também aponta que tais seres não poderiam ter características aquáticas:

            “All the postcranial bones indicate that pakicetids were land mammals, and … indicate that the animals were runners, with only their feet touching the ground.’ (See illustration, above right.) This is very different from Gingerich’s picture of an aquatic animal! But the evolutionary bias is still clear, describing Pakicetus as a ‘terrestrial cetacean’ and saying, ‘The first whales were fully terrestrial, and were even efficient runners.’ But the term ‘whale’ becomes meaningless if it can describe land mammals, and it provides no insight into how true marine whales supposedly evolved.”
            (Muizon, C. de, Walking with whales, Nature 413:259–260, 20 September 2001.)

            E ainda na Livescience:
            “Many ideas exist for how whales evolved into different body types, but the new study, published online in the May 19 edition of the journal Proceedings of the Royal Society B, is the first attempt to unravel the mystery.”
            (livescience.com/10672-whales-evolved-blink-eye.htm)

            Os estudos científicos mais uma vez, comprovam o mito darwinista:
            “é evidente que os mamíferos marinhos apareceram com todas as suas estruturas únicas e sem forma intermédia entre elas e mamíferos terrestres. Admite embora com relutância e em linguagem evolucionista, que não há nenhuma cadeia de evolução aqui: Não é possível identificar uma seqüência de mesoniquídeos que o levam diretamente às baleias.”
            (Robert L. Carroll, Patterns and Processes of Vertebrate Evolution, Cambridge University Press, 1998, p. 329. paleontólogo).

            O cientista russo GA Mchedlidze, um conhecido especialista em baleias, não concorda com a descrição de pakicetus, ambulocetus, natans e quadrúpedes semelhantes como possíveis ancestrais da baleia , e considera-os como um grupo completamente isolado.
            (G. A. Mchedlidze, General Features of the Paleobiological Evolution of Cetacea (translated from the Russian), A. A. Balkema, Rotterdam, 1986, p. 91.)

            Podem chamar de fantasia ou o que quer que seja, mas a teoria evolutiva é o paradigma atual, aceito e vigente na comunidade científica mundial para explicar a evolução da vida nesse planeta.

            Como eu disse e mostrei acima, é apenas uma crença religiosa. É apenas um acordo ideológico em comum entre vários evolucionistas para blindar seu mito religioso (pois estão em maior número) mas se usassem os métodos empíricos e heurísticos científicos nas pesquisas para comprovar algum fato relativo a TE; não seriam evolucionistas…

            Tirando o fato de que você não disse coisa com coisa, e de que existem mais de 5 mil trabalhos científicos, aceitos, sobre o tema, e que corroboram o aquecimento

            Então a maioria deve estar SEMPRE certa??!!
            Naturalmente este tema é eivado e recheado por interesses financeiros e políticos de vários megagrupos mundiais.

            Mas já que vc não quer se inteirar dos trabalhos e estudos do pesquisador que citei (haveria outros), também não aceitarei o que a NASA (manipuladora) diz, e nem abre o link.
            Sds.

          • Ricardo Ricarte

            Olha só que interessante, no decorrer desta discussão, saiu um artigo na Nature sobre a evolução de moléculas. Isso mesmo meu caro, moléculas. Peptídeos pequenos podem se arranjar em anéis, e estes anéis se reinem em pilhas. Tal observação contemplou ainda a multiplicação e a especiação destes blocos ao longo do tempo, da mesma forma como ocorre com formas de vida complexas. Mais um pontinho para Darwin!

            Link do artigo da Nature:http://www.nature.com/nchem/journal/vaop/ncurrent/full/nchem.2419.html

            Resumo em português do artigo:http://hypescience.com/cientistas-testemunham-moleculas-evoluirem-em-tempo-real/

            Obviamente, para este artigo ter sido publicado pela nature, ele passou pelo escrutínio de outros cientistas, avaliação pelos pares, testes, revisões e investigações pelo próprio corpo editorial da revista. esta é a diferença entre as publicações de ciência de verdade e publicações criacionistas.

            Isso não quer dizer que criacionistas não possam publicar nos grandes editoriais. Vários já publicaram, mas o tema de seus trabalhos não abordava criação e/ou qualquer conteúdo religioso. Em geral, o que encontrei de publicação dessa turminha, foram trabalhos em moléculas e alguns resultados de pesquisas em aceleradores com matérias exóticas e coisas do tipo. Um trabalho destes é aceito facilmente, desde que o sujeito não caia na loucura de dizer que foi alguma divindade ou extraterrestre que crio a partícula, por exemplo.

            Você cita a NASA como exemplo para seus argumentos e quando eu refuto seu argumento usando um artigo da própria NASA, você volta atrás e à chama de manipuladora??? Você é o exemplo clássico de como os criacionistas são realmente confusos e perdidos em seu próprio raciocínio e não conseguem encontrar coerência alguma no enquadramento de suas crenças ao mundo real. Só a fé para manter essa turma ainda com vontade de discutir algo que seja científico. Sem contribuição alguma, é claro.

            OBS: Você disse que haviam trabalhos refutando Darwin e a teoria evolutiva em revistas importantes como a Science e Nature. Eu garanto que isso não existe, e de fato qualquer pessoa pode verificar isso. Essas revistas nunca aceitariam artigos pseudo-científicos. Mas caso você insista em afirmar isso, posta aí os artigos, por favor.

          • Cícero

            Vc não leu direito o artigo na Hypescience:
            “…o resultado do que começou como uma descoberta casual: “descobrimos que alguns peptídeos pequenos podem se arranjar em aneis, e estes aneis se reunem em pilhas”.

            Ora, eu nunca neguei a “especiação” – formação de novas espécies – pela seleção natural, mas isso não passa de recombinação de material genético (adaptação, ARRANJO) e não criação de algo novo/diferente com aumento de informação genética (macroevolução vertical).
            A especiação não produzirá estruturas biológicas radicalmente distintas, resultando num animal totalmente diferente – algo que é necessário para que a evolução moléculas-unicelular-peixes-mamíferos-homem que seja cientificamente válida – mas sim uma variabilidade única e abragente no fenótipo que constitui as espécies animais específicas dentro do mesmo Gênero, Família, Ordem na escala taxonômica.

            Não há qualquer evidência empírica duma acumulação de modificações graduais gerar uma forma de vida fundamentalmente distinta dos progenitores. Ou seja, os animais adaptam-se, modificam-se, cruzam-se, mas nunca deixam de ser do mesmo tipo básico original.

            Os peptídeos não deixaram de ser peptídeos com seus arranjos moleculares…, assim como as figuras do artigo mostram os tentilhões que continuam tentilhões…

            Não somente existem cientistas criacionistas/D.I. como tem publicações PEER-REVIEWED deles em periódicos científicos conceituados:
            http://www.discovery.org/id/peer-review/

            Quanta a evolução, na verdade, há farto material demonstrando as insolúveis e crescentes lacunas dessa crença ideológica/filosófica/religiosa. Ex:
            http://www.asa3.org/ASA/PSCF/1996/PSCF9-96DeHaan.html#1

            A NASA pode ter muita autoridade nas questões das leis da física, mas na questão climatológica eles omitem vários estudos e fatos paralelos, obviamente por estar envolvido muito dinheiro e interesses de grandes grupos econômicos nessa questão.

          • Ronaldo Alves

            O que mais provável?
            1) “a ciência é uma gigantesca conspiração de ateus odiadores de Deus que esconde todas as evidências contra a evolução (…) com o objetivo de avançar algum tipo de ideologia naturalista, anti menino Jesus. Sim, isso mesmo, uma conspiração envolvendo milhões de pessoas, de todos os países, culturas e religiões, que se estende por mais de um século no passado…” (http://haeckeliano.blogspot.com.br/2012/07/criacionistas-proponham-ou-calem-se.html)
            2) A afirmação acima ser uma desculpa para a falta de provas, observações irrefutáveis, razões lógicas sólidas a favor do criacionismo?

          • Ricardo Ricarte

            As leis caíram sim, em desuso amigo. Justamente pelo fato que que podem sim, sofrer alterações. Elas não são tão imutáveis. Na verdade, esse conceito de lei, nem faz muito sentido em uma realidade que está sempre em constante transformação e mutação.

            Não se elegem mais leis científicas pelo mesmo motivo que não se apontam mais seres menos ou mais evoluídos na natureza (fazendo uma referencia à evolução de Darwin que derrubou por terra a idéia de que algumas especies na natureza eram mais evoluídas do que outras). Um maior amadurecimento da comunidade científica ao longo dos anos, levou a esse maior entendimento da natureza.

            As teorias científicas são melhores justamente por que podem evoluir ou ser descartadas para uma nova e melhor explicação. Essa é a alma da ciência…evoluir e sempre apresentar o melhor entendimento da realidade.

            E sobre seu argumento de que as teorias são facilmente refutáveis. Isso só pode ser brincadeira, ou você realmente não conhece ciência. Teorias não são facilmente refutáveis, principalmente as teorias mais sólidas e embasadas com toneladas de evidências. Um exemplos simples é a teoria da evolução. Os criacionistam vem tentando à muitas décadas derrubá-la, mas nunca chegaram nem perto disso (estou até relevando o fato que eles nunca produzem nenhum estudo científico sério para pelo menos passar perto de causar alguma dúvida sobre o assunto) . E à medida que novos fósseis são descobertos e a engenharia genética melhora seu entendimento sobre DNA, temos a cada ano, novos estudos que reforçam essa teoria ainda mais.

          • Cícero

            Diga-me, desde quando essas Leis (e outras) sofreram alguma alteração?
            http://www.universitario.com.b

            Existem mais de 100 leis e constantes físicas no universo que não poderiam se formar aos poucos sob pena de nada existir ou seríamos uma eterna sopa caótica de poeira, gases e radiação. Estude sobre princípios antrópicos para permitir o universo e a vida hoje como conhecemos.

            Quanto ao mito darwinista veja acima o que escrevi para Leandro.
            Já foi derrubado por inúmeros cientistas PhD (vc é um?) que rejeitam essa fantasia travestida de ciência, incluindo inúmeros médicos/cirurgiões Alguns:
            http://www.dissentfromdarwin.org/about/

            Tudo aquilo que sabemos do DNA indica que o mesmo programa a espécie pra q esta se mantenha dentro dos limites do seu tipo genérico. As alterações genéticas q ocorrem são tipicamente pequenas e inconsequentes, ao mesmo tempo q as grandes mutações, em vez de produzirem designs novos e melhorados, são na sua grande maioria prejudiciais à sobrevivência do organismo ou no máximo geram ADAPTAÇÃO (que vai contra a evolução!) pela seleção natural mantendo o organismo original no mesmo tipo básico. Moscas continuam moscas, tentilhões continuam tentilhões, ursos continuam ursos… a ciência demonstra que todas as espécies animais têm limites rigorosos em torno do quanto que eles (ou o seu DNA) se pode alterar, mas os neo-Darwinistas insistem q desde q haja tempo suficiente, os animais se podem modificar pra qualquer coisa! – MÁGICA!

            Porque é que uma coisa tão complexa como a consciência racional, cognição, intelecto, dos indivíduos mais elevados se deu ao trabalho de “evoluir”, quando animais inferiores, plantas, insectos, bactérias e outros micróbios sobrevivem e se reproduzem muito bem sem ela?

          • Cícero

            Algumas Leis Físicas inalteráveis:
            http://www.universitario.com.br/noticias/n.php?i=14001

  • Muito obrigado por este artigo, @leandro_cardoso_bellato:disqus!
    Eu particularmente tendo a achar Dawkins um tanto arrogante e dificilmente cordial em debates quando seus opostos são pessoas que pensam diferentemente dele (em polêmicas religiosas, principalmente).

    De qualquer forma, é inegável sua contribuição para o pensamento científico, como um divulgar nato da ciência para o público leigo (ele foi um dos primeiros a quem passei a admirar por seu posicionamento ferrenho e cientificista contra a religião [há anos, quando eu era ‘ateu militante’]). Mas de tudo o que sei sobre o autor do polêmico Deus, Um Delírio, o que mais me chama a atenção é a ideia de memes. Ao mesmo tempo em que se trata de algo viral na internet, por exemplo, vejo também como uma tendência existencial, em todos os sentidos. É como se não apenas a ideia de memes nos fizesse entender a fluidez da linguagem como também nos fizesse perceber os padrões, o zeitgeist, mudando em todo o planeta. É uma ideia que casa bem inclusive com a ideia de noosfera, de Teilhard de Chardin. Nesse sentido Dawkins foi um gênio.

    • Leandro Cardoso Bellato

      Aliás, eu nem sei se o Dawkins se deu conta, mas não as religiões, pois cada qual seria um “organismo memético”, mas os elementos figurativos das religiões (e pseudociências e afins) são memes. Embora ele seja biólogo e tenha desenvolvido muito pouco a respeito do conceito de “meme”, ele abriu a porta pra muitos sociólogos, linguistas, antropólogos, psicólogos, etc, desenvolverem e refinarem o conceito inicial. Talvez daqui alguns anos ele seja curiosamente mais lembrado como o ‘pai’ dos memes do que como biólogo, se bem que eu suspeito que, dada sua fama, ele será lembrado como encrenqueiro.

  • Caruê Gama Cabral

    Este Livro é maravilhoso, definitivamente uma obra prima, gosto particularmente da teoria dos jogos abordada e do porque um comportamento moral é selecionado.

  • Cícero

    O próprio Dawkins, quando confrontado com uma pergunta que deveria ser simples para ele, não conseguiu responder. Ele mesmo chama a biologia de “o estudo de coisas complicadas que dão a aparência de terem sido CRIADAS com algum propósito.” (O Relojoeiro Cego p.1,18.)
    A pergunta aqui no vídeo; e ele em delírio tentando justificar o injustificável:
    https://www.youtube.com/watch?v=MDYo-1XoloE

    Lembrando ainda, que já são quase 1000 cientistas doutorados PHD além de inúmeros médicos/cirurgiões que rejeitam veementemente os contos de fadas darwinistas!

    As CIÊNCIAS exatas como a matemática, comprovam o mito darwinista.
    A evolução é tão absurda dado que a probabilidade do surgimento de uma molécula de DNA simples, calculada pelo Dr. Frank Salisbury, da Universidade Estadual de Utah, EUA, é de 1 em 10 elevado a 415 (1 dividido por 1 com 415 zeros à direita), o que é considerado impossível matematicamente falando.

    E considera-se já uma impossibilidade matemática 1 dividido por 10 elevado a 50.
    Mas eu duvido que a ciência mude algo para a FÉ dos evolucionistas desesperados em defender seu mantra/dogma.

    “O darwinismo FOI uma ideia interessante no século 19, quando explicações desprovidas de evidência forneceram um quadro plausível, se não apropriadamente científico, no qual nós podíamos encaixar os fatos biológicos. Todavia, o que nós temos aprendido desde os dias de Darwin lança dúvida sobre a capacidade da seleção natural criar sistemas biológicos complexos …”
    (Colin Reeves – Dept of Mathematical Sciences Coventry University).

    O Dr. Robert Clark PHD em bioquímica pela universidade Cambridge, declarou no seu livro; “Universo, plano ou acidente?”
    “É impossível quando você olha para química, física, astronomia, biologia entender o universo como obra do acaso. Mas sim, entendê-lo como uma obra projetada com engenhosidade e projeto deliberado.”

    • Leandro Cardoso Bellato

      É meio cansativo responder um comentário destes, porque ele é tão repleto de erros, possível desonestidade e falta de contexto, além de uma série de falácias, que seria necessário um texto muito longo (que seria ignorado, certamente) pra rebater ponto a ponto as bobagens ditas. Portanto vou tratar apenas de 4 pontos:

      1) Sua citação de O Relojoeiro Cego: sério mesmo que você pensa que esta citação faz alguma coisa além de argumentar CONTRA a teleologia? Porque o trecho “[…] que dão a APARÊNCIA de terem sido criadas[…]” é um ataque à visão teleológica da vida, não um ensossamento. Aproveita que está com o livro por perto e leia, te fará bem e daí nem precisa ler os outros três pontos;

      2) Vídeo: mesma coisa do item anterior, ele explicou bem a parte de não linearidade da Evolução e a ocorrência dela num processo contínuo e lento. Não vejo embaraço algum no vídeo, embora ele não tenha a desenvoltura de um grande orador, como o vídeo mostra no início, em que ele leva tempo pra elaborar a resposta. Entretanto, qual o problema com a resposta dada?

      3) Probabilidades: ignorando toda a parte de apelo a autoridade de pesquisadores exóticos e isolados, se eu pegar dez dados de dez faces (já jogou RPG?) e jogá-los simultaneamente esperando obter o número 4 em TODOS os dez dados, a probabilidade disso acontecer é de 10^100, o número cujo nome é usado pelo buscador mais famoso (gugol, “google”, em inglês). Acontece que este não é o modo como age a Evolução, porque a variação genética É aleatória, mas a Seleção Natural, NÃO (ou não seria uma seleção). É muito mais fácil obter o número 4 em qualquer um dos dez dados na primeira rodada de lances, separá-lo e jogar os outros 9. Daí separa-se os que derem 4 e jogam-se os dados restantes e em menos de uma hora TODOS os dez dados terão o resultado 4, porque você está fazendo uma pressão seletora externa agir sobre um evento randômico (resultado dos dados).

      4) Traga-me evidências, não citações, que corroborem o que você citou a respeito de improbabilidades e necessidade de um plano/criador qualquer, lembrando que, obviamente, este plano/criador qualquer postulado TAMBÉM precisa ter sua origem definida (regressão ad infinitum à vista). Neste processo, se você der uma passadinha nalgum canto pra se inteirar acerca de Navalha de Ockham seria muito útil pra te poupar a fadiga de lidar com uma tarefa árdua e infrutífera.

      • Cícero

        Caro Leandro, pra vc falar em falácias, desonestidades e bobagens vc certamente deve ter uma formação e estudos superiores às citações que postei desses cientistas (e teria muitíssimas outras!) para refutá-los. Afinal mostre-nos seus livros e prêmios Nobel evidenciando e comprovando a TE.

        1. Dawkins em sua citação, assim como inúmeros cientistas ateus, consciente ou inconscientemente percebem os belos designs na natureza e na vida.

        Na verdade, todo o universo é um desenho, e o desenho requer um Desenhista.
        Vemos que os movimentos em sua totalidade estão ligados a causa e efeito, que por sua vez estão “presos” as LEIS UNIVERSAIS previsíveis.
        TODAS evidências descobertas até hoje, mostram AS LEIS pré-estabelecidas e presenciadas, nem UMA SEQUER é aleatória, produto de acidentes desorientados as cegas do acaso, sorte, caos (acaso das lacunas) mas sim ao contrário, sendo bem previsíveis.
        É uma questão simples: tudo tende ao caos, à desordem, à inutilidade, ao desgaste pela entropia.
        Mas observe tudo em nossa volta: organismos que limpam o ar, o mecanismo de reciclagem natural da água, as estrelas nascendo, formando novos compostos necessários para a química. Resumindo, tudo na “natureza” é auto sustentável, projetado de forma muito superior às tecnologias humanas (consideradas inteligentes) que consomem os recursos até o fim. Vemos projeto, ordem e design na natureza.
        Todas as regulagens das forças elementares da física demonstram inteligência muito superior à humana.

        Tudo exibe design, complexidade, inteligência, beleza e organização. O que naturalmente requer uma Causa Ordenadora Inteligente. Atribuir tal organização a entidades não inteligentes, aleatórias, inanimadas, incognosciveis cegas é um assassinato da lógica e razão.

        Relógios exibem complexidade, ordem, desenho, harmonia e inteligência, logo, a metáfora de Dawkins remete bem a um Criador Inteligente – Designer.

        2. O problema visível é que Dawkins claramente tergiversou da pergunta específica, puxando outros tópicos – típica manobra evasiva dos crentes evolucionistas.

        Cientistas da universidade de Cambridge disseram:
        “A maioria dos estudos de evolução envolve a perda de características, e nós ainda entendemos pouco das mudanças genéticas necessária na origem de novas características”.
        Ora, se envolve perda de características como os organismos poderiam evoluir? É justamente de novas informações que a evolução precisaria, desde o primeiro ser unicelular até nós humanos com trilhões?

        “Os paleontólogos tem me convencido de que pequenas modificações não são cumulativas.”
        (Francisco Ayala – católico, Ph.D.”Evolutionary Theory Under Fire”, Science, Nov 21,1980 p.883-887.)
        Não há qualquer evidência empírica científica duma acumulação de modificações graduais gerar uma forma de vida fundamentalmente distinta dos progenitores. Ou seja, os animais adaptam-se, modificam-se, cruzam-se, mas nunca deixam de ser do mesmo tipo básico original cfe. as LEIS (e não teorias) de Mendel postulam. Bactérias continuam bactérias, coelhos continuam coelhos…

        Na verdade nenhuma publicação científica, nenhuma… mostrou alguma prova/evidência empírica científica sólida e irrefutável factual com visível, evidente e acentuada transformação morfológica de um ser a caminho, em desenvolvimento, para mudança em outro ser DIFERENTE, nos fósseis ou vivos. (macroevolução).

        3. Antes de vc falar em RPG e seus conceitos e os dados como analogia, deve lembrar que a suposta evolução não tinha nada, além do acaso e sorte para elaborar e formar os elementos químicos dos dados, desenhá-los, montá-los, especificar seus números e os detalhes etc. E quem iria determinar as leis, constantes, processos, mecanismos e caminhos aleatórios de TODAS as transformações orgânicas exatas desde uma bactéria até um humano!!?? a evolução pensa? é inteligente?
        É apenas sua fé e crença na evolução cega, irracional, amoral, impessoal, incognoscível que faria esses milagres mágicos!

        4. Até o cético e incoerente Carl Sagan também disse que a chance da vida ter surgido por acaso, em apenas 1 planeta qualquer é algo matematicamente da ordem de 1 chance contra 10 seguidos de 2 bilhões de zeros! Partindo da premissa que aqui trata-se da vida em uma forma mais simples que uma ameba. (Fonte: Close Encouters – A Better Explanation, 1977 – Clifford Wilson and John Weldon).

        Ou seja, totalmente contrária a ciência exata chamada Matemática e suas probabilidades.
        Ainda assim os ateus crêem nessa fantasia do acaso fortuito regido por forças cegas.

        Em defesa do mito darwinista e suas mágicas transformistas:
        “Não é que os métodos e instituições da ciência de algum modo nos compelem a aceitar uma explicação material dos fenômenos do mundo, mas, ao contrário, somos forçados, devido à nossa prévia adesão à concepção materialista do universo, a criar um mecanismo de investigação e um conjunto de conceitos que produzam explicações materialistas, não importa QUÃO CONTRADITÓRIAS, QUÃO ENGANOSAS E QUÃO MITIFICADAS elas sejam para os inexperientes. Além disso, para nós o materialismo é absoluto, pois não podemos permitir um Pé Divino na porta“
        (Richard Lewontin, geneticista evolucionista (1997) “Billions and Billions of Demons”, The New York Review, pág. 31).

        “Even if all the data point to an intelligent designer, such an hypothesis is excluded from science because it is not naturalistic“.
        (Todd, S.C., correspondence to Nature 401(6752):423, 30 Sept. 1999.)

        O nada, acaso, sorte, caos (entidades inexistentes) jamais iriam originar existência de grandezas como: matéria, energia, espaço, tempo, em proporções matemáticas precisas de equilíbrio como nosso sistema solar, com leis e processos e mecanismos regulatórios finos para a harmonia e vida orgânica inteligente na Terra e outras.

        O universo manifesta criação organizada e inteligente, é razoável e racional supor um Projetista Inteligente, isto é uma Necessidade!
        Uma explosão amoral, impessoal, irracional, inanimada, material ter dado origem a seres morais, pessoais, racionais e inteligentes. Do nada ao tudo, do caos a ordem, do sem sentido ao sentido.
        Na origem e ordem da vida, em leis delicadas e precisas, nas fartas evidências empíricas materiais/não materiais ao nosso redor corroboram um Criador Inteligente Pessoal.

        Há dois mil anos atrás o filósofo, orador Cícero já dizia que era impossível formar um só verso de Ênio pescando ao acaso as letras do alfabeto. No entanto, vinte séculos depois Darwin diria que a evolução aleatória às cegas faz coisas muito mais espantosas (e muitos abraçam isso como uma verdadeira religião). Mais complexas que a Divina Comédia ou Os Lusíadas!

        Amigo, creia na ciência e o que ela nos informa e demonstra.
        O físico Edmund Whittaker afirma:
        “É mais simples postular a criação ex-nihilo – vontade divina – constituindo a natureza do nada”.

        Ou seja, estando totalmente de acordo com o princípio da navalha de Occam!

        Sds.

  • Antonio Porto Rosa Filho

    Li o livro e concordei com a sugestão do autor:
    “Este livro deveria ser lido quase como se fosse ficção científica”
    Pena que ainda não fizeram nada parecido com a ficção que o livro mostra.