Bule Voador

Quando a superstição consegue se passar por ciência: o Reiki

Fonte: Campelog

Autor: Felipe Campelo

Editor: Eduardo Patriota Gusmão Soares

Reiki - o poder da impostação das mãosIntrodução: Para entender as alterações biológicas do reiki, o psicobiólogo Ricardo Monezi Julião de Oliveira testou o tratamento em camundongos com câncer. “O animal não tem elaboração psicológica, fé, crenças e a empatia pelo tratador. A partir da experimentação com eles, procuramos isolar o efeito placebo”, diz. Para a sua pesquisa de mestrado na USP, Monezi escolheu o reiki entre todas as práticas de imposição de mãos por tratar-se da única sem conotação religiosa.

Depois de sacrificados, os animais foram avaliados quanto a sua resposta imunológica, ou seja, a capacidade do organismo de destruir tumores, de acordo com o tratamento recebido (impostação x placebo). Os resultados mostraram que, nos animais do grupo “impostação”, os glóbulos brancos e células imunológicas tinham dobrado sua capacidade de reconhecer e destruir as células cancerígenas.

Isso me impressionou, confesso. Como um trabalho assim é aprovado numa banca de mestrado da USP? Assume-se que o trabalho tenha atendido às exigências da academia e seu conteúdo seja válido e procedente. Mas, talvez, a banca examinadora não tenha conhecimento de diversos trabalhos já feitos na área. Antes de começar a montar uma pesquisa a respeito, Fábio Campelo escreveu em seu blog um breve texto refutando alguns pontos centrais da pesquisa, bem como nos trouxe referência de muitos estudos que apontam para resultados inconclusivos ou definitivamente nulos quanto à eficácia do reiki.

Um ótimo texto para quando você precisar discutir com os terapeutas “alternativos”.

*****************************

Antes de passar à discussão, convém definir o que é Reiki. De acordo com o artigo da Wikipédia(a) (traduções e grifos meus):

(Reiki é uma prática espiritual desenvolvida em 1922 pelo budista Japonês Mikao Usui. O Reiki utiliza uma técnica comumente conhecida como cura pelas mãos como uma forma de medicina alternativa e complementar, e é ocasionalmente classificada como medicina oriental por entidades profissionais. Através do uso desta técnica, o praticante de Reiki afirma poder transferir energia curadora, na forma de ki, através das palmas das mãos.)

Em outras palavras, o praticante de Reiki abre as mãos sobre uma determinada parte do corpo, se concentra, e afirma poder manipular ou transferir energias vitais para o paciente, de forma tratar e curar as mais diversas moléstias. Isto torna o Reiki parte de uma corrente conhecida como Vitalismo, cuja premissa é a existência de algum tipo de energia vital que pode ser manipulada ou alterada por adeptos ou praticantes de certas artes. O fato de nenhuma destas energias vitais – ou seus efeitos – jamais terem sido observadas de forma objetiva em mais de 200 anos de investigação científica (Ben Franklin e outros cientistas já investigavam uma modalidade de vitalismo conhecida como magnetismo animal no final do século XVIII, com conclusões fortemente negativas) coloca a plausibilidade prévia deste tipo de modalidade em um valor bastante baixo. Para maiores informações, sugiro ler aquiaqui,aquiaqui, e principalmente aqui (este último fala de Emily Rosa, a pessoa mais jovem a publicar um artigo no prestigioso Journal of the American Medical Association, descrevendo o protocolo e testes utilizados para examinar uma modalidade conhecida como toque terapêutico, extremamente similar ao reiki).

 

Reiki na Literatura Científica

Suponhamos entretanto que possamos ignorar o fato de que estas energias jamais foram detectadas e que não há qualquer plausibilidade fisiológica ou física para sua existência. Dezenas de estudos foram realizados para testar a eficácia do Reiki (e outras modalidades de vitalismo) ao longo dos anos. O que a literatura médica tem a dizer quanto a isto?

Uma revisão da literatura publicada em 2008[1] examinou 205 estudos potencialmente relevantes utilizando Reiki para o tratamento de uma série de moléstias. Dentre estes 205 estudos, apenas 9 possuíam os critérios mínimos de qualidade metodológica para inclusão na análise (randomização, cegamento duplo, descrição detalhada do protocolo utilizado, etc.). Os critérios de seleção empregados na revisão foram:

(Testes randomizados e controlados foram incluídos no estudo nos casos onde o estudo foi conduzido em humanos, tanto recebendo somente reiki quanto reiki associado a uma modalidade convencional de tratamento. Testes onde o reiki foi comparado contra qualquertipo de grupo controle foram incluídos. Testes onde o reiki foi utilizado como parte de intervenções complexas [N.T.: isto é, em associação com muitos outros fatores ou tratamentos] foram excluídos. Estudos onde o objetivo era desenvolver metodologias dos procedimentos de reiki, sem variáveis clínicas de resposta definidas, foram excluídos. Aqueles que não reportaram dados ou comparações estatísticas também não foram utilizados. Restrições de língua não foram impostas. Dissertações e resumos foram incluídos. Cópias impressas de todos os artigos foram obtidas e estudadas completamente.)

Após o agrupamento dos dados e subsequente análise dos dados, os autores concluíram:

(Concluindo, a evidência é insuficiente para afirmar que o reiki seja um tratamento efetivo para qualquer condição. Assim sendo, o valor do reiki [N.T.: enquanto terapia] permanece sem provas.)

Em uma outra revisão da literatura publicada no próprio Journal of Alternative and Complementary Medicine[2] (que não é sequer um dos mais rigorosos em termos de evidência) concluiu que:

(As severas limitações metodológicas e de publicação dos escarsos estudos existentes sobre reiki não permitem alcançar qualquer conclusão definitiva a respeito de sua eficácia.)

Outros estudos de grande volume a respeito do uso de reiki para intervenções diversas foram organizados pelo National Center for Complimentary and Alternative Medicine, e são listados no NCCAM Watch. Os resultados obtidos também são pouco animadores:

Reiki para tratamento de fibromialgia:
Encerrado em 2005.
Conclusões: reiki não foi considerado eficaz no tratamento de fibromialgia.

Reiki em pacientes com AIDS em estágio avançado:
Concluído em 2003.
Conclusões: os resultados não foram publicados na literatura (o que já diz muita coisa).

Reiki para neuropatia dolorosa e fatores de risco cardíaco:
Concluído em 2004.
Conclusões: os resultados não foram publicados na literatura (de novo, já diz muita coisa).

Qualquer um familiar com a literatura científica, e em particular com a literatura médica, consegue entender claramente o que está implicado em todas estas conclusões: a despeito dos quase 90 anos de prática, não há na literatura nenhuma evidência que o reiki funcione melhor que um placebo similarmente aplicado, e que qualquer efeito específico se deve à sugestão do paciente (ou à autosugestão do praticante). Mais recursos para o leitor interessado podem ser encontrados aqui (em texto) e aqui (episódio 29 do excelente podcast Quackcast).

Os Experimentos da Revista Galileu

Mas e os experimentos descritos na reportagem da Galileu? Não representariam uma nova vertente na pesquisa do reiki? (a esta altura, o leitor observador já deveter percebido quepesquisa do reiki provavelmente é uma área tão científica quanto aerodinâmica de unicórnios). Bem, como diria Mark Crislip, lets look at the facts:

A reportagem trata principalmente dos experimentos do psicobiólogo (!) Ricardo Monezi a respeito dos supostos efeitos do reiki em ratos com câncer induzido. Nas palavras de Monezi:

“O animal não tem elaboração psicológica, fé, crenças e a empatia pelo tratador. A partir da experimentação com eles, procuramos isolar o efeito placebo”

Reiki (quase um Hadouken)

Monezi, que segundo seu CV Lattes trabalhou com metodologia experimental, de cara já coloca uma afirmação que não é tecnicamente verdadeira: animais estão sujeitos *sim* a efeitos similares ao placebo! Este fenômeno é conhecido já há bastante tempo na pesquisa veterinária e médica, e é muito bem explicado aquiaqui e aqui. De forma breve, o placebo não precisa ocorrer necessariamente no indivíduo (humano ou não) receptor do tratamento. No caso de pesquisa com animais, por exemplo, estudos que não sejam duplo-cegos (ou seja, onde o animal de teste não sabe se recebeu tratamento ou controle, mas o administrador da intervenção sabe), observação seletiva e tendências pessoais (a famosa e quase inevitável tendência à confirmação) são praticamente garantidos.

Há outras formas através das quais efeitos similares ao placebo podem ocorrer em pesquisas com animais, mas não vou me alongar demais nisto: quero chamar a atenção aqui é para o fato de que, de acordo com o que podemos inferir da reportagem, os experimentos de Monezi carecem exatamente do tipo de controle duplo-cego que menciono acima, o que – como expliquei – abre as portas para a infiltração de todo tipo de tendência pessoal nos dados.

A métrica de avaliação dos resultados descrita (capacidade do organismo de destruir tumores) é vaga o bastante para não permitir uma discussão mais a fundo em relação a este aspecto. Quaisquer que sejam as especificidades da métrica utilizada, entretanto, o não-cegamento do experimentador invalidaria completamente o protocolo experimental utilizado.

Outra razão para uma saudável dose de ceticismo é o fato de o trabalho descrito na reportagem não ter sido publicado em nenhuma revista científica com revisão por pares – muito menos naquelas em que resultados tão impressionantes como os relatados deveriam estar – JAMA, NEJM, talvez até a Nature. Embora o pesquisador tenha defendido sua dissertação de mestrado sobre o assunto, o fato de seus resultados não terem sido publicados na literatura técnica especializada (onde estariam sujeitos às críticas e comentários da comunidade científica em geral) não costuma ser um indicador de qualidade em pesquisa.

Examinando um pouco mais de perto a dissertação do Ricardo Monezi (onde os experimentos comentados na Galileu são relatados), observei alguns outros aspectos perturbadores:

1) a revisão da literatura em terapias energéticas é feita de forma completamente crédula, sem nenhuma referência a trabalhos refutando estas modalidades (como, por exemplo, o da Emily Rosa no JAMA);

2) o tamanho amostral utilizado (20 indivíduos/grupo) foi pequeno o suficiente para que flutuações estatísticas pudessem ser significativas, mesmo descontando os outros problemas metodológicos;

3) como eu havia suspeitado, na descrição da metodologia utilizada não há nenhumamenção ao cegamento dos experimentadores ou dos responsáveis pelas análises posteriores. Ao contrário, a descrição do procedimento inclui as seguintes imagens, também reproduzidas na reportagem da Galileu:

Fotos do experimento com Reiki
Nem sinal de cegamento do experimentador

4) não há também nenhuma referência a medidas para prevenir contaminação cruzada das amostras;

5) O teste estatístico utilizado (Student t) requer a satisfação de premissas fortes, que não foram validadas durante ou após a análise estatística (normalidade, igualdade de variâncias, independência das amostras).

5.a) Nota 1: os dados reportados na dissertação me permitiram verificar a premissa da normalidade para a maioria dos conjuntos. Entretanto, a premissa de isoscedasticidade – isto é, igualdade de variâncias – foi violada brutalmente em todos os testes realizados, o que possivelmente implica na não-validade do teste-t utilizado, a menos que precauções extras tenham sido tomadas – o que não foi reportado no texto.

6) Ainda na parte da análise estatística: o autor falhou em corrigir seus valores de significância para múltiplas hipóteses. Além disto, o trabalho testa uma grande quantidade de hipóteses mal-definidas, frisa aquelas onde anomalias foram observadas, e busca – na discussão final, a posteriori da execução dos experimentos – ajustar quaisquer conjecturas às observações, o que é uma prática falaciosa de análise conhecida como caça por anomalias;

Conclusões

Os experimentos e resultados relatados na revista Galileu não fornecem evidências suficientes para quaisquer afirmações a respeito do efeito do Reiki em ratos com tumores. A literatura médica possui refutações bastante definitivas desta prática, tanto de um ponto de vista de plausibilidade biológica quanto de efeitos clínicos. Reiki é uma modalidade de pensamento mágico pré-científico, e pessoas deveriam gastar seu tempo ou dinheiro com coisas mais produtivas e eficientes.

Para aqueles que tem o hábito de argumentar que “pelo menos não faz mal”, sugiro uma consulta cuidadosa aos arquivos do What’s the Harm.

(a) – Em tempo: o artigo da Wikipédia em Português é escrito a partir de um ponto de vista completamente crédulo em relação às medicinas alternativas em geral, e ao Reiki em particular. O artigo equivalente na Wikipedia em Inglês, geralmente muito mais bem embasada, traz uma seção sobre a completa falta de validade do Reiki de um ponto de vista científico.

[1] M. S. Lee, M. H. Pittler, E. Ernst, “Effects of reiki in clinical practice: a systematic review of randomised clinical trials“, International Journal of Clinical Practice 62(6): 947–54, 2008.

[2] S. vanderVaart, V.M.G.J. Gijsen, S.N. de Wildt, G. Koren, “A Systematic Review of the Therapeutic Effects of Reiki“, The Journal of Alternative and Complementary Medicine 15(11): 1157-69, 2009.

Bule Voador
  • Concordo plenamente que o reiki, assim como o “passe” dos espíritas, não tem nenhum fundamento científico. Mas não concordo que somente a ciência tenha resposta para tudo. O “pensamento mágico” também tem sua força, o que não é admitido pelos cientistas obviamente, mas funciona. O erro do rapaz foi tentar dar fundamentação espírita a algo que se explica somente pela “lógica” e “racionalidade” do pensamento mágico. A ciência é autorreferente. Somente o conhecimento produzido pela metodologia científica é científico. Com todo respeito à ciência e a esse tipo de conhecimento, não é o único que existe. O pagé de uma tribo indígena, com suas ervas e suas “práticas mágicas” consegue muitas vezes os mesmos efeitos que a medicina com todo avanço científico existente.  

    • julieta

      Concordo inteiramente com você, Antonio Margarido. O sábio sabe que nada sabe. Acontece que esses ” cientistas” , só acreditam no que vêem, eles não SENTEM.

      • Camila

        Não há problema nenhum em acreditar no que se sente. Há problema em querer chamar isso de ciência, quando já existe outra palavra: crença.

        • Renato Anhaia

          Não adianta, pessoas de baixo desenvolvimento cognitivo não vão compreender mesmo.

          • Goretti Venso

            A ignorância surge do fato da humanidade aceitar qualquer coisa que alguém escreve como a verdade ultima, Fazer da verdade dos outros a sua. O fato é que os ditos “MISTÉRIOS INSONDÁVEIS”, é para que o ser se feche, se acomode e não busque, “A SANTA IGNORÂNCIA”. Antes de dar sua opinião busque conhecimento, ignorar que existe uma consciência que rege todo o universo é como estar cego!
            “Muitas pessoas têm dificuldade em identificar as crenças que estão por trás da auto sabotagem. Para saber as crenças basta ver as atitudes. Estas crenças podem estar gravadas profundamente no inconsciente e atuando continuamente na vida da pessoa, impedindo qualquer mudança e progresso”.

    • Bruno

      Lógica e racionalidade nada tem a ver com pensamento mágico, que é abstrato e irracional. Você falha ao falar em pensamento mágico, como se fosse algo cabal. Não é. Não existe pensamento mágico, não existe mágica, não existe milagre. A ciência estuda e nos dá respostas, o pensamento mágico é crença emocional e só, nada tem de palpável.
      O que existe, no caso citado por você, é o efeito placebo. Plantas medicinais existem e são cientificamente comprovadas, por possuírem algum princípio ativo capaz de tratar sintomas ou até mesmo doenças, mas não pense que o pajé de alguma tribo indígena conhece a planta por causa do pensamento mágico, eles conhecem plantas medicinais pela tentativa e erro. Imagine quantas pessoas morreram até que eles encontrassem uma planta que pudesse curar tal doença. A ciência encurta esse caminho, separando e analisando os princípios isoladamente, testando e detectando os fatores curativos.
      Pra finalizar, o pensamento mágico nunca criou nada tecnológico, não foi o pensamento mágico que nos deu a luz elétrica, o chuveiro aquecido, o computador ou a internet. Isso tudo é fruto da ciência. Se dependêssemos do pensamento mágico, viveríamos em cavernas esperando um raio atingir uma árvore para termos fogo.

  • CogniteTute

    Antonio Margarido: “Com todo respeito à ciência e a esse tipo de conhecimento, não é o único que existe. O pagé de uma tribo indígena, com suas ervas e suas “práticas mágicas” consegue muitas vezes os mesmos efeitos que a medicina com todo avanço científico existente.  “

    Dois erros aqui, me parece. Primeiro, ninguém defende que o conhecimento científico é o “único” que existe, mas sim que, em relação a confiabilidade (e a respeito do universo material, concreto), a ciência é o melhor que temos.

    E como não há evidência de existência de nada além do universo material e concreto, qualquer coisa nesse sentido tem validade restrita, apenas para quem defende determinado “conhecimento” alternativo.

    O segudo problema é mesmo concreto, com relação ao pagé. Isso simplesmente não é verdade, e as evidências são claríssimas a esse respeito. Nenhum pagé, em lugar ou época alguma, chegou sequer perto da eficácia do avanço científico. Aliás, é apenas por isso, pela eficácia demonstrada, que preferimos a ciência a pajés.

    A expectativa de vida, com pajés (em qualquer época, cultura ou sociedade antiga, ou atual) e sem ciência, tem sido constante em nossa história, entre 25 e 30 anos. Com ciência, e sem pajé, mais de 80. A mortalidade infantil tem acompanhado nossa espécie da mesma forma como a maioria dos mamiferos, quase 50% (48%, no Brasil, em 1900). Com ciência, um pouco mais de 10 em cada mil nascimentos.

    Sim, pajés tem conhecimento de ervas e de algumas formas de cura. Acumularam esse conhecimento por meio de tentativas e erros (muito mais erros) ao longo dos milênios, mas também acumularam erros e distrações, que mais atrapalham que ajudam na cura ou tratamento. Ervas aplicadas, a dança para os ancestrais é perfeitamente dispensável em termos de efeito, mas um pajé não tem como ‘saber’ disso, e vai manter os acessórios inúteis pelos séculos. Ervas também tem muitas substâncias diferentes, nem todas benignas, mas pajés não tem como saber, ou isolar, apenas as que ajudam.

    E isso não se aplica apenas a medicina, mas a qualquer conhecimento sobre o universo. Nenhum pajé, ou membro da tribo, poderia descobrir do que é feito o Sol, sem usar a ciência e seu conhecimento acumulado. Ou operar um apêndice supurado, ou controlar uma infecção grave, ou se comunicar com alguém do outro lado do planeta instantâneamente, etc, etc.

    O que se pode “sem ciência” é muito limitado. O computador que usa para escrever para este blog, é impossível, sem ciêcia. Seu automóvel, sua expectativa de vida. A expectativa de vida em tribos se contato com “brancos” é a mesma de nossos antepassados, 25/30 anos. E a mortalidade infantil também, quase 50%.

    A atual expectativa de vida das tribos do Xingu subiu para 50 anos, devido ao esforço em levar “ciência” a elas, mas algumas ainda não passam de 45, como os Ka’apor.

    A ciência não é apenas um “conjunto de conhecimentos” confiável, mas principalmente uma forma de “validar” conhecimento, qualquer conhecimento, O que nos leva a outra mensagem, de outro debatedor.

    Marcio Sheibel: “Acredito que o fato de nada ser provado não significa que não há nada lá. Coisas que as vezes parecem mágica séculos mais tarde são explicadas. Em hipótese alguma estou dizendo que o Reiki faz algum sentido, apenas procuro não estar cego para os dois lados.”

    Não há “dois lados”, há uma forma de validar, analisar, testar, uma alegação, uma forma rigorosa e confiável. Escolhemos essa forma, desenvolvemos essa forma, devido simplesmente ao fato de ter se mostrado eficaz. Se a alegação sobreviver a isso, se torna “científica” e é aceita como confiável, muito confiável. Se o Reike passasse pelos testes, seria incorporado ao conhecimento dito científico sem problema. Ou a homeopatia, ou a urinoterapia.

    Não é uma “briga” de “dois lados”, um tentando vencer o outro. É uma forma de testar um conhecimento tão eficaz, confiável, seguro, que mesmo o “outro lado” deseja, fortemente, passar por isso e receber o título de “científico”.

    O problema é que muitas das alegações que desejam a confiabilidade dessa classificação, não desejam encarar o mesmo rigor exigido para qualquer alegação. Drogas “alopáticas” (não gosto do termo, é incorreto) e tratamentos ditos “convencionais” não são “aceitos” por serem “científicos”, no sentido de serem defendidos por cientistas, mas por terem passado, e sobrevivido, a esse rigor extremo. E centenas de drogas “alopáticas” são recusadas, todos os anos, por não passarem. Os que as desenvolvem, entretanto, não alegam “perseguição” da ciência, nem exigem respeito por “ambos os lados”. 

    Eles apenas voltam ao laboratório para melhorar seus testes e protocolos, e tentar sobreviver ao rigor da próxima vez.

    Coisas que “parecem mágica” sempre existiram. Mas é esse o ponto, sempre “existiram”. Mesmo que não se pudesse explicar o que eram, ou como ocorreiam, seus “efeitos” existiam, e efeitos podem ser mensurados.

    Isso fica claro no texto acima. O autor começa ignorando o fato de que NÃO sabemos de mecanismos que possam ser usados para explicar o Reike, mas PODEMOS/PODERÍAMOS detectar seus efeitos, se forem/fossem reais. Isso funciona para TUDO que se alegar existir: efeitos.

    Se “orar por cura” funciona, podemos jamais saber por que, ou que deus ou entidade sobrenatural causa essa cura, MAS podemos DETECTAR o aumento das curas para as pessoas que recebem ou fazem orações. Estudos indicam que isso não ocorre, entretanto.

    Um fantasma poderia ser “provado”, mesmo que sua natureza seja totalmente indetectável, desde que causasse um efeito, qualquer efeito, a partir de sua existência.

    Mas se não causa, nenhum efeito, e não pode ser detectado de nenhuma forma, que diferença há entre um fantasma assim, e nenhum fantasma? Entre um dragão invisivel com fogo frio, e um dragão inexistênte?

    A ciência não está descartando o Reike “para sempre”, esta descartando enquanto não forem demonstradas existências de evidência deste. 

    Um abraço.

    Homero

    • Bruno

      Sensacional, escreveu tudo o que eu penso mas não tive a paciência de sintetizar em um texto. A crença no sobrenatural nunca vai passar de crença, porque o que não se manifesta não pode ser provado, logo, só vai existir a aqueles que creem. Seu texto ficou sensacional, Homero. Parabéns.
      E aos que creem no Reiki, continuem crendo, mas não esperem que o reiki vá receber status de cura mágica cientificamente provada. Não vai. Nunca.

  • carlos

    felipe quem????

  • Virginia Magioli Rodrigues

    O REIKI tem fundamento cientifico sim, na Fisica Quantica
    – consultem o trabalho de Deepak Chopra
    – nos hospitais de oncologia ja têm gabinetes de Reiki há mtos anos

    ja para não falar que é uma Terapia reconhecida pela Organização Mundial de Saude desde 1961

    E PAREM DE FAZER EXPERIênCIAS EM ANIMAIS E DE SACRIFICA-LOS!!!!!

    • Anderson Leão

      você sabe o que é física quântica? supondo que você sabe, como então ela explica o Reiki? Todo mundo adora evocar o nome da física quântica para explicar fenômenos sobrenaturais, mas ninguém entende por definição o que é física quântica e a que ordem de grandeza da natureza ela se aplica.

      Dica: a resposta está na palavra quantum.

      Ps.: Se você acredita que experimentos em animais não são válidos e terapias alternativas realmente são uma boa, desista então de tomar qualquer medicamento convencional e passe a se tratar apenas com terapias alternativas em protesto.

      • julieta

        é o que muita gente faz com ótimos resultados.

        • John

          E mais gente ainda com resultados catastróficos. O que é esperado quando o único efeito em jogo é o placebo.

          • Dario Francisco

            Poderia citar um resultado catastrófico? Gostaria muito de saber de algum.

      • Rodrigo d’Alincourt

        Anderson se você for definir o que uma ciência faz simplesmente pelo nome que foi dado a ela vai acabar limitando demais sua aplicação científica. Física Quântica, como outras ciências estuda o Universo (inclui-se aí tudo o que você sabe sobre Terra, Sistema Solar etc.) Estando dentro desses limites e pelas linhas de pesquisa que conheço a respeito dentro da própria Física Quântica, sim ela pode ajudar a explicar diversos fenômenos, inclusive aqueles que são considerados sobrenaturais, e que de sobrenaturais não tem nada, somente a nossa falta de conhecimento a respeito, e de tecnologia suficiente para estudarmos. Já foi assim com os microorganismos, mas aqui estamos, não me surpreenderá muito, se descobrirmos novas dimensões no futuro.

        • Renato Anhaia

          A antiga falácia da Física Quântica, puta que pariu! Por favor, quando vocês vão parar de serem idiotas?

          • Rodrigo d’Alincourt

            Antiga falácia Renato? Conte-me mais o que você sabe sobre Física Quântica. Caso não saiba esse é um dos ramos mais recentes da ciência em desenvolvimento. Mas enfim, até bem “pouco” tempo seres humanos acreditavam que a Terra ficava no centro de tudo, estude mais e fale menos…

          • Ricardo Vogel
          • Rodrigo d’Alincourt

            Cara usar blog como referência é bem tosco…mas já que você gastou tempo com o tio google parente do nosso “Aurélio”, faz uma busca sobre experimentos onde a consciência manipula a realidade, tenta aquele bem antigo sobre o observador influenciar a dualidade onda partícula da luz, e depois segue para os outros pode ser que abra a sua mente. Se não abrir velho paciência, você é só mais um que crê na ciência dogmática, assim como os religiosos fervorosos.

          • Ricardo Vogel

            Cara, são blogs de primeiríssimo nível, não há nada de tosco nisso, pelo contrário.. acompanho-os como leitura complementar há muitos anos, portanto não há busca superficial do nível ‘Aurélio’ como vc alega.. antes de criticar, leia as referências que te passei, pfv, pois refutam exatamente esses ‘experimentos’ que vc citou.. deixe de ser preguiçoso, e dá uma lida, vai.. e pare de falar bobagens, pq senão vai passar vergonha!

          • Ricardo Vogel

            .. e aliás, antes de continuar passando vergonha, sugiro verificar sua falácias que acusam a tal ‘ciência dogmática’ aqui.. https://simetriadegauge.blogspot.com.br/2013/10/10-argumentos-que-voce-nao-deve-usar-em.html

          • Ricardo Vogel

            como copiei este aqui como resposta ao post geral (e não a esse especificamente), talvez tenha lhe passado despercebido.. então, aqui vai sua ‘dualidade onda-partícula’ bem explicadinho.. http://www.universoracionalista.org/charlatanismo-quantico/

          • Rodrigo d’Alincourt

            Amigo já li os artigos nos quais o blog se baseia, e infelizmente o autor tenta deturpar dando uma visão mais “científica”, se é que fica compreensível para você. Muito parecido com o que vejo quando um pastor quer falar dos ateus, utiliza-se da sua visão para diminuir ou “invalidar” o pensamento do outro.
            Há falhas graves na interpretação e até mesmo tradução de alguns termos científicos, como: “ação sobrenatural a distância”, o termo de Einstein está mais para fantasmagórica do que para um “supernatural”, mas enfim é você quem escolhe suas leituras.
            Não lembro se mencionei, mas sou da área científica, e não estou com falácias, já estudei Filosofia da Ciência, etc, etc, etc e depois de 20 anos no meio apenas tento dizer pro povo acadêmico e afins para irem mais devagar, justamente pra não cometer os enganos que nos chateiam tanto quando se trata do lado oposto, em que um religioso vem falar mal deste ou daquele trabalho científico.
            É preciso admitir, o método científico não é perfeito e falho, dependendo do tema de estudo, e há N situações no universo visível que nós ainda não temos tecnologia para avaliar, e em se tratando de alguns tipos de energia temos muito o que percorrer. Creio que é isso, não tenho blogs de estimação, ainda uso métodos antigos de busca direta às revistas científicas, nelas a tal “Sociedade da Terra Redonda” não é muito bem quista. Abraço.

          • Ricardo Vogel

            Perceba, o autor não tenta ‘deturpar’ nada, pelo contrário, não faz nada além de esclarecer. E o que há de errado com a visão científica? Limitações a parte, afirmo que ‘toda a nossa ciência comparada com a realidade, é primitiva e infantil – e, no entanto, é a coisa mais preciosa que temos’, citando aqui um ilustre físico alemão que viveu no século passado, e cujo nome vc mesmo fez menção. Não há problema algum em ‘diminuir ou invalidar’ o pensamento do outro, afinal, isso é o que acontece quando se dá chance ao contraditório. Se seu pensamento for invalidado, cabe aceitar e seguir em frente. Isso chama-se honestidade intelectual, e que está normalmente atrelada à maturidade emocional. Sobre o ‘fantasmagórica´ versus ‘sobrenatural’, o efeito prático é q não há diferença entre um termo e outro ao ilustrar o conceito de entrelaçamento quântico. Esse preciosismo semântico de forma alguma invalida a sentença, tampouco o artigo. Portanto, não há falhas ‘graves’ como vc alegou. O fato de vc ser da área científica não te deixa imune a falar/concluir bobagens, isso seria um mero ‘apelo a autoridade’ (ou seja, mais uma falácia). Adicionalmente, há aspectos da nossa sociedade que precisam ser defendidos, e a ciência é uma delas. Esse é um contraponto legítimo aos avanços das religiões no campo acadêmico (como ensinar criacionismo ao lado de evolução nas escolas) e das pseudociências (como dar credibilidade a ‘medicinas alternativas’). De qq forma, já satisfaz o fato de vc acompanhar revistas científicas como fonte primária; apenas cuide que possuem níveis de rigor diferentes, o que é claro, não impede de haverem fraudes científicas entre essas publicações (aspecto o qual o próprio mecanismo científico acaba corrigindo com o tempo).

          • Rodrigo d’Alincourt

            Certo, certo, então de tudo o que pude analisar do seu discurso a única pessoa correta, e com “honestidade” intelectual seria o senhor correto? Amigo, como disse antes, tudo bem é a sua crença siga em frente, mas tome cuidado pois muitas das suas “certezas” infelizmente irão perecer com o tempo…vai por mim, já fui como você e não vale a pena.

          • Ricardo Vogel

            Negativo! Ou vc está equivocado, ou apenas tentando me fazer parecer o que não sou. Note que há diferenças entre arrogância/prepotência e autoconfiança/segurança. De forma a esclarecer, declaro que procuro ser sempre intelectualmente honesto sim, e não ficarei aqui de falsas modéstias. Até porque, não foi fácil passar pelas fases que antecederam esse meu atual posicionamento. Mas nada impede de vc tbm o ser. Afinal, essa não me é uma prerrogativa exclusiva, tampouco essa sua aparente carência/falta precise ser permanente. E não há ‘certezas’, mas sim níveis de confiabilidade e/ou graus de segurança, obtidos a partir de mecanismos amplamente consagrados (como é o caso do método científico, por exemplo). Não tenho problema nenhum em enfrentar quebras de paradigmas, mesmo que estes sejam socialmente dominantes. Digo isso porque, ao invés de simplesmente adotar ‘crenças’, prefiro desenvolver ‘entendimentos’. O caminho é sem dúvida bem mais longo e árduo, mas no meu caso, tem valido muito a pena.

          • Ricardo Vogel

            Negativo! Ou vc está equivocado, ou simplesmente tentando me fazer parecer o que não sou. Não confunda prepotência/arrogância com autoconfiança/segurança. Procuro ser sempre detentor de honestidade intelectual sim, e não ficarei aqui de falsas modéstias. A constante exposição ao contraditório auxilia bastante nisso. Porém, esse não me é um atributo exclusivo, tampouco permanente; vc também pode adotar essa postura, de forma a preencher essas suas faltas/carências. Isso lhe permitirá discutir/questionar princípios (e dogmas), incluindo os científicos, de forma franca e impessoal. Afinal, não tenho problema algum em quebrar paradigmas, incluindo aqueles academicamente dominantes. Digo isso sabendo que não há ‘certezas’, e sim níveis de rigor e de objetividade/subjetividade e, por consequência, graus de confiança envolvidos. Perceba que ao invés de adotar ‘crenças’, é sempre melhor buscar ‘entendimentos’. Esse é um caminho longo e árduo, mas no meu caso, tem valido muito a pena.

          • Rodrigo d’Alincourt

            Entendo. A última palavra também deve ser sua então? Okay, como minha mãe, sempre sábia diria, leva a taça amigo. Você não percebeu que tenta “contra argumentar”, trocando adjetivos, mas a bola de neve só aumenta, perceba suas falhas e fraquezas, não és o detentor da verdade, assim, como qualquer um de nós. Poderíamos fazer afirmações se a humanidade tivesse alcançado todo o conhecimento possível sobre o cosmos, mas apenas engatinhamos. Por isso, humildemente peço desculpas, se me fiz entender com arrogância, é justamente o contrário, afirmações demais são sempre perigosas. Como disse, não se preocupe, já passei por isso, e vejo muito de quem fui em seus textos. Um dia você vai entender o que estou falando. Um grande abraço, e siga o seu progresso.

          • Ricardo Vogel

            Não, vc mostrou que não entendeu! Não há uma disputa de egos, ao menos não no meu caso. Me divirto com um bom debate, sim. Gosto da discussão rica, aquela em que há avanços na troca de conhecimento. Mas você insiste em concluir erroneamente minhas colocações, ou pior, em deturpá-las a seu favor. E se vai profetizar sobre minha posição no futuro, já mostra que suas desculpas pela ‘arrogância’ são vazias e desprovidas. Então pare de querer esconder ignorância e fraca argumentação, ao travestir-se com o manto da humildade. Isso é vil e baixo, na boa.

          • Rodrigo d’Alincourt

            Estou “de boa”, mas parece que seu ego sim, ele se incomoda. Você já parou pra ler tudo o que escreveu? Não vi debate algum, apenas jargões técnicos, tentativas de reduzir o discurso do outro, em que você sempre se coloca como o certo todas as vezes. Até substituir adjetivos como arrogância por autoconfiança você tentou, no caso eu seria o arrogante não?.
            Mas continuando…

            Na sua cabeça um punhado de artigos, mal reproduzidos em blogs são suficientes, me impressiona como a juventude de hoje adora a palavra falácia, parece que alguns cursos tem ensinado desta maneira. Olha se alguém falar algo contra o que você aprendeu pode contar que é falácia…
            Eu poderia selecionar “N” artigos que contrapõem exatamente os links que foram postados, inclusive uns de parapsicologia que estudam a interferência da consciência nos resultados de vários experimentos, que estão na Nature e não vi em suas citações, será que a intenção era mesmo o debate?
            Pois é amigo, parte dos acadêmicos brasileiros estão acostumados a “debater” monologamente. Debate se faz apresentando todas as ideias a respeito do tema, pois assim podemos debatê-las, e não com uma visão pseudo-fundamentada, com apenas determinado aspecto que agrada mais, assim fica mais para defesa de tese, e sempre sobra para a banca.

            Mas enfim, esse nunca foi meu objetivo, faço isso todos os dias com os colegas nas Universidades. Apenas relembrando minha intenção, era deixar claro que o método científico é falho e, sendo assim, não é perfeito, por este mesmo motivo não devemos ser presunçosos em achar que sabemos tudo, afinal a humanidade chegou onde está através da tentativa e do erro, e não de 100% de acertos.

            Agora uma observação, de quem tem algumas disciplinas de psicologia no curriculum: não fui eu que falei a seu respeito, você já deixou bem claro pela forma de escrever, de tentar impor sua crença, sua experiência como ser humano ou whatever, que demonstra o jeito que és atualmente. E como disse, me identifiquei, pois já fui assim. Dizer que você vai mudar não é “profetizar”, soa até estranho de alguém que se diz já tão culto nas ciências, mudar faz parte de nosso ciclo biológico, e um indivíduo que não muda de pensamento é por que parou no tempo e deixou de estudar, bem longe da arrogância que me acusas, e da suposta falta de informação que achas que tenho.

            Enfim Ricardo, como na música e em outras áreas do conhecimento, “menos é mais”. Evite julgamentos, leia seus comentários, e tente se enxergar, vai melhorar muito seus futuros debates, e garanto que vai enriquecer a conversa se você conseguir manter a cordialidade sempre.

            Sei que você gosta de ficar com a última palavra para se sentir o vencedor, então fique à vontade, este é meu último texto. Desejo lhe paz e muito sucesso em sua caminhada. Abraço.

          • Ricardo Vogel

            Vc usa e abusa de malabarismos pseudointelectuais, Rodrigo. Eu nunca disse que a ciência é perfeita. Eu nunca disse que sou o dono da razão. Eu nunca disse que não estava disposto a mudar meus pensamentos. Pelo contrário, releia o que escrevi, pois está claro o bastante. E ainda pediu pra eu ler o que escrevi, mas parece q vc não fez o mesmo: quis imediatamente debochar/ridicularizar minha contribuição pelos blogs que postei, ao usar termos como ‘tosco’, ‘tio google’ e ‘religiosos fervorosos’.

            Interessante é que são exatamente pessoas como vc, que são inseguras e de auto-estima duvidosa, que confundem auto-confiança com arrogância. Como consequência, causa esse desconforto que vc estampa em seus comentários. Incomoda, não é mesmo? Pois é, acostume-se. A não ser que prefira ficar nos círculos que demonstra frequentar, onde nem ler (digo livros densos) as pessoas fazem. Pela redação, vc claramente não tem o hábito da leitura de obras robustas e complexas, isso já está claro.

            É preciso paciência e persistência para lidar com gente que diz ter ‘passado da fase’ das ciências e hoje abraçam parapsicologia e outras pseudociências, como se isso fosse uma evolução; e que criam resistência frente ao termo ‘falácia’ (por que será, né..). Isso apenas mostra que vc não estuda nem conhece ciências o suficiente, nem ao mesmo lógica argumentativa, fato que auxiliaria ao menos em mantermos o nível da conversa (a qual já apontei, vc abriu numa réplica em tom de deboche). Se assim o fosse, se estudasse mais, vc apresentaria argumentos plausíveis, não porque simpatiza com eles, mas porque esclarecem e convencem.

            Por fim, não é o fato de ‘ter a última palavra’.. nessa armadilha do tipo ‘vaca amarela’ q vc armou apenas pra sair pela tangente, eu não caio. Enquanto vc falar bobagens, vou sempre contestar, simples assim.

          • Ricardo Vogel

            Eu nunca disse nem dei a entender que sou dono da razão. Ou que a ciência é perfeita. Ou que não mudo meu pensamento. Essas são manobras de quem carece de argumentos plausíveis, e que precisa de malabarismos para ter a sensação de que está ‘saindo por cima’. Aliás, sugiro a vc também reler suas colocações, começando pela réplica da minha recomendação de blogs. Afinal, tentar debochar de minha contribuição com termos como ‘tosco’, ‘tio google’ e ‘religiosos fervorosos’ apenas mostra o tom que vc quis dar a nossa conversa, já de início. Dito isso, a ‘batata quente’ da ‘arrogância’ está novamente em suas mãos.

            Se tanto te incomoda o termo ‘falácia’, vale estudá-las antes de emitir opiniões e declarar essa resistência infundada, típica de quem foi pego ‘com as calças na mão’. Depois de fazer a lição de casa (ou seja, estudar lógica argumentativa), volte e releia suas colocações. Estou certo de que muitos equívocos lhe saltarão aos olhos. E como já passei dos 40, agradeço em me colocar na categoria da juventude. Certamente, minha curiosidade é a ela equivalente.

            Ainda, nada impede de trazer ‘todas as ideias ao debate’. O problema não está aí, mas na forma como essas são defendidas, e por consequência, discutidas. Parâmetros axiomáticos e epistemológicos precisam ser definidos, e muitas vezes, constantemente realinhados. Isso é comum em discussões mais complexas, e por afirmar ter algum conhecimento em psicologia, vc já deveria saber disso. Mas ao contrário, insiste em projetar em mim sua intransigência frente a afirmações sólidas, em detrimento de opiniões frágeis e superficiais.

            Caso o autor dos estudos por vc citado seja o Dean Randi, ele simplesmente aplica a embromação de palavras permeada por livres associações arbitrárias, sendo amplamente criticado pelos seus pares por esse motivo. É preciso tomar cuidado ao extrapolar fenômenos quânticos para grandes escalas, pois não funciona assim. Procure antes entender o princípio da incerteza de Heisenberg, e outros postulados quânticos igualmente contra-intuitivos.

            E se alguém realmente conseguir relacionar entrelaçamento quântico com mente/consciência de uma forma convincente, provavelmente ganhará o Nobel de Física, o prêmio de 1 milhão de dólares da Fundação Randi e conquistará o respeito e admiração da comunidade científica. Por enquanto, temos apenas vendedores de Best Sellers e documentários no nível ‘What the bleep do we know?’ e ‘O Segredo’, que seduzem as mentes mais desavisadas e que, de forma predominante, compõem o público leigo (também chamado de grande público).

            Por fim, não cairei na armadilha da ‘vaca amarela’, pois demonstra apenas sua tentativa de sair pela tangente. Dito isso, fique certo que se vc continuar falando bobagens por aqui, irei apontá-las sem pudor algum.

          • Ricardo Vogel
    • Bruno

      Não tem fundamento científico nenhum. Reiki é pseudo-ciência. Deepak Chopra é um médico guru indiano, o que o trabalho dele tem de científico?

      • Antonio Pinheiro

        o que é fundamento cientifico? O que vem a ser um medico guru indiano?

        • Bruno

          Aquilo que é fundamentado na ciência, o que pseudo ciências como homeopatia e Reiki não são. Ele é formado em medicina, mas possui características de um “guru”, com todo o papo de espiritualidade e os caralho a quatro. Não levo a sério. Reiki, como toda pseudo ciência, utiliza jargões e palavras tipicamente científicas pra tentar dar um certo ar científico, mas de ciência não tem nada.

    • j, Camila Jabs

      Você com certeza não sabe o que é Física Quântica.

    • Ricardo Vogel
  • Não adianta explicar algo para alguém que não quer entender, ainda mais hoje em dia que virou modinha ser cético e ateu.Quem conhece a técnica do Reiki ou também conhecida como passe mediúnico nos centros espíritas sabe dos benefícios espirituais e físicos que ela proporciona, dá uma sensação de leveza muito boa, então saiam de trás do computador e vão conhecer algo antes de ficar aqui opinando, obrigada!

    • John

      Eu conheço e mantenho a opinião de que é placebo. Melhor estudar um pouco antes de ficar aqui opinando. De nada.

    • Bruno

      Efeito placebo, cara jumenta. A modinha não é ser cético ou ateu, a modinha hoje em dia é não usar o bom senso. Acreditar em homeopatia e energia das mãos… Sinceramente.

      • Simone

        Então tem um monte de médicos que deveriam ser presos já que são Médicos Homeopatas e que o CRM tenta a todo custo atribuir como uma exclusividade médica.

        • Bruno

          Meu tio é médico, formado na Santa Casa. Ele possui duas especializações. Um amigo dele era homeopata, acreditava cegamente na homeopatia, ele desenvolveu um tumor e recusou-se a se tratar com a medicina convencional, ficou só na homeopatia. O resultado? Morreu.
          Não adianta, homeopatia NÃO É MEDICINA. Homeopatia é boa vontade, só funciona com quem acredita muito.

          • Rosana

            Ai, Bruno, desculpa, mas qual a garantia que vc tem de que ele não morreria com a medicina convencional? TODOS os dias morrem pessoas com tumores tratados pela medicina convencional. É uma escolha pessoal e deveria ser respeitada o tipo de tratamento que se quer receber, afinal, morrer todos vamos né?

          • Bruno

            Realmente o Câncer é uma doença que, dependendo do caso, existem chances remotas de cura. Mas jogando números ao vento, digamos que se uma pessoa tem possibilidade de cura de 70% com a medicina tradicional, essa chance cai pra menos da metade se usarmos a homeopatia. Não adianta, homeopatia pode até ter lá sua eficácia em algumas coisas, mas pra uma doença séria como o câncer o tratamento tem que ser agressivo.
            Sinceramente, eu não tenho um pingo de crença nos efeitos curativos da homeopatia, pra mim não passa de efeito placebo.

          • Rosana

            Então, acho válida a sua forma de pensar. Mas voltando para o científico, mesmo que houvesse 1% de chance de cura com homeopatia, não existe um procedimento científico que possa te dizer que ele não faria parte de esse 1% e muito menos de que estaria nos 70% de chance de cura do tratamento da medicina tradicional que tem sucesso ou nos outros 30% que não tem, você não concorda?

            Sabe, eu realmente me preocupo com essa “ditadura” da medicina tradicional em não permitir escolhas individuais (e muitas vezes não existe essa permissão). Eu prefiro me tratar com qualquer coisa que com quimioterapia e se eu assumo o risco de morrer, poxa, sacanagem não me proporcionarem o livre-arbítrio, não acha?

            Eu acredito que é muita bobeira querer o respaldo científico por parte dos reikianos (dentre os quais pretendo me incluir), mas acho que se for buscar isso precisa MESMO seguir os métodos.

            Agora método é método, né? Todos questionáveis por algum ponto de vista (e se alguém considera um método inquestionável, precisa urgente de estudo sério de história da ciência) e quando eu vejo alguém não reconhecendo um estudo porque não seguiu um determinado método (salvo em caso de fraude) é porque está um pouco longe do pensamento científico. Se o cara não usou o método tal e vc só reconhece se usar, beleza vc dizer que, a partir do ponto de vista das pessoas que consideram apenas esse método como válido, o que foi proposto é ineficaz. Agora dizer que apenas um método é ciência quando se tem pares discutindo determinado estudo e validando esse estudo, fica complicado.

    • Rodrigo d’Alincourt

      Acho que qualquer extremismo pode ser chamado de ignorância, tenho compaixão do fanático religioso assim como do que se diz ateu, já que o conhecimento atual não nos permite afirmar qualquer coisa a respeito de Deus. Enfim, apenas repetindo, afirmar qualquer coisa em nome da ciência, simplesmente confiando no seu empirismo, é tornar essa ciência tão dogmática quanto qualquer fanático faz com sua religião.

    • Victor

      A principal “arma” dos Ateus recentes para explicar qualquer fenômeno “estranho”: Efeito Placebo.

      • Bruno

        Não é fenômeno estranho, é efeito placebo. Efeito placebo possui uma definição: “Placebo (do latim placere, significando “agradarei”) é como se denomina um fármaco ou procedimento inerte, e que apresenta efeitos terapêuticos devido aos efeitos psicológicos da crença do paciente de que está a ser tratado”.
        Ou seja, se a pessoa tem uma doença psicossomática ou acredita fielmente que está sendo tratada, o corpo age e acaba fazendo com que ela melhore, sendo que em nada teve a ver com o remédio, oração ou cura xamânica que tenha sido ministrada. Existem princípios ativos que combatem doenças, existem princípios em algumas plantas ou ervas, mas normalmente, em quantidade mínima, se comparado a dosagem das drogas. Pode ser que se tratar com chá de ginkgo biloba surta efeito em uma patologia mais fraca, mas tratar câncer com homeopatia é excesso de boa vontade.
        Enfim, homeopatia é efeito placebo puro.

  • Rodrigo d’Alincourt

    Infelizmente, muitos deveriam repensar sua posição no mundo e, principalmente, no universo. Critica pela critica não resolve nada, dizer que fulano é melhor por que publicou na Nature ou outra revista qualquer não comprova que estudo x ou y é melhor que outro de revista com menor publicidade. Vejo muitos se acharem donos da verdade quando falam de ciência, mas esquecem que a própria ciência não deve ser dogmática. Procure ler artigos sobre fraudes nas grandes revistas que foram mencionadas, até mesmo nelas isso ocorre com relativa frequência.

    Outro ponto que deveria ser levado em consideração reside nos conhecimentos provenientes de outras áreas como os da física quântica, que hoje considera muitos dos temas de filme de ficção como uma grande possibilidade de existirem, caso do teleporte de fótons, viajem no tempo por buraco de minhoca, multiversos. Então limitar nossas mentes em um único ponto, focar em um assunto tão específico e esquecer todo o resto a sua volta, me parece uma visão científica um tanto dogmática. Abrir-se as possibilidades é essencial para o avanço científico, que ainda está engatinhando os primeiros passos.

    Deveríamos nos prender ao que a ciência atual é capaz de estudar, lembre-se que a humanidade tem limitações gigantescas em relação a tudo aquilo que estudamos. Já cometemos atrocidades neste percurso de alguns milhares de anos, então tomar cuidado com as afirmações de qualquer natureza é sinal de inteligência.

    Fazer afirmações como pude observar no texto acima é cometer a mesma ignorância que fanáticos religiosos cometem só que em nome da ciência. Um fenômeno não deve ser descartado, deve ser estudado, e se não chegamos a uma resposta definitiva, esse objeto de estudo é no mínimo desafiador e interessante.

  • Guest
  • Albert Hoffmann

    Pesquisa revela poder da energia liberada pelas mãos

    Energia liberada pelas mãos consegue curar malefícios, afirma pesquisa da USP

    http://portal.rac.com.br/noticias/index_teste.php?tp=correio-escola&id=/107097&ano=/2011&mes=/11&dia=/25&titulo=/pesquisa-revela-poder-da-energia-liberada-pelas-maos

    • Nilo Nogueira

      Caro Albert, leia a matéria.

  • Camila

    Rodrigo e reikianos: a Quântica estuda o comportamento das partículas subatômicas. Não existe absolutamente NADA de místico na Física Quântica. É uma teoria puramente embasada em ferramentas MATEMÁTICAS (i.e. houve o desenvolvimento de uma teoria matemática extremamente complexa para explicar o comportamento de partículas subatômicas), o que realmente me deixa curiosa… como pode a matemática ser sobrenatural?

    Uma coisa que eu não entendo é POR QUE vocês (pró-medicina alternativa) não ficam satisfeitos em titular a medicina alternativa simplesmente como… MEDICINA ALTERNATIVA? Qual a dificuldade em aceitar que isso não é ciência? Claramente vocês não são familiarizados com a ciência.
    Cada um no seu quadrado.

  • Lucas Borges

    Desculpe, mas usar Wikipedia, em um artigo com tantos embasamentos “científicos” para desqualificar a tese de mestrado apresentada, é no mínimo estranho…

    Para mim, todo o seu artigo já perdeu credibilidade desde o início, com este “lapso”…

    Sabemos que wikipedia é uma enciclopédia livre …

    Sobre toda esta discussão cientifica em relação ao Reiki e sua energia de cura, acredito que ainda a comunidade científica não dispôe de mecanismos para comprovar sua eficácia (como ocorreu em tempos remotos de inquisição, onde sujeitos que tentavam provar que a Terra era Redonda, foram duramente castigados….e tantos outros exemplos bizarros…).

    Tanto que nos últimos anos, pipocam na imprensa denúncias sobre publicações ditas “científicas”aprovadas por revistas de renome, e por “cientistas”conceituados…

    http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/estudo-falso-e-aceito-para-publicacao-em-mais-de-150-revistas/

    Mas que alguma coisa acontece com o Reiki, isso acontece. Quem aplica, ou recebe, sabe. Quem medita, percebe como os efeitos mudam após uma iniciação simples. Não acho que seja simples efeito placebo…é simplificar demais efeitos tão grandes.

    Participo de um ambulatório semanalmente de Reiki, e vejo de perto pessoas largando medicamentos tarja preta, anti-depressivos utilizados a décadas, em pouquíssimas sessões, e sem efeitos colaterais.

    É no mínimo simplório demais atribuir tais efeitos a mero placebo, mesmo para pessoas altamente racionais e discrentes sobre terapias alternativas.

    Como explicar isso? Sinceramente, eu também não sei!

    Gostaria que também comentasse sobre o vídeo abaixo, cujo palestrante cita que o Reiki foi adotado em hospitais públicos da Espanha:

    https://www.youtube.com/watch?v=UcS8_XoHuBU

    OBS.: O mesmo autor deste trabalho de mestrado, Ricardo Monezi, apresentou também um doutorado com expressivos resultados de alterações em idosos, no combate ao stress. Estas alterações, que foram medidas por instrumentos científicos, também são fruto de placebo?

    http://www.reikitradicional.com.br/arquivosPDF/Tese%20de%20Doutorado%20-%20Ricardo%20Monezi%20-%202013%20pr.pdf

    • Bruno

      Perceba que você citou os maiores efeitos, em doenças psicológicas. Medicamentos tarja preta, estresse. Enfim, tudo isso é curado por simples efeito placebo. O dia que uma sessão de reiki curar um tumor maligno em estágio terminal, eu vou reconhecer a eficácia do mesmo. Até lá, continuo com minha opinião, de que é tudo efeito placebo, que a eficácia está mais na pessoa que recebe estar receptiva, do que na pessoa que faz o tratamento.

      • TheEdoftheWorld

        “Enfim, tudo isso é curado por simples efeito placebo”.
        Sério mesmo? Poxa, Bruno, bora fechar todas as produtoras de remédios psiquiátricos, então? Aliás, junto, vamos desmanchar todas as faculdades de psiquiatria do mundo? Aproveita e acaba com 80% das de psicologia junto. Vamos trabalhar apenas com placebo!! Afinal, se tudo isso é curado por simples efeito placebo, e só câncer é doença, temos aí milhares de empresas e faculdades (dentre elas, todas as maiores do mundo, aliás) completamente charlatãs, ganhando dinheiro às custas da ignorância alheia.

        • Bruno

          Bela falácia do espantalho, bravo!

          Bom, vamos lá, existem doenças psicológicas que têm razão química, como por exemplo a depressão, que na maioria das vezes é por defeitos hormonais. Em meu argumento, me referi às doenças psicossomáticas, que, normalmente, são ligadas a grandes baques psicológicos. Existem pessoas que desenvolvem câncer por motivos psicológicos, nestes casos, acreditar que está tomando um remédio pode reverter um quadro, mesmo que, na verdade, a pessoa esteja ingerindo uma pílula de farinha. Algumas plantas possuem efeitos curativos, claro, em seu estado natural, os efeitos são bem menores do que o o das drogas alopáticas, que têm o efeito do agente potencializado para maximizar seus efeitos.
          Em momento algum eu disse que não existem pessoas que se curam por pseudociência como reiki ou homeopatia, mas veja bem, são a minoria. Fitoterapia e Alopatia ainda são métodos bem mais efetivos do que remédios extremamente diluídos ou “o poder de cura das mãos”.
          Claro, cada um acredita no que quiser, mas na minha visão racional, são pura balela.

  • Dirci Freitas Gomes

    Dentro de um consultório praticando reiki a 18 anos, veriquei excelentes resultados, em meus clientes, e para mim esta é a principal prova de sua eficácia

    • Bruno

      Que não prova nada.

    • Nilo Nogueira

      Dirci, eu pratiquei meditação por 10 anos, e mais uns 5 não muito a sério antes disso, eu já me tratei com imposição de mãos, acupuntura, cristais e florais, trabalhei em livraria e editora do ramo alternativo e minha vida pessoal e profissional era toda voltada para estes temas.
      Eu SEI o quão doloroso é mudar de opinião sobre algo que rege e dá sentido às nossas vidas, a decepção das pessoas próximas, o estresse e no seu caso até a sua profissão. Mas se você quer a verdade, os estudos feitos utilizando a metodologia científica de modo correto podem te dar um bom panorama.
      Faça você mesma um estudo utilizando a metodologia científica, sem vícios, utilizando um grupo controle, com aplicação “duplo cego”, utilizando uma amostragem suficiente e todos com o mesmo problema e com o mesmo histórico. Comprove por você mesma, não caia na tentação de uma prova baseada em expectativas como “Verifiquei excelentes resultados”, senão, como disse o Bruno, isso não vai provar nada, apenas te fornecerá um afago no ego ávido por provas daquilo que queremos crer.
      E feito este teste, seja sincera com você mesma e publique seus resultados. Se forem positivos e sobreviverem às críticas dos especialistas da área, garanto que, no mínimo, você ganhará um Nobel, mas se forem negativos, deixe de trabalhar com isso e de iludir, mesmo sem querer e com ótimas intenções, aos seus pacientes.
      E se você não tiver tempo ou dinheiro, ou energia para esta pesquisa, não dedique sua vida a algo refutado de maneira tão sólida.
      Abraços.

  • Isa

    Gente o que importa não é a cura mas sim como o paciente enfrenta todo processo da doença. Se o Reiki consegue trazer bem estar e melhora a capacidade do paciente em se manter positivo perante o tratamento alopata já é um grande feito. Temos sentimentos e se manter tranquilo e em paz é o que realmente importa.

  • Dario Francisco

    O Reiki é reconhecido e recomendado como terapia complementar pela Organização Mundial da Saúde desde 1962. Seus resultados são, grande parte das vezes, visíveis e indubitáveis, testemunhos não faltam. Infelizmente falta ao autor, talvez travado pelo seu ceticismo, uma pesquisa mais aprofundada sobre ciências quânticas, embora suas afirmações já sejam desconstruídas, pragmaticamente, na experiência dentro desta micro partícula do universo em que vivemos.

    • Victor

      Assim como o credo em excesso, o ceticismo em excesso trava a pessoa de forma que, com suas próprias certezas, fica mais distante do que chamamos de “Verdades”.

      • Bruno

        As verdades as quais você se refere, são relativas. Uma verdade: a teoria da gravidade. É impossível negar a existência da gravidade. Uma meia verdade: Reiki. Pra quem acredita, é verdade, pra quem não acredita, não é verdade. Pra ciência, é pseudo ciência: boa vontade em excesso polvilhada com conceitos e palavras de cunho científico.

    • Victor

      Um crente, pesquisa em favor de sua crença, e um cético, pesquisa em favor de sua descrença. Já um homem severo, pesquisa em favor à “Verdade”.

    • Bruno

      Falou, falou, falou e não falou nada. Discurso puramente vazio. Esse papo de que é reconhecido pela OMS desde 1962 é papo pra boi dormir, só sites sobre Reiki possuem essa informação, ou seja, não vale de nada. É a mesma coisa que um site nazista dizer que o nazismo é apoiado pela ONU desde 1930, ou seja, conflito de interesses. Cometes uma falácia ao dizer que seus resultados são visíveis e indubitáveis, mas não apontar nenhum estudo SÉRIO sobre o assunto. É muito fácil falar sem provar, posso dizer aqui que comer nozes aumenta o pênis e que, em sua grande maioria, os resultados são visíveis e indubitáveis. Cadê a prova?

  • Goretti Venso

    A ignorância surge do fato da humanidade aceitar qualquer coisa que alguém escreve como a verdade ultima, Fazer da verdade dos outros a sua. O fato é que os ditos “MISTÉRIOS INSONDÁVEIS”, é para que o ser se feche, se acomode e não busque, “A SANTA IGNORÂNCIA”. Antes de dar sua opinião busque conhecimento, ignorar que existe uma consciência que rege todo o universo é como estar cego!
    “Muitas pessoas têm dificuldade em identificar as crenças que estão por trás da auto sabotagem. Para saber as crenças basta ver as atitudes. Estas crenças podem estar gravadas profundamente no inconsciente e atuando continuamente na vida da pessoa, impedindo qualquer mudança e progresso”.

  • Amanda

    Se fossemos listar as discordâncias obtidas pelos estudos científicos, notaríamos que não é exclusividade do REIKI ou de qualquer outra prática considerada medicina integrativa, e sim uma falha na metodologia da pesquisa!!!!

  • Katia Auvray

    Prezado Felipe Campelo. O autor da tese que empregou camundongos em experimentos com a energia Reiki, não é o citado em seu artigo, o Dr. Ricardo Monezi Julião de Oliveira, cuja tese envolve idosos com sintomas de estresse.

  • Flavio Dutra

    Talvez um dia o senhor tenha a oportunidade de receber um tratamento com Reiki. Há mais coisas entre o céu e a terra…

  • Isteferson Rosa de Melo

    Amigo, mas que texto inútil heim…
    Se algo como o reiki funciona em inúmeros casos por causa da fé, que mal tem nisso?
    Sério mesmo, reflita com o coração!
    Ou quem ajuda mesmo é a medicina alopática?
    Por favor… a física quântica tá ae há décadas…

  • Fernando Martins

    Creio que realmente não estão querendo dizer que o conhecimento científico seja o único que existe embora paradoxalmente o dono da página diga que “não há evidência de existência de nada além do universo material e concreto” rs rs Sinceramente… a Medicina Tradicional Chinesa hoje é estudada nos grandes centros médicos e inclusive a Acupuntura, coisa de antigos chineses agora é prerrogativa de médico… ou seja, há muito mais na existência do mundo do que o limitado ser humano ocidental definiu.