Bule Voador

Ateus e pagãos, vítimas do mesmo preconceito, precisam se unir

pagan-atheistObservando-se as ladainhas preconceituosas que culpam a “falta de Deus” pelas desgraças que acontecem no mundo, concluímos que não dá para ignorar que os ateus não são os únicos atingidos por tais discursos credocêntricos que arrogam às religiões monoteístas o monopólio da moralidade. Eles não são os únicos que não acreditam no deus único dos preconceituosos que não aceitam a existência de ética fora da(s) religião(ões) de deus único. Há mais pessoas vítimas desse tipo de declaração intolerante: os pagãos, ao mesmo tempo irmãos de descrença monoteísta dos ateus e portadores de um sistema de crenças peculiar.

Ao falar de paganismo e pagãos, me refiro aqui respectivamente a qualquer religião não abraâmica que tenha raízes nas tradições politeístas da Antiguidade e da Alta Idade Média – incluindo-se também o hinduísmo, o xintoísmo e religiões ameríndias e africanas nativas – e aos seus aderentes. Geralmente a máxima “O nosso Deus é o mesmo”, dita por religiosos monoteístas, não se aplica a eles, dadas as fortes diferenças entre as divindades pagãs e os deuses únicos como o bíblico e o corânico.

Quando alguém culpa a “ausência de Deus” por problemas como a violência urbana e os crimes brutais, o tal Deus é geralmente o monoteísta, o abraâmico, a personalidade central de livros sagrados como a Bíblia, a Torá e o Corão, que fundamentam as religiões monoteístas mundiais, podendo ser o “mesmo” também de tradições sincréticas como a umbanda e o espiritismo. E muitas vezes, a depender das especificidades religiosas do discurso preconceituoso, é especificamente o bíblico, aquele envolto por toda uma teologia cristã, excluindo-se até o Alá das tradições islâmicas ou o Deus dos espíritas que não sincretizam tanto com o cristianismo.

Portanto, sempre que alguém explicita ou insinua que a não crença em “Deus” seria responsável pelas desgraças humanas, são afetados todos aqueles que não acreditam nele. E nisso se incluem tanto os ateus e agnósticos, descrentes em qualquer divindade, como os pagãos, que também não creem nesse “Deus” e, ao invés, manifestam crença em outras deidades.

Pagãos e ateus não acreditam em “Deus”. Os primeiros acreditam, ao invés, em seres superiores muito distintos dele, como A Deusa e O Deus wiccanos; Odin, Thor e cia. da tradição Asatrú; Zeus, Atena, Deméter e outros da Grécia Antiga; deuses celtas como Lugh, Dagda e Kernunnos; romanos como Júpiter, Diana e Ceres; orixás como Xangô, Exu e Iemanjá; kami como Amaterasu e Susanoo; egípcios como Osiris, Isis e Horus; outras deidades como Astarte, Cibele, Enlil, Baal, El, Tengri e Marduk; entre tantos outros que dependem da tradição abraçada pelo pagão. Suas personalidades são parcial ou totalmente diferentes do Javé da Bíblia ou do Alá islâmico, assim como suas propriedades teológicas.

Por isso faz sentido se um pagão que, por exemplo, crê em Dagda e outros deuses e deusas celtas se sente ofendido e ultrajado quando um cristão fundamentalista acusa a “falta de Deus no coração” de ser causa, digamos, da violência urbana. O politeísta em questão não tem esse “Deus” em seu coração, e sim Dagda, Lugh, Kernunnos e outros.

Voltando às semelhanças entre ateus e pagãos, uma outra característica que os une é a cada vez mais robusta militância pela autoafirmação como possuidores de suas crenças e descrenças e pelo direito ao respeito enquanto descrentes no deus único dos cristãos. Ambos lutam pela tolerância religiosa – exceto talvez os neoateus fanáticos. E isso torna ainda mais relevante que unifiquem suas bandeiras do respeito às diferenças. Além de sofrerem o mesmo preconceito dos cristãos fundamentalistas, militam pela mesma causa pró-tolerância.

E uma terceira semelhança, excluindo-se os ateus antiteístas, é a rejeição ao proselitismo. Costumam concordar que a espiritualidade religiosa ou a ausência dela são frutos da experiência de vida do indivíduo, que a abraça como uma conclusão a que chegaram ao longo de sua vivência sobre com qual crença se identificam mais, sem influência direta de evangelizadores (exceto alguns ateus, influenciados por discursos neoateístas).

Portanto, vale que se comece um diálogo sistemático entre os ateus e os pagãos, para que se unam enquanto pessoas que lutam pela causa única da tolerância religiosa, da liberdade de crença e descrença, do direito de viverem em paz sem serem acusados de promover desgraças no mundo em função de não acreditarem no deus único dos fanáticos que lhes apontam o dedo podre do preconceito.

Autor: Robson Fernando de Souza
Fonte: Consciencia.blog.br

Robson Fernando de Souza
  • C. Renato C.

    Por um lado é interessante e importante a aliança entre minorias como forma de se lutar contra o preconceito religioso. No caso brasileiro, penso que a mais óbvia aliança contra o preconceito religioso deve envolver ateus, agnósticos e seguidores das religiões de matriz africana, uma vez que estes são tão discriminados quanto os dois primeiros entre evangélicos e mesmo católicos. Seguidores de religiões de matrizes orientais ou de religiões europeias pré-cristãs (como a Wicca) e de religiões ameríndias de fato também fazem parte dessa minoria religiosa discriminada, mas penso que até por serem em número relativamente pequeno no país não sofrem tão abertamente com o preconceito.

    Por outro lado, penso que dois aspectos importantes ainda devem ser abordados: 1) a luta contra o preconceito religioso pode e deve contar com pessoas de todos os credos, inclusive das religiões monoteístas. Católicos ou protestantes que não concordem com opiniões como as do jornalista Datena também devem se manifestar. 2) A luta pelo Estado laico e a aliança com grupos religiosos minoritários não deve levar a certas concessões. Por exemplo: Todas as pessoas devem ter seu direito de expressar livremente sua religião em seus templos e não ser perseguida por isso… Mas na escola, não aceito que o criacionismo cristão ou pagão seja ensinado em pé de igualdade com o o evolucionismo e se por isso quiserem me taxar de cientificista fiquem a vontade.

    • Gabriel Rodrigues

      As religiões menores, creio, só são menos populares por serem menos difundidas. Se o país tivesse maior abertura, talvez tais religiões fossem mais populares. De forma similar, acredito que muitos dos participantes, assim como os ateus, tem medo de “sair do armário”, por medo da reação da família e comunidade, por isso não sofrem “abertamente” com o preconceito, sofrendo de forma privada.

      Discordo de contar com todos os credos como aliados. Religiões tradicionais são extremamente engessadas (incluo aqui as religiões africanas!), sem nenhuma possibilidade de mudança, e só seriam aliados a medida que seguíssemos suas crenças – segue exemplo (é uma webcomic, e não uma parede de texto, pode clicar):

      http://pretmetmohammed.wordpress.com/2013/04/05/we-are-all-atheists/

  • Gabriel Rodrigues

    Andei pensando muito sobre o assunto e acredito que o texto é
    um dos únicos aqui do bule voador que propõe uma solução real para os problemas
    enfrentados pela comunidade cética.

    Ao contrário do texto, não acredito que possamos estabelecer
    laços com religiões africanas, por serem religiões impostas:

    A maioria dos pagãos o são não por imposição dos pais, ou
    exposição dentro da escola, mas chegaram à crença por conta própria. Afinal,
    não é assim que a maioria de nós nos tornamos ateus? Os dois grupos chegam
    nessas crenças por vontade própria, após descobrirem a possibilidade – no caso
    dos pagãos, a descoberta da existência de variantes modernas dos antigos
    cultos, e no caso dos ateus a descoberta da possibilidade de se declararem
    ateus abertamente sem serem hostilizados, os dois grupos sofrem represálias/ostracismo
    e são ridicularizados por suas escolhas, os dois grupos são a favor da
    manutenção do estado laico, os dois grupos são contra partidos políticos
    religiosos, os dois grupos aceitam a evolução natural de suas crenças,
    abandonando ou adotando novos elementos para se adequar aos novos tempos… o
    mesmo não pode ser dito, por exemplo, de umbandistas.

    A mesma tática já foi adotada anteriormente por nossos
    oponentes com ENORME sucesso: o que é o cristianismo senão um termo “guarda-chuva”,
    que abriga diversas seitas e religiões muitas vezes conflitantes, com o único
    propósito de inflar seus números em pesquisas e influenciar a direção política
    do país? O espiritismo é um exemplo clássico: a presença de cristo é totalmente
    dissonante dos ensinamentos, a bíblia é ignorada em favor do “evangelho segundo
    o espiritismo”, e qualquer cético percebe de imediato que a denominação “seita
    cristã” serve apenas para emprestar legitimidade.

    Porque não, então, criar um termo (e um movimento) que
    encompasse ateus, pagãos e todos aqueles que se dizem “espirituais” sem adotar
    religião alguma? Um dos obstáculos mais fortes para a adoção do ateísmo é a
    falta de um senso de comunidade – não existem feriados ateus, templos ateus,
    canções atéias, congregações, etc.

    Não seria ótimo se conseguíssemos mudar a visão da religião?
    Fazer com que as pessoas a enxergassem como sendo algo construído, algo que
    parte do indivíduo, e que não pode ser imposto por famílias e comunidades, não
    pode ser ditado por papas, aiatolás ou gurus? Essa não é, afinal, a visão que a
    maioria das pessoas tem acerca da espiritualidade, independente da religião que
    dizem seguir? Quantos cristãos realmente seguem a bíblia? A maioria
    simplesmente “segue o coração”, não é mesmo?

    Dessa forma (e em um mundo ideal, claro), acabaríamos com
    todos os feriados religiosos sem sentido, todos os privilégios de vestimenta e
    comportamento, a pluralidade de crenças seria tão grande que conceder status
    especial a um ou outro, ou aceitar qualquer coisa simplesmente porquê a “religião
    assim o diz” seria um absurdo! Aqueles que insistissem seriam marginalizados –
    que empresa iria querer contratar um funcionário com hábitos estranhos, que
    comete gafes baseadas em preceitos ultrapassados, e tira folgas por motivos
    idiotas, se pode contratar um ateu, pagão, espiritual ou neo-religioso que não
    tem nenhum desses problemas?

    • Muca

      “Um dos obstáculos mais fortes para a adoção do ateísmo é a falta de um
      senso de comunidade – não existem feriados ateus, templos ateus, canções
      atéias, congregações, etc.”

      Deveria existir coisas assim. Uma dica de leitura é o livro Religião para Ateus de Alain de Botton.

  • Ravengar

    O caso do Brasil é muito peculiar. As religiões africanas, apesar de “impostas”, como disse nosso colega Gabriel, sofrem de um tremendo preconceito por serem, justamente, AFRICANAS. “Religião de preto”.

    E tem também os seguidores de Krishna, que também são muito discriminados. Vale citar as religiões e filosofias japonesas (Konko-kyo, Tenri-kyo, Perfect Liberty, Sukyo Mahikari, Igreja Messiânica, Seicho-no-ie e outras que não me lembro agora) e o budismo, o mais próximo do ateísmo que uma crença pode chegar. Também são discriminados, por serem “religiões de japonês”.
    Há muita discordância entre essas crenças e o ateísmo, mas convém sim, unir forças com os seguidores dessas crenças e de outras crenças minoritárias (Que eu não mencionei por não me lembrar agora). Porque, todos estamos sendo atacados pelas hostes ditas “cristãs”.
    O Brasil precisa organizar algo como uma “Ação de Resistência” contra os abusos, seja midiáticos, seja mesmo físicos, contra ateus e pagãos, perpetrados por aqueles que se dizem “cristãos” e se acham os donos da verdade absoluta. E essa “Ação de Resistência” só será obtida através de uma aliança bastante abrangente, pois as minorias são várias.
    Podemos começar com um fórum de discussão na internet, o que acham?

    • Gabriel Rodrigues

      Um forum na internet é uma boa.
      Outra ideia: reunir links de comunidades pagãs (e outras religiões de “livre escolha”) para que possamos propor essa ideia por lá.

  • Xoán Fuentes Castro

    Os meus olhos não verão
    uma terra sem preconceitos e sem afirmações como as do Padre Marcelo Rossi. Com
    que facilidade se elevam os mortais às alturas do infinito! Quanto simplismo
    desaforado na procura programada do ser supremo! Quanto afão por vestir de arlequims
    os supostos entes sobrenaturais ou infranaturais para os disfarçar com os nossos
    trapinhos! Porque tanto medo ante o feito real e nobre de sermos humanos? De
    onde vem isso de que a “falta de Deus” é “uma das causas” da violência urbana?
    A nenhum deus lhe repugna o sangue. Os ritos “sagrados” se fornecem de sacrifícios
    cruentos e nem Júpiter, nem Jehová, nem Allah, nem Baal…vertem uma bágoa pelas
    vítimas. A propria igreja católica nos faz, em certo sentido, antropófagos. Ela
    nos dá a comer o corpo de Cristo e a beber o seu sangue. Os “deuses” são
    imortais. A peripécia humana é nossa e nós a devemos resolver. Justiça e
    humanismo é o que precisamos. (Perdão pelo meu galego-brasileiro)

  • PP Hubner

    Se unir em relação ao quê e para quê? Se a questão for a desestigmação de certas visões espirituais não-hegemônicas (não estou falando do rancor ou revanchismo institucionalizado por meios estatais) talvez o diálogo seja possível, mas muito da agenda “progressiva” e “humanista” pode ser vista como estranha ( e até mesmo como cripto-cristã) por vasta parte dos pagãos. Se houver um diálogo ele poderá talvez ser colocado em pontos muito específicos. Agora, há o que ganhar de ambos os lados se houver diálogo (e não aceitação unilateral de uma agenda política), JÁ EXISTE uma problematização do laicismo na comunidade pagã, e acho que esse trabalho crítico de ambos os lados pode ser muito frutífero.
    ( Ver: http://parahybapagan.wordpress.com/2013/01/21/laicismo-e-pseudo-laicismo/)

  • Vinicius

    No caso da Liga Humanista Secular, não sei se é o caso de união com grupos religiosos, quaisquer que sejam. Talvez seja melhor o apoio (não a união) a qualquer grupo de pessoas que sofra qualquer tipo de preconceito real. Bem como a manutenção do direito de adesão de qualquer pessoa, independente de crença, como já é estatutariamente assegurado.

  • Eu sou Ateu e tenho pagina no facebook fazendo apologia ao Aborto e legalização da maconha (ateu e maconheiro ninguem merece rsrs), eu sempre falo em nossos Grupos, devemos nos “UNIR” afinal somos minoria, ateus,homoafetivos, pró aborto, maconha.. Mas eu entendo os REACIONARIOS afinal eles sao doutrinados , destituidos de seu proprio Eu, sao marionetes nas maos de “profissionais da fé”, e contudo uma de minhas frases favoritas é: POSSO SER CONTRA SUAS IDÊIAS MAS MORREREI DEFENDENDO O SEU DIREIT EM TE-LAS POIS, SUA LIBERDADE ESTEDE A MINHA AO INFINITO.. pena que nem todos pensem assim.

    • Camila Minuzzi Zanchetta

      Tá aí mais um obstáculo à união de ateus e pagãos…Estamos falando em diversidade religiosa e escolha sobre crer ou não. E vc já quer incluir no debate temas como liberação às drogas, homossexualidade e aborto. Puxa vida, protestos funcionam, mas têm que ter foco. A união perde a seriedade, quando não se tem foco nas reivindicações. Até porque nem todo ateu e pagão é favorável à maconha; nem todo ateu e pagão faz “apologia” ao aborto; e já conheci muitos ateus homofóbicos. Esses são temas distintos. Quando se coloca a luta por diversidade religiosa misturada a outras lutas fora do assunto, se “diminui” a seriedade e o foco do que se pretende. #ficadica

      Obs: Eu não sou homofóbica, apenas acho que a luta pela causa gay é uma coisa; e a luta pela diversidade religiosa é outra. Às vezes, as causas se misturam, pelo fato de que o paganismo aceita a diversidade sexual em seus praticantes, ao contrário das religiões abraâmicas. Mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

      Obs2: Liberação de drogas e aborto são temas importantes de serem debatidos, mas separadamente do tema “diversidade religiosa e aceitação do ateísmo”. Até porque, são temas extremamente polêmicos e que dividem opiniões mesmo entre pagãos e ateus.

      Temos que nos unir por causas específicas, se não o manifesto vira manifestA……………

  • roberto quintas

    Eu até ensejaria uma aproximação com os ateus, mas volta e meia deparo-me com propagandas, textos ou comentários de neoateus, como os de Homero Ottoni, mostrando a dificuldade de algum diálogo produtivo.

  • Camila Minuzzi Zanchetta

    Se a crença em um Deus monoteísta realmente melhorasse a vida das pessoas, os islâmicos, judeus e cristãos no geral viveriam em clima de paz e amor, mas não é o que acontece…Os seguidores das religiões abraâmicas estão entre os povos que mais manifestam e vivenciam a violência. Lutam entre si por território, por preconceito e por intolerância religiosa. Quantos criminosos se dizem religiosos? Basta ler a bíblia para ver que, assim como há ensinamentos de amor, tbm há incitações à maldade e a violência, ou seja, esse Deus da bondade absoluta não existe nem mesmo na bíblia.

    Eu creio em Deus, creio que é uma consciência tão grandiosa que até hoje nenhum povo conseguiu desvendar. Ele/Ela é tudo, está em tudo, contempla em si ambos os sexos, o bem e o mal…Cada povo tentou interpretar da sua forma…Enquanto alguns chamaram de um único Deus e lhe atribuíram forma e sexo, outros não conseguiram juntar tamanha grandiosidade em uma coisa só, então interpretaram esse Deus(a) como sendo muitos e muitas…Esses povos entenderam cada fenômeno da natureza como uma deidade diferente. Quem está certo? Eu acho que todos…São só formas diferentes de se perceber o mesmo Deus(a). Então pra que brigar? Cada um tem sua forma de perceber e se conectar à divindade…

    Por que as diferentes religiões simplesmente não se aceitam? Por que tanta perseguição, se poderia ser tão fácil coexistir? É pq a ganância e a sede de poder não deixam. Quando uma religião cresce a ponto de se misturar ao poder político, ela se torna intolerante. Foi assim com o paganismo grego e romano na antiguidade. Foi assim com o cristianismo na Inquisição, e é assim até hoje no Oriente Médio. A história nos mostra que a mistura de religião com poder dá cacaca. As religiões devem ser manifestação cultural dos povos e dos indivíduos, mas nunca, jamais devem ter poder político. Somente uma política laica pode abraçar a todos os cidadãos, respeitando sua diversidade religiosa e cultural.

    Por hoje é só…Boa noite^^

  • Flavia

    Texto antigo q me chegou em boa hora! Sou ateia e tenho uma amiga q acredita nos deuses da Grécia antiga, esses dias estávamos comentando sobre intolerância religiosa e parece q ela sofre mais preconceito do q eu. Chegamos à conclusão q para os cristãos acredita em vários Deuses é pior do q não acreditar em nenhum.

    • Muca

      O problema do paganismo é que além ser uma “coisa não-cristã”, é uma religião “estranha”, o que dá mais espaço para os cristãos fanáticos ridicularizarem a pessoa mais ainda.

  • José

    Tadinhos dos ateus e pagãos que são atacados por esses cristãos opressores que morrem decapitados na maioria de países islâmicos e de maioria ateísta que não garantem dignidade e proteção aos cristãos que são atacados pelos islâmicos.